Mercado do boi gordo tem ritmo lento na véspera de feriado e indústrias recuam das compras

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com movimentação reduzida, típica da véspera de feriado, e com frigoríficos mais cautelosos na compra de animais. Muitas indústrias optaram por se afastar temporariamente das negociações, avaliando estratégias para o curtíssimo prazo diante de um cenário de oferta mais confortável em algumas regiões.
O alongamento das escalas de abate já é percebido em diversos estados, especialmente em Goiás e Minas Gerais, onde a qualidade das pastagens é mais limitada. Nessas regiões, a maior necessidade de venda por parte dos pecuaristas contribui para um fluxo maior de animais. Em contrapartida, no Mato Grosso e no Norte do país, onde as pastagens seguem mais vigorosas, a oferta é mais restrita e as escalas ainda são consideradas menos confortáveis para as indústrias.
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Este cenário também segue atento ao cenário internacional, principalmente à evolução da demanda da China e ao avanço da cota de importação do país asiático. A expectativa é de exportações mais fracas no terceiro trimestre, período que coincide com maior disponibilidade de animais confinados no Brasil, o que pode pressionar ainda mais os preços.
Preços do boi gordo no Brasil
- São Paulo (SP): R$ 354,33 (modalidade a prazo)
- Goiás (GO): R$ 339,36
- Minas Gerais (MG): R$ 355,86
- Mato Grosso do Sul (MS): R$ 349,43
- Mato Grosso (MT): R$ 355,27
Atacado
No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados, refletindo um consumo mais fraco na segunda quinzena do mês. Há pouco espaço para reajustes no curto prazo, especialmente diante da perda de competitividade frente a proteínas mais baratas, como a carne de frango. O quarto dianteiro permanece em R$ 23,50 por quilo, o quarto traseiro em R$ 28,50 e a ponta de agulha em R$ 21,50.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial fechou a sessão em leve queda, cotado a R$ 4,9933 para venda e R$ 4,9813 para compra. Ao longo do dia, a moeda oscilou entre R$ 4,9502 e R$ 4,9922, acumulando desvalorização de 0,54% na semana, fator que também influencia a competitividade das exportações brasileiras de carne bovina.
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