Mapa confirma primeiros casos de greening em citros no Rio Grande do Sul

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou na segunda-feira (8) os primeiros casos de greening, também chamado de Huanglongbing (HLB), em plantas cítricas no Rio Grande do Sul. A ocorrência foi identificada em um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. A confirmação ocorreu após análises laboratoriais da rede do ministério.
Segundo o Mapa, equipes do órgão e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi-RS) já atuam na região para monitorar áreas próximas ao foco e adotar medidas fitossanitárias para conter a disseminação da doença.
As ações seguem o Plano de Ação previsto na Portaria SDA/Mapa nº 1.326/2025, que institui o Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening. Entre as medidas previstas estão a intensificação da vigilância fitossanitária, com atenção especial aos pomares comerciais, e o controle do trânsito de mudas, ponto considerado sensível para a dispersão do problema.
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De acordo com o protocolo oficial, também será feita a erradicação das plantas infectadas e o controle rigoroso do psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor da bactéria associada ao greening. O objetivo é reduzir o risco de avanço da doença para outras áreas produtoras.
O greening não oferece risco à saúde humana, mas tem efeito direto sobre a produção citrícola. Entre os danos técnicos descritos pelo ministério estão a deformação dos frutos, a perda de qualidade e a redução da produtividade das plantas. Por isso, a confirmação do primeiro foco no Estado amplia a necessidade de monitoramento fitossanitário, sobretudo em regiões com atividade citrícola e circulação de material propagativo.
O comunicado oficial não detalha, até o momento, o número de plantas atingidas nem a área total sob investigação na região.
A contenção do foco dependerá da execução das medidas previstas no protocolo oficial, com erradicação das plantas contaminadas, controle do inseto vetor e reforço da fiscalização sobre mudas e pomares. Até a divulgação de novos levantamentos, não há base oficial para estimar o alcance produtivo da ocorrência no Estado.
Fonte: Estadão Conteúdo
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