Custo de capital é prioridade da Abimaq para o próximo presidente

O custo para investir é um dos pontos que mais pesam sobre uma atividade que depende de capital para produzir. Por isso, a estabilidade macroeconômica deve estar entre as prioridades do próximo presidente da República, na avaliação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
A entidade defende equilíbrio fiscal e um ambiente econômico mais estável como caminho para reduzir o custo de capital e favorecer os investimentos no agronegócio. A avaliação é de Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq.
“Se eu tivesse que fazer um pedido para o próximo presidente, eu pediria a estabilidade macroeconômica, porque você teria um custo de capital menor”, afirmou.
Segundo Bastos, a questão é especialmente relevante para a agricultura, uma atividade que exige investimentos constantes em máquinas, equipamentos, tecnologia e estrutura produtiva. “A gente sabe que a agricultura é intensiva em capital. Se você tiver equilíbrio fiscal, você tem custo de capital menor”, disse.
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Impacto além da porteira
Na avaliação da Abimaq, uma eventual redução do custo de capital não beneficiaria apenas o produtor rural. O efeito alcançaria diferentes elos da cadeia do agronegócio, ampliando as condições para investimentos e negócios.
Entre os segmentos citados por Bastos estão os fornecedores de insumos, a indústria de máquinas agrícolas e as revendas, tanto de insumos quanto de equipamentos.
“Não só beneficiaria o agricultor em geral, mas também toda a sociedade e, principalmente, o agro”, afirmou.
Para o representante da Abimaq, portanto, a política econômica do próximo governo pode ter reflexos diretos sobre a capacidade de investimento do setor. Com maior previsibilidade e menor custo de capital, produtores e empresas teriam melhores condições para planejar a aquisição de máquinas e a expansão das atividades.
“Você ter equilíbrio fiscal e estabilidade macroeconômica seria um pedido bastante interessante para o próximo presidente”, concluiu Bastos.
A posição da Abimaq faz parte da série do Canal Rural que reúne as principais demandas das entidades do agronegócio para o próximo presidente da República. Confira o depoimento da entidade na íntegra:
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