segunda-feira, maio 18, 2026
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Pesquisador da Seapi destaca limites e avanços no diagnóstico da resistência a carrapaticidas


Pesquisador da Seapi discute resistência de carrapato bovino a carrapaticidas em evento científico

O pesquisador Guilherme M. Klafke, do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF), ligado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), apresentou nesta segunda-feira (18) os avanços e as limitações no diagnóstico da resistência a carrapaticidas em carrapatos bovinos. A exposição ocorreu em Águas de Lindóia (SP), durante a 55ª reunião da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq), que termina nesta terça-feira (19).

Na mesa-redonda “Avanços Recentes em Entomologia Molecular”, Klafke tratou dos marcadores moleculares da resistência a carrapaticidas no carrapato bovino (Rhipicephalus microplus). Segundo o pesquisador, o tema envolve desafios técnicos para transformar descobertas em biologia molecular em testes diagnósticos amplamente aplicáveis no campo.

O carrapato bovino está entre os principais parasitos da pecuária em regiões tropicais e subtropicais. Além da ação direta sobre os animais, ele também atua na transmissão de agentes ligados à tristeza parasitária bovina. O controle ainda depende, em grande parte, de carrapaticidas químicos. De acordo com a apresentação, o uso frequente desses produtos favorece a seleção de populações resistentes, o que dificulta o manejo sanitário.

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Klafke explicou que a resistência deve ser entendida como um fenômeno evolutivo e multifatorial. Embora mutações e outros mecanismos associados à resistência já tenham sido identificados, diferentes populações resistentes podem apresentar variantes genéticas distintas. Nesse contexto, um único marcador molecular pode não explicar, isoladamente, o fenótipo observado nas propriedades.

Segundo o pesquisador, as ferramentas moleculares são importantes para ampliar o entendimento sobre como a resistência surge, se dissemina e se mantém nas populações de carrapatos. No entanto, ele ressaltou que o diagnóstico laboratorial fenotípico continua sendo essencial para orientar o uso racional dos carrapaticidas.

O IPVDF informou que mantém atuação histórica no diagnóstico da resistência a carrapaticidas e no apoio técnico a veterinários, produtores e ao serviço veterinário oficial. Atualmente, o centro desenvolve estudos voltados ao aprimoramento de métodos laboratoriais, à vigilância da resistência e ao uso de abordagens genômicas no Rio Grande do Sul, em cooperação com instituições nacionais e internacionais.

A apresentação indicou que a estratégia mais consistente para o controle do carrapato bovino é a integração entre vigilância genômica, bioensaios laboratoriais e dados de campo. Esse modelo pode ampliar a precisão do diagnóstico e apoiar decisões sanitárias mais eficientes na pecuária, embora o conteúdo divulgado não traga prazos ou resultados quantitativos de aplicação dessas ferramentas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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