segunda-feira, julho 27, 2026
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CNA critica tarifas dos EUA sobre produtos do agronegócio brasileiro


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) expressou preocupação em relação às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos do agronegócio brasileiro. A entidade argumenta que essas sobretaxas, justificadas por supostas práticas de trabalho forçado, penalizam os produtores que atuam em conformidade com a legislação brasileira e comprometem a competitividade do setor.

Impacto das tarifas

Segundo a CNA, a taxação não apenas prejudica os produtores rurais que cumprem rigorosamente as normas, mas também afeta o comércio entre Brasil e Estados Unidos, além de impactar negativamente o consumidor americano. A diretora de relações internacionais da CNA, Suem Mouri, destacou que a confederação participou ativamente da investigação conduzida pelo escritório do representante comercial dos EUA.

Defesa da CNA

A CNA apresentou evidências de que o Brasil possui um dos marcos legais mais rigorosos no combate ao trabalho forçado, especialmente no setor agropecuário. A entidade defende que a imposição de tarifas não contribui para a erradicação do trabalho forçado e, em vez disso, penaliza aqueles que geram empregos e produzem de forma responsável.

Diálogo e soluções

Suem Mouri enfatizou que o diálogo continua sendo o melhor caminho para encontrar soluções equilibradas entre os dois países. A CNA se compromete a acompanhar os desdobramentos das tarifas e a defender os interesses dos produtores rurais brasileiros.

Pacote de socorro

Enquanto as negociações não avançam, o governo federal anunciou um pacote de R$ 5 milhões em linhas de crédito como parte do programa Brasil Soberano, que visa apoiar o setor afetado pelas tarifas.

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