quinta-feira, junho 11, 2026
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Déficit de milho em SC gera aumento de custos e alerta na pecuária


Santa Catarina, referência nacional na produção de aves e suínos, enfrenta um desafio significativo para sustentar o crescimento do setor: a escassez de milho. O estado consome anualmente 8,5 milhões de toneladas do grão, mas produz apenas 2 milhões, resultando em um déficit de 6 milhões de toneladas que precisa ser suprido por importações de outras regiões e países vizinhos.

Desafios da produção de milho

Para atender à demanda, Santa Catarina depende principalmente de milho proveniente do Mato Grosso do Sul e do Paraná, que juntos podem fornecer quase 5 milhões de toneladas. No entanto, essa importação acarreta custos logísticos elevados, estimados em mais de R$ 1 bilhão por ano, impactando a rentabilidade dos produtores locais.

Impacto do etanol de milho

Outro fator que agrava a situação é o avanço do etanol de milho no Brasil, que aumenta a competição pelo grão. A previsão é que, até 2028, o consumo de milho para etanol chegue a 48 milhões de toneladas, o que representa um desafio adicional para a cadeia de proteína animal.

Iniciativas e tecnologia no campo

Os produtores catarinenses estão investindo em tecnologia e práticas agrícolas, como plantio direto e rotação de culturas, para aumentar a produtividade. O município de Guatambu se destaca com uma média de 12.000 kg por hectare na safra 2025/2026. Apesar dos altos custos e riscos climáticos, alguns agricultores estão ampliando suas áreas plantadas.

  • Marcos Anrosso, produtor, destina metade de sua área para silagem.
  • O governo estadual implementa programas como Terra Boa para apoiar os agricultores.
  • O projeto Sementes de Milho visa aumentar a produtividade e reduzir custos.

Mesmo diante dos desafios, os produtores acreditam na viabilidade da cultura do milho e buscam formas de otimizar suas operações para garantir a rentabilidade e a segurança alimentar no estado.

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