segunda-feira, junho 1, 2026
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Área de canola no Rio Grande do Sul deve dobrar devido à crise do trigo


A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul deve praticamente dobrar nesta safra, passando de 215.000 hectares para 380.000 hectares. A expansão da cultura se deve a diversos fatores, incluindo a baixa no plantio de trigo, a melhor precificação da canola e o menor custo de implantação.

Fatores da expansão

  • Baixa no plantio de trigo
  • Melhores preços da canola
  • Menor custo de implantação

De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Brascanola), a maior parte da área cultivada está concentrada no Rio Grande do Sul, que é o maior produtor nacional da oleaginosa. Além disso, cerca de 20.000 hectares estão distribuídos entre os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Expectativas dos produtores

A expectativa dos produtores é positiva, uma vez que a canola tem se mostrado uma boa opção de rotação de culturas. O custo de implantação da canola é significativamente menor em comparação ao trigo, com uma média de 15 a 18 sacas por hectare, enquanto o trigo apresenta um custo médio de 45 sacas por hectare.

Preços e mercado

Atualmente, o preço da canola está em média R$ 130 por saca de 60 kg, enquanto o trigo é negociado a cerca de R$ 70 por saca. Essa diferença de preços tem incentivado os produtores a optarem pela canola, que oferece uma garantia de mercado mais estável.

Desafios e novas culturas

Apesar da expansão, os produtores enfrentam desafios, como o excesso de umidade no campo, que tem dificultado o avanço dos trabalhos de semeadura. Além da canola, a cultura de carinata, utilizada para a produção de combustível de aviação, também deve expandir no estado, passando de 9.000 hectares na safra passada para cerca de 20.000 hectares nesta safra.

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