sábado, agosto 22, 2026
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Quatro fatores reforçam expectativa de alta para a arroba do boi gordo em setembro


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Foto gerada por IA

O mercado físico brasileiro do boi gordo registrou uma semana de preços inalterados na compra. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a dinâmica do mercado aponta para escalas de abate mais alongadas para os frigoríficos de maior porte e mais curtas para as indústrias menores.

Nas exportações de carne, o desempenho sinaliza enfraquecimento, considerando a menor participação da China no mercado no decorrer do terceiro trimestre.

“No cenário doméstico, a demanda permanece enfraquecida na segunda quinzena de agosto, algo natural para o período”, afirma.

O que esperar de setembro?

Para setembro, diversos indícios apontam para um mercado pecuário de altas consistentes na arroba do boi gordo.

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, aponta que os frigoríficos estarão concentrados na compra de bovinos jovens para abate, principalmente na segunda quinzena do mês, já pensando em garantir estoque para atender a cota de 2027 de exportação à China.

“Ao verificar o contexto de estação de monta e oferta de bovinos, os meses de setembro a dezembro, geralmente, têm menor participação de fêmeas nos abates em comparação aos bimestres anteriores, ou seja, é outro ponto que deve pesar em precificação, visto que a menor oferta deve fazer a demanda se recuperar no setor exportador”, contextualiza.

Além disso, Fabbri cita que a decisão do governo dos Estados Unidos de liberar até 300 mil toneladas de carne a tarifa zero deve beneficiar o Brasil. “Trata-se de um novo componente que impulsiona o comportamento da arroba do boi, principalmente se a medida [de Donald Trump] for realmente válida para os próximos 90 dias, ou seja, praticamente até o fim do ano.”

O especialista da Scot ainda cita que o mercado interno deve receber sustentação com o início das campanhas eleitorais e a distribuição das verbas do fundo partidário. “É um valor substancial que entra no mercado brasileiro e ajuda no consumo de carne bovina no país”, arremata.

Preço médio da arroba do boi

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 20 de agosto, sem mudanças em relação ao final da semana anterior:

  • São Paulo (Capital): R$ 355
  • Goiás (Goiânia): R$ 335
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 335
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 340
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330
  • Rondônia (Vilhena): R$ 338

Mercado atacadista

O mercado atacadista registrou preços de estáveis a mais baixos durante a semana. Iglesias ressalta que o ambiente de negócios ainda aponta para a possibilidade de recuo das cotações no curto prazo diante de um cenário marcado pelo menor apelo ao consumo.

“Além disso, a carne bovina permanece menos competitiva em relação às proteínas concorrentes, especialmente na comparação com a carne de frango”, assinala.

  • Quarto do dianteiro do boi: R$ 21,00 por quilo, 2,33% abaixo dos R$ 21,50 praticados na semana passada
  • Quarto do traseiro bovino: R$ 27,00 por quilo, inalterado ante a semana anterior

Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 579,688 milhões em agosto até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 57,968 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 94,419 mil toneladas, com média diária de 9,442 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.139,50.

Em relação a agosto de 2025, houve baixa de 19,1% no valor médio diário da exportação, queda de 26,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,6% no preço médio.

*Com informações de Safras News

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