terça-feira, junho 16, 2026

Agro

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ANP intensifica fiscalização de combustíveis em 18 estados e apreende diesel, etanol e solventes


Operação apura desvio de nafta e adulteração de combustíveis em quatro estados

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fiscalizou o mercado de abastecimento em 18 unidades da Federação entre domingo (18) e sexta-feira (29). As ações envolveram postos de combustíveis, revendas de gás liquefeito de petróleo (GLP), distribuidoras, usinas e transportadores, com foco em qualidade dos combustíveis, volume fornecido, documentação e regularidade operacional. No período, o principal destaque foi a Operação Fluxo Oculto, voltada ao combate à lavagem de dinheiro e ao desvio de nafta usada na adulteração de combustíveis.

Segundo a ANP, as fiscalizações ocorreram com apoio de órgãos estaduais, Procons, polícias, Ministério Público e Receita Federal em diferentes frentes. Em São Paulo, foram fiscalizados 50 postos, sete revendas de GLP, um terminal, uma distribuidora de combustíveis, duas distribuidoras de combustíveis de aviação e plantas de solventes. O estado teve seis autos de infração, três interdições e 47 amostras coletadas para análise laboratorial.

Em Mato Grosso, a fiscalização alcançou cinco postos, cinco revendas de GLP, uma usina de etanol, uma usina de biodiesel e dois transportadores-revendedores-retalhistas. Houve seis autos de infração e 11 amostras de combustíveis coletadas. Em Mato Grosso do Sul, a ANP apreendeu 38.657 litros de óleo diesel e 54 mil litros de solvente, além de lavrar três autos de infração e três de interdição.

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No Rio de Janeiro, foram apreendidos 7.480 litros de gasolina e 5.700 litros de etanol. Em Goiás, a agência informou a apreensão de 60 mil litros de óleo residual. A operação também registrou fiscalizações sem irregularidades em parte dos agentes vistoriados, como no Amazonas, Paraná e Tocantins.

A ANP informou que as ações são planejadas com base em dados de inteligência, denúncias de consumidores, informações do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis e cooperação com outros órgãos. Para o setor agropecuário, a fiscalização do abastecimento tem relação com a regularidade da oferta e com a conformidade do diesel, do etanol e de outros derivados usados no transporte, na operação de máquinas e na logística de insumos e da produção. O órgão, no entanto, não apresentou nesta divulgação um balanço consolidado de impacto sobre preços ou sobre a distribuição nacional de combustíveis.

Os estabelecimentos autuados estão sujeitos a multas entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões, além de suspensão ou revogação de autorização, após processo administrativo com direito à defesa. Já as interdições têm caráter cautelar e podem ser suspensas após comprovação de correção das irregularidades. Sem um consolidado nacional de efeitos sobre oferta e preços, o resultado imediato da operação permanece concentrado no reforço da fiscalização e da conformidade do mercado.

Fonte: gov.br

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Inadimplência rural fecha 2025 em 8,2%, aponta Serasa Experian


Fazenda e parlamentares avançam em proposta de crédito para produtores afetados por crises

A inadimplência no agronegócio brasileiro encerrou 2025 em 8,2% da população rural no quarto trimestre, segundo dados divulgados pela Serasa Experian nesta segunda-feira (1º), em São Paulo. O porcentual subiu 1 ponto porcentual ante o mesmo período de 2024, quando estava em 7,2%, e avançou 0,2 ponto porcentual em relação ao terceiro trimestre de 2025. O resultado é o maior da série trimestral apresentada no Boletim Agro da empresa.

O levantamento considera dívidas de pessoas físicas da população rural vencidas há mais de 180 dias, com valor mínimo de R$ 1 mil, ligadas ao financiamento e às atividades do agronegócio. Pela série informada pela Serasa Experian, a inadimplência passou de 7,2% no quarto trimestre de 2024 para 7,6% no primeiro trimestre de 2025, 7,9% no segundo, 8% no terceiro e 8,2% no quarto trimestre.

Em nota, o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, afirmou que o quadro ainda reflete margens apertadas, custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo. A empresa também informou que a pontuação média dos produtores no Agro Score caiu de 616 para 600 pontos entre o quarto trimestre de 2024 e igual período de 2025.

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A abertura por perfil mostra maior inadimplência entre produtores sem informação de registro rural, com 9,9%. Em seguida aparecem grandes proprietários, com 9,8%, produtores médios, com 8,3%, e pequenos, com 7,8%.

As dívidas em atraso seguem concentradas em instituições financeiras, categoria em que 7,2% da população rural tinha pendências no quarto trimestre. Débitos diretamente com credores do agronegócio responderam por 0,3%, enquanto outros setores ligados à cadeia, como transporte, armazenagem e seguros, ficaram em 0,2%. Apesar da menor incidência, os credores do setor agropecuário registraram o maior valor médio das dívidas inadimplidas, de R$ 138,2 mil, acima de R$ 115,5 mil nas instituições financeiras e de R$ 32,6 mil em outros setores relacionados.

Regionalmente, o Sul teve a menor taxa, com 5,7%, seguido pelo Sudeste, com 7%. Os maiores índices foram observados no Norte, com 12,5%, no Centro-Oeste, com 9,6%, e no Nordeste, com 9,4%. Entre os estados, o Rio Grande do Sul registrou 5,3%, enquanto o Amapá teve 19,9%. Entre os principais produtores, Mato Grosso ficou em 10,8%, Goiás em 9,1%, Mato Grosso do Sul em 8,2%, Minas Gerais em 6,9% e São Paulo em 6,8%.

