Vinhos chilenos apostam em rótulos leves e sustentáveis no Brasil

A qualidade do vinho chileno é amplamente reconhecida no Brasil, onde o país se destaca como o quarto maior exportador de vinhos do mundo. Com 100 milhões de garrafas vendidas anualmente, o Brasil é o principal mercado para o vinho chileno, representando metade de todo o vinho consumido no país.
Transformação do mercado
Historicamente, os vinhos chilenos eram conhecidos por seus tintos robustos e encorpados. No entanto, essa tendência mudou, com o Chile agora produzindo vinhos mais leves e frescos, influenciados por climas mais frios. Essa mudança também reflete uma demanda crescente por vinhos com menor teor alcoólico e opções orgânicas e biodinâmicas.
Diversidade e terroir
A diversidade das regiões produtoras chilenas é um fator crucial na produção de vinhos diferenciados. O foco atual está na valorização do terroir, permitindo que cada vinho conte a história de seu local de origem. Entre as novidades, destacam-se:
- Vinhos com microterroá e mínima intervenção enológica.
- Novas linhas de produtos, como o Floresta, que combina cinco uvas brancas.
- O vinho Triple C, um corte bordalês de Carménère e Cabernet Franc.
Oportunidades no Brasil
Os vinhos chilenos são percebidos como bons e acessíveis, mas há um mercado em expansão para vinhos de alta qualidade. O turismo entre Brasil e Chile também contribui para o fortalecimento da imagem dos vinhos chilenos, que são frequentemente acompanhados por outros produtos, como o salmão. As iniciativas para promover a identidade chilena no Brasil são vistas como essenciais para aumentar a presença desses produtos no mercado.
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