Brasileira defende mais espaço para jovens nas decisões da COP17

A advogada cearense Beatriz Azevedo afirmou que a presença de jovens nas conferências internacionais sobre meio ambiente aumentou nos últimos anos, mas ainda enfrenta o desafio de influenciar as decisões finais. Reconhecida em 2024 pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) como uma das dez lideranças jovens Land Heroes, ela participa da COP17 de Combate à Desertificação, realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia, desde segunda-feira (17).
A COP17 segue até 28 de agosto sob o tema “Restaurando a Terra. Restaurando a Esperança”. O encontro reúne representantes de 197 países, além de cientistas, empresas, organizações da sociedade civil, povos indígenas, pastores, agricultores familiares e jovens para discutir restauração de terras, seca, segurança alimentar, financiamento e resiliência.
Em entrevista à Agência Brasil, Beatriz avaliou que a juventude ganhou espaço institucional dentro da convenção, com iniciativas como o Youth Forum, o Land Heroes, o Ecopreneur e o Youth Negotiators. Segundo ela, o ponto central agora é fazer com que as contribuições apresentadas por jovens sejam incorporadas às decisões adotadas pelos países.
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A advogada afirmou que a conferência também amplia a visibilidade de problemas que atingem diretamente o Nordeste brasileiro. Na avaliação dela, a agenda da desertificação abre espaço para colocar a Caatinga e o Semiárido no centro do debate internacional, ao lado de temas como restauração, degradação da terra e seca.
Beatriz disse ainda que o financiamento é um dos principais pontos da discussão. Ela defendeu medidas que associem restauração da terra a benefícios socioeconômicos, como geração de emprego e renda, e citou projetos ligados à bioeconomia, ao mercado de carbono e à cultura da macaúba para produção de combustível sustentável de aviação (SAF). Também destacou a necessidade de ampliar o acesso a recursos por assentamentos rurais e comunidades locais.
Para Beatriz Azevedo, a COP17 representa uma oportunidade de fortalecer o debate sobre restauração de terras e financiamento climático com foco em soluções aplicadas ao território, incluindo demandas do Semiárido brasileiro e de populações que atuam diretamente no uso e na conservação da terra.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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