Inflação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobe a 4,4% em abril com alta da energia

A inflação anual ao consumidor nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acelerou de 4% em março para 4,4% em abril, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (4). O principal fator de pressão foi a energia, cuja inflação subiu para 13,2%, alta de 5,1 pontos porcentuais em relação ao mês anterior. O avanço ocorreu em 23 países-membros, enquanto seis ficaram estáveis e nove registraram recuo.
De acordo com a OCDE, a inflação de alimentos também avançou em abril e chegou a 4%. Já o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, permaneceu praticamente estável em 3,6%, indicando que a aceleração do índice cheio esteve concentrada principalmente nos componentes mais voláteis.
Os maiores aumentos da inflação anual foram registrados em Bélgica, Chile, Grécia, Itália e Turquia, com elevações de ao menos 1 ponto porcentual. Na direção oposta, a Suécia teve a maior desaceleração, de 0,6 ponto porcentual, em movimento associado à queda dos preços dos alimentos, que compensou parcialmente a alta da energia.
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No G7, a inflação anual subiu de 2,8% para 3,2% em abril. Os Estados Unidos atingiram 3,8%, maior taxa desde maio de 2023. Canadá, França, Alemanha e Itália também voltaram a níveis observados pela última vez em 2023 ou 2024. No Reino Unido, o núcleo da inflação recuou para 2,8%, menor patamar desde setembro de 2021.
Na zona do euro, o índice harmonizado de preços ao consumidor (HICP) passou de 2,6% em março para 3,1% em abril. A inflação de energia chegou a 10,8%, maior nível desde fevereiro de 2023. Estimativa preliminar da Eurostat apontou estabilidade da inflação cheia em 3,2% em maio.
Entre os países do G20, a inflação anual avançou de 4% para 4,3% em abril, com aceleração em Brasil, China, Índia e África do Sul. O relatório não detalha, porém, os efeitos específicos desse movimento sobre cadeias agropecuárias, fretes ou custos de produção.
Os dados mostram que a energia segue como principal foco de pressão inflacionária nas economias avançadas e emergentes. Para o setor produtivo, a leitura técnica é de manutenção da atenção sobre combustíveis, logística e custo operacional, embora o relatório da OCDE não apresente projeções setoriais específicas para o agro.
Fonte: Estadão Conteúdo
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