terça-feira, junho 23, 2026
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Copom diz que ritmo de ajuste da Selic dependerá da evolução do cenário


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O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou nesta terça-feira (23), na ata da reunião de junho, que a magnitude do ciclo de calibração da taxa Selic será ajustada conforme a evolução do cenário. Segundo o Banco Central, a condução da política monetária busca assegurar a convergência da inflação à meta em um ambiente de incerteza historicamente elevada e de riscos assimétricos na direção de alta dos preços.

Na reunião encerrada na quarta-feira (17), o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25%. Foi o terceiro corte consecutivo. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de calibração cauteloso, os juros acumulam queda de 0,75 ponto porcentual.

Na ata, o Copom afirmou que atua com serenidade e cautela para que os próximos passos possam incorporar novas informações sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio. O documento cita os efeitos diretos e indiretos desse cenário sobre o nível de preços ao longo do tempo, além das incertezas sobre a cadeia global de suprimentos e os preços de commodities.

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O Comitê também avaliou que a redução da Selic para 14,25% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para ao redor da meta. Segundo o colegiado, a decisão preserva o objetivo de assegurar a estabilidade de preços e também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

As projeções repetidas na ata indicam alta de 5,2% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, acima do teto da meta, de 4,5%. Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, a estimativa é de 3,7%, acima do centro da meta, de 3,0%.

Para os preços livres, o Copom projeta altas de 5,3% em 2026 e 3,7% em 2027. Para os administrados, as estimativas são de 4,7% e 3,9%, respectivamente. O cenário de referência considera trajetória de juros do Relatório Focus publicado em domingo (15), bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027, taxa de câmbio inicial de R$ 5,10 e preços do petróleo seguindo a curva futura por seis meses, com alta de 2% ao ano depois desse período.

A ata reforça que o Copom manterá o ajuste da Selic condicionado às novas informações sobre inflação e ao ambiente de incerteza, após levar a taxa básica para 14,25% na reunião de junho.

Fonte: Estadão Conteúdo

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