quarta-feira, agosto 5, 2026
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Copom corta Selic para 14% e mantém viés altista para riscos da inflação


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O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14% ao ano, nesta quarta-feira (5), e manteve a assimetria altista no balanço de riscos para a inflação. Segundo o Banco Central, os riscos de alta e de baixa seguem mais elevados que o usual, com pressão maior no sentido de alta dos preços.

No comunicado da decisão, o colegiado afirmou que “os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista”. A leitura repete a direção já reconhecida em junho, quando o viés de alta apareceu pela primeira vez na ata divulgada após a decisão de política monetária.

O Copom preservou praticamente a mesma estrutura do balanço de riscos do encontro anterior, com quatro fatores de alta e três de baixa. Entre os riscos para cima, o comitê citou a possibilidade de desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado, com horizontes mais longos incorporando impactos potenciais de segunda ordem de choques de oferta, ligados ao petróleo e seus derivados, além de efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e os custos de energia.

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Também seguiram no grupo de riscos altistas a maior resiliência da inflação de serviços, uma combinação de políticas econômicas externa e interna com impacto inflacionário acima do esperado, inclusive por meio de taxa de câmbio persistentemente mais depreciada, e estímulos à demanda agregada, especialmente ao consumo, com potencial de levar a atividade acima do produto potencial.

No grupo de riscos para baixo, o Banco Central manteve a possibilidade de desaceleração mais acentuada da atividade doméstica, de perda mais forte de ritmo da economia global em meio a choques de comércio e do petróleo e de redução nos preços das commodities, com efeitos desinflacionários.

Com a decisão desta quarta-feira (5), o Copom reduziu a Selic para 14% ao ano e reiterou que o balanço de riscos para a inflação segue com assimetria altista, em um quadro que combina fatores ligados à atividade, ao câmbio, às commodities, à energia e à produtividade agrícola.

Fonte: Estadão Conteúdo

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