terça-feira, agosto 11, 2026
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Copom reafirma cautela e reduz Selic para 14,00%


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou nesta terça-feira (11), na ata da reunião de agosto, que o cenário atual exige serenidade e cautela na condução da política monetária. O colegiado citou aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base. Na reunião encerrada na última quarta-feira (5), o comitê reduziu a taxa Selic de 14,25% para 14,00% ao ano.

Segundo o Banco Central, o comitê seguirá incorporando novas informações e acompanhando a evolução do cenário para manter a restrição adequada e assegurar a convergência da inflação à meta. O corte de 0,25 ponto porcentual foi o quarto consecutivo. Desde março, quando o Banco Central iniciou um "ciclo de calibração" cauteloso da política monetária, os juros acumulam queda de 1,0 ponto porcentual.

A ata registra que esse movimento ocorre em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã na cadeia global de suprimentos, nos preços de commodities e na própria inflação. Antes do ciclo de cortes, a Selic ficou em 15% por dez meses seguidos, de junho de 2025 até março de 2026.

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O Copom também reiterou que a redução da taxa básica é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. O colegiado afirmou ainda que a decisão, sem prejuízo do objetivo de assegurar a estabilidade de preços, implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

Nas projeções, o comitê manteve estimativa de alta de 5,1% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, acima do teto da meta de 4,5%, e de 3,8% em 2027. Para a inflação acumulada em 12 meses no primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária, a projeção é de 3,2%.

Para os preços livres, a previsão é de altas de 5,1%, 3,9% e 3,1%, respectivamente. Para os preços administrados, as estimativas são de 4,9%, 3,5% e 3,5%.

As projeções do cenário de referência consideram a trajetória de juros do Relatório Focus publicado em 3 de agosto, bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027, taxa de câmbio inicial de R$ 5,10 com evolução conforme a paridade do poder de compra e preços do petróleo seguindo aproximadamente a curva futura por seis meses, com alta de 2% ao ano depois desse período.

Fonte: Estadão Conteúdo

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