Peixe BR manifesta preocupação com proposta de tarifa extra dos EUA

A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) informou, nesta terça-feira (2), que vê com preocupação a proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. Segundo a entidade, a medida ainda passará por consulta pública antes de uma decisão final pelas autoridades dos Estados Unidos. O tema surge em um momento de expansão da presença brasileira no comércio internacional de alimentos.
Em nota, a Peixe BR afirmou que medidas que resultem em aumento de custos ou em restrições ao comércio internacional devem ser tratadas com cautela. A entidade relaciona a proposta ao avanço recente do Brasil nos mercados globais do agronegócio e da produção de alimentos.
De acordo com a associação, a proposta foi apresentada após a conclusão de uma investigação comercial iniciada em julho de 2025 pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O texto divulgado pela entidade indica que o processo ainda não foi encerrado e depende da etapa de consulta pública antes da decisão final.
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Até o momento, o conteúdo disponível não detalha quais produtos brasileiros da piscicultura podem ser diretamente atingidos, nem informa volumes exportados, valores embarcados ou participação do mercado norte-americano nas vendas externas do setor. Também não há, no material apresentado, cronograma final para eventual implementação da tarifa.
Do ponto de vista setorial, uma sobretaxa de 25% pode alterar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos, caso a medida seja confirmada. Esse tipo de mudança tarifária tende a afetar preços de entrada, condições de negociação e estratégia comercial de exportadores, dependendo do produto abrangido e da resposta dos compradores.
A piscicultura brasileira acompanha o tema porque barreiras tarifárias têm efeito direto sobre o acesso a mercados e sobre o planejamento das empresas exportadoras. A Peixe BR informou que seguirá monitorando os desdobramentos da proposta e avaliando os impactos potenciais para a cadeia.
O cenário ainda depende da conclusão da consulta pública e da decisão final das autoridades norte-americanas. Até que haja definição sobre os produtos alcançados e sobre a vigência da medida, não há base suficiente para estimar o efeito econômico sobre toda a piscicultura brasileira.
Fonte: Estadão Conteúdo
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