quinta-feira, julho 30, 2026
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Juros futuros caem com expectativa de corte da Selic e alívio externo


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

Os juros futuros reduziram prêmios nesta quinta-feira (30), em um movimento apoiado por dados de inflação mais benignos nos Estados Unidos e por indicadores domésticos que reforçaram a leitura de continuidade do ciclo de baixa da Selic. Mesmo com o recuo das taxas, a curva a termo seguiu inclinada, com maior alívio nos contratos curtos e menor acomodação nos vencimentos longos.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou de 13,839% no ajuste anterior para 13,805%, na mínima intradia. O DI para janeiro de 2029 caiu de 14,197% para 14,08%. Já o DI para janeiro de 2031 passou de 14,45% para 14,355%.

Segundo agentes do mercado, o movimento acompanhou a curva dos Treasuries, mas também refletiu fatores internos. Dados recentes de inflação e atividade sustentaram a avaliação de que o processo de calibragem da Selic pode continuar além de agosto. Ao mesmo tempo, as taxas longas mostraram maior resistência à queda, em meio à atenção com o quadro fiscal e a aproximação das eleições.

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O leilão de prefixados do Tesouro Nacional também contribuiu para aliviar a curva. De acordo com a Warren Investimentos, o risco adicionado ao mercado ficou em US$ 357 mil, o menor desde 11 de junho, concentrado em títulos de curto prazo. Para Luis Felipe Vital, estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da Warren, o certame ajudou na perda de fôlego dos juros futuros. “O leilão foi pequeno em risco (DV01). Bem abaixo da média do ano”, afirmou.

No exterior, o suporte veio do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos, que caiu 0,1% em junho ante maio e subiu 3,7% na comparação anual. O núcleo do indicador avançou 0,1%, abaixo da expectativa de 0,2%. Para João Freitas, estrategista de investimentos do Santander, o mercado local acompanhou a descompressão dos Treasuries curtos após o dado de inflação.

No cenário doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de julho, com alta de 0,06%, reforçou a leitura de espaço para novos cortes da Selic. Segundo cálculos do banco Bmg, a curva a termo passou a indicar 100% de chance de redução de 0,25 ponto porcentual em agosto, com divisão das apostas entre manutenção e novo corte em setembro.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostrou taxa de desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em junho, em linha com as estimativas do mercado e com efeito neutro sobre a curva. No dia, o petróleo em queda ao redor de 1% também deu suporte ao alívio nos DIs.

Fonte: Estadão Conteúdo

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