quinta-feira, maio 14, 2026
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Executivos apontam conectividade e IA própria como lições da China para cidades inteligentes no Brasil


Executivos apontam conectividade e IA própria como lições da China para cidades inteligentes no Brasil

Executivos de empresas chinesas ou ligadas ao mercado chinês defenderam, nesta quinta-feira (14), que o Brasil amplie os investimentos em infraestrutura digital, processamento de dados e mobilidade elétrica para avançar em projetos de cidades inteligentes. A avaliação foi apresentada no painel “Inteligência Artificial e Cidades Inteligentes: Lições da China”, durante o São Paulo Innovation Week, realizado na capital paulista.

No debate, a China foi citada como referência por reunir cerca de 500 projetos-piloto de cidades inteligentes, com uso de reconhecimento facial, internet das coisas, inteligência artificial e conectividade avançada em trânsito, segurança, energia e serviços públicos.

Carlos Roseiro, diretor de ICT Marketing da Huawei Brasil, afirmou que a base desse modelo está na infraestrutura de conectividade. Segundo ele, serviços públicos críticos exigem redes dedicadas, separadas das redes comerciais, para garantir estabilidade e qualidade operacional. O executivo acrescentou que outro ponto central é a capacidade local de processamento de dados e de uso de inteligência artificial, sem dependência exclusiva de sistemas externos.

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Na área de gestão urbana, Lucas Kubaski, representante da Dahua Technology Brasil, destacou que câmeras e sensores passaram a operar como instrumentos de coleta de dados em tempo real. Entre as aplicações citadas estão contagem de veículos, apoio à gestão semafórica, identificação de pessoas procuradas pela Justiça e localização de desaparecidos. Ele também mencionou sistemas de iluminação pública com ajuste automático e a chamada “onda verde”, que prioriza o deslocamento de veículos de emergência.

O painel também tratou da eletromobilidade. Paula Maia, da área de produtos elétricos da 99, controlada pela chinesa DiDi Global, informou que a empresa participa de uma coalizão com 31 companhias e que cerca de 50 mil veículos elétricos já operam na plataforma. Segundo ela, o principal entrave à expansão ainda é o custo inicial de aquisição, embora a manutenção mais baixa possa reduzir despesas operacionais no longo prazo.

Os executivos avaliaram que a adaptação do modelo chinês ao Brasil depende de infraestrutura, governança de dados e regras claras para uso de tecnologias sensíveis, como reconhecimento facial. Não foram apresentados, no painel, prazos ou estimativas consolidadas de investimento para implantação dessas estruturas no país.

Fonte: Estadão Conteúdo

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