terça-feira, julho 28, 2026
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Fretes agrícolas fecham junho acima de 2025, com recuo mensal em parte das rotas


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Os preços dos fretes agrícolas em junho registraram alta em relação ao mesmo mês de 2025 nas principais rotas acompanhadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No comparativo com maio, porém, parte dos corredores logísticos apresentou recuo, sobretudo em Mato Grosso. O comportamento das tarifas refletiu a movimentação da safra, os custos operacionais e o desempenho das exportações.

Segundo a Conab, 72% das rotas monitoradas em Mato Grosso tiveram recuo nas cotações mensais, com variações entre queda de 8% e alta de 8%. Mesmo com a movimentação da segunda safra de milho, o volume de embarques ficou abaixo do esperado para o período. A Companhia relaciona esse cenário ao crescimento da demanda interna pelo cereal, aos preços pagos ao produtor e aos trajetos rodoviários mais curtos.

Em Mato Grosso do Sul, os fretes ficaram estáveis, com aumento em metade dos trechos analisados, sustentados pelos custos operacionais do transporte e pelo fluxo contínuo de cargas agrícolas. Em Goiás, a maior parte das rotas pesquisadas apresentou recuo, especialmente nas praças com origem em Cristalina e Bom Jesus de Goiás. No Distrito Federal, todas as rotas registraram retração, com valores mínimos até 4% inferiores aos de maio.

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Na Bahia, houve queda ou estabilidade em todas as rotas. Em Luís Eduardo Magalhães, os fretes ficaram até 7% mais baratos, movimento associado à redução da demanda após o pico de escoamento de grãos em abril e ao aumento da oferta de transportadores. No Maranhão, houve alta em algumas regiões, com destaque para Balsas e Tasso Fragoso. No Piauí, prevaleceram variações positivas, ligadas aos envios de soja ao exterior e ao aumento do preço local dos combustíveis.

Nas praças paulistas, os valores permaneceram estáveis ou com leve alta. Em Minas Gerais, os preços ficaram em queda ou praticamente constantes. No Paraná, o início da colheita do milho segunda safra elevou a demanda por transporte nas principais regiões produtoras.

No comércio exterior, as exportações brasileiras de soja em grãos somaram 69,5 milhões de toneladas até junho de 2026, alta de 7,12% sobre o primeiro semestre de 2025. Os embarques de milho chegaram a 7,9 milhões de toneladas, avanço de 22,13% na mesma comparação.

O Boletim Logístico mostra ainda que o Arco Norte respondeu por 35,4% dos embarques de milho e por 39,1% das exportações de soja no primeiro semestre de 2026. No mesmo período, as importações de fertilizantes somaram 18,31 milhões de toneladas, volume 5,7% inferior ao registrado um ano antes.

Fonte: gov.br

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