Inadimplência no agro atinge 8,2% entre produtores, revela Serasa Experian

Uma pesquisa da Serasa Experian revelou que a inadimplência no setor agropecuário brasileiro alcançou 8,2% entre pequenos, médios e grandes produtores. O estudo, que compara dados com o mesmo período de 2024, mostra um aumento de 1 ponto percentual em relação ao ano anterior.
Perfil dos devedores
O levantamento indica que os produtores sem registro rural, como arrendatários ou membros de grupos familiares, apresentam a maior taxa de inadimplência, quase 10%. Em seguida, estão os grandes proprietários, seguidos pelos médios e pequenos produtores.
Principais credores
- A maior parte das dívidas está concentrada em instituições financeiras, com uma dívida média de R$ 115,5 mil.
- Débitos relacionados a credores do próprio agro representam 0,3%, com uma dívida média de R$ 138 mil.
Causas da inadimplência
Os principais fatores que contribuem para o aumento da inadimplência incluem:
- Custos mais altos de produção.
- Preços voláteis dos produtos agrícolas.
- Crédito mais restrito.
Análise por estados
A região Sul do Brasil se destaca com a menor taxa de inadimplência, de 5,7%, mesmo enfrentando desafios como a falta de acesso a crédito e perdas sucessivas de safra. No Rio Grande do Sul, a inadimplência ficou em 5,3% no último trimestre de 2025, devido a financiamentos com juros controlados.
Renegociações e PL5122
Produtores gaúchos estão lutando pela aprovação do PL5122, que visa facilitar a renegociação de dívidas com juros mais acessíveis. A proposta é vista como essencial para manter a saúde financeira dos produtores e evitar um colapso maior no setor.
Os produtores destacam a necessidade de prazos mais longos para honrar seus compromissos, enfatizando que a situação atual é crítica e pode levar a um aumento significativo da inadimplência se não forem tomadas medidas adequadas.
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