Focus mantém IPCA de 2026 em 5,02%, acima do teto da meta

A mediana das projeções do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 ficou em 5,02% pela segunda semana consecutiva, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central. O nível permanece 0,52 ponto porcentual acima do teto da meta contínua de inflação, fixado em 4,50%. Um mês antes, a estimativa era de 5,12%.
Considerando apenas as 95 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, recorte mais sensível a mudanças recentes, a mediana para 2026 passou de 5,04% para 5,03%.
Para 2027, a mediana do Focus avançou de 4,24% para 4,25%. Um mês antes, estava em 4,22%. No grupo das 95 projeções mais recentes, a estimativa subiu de 4,21% para 4,32%.
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As expectativas para os anos seguintes permaneceram estáveis. A mediana para 2028 ficou em 3,80% pela quarta semana seguida. Para 2029, seguiu em 3,50% pela 51ª semana consecutiva.
No início de agosto, o Banco Central revisou suas projeções para o IPCA de 2026, de 5,2% para 5,1%, e para 2027, de 3,7% para 3,8%. Os números foram publicados no comunicado da reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado manteve em 3,2% a projeção para a inflação acumulada em 12 meses no primeiro trimestre de 2028, período que passou a ser o horizonte relevante da política monetária.
Desde 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Se a inflação permanecer fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central considera que a meta foi descumprida.
Fonte: Estadão Conteúdo
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