Dólar sobe 0,37% e fecha a R$ 5,1799, maior nível desde 2 de julho

O dólar encerrou esta quarta-feira (12) em alta de 0,37%, cotado a R$ 5,1799, maior valor de fechamento desde 2 de julho, quando terminou a R$ 5,2082. Na reta final do pregão, a moeda marcou máxima de R$ 5,1809, após passar boa parte da tarde perto da estabilidade. Em agosto, o avanço acumulado chega a 2,16%.
O movimento no mercado de câmbio foi influenciado pelo cenário externo. Ao longo do dia, o dólar acompanhou a valorização global da moeda norte-americana e o avanço das taxas dos Treasuries, o que pressionou divisas de mercados emergentes. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu durante a tarde e tocou os 100,000 pontos, com máxima de 100,023 pontos.
No início da sessão, a moeda norte-americana chegou a ensaiar queda pontual após a divulgação dos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos em julho. O índice veio em linha com as estimativas e reforçou a expectativa predominante de manutenção da taxa de juros pelo Federal Reserve em setembro.
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Segundo operadores, o pregão também foi marcado por acomodação no mercado local, depois da forte correção registrada na véspera nos ativos domésticos. Entre os fatores citados estiveram o rebaixamento da recomendação do JPMorgan para o Brasil e a repercussão das pesquisas eleitorais, em um ambiente de saída de capital estrangeiro da bolsa.
Para o diretor de Pesquisa Econômica do Banco Pine, Cristiano Oliveira, a queda do real em agosto está associada a uma realocação de portfólio entre mercados emergentes e ao aumento da volatilidade com a proximidade da eleição presidencial. Ele afirmou que o movimento recente é tático e de curto prazo, em meio à incerteza eleitoral e à avaliação sobre a questão fiscal.
Oliveira também disse que, mesmo com eventual alta de juros pelo Fed e novo corte da Selic, o diferencial de juros entre Brasil e exterior deve seguir elevado, com apoio adicional dos termos de troca favoráveis e de saldos comerciais robustos.
Com o avanço desta quarta-feira (12), o dólar ampliou os ganhos no mês para 2,16% e voltou ao maior nível de fechamento em pouco mais de um mês, em um pregão guiado principalmente pelo fortalecimento global da moeda norte-americana.
Fonte: Estadão Conteúdo
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