Os dados indicam continuidade da pressão financeira no campo e tendem a manter atenção elevada sobre concessão de crédito, renegociação e avaliação de risco ao longo de 2026. A Serasa Experian informou que as estatísticas históricas foram refeitas após atualização do mapeamento de 11,3 milhões de pessoas físicas da população rural, o que impede comparação direta com divulgações anteriores ao novo recálculo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mapa nomeia 178 aprovados para cargos da defesa agropecuária


Mapa nomeia 178 aprovados para cargos da defesa agropecuária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta segunda-feira (1º), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 688 com a nomeação de 178 candidatos aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). As vagas são destinadas a quatro cargos ligados à defesa agropecuária, à inspeção de produtos de origem animal e à atuação laboratorial. Os nomeados terão prazo de 30 dias para tomar posse, contado a partir da publicação.

Do total de nomeações, 54 são para o cargo de Auditor Fiscal Federal Agropecuário. Nesse grupo, 31 vagas foram destinadas à especialidade de Agronomia, 16 à Medicina Veterinária, três à Farmácia, três à Química e uma à Zootecnia. Também foram nomeados 53 profissionais para Agente de Atividades Agropecuárias, 55 para Agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal e 16 para Técnico de Laboratório.

Segundo o Mapa, os empossados nos cargos de auditor, agente de atividades agropecuárias e agente de inspeção deverão se apresentar à Superintendência de Agricultura e Pecuária do estado da vaga ou, nos casos de lotação em Brasília, à sede da pasta. Já os técnicos de laboratório deverão se apresentar ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária correspondente à localidade de exercício.

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A medida tem relação direta com a estrutura operacional da defesa agropecuária federal, responsável por atividades como fiscalização, inspeção, controle sanitário e suporte laboratorial. Essas áreas atendem demandas ligadas à produção agropecuária, ao trânsito de produtos, à certificação e ao acompanhamento de exigências sanitárias e industriais.

De acordo com as regras informadas na publicação, após a posse o servidor deverá entrar em exercício em até 15 dias. A documentação para posse deve ser enviada pela plataforma SOUGOV.BR, conforme as orientações do Manual do Ingressante.

O texto oficial não detalha, nesta publicação, a distribuição das vagas por estado nem a data de início efetivo das atividades dos nomeados em cada unidade.

A nomeação amplia o quadro funcional em áreas técnicas do ministério, mas os efeitos práticos sobre fiscalização, inspeção e capacidade operacional dependerão da lotação dos servidores e do cronograma de entrada em exercício, informações ainda não detalhadas no ato publicado.

Fonte: gov.br

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Preços de etanol, diesel e gasolina caem em maio em todo o Brasil, aponta IPTL


Combustíveis caem 1,47% e levam transportes ao recuo no IPCA-15 de maio

Os preços médios de etanol, diesel e gasolina recuaram em maio em todo o Brasil, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), divulgado com base em transações realizadas em 21 mil postos do país. O etanol registrou a maior queda do período, de 6,58%, e fechou o mês a R$ 4,54 por litro. Já o diesel comum caiu 4,42%, para R$ 7,13, o diesel S-10 recuou 3,81%, para R$ 7,32, e a gasolina teve baixa de 1,16%, para R$ 6,82.

De acordo com a Edenred, o movimento de queda acompanhou a retração do petróleo no mercado internacional e a acomodação das cotações. Na sexta-feira (29), o barril do Brent para agosto era negociado a US$ 91,39, com recuo de 1,43%, enquanto o WTI para julho caía 1,46%, para US$ 87,61. A empresa informou que, no mercado brasileiro, os preços ainda seguem influenciados por fatores como logística e ritmo de repasse ao consumidor.

Em nota, o diretor de Unidades de Negócio da Edenred, Vinicios Fernandes, afirmou que maio teve um movimento mais amplo de acomodação dos combustíveis, com destaque para o etanol e para o diesel, produto diretamente ligado ao transporte de cargas.

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No recorte regional, o Norte apresentou as maiores médias. Nessa região, o diesel S-10 terminou maio a R$ 7,72, abaixo do diesel comum, a R$ 7,75. O Sul registrou os menores preços médios para diesel comum, a R$ 6,73, diesel S-10, a R$ 6,95, e gasolina, a R$ 6,63. O Sudeste teve o etanol mais barato do país, a R$ 4,39. O Centro-Oeste foi a única região com alta na gasolina, de 1,32%.

Entre os estados, Roraima concentrou os maiores preços médios, com diesel comum a R$ 8,47, diesel S-10 a R$ 8,36, etanol a R$ 5,95 e gasolina a R$ 7,78. No outro extremo, o Rio Grande do Sul teve os menores valores para diesel comum, a R$ 6,67, diesel S-10, a R$ 6,78, e gasolina, a R$ 6,49. Em São Paulo, o etanol caiu 8,66% ante abril e fechou maio a R$ 4,22.

Para o setor agropecuário, o recuo do diesel reduz a pressão sobre frete e operações de transporte, enquanto a queda do etanol mantém atenção sobre a competitividade do biocombustível em estados produtores. O levantamento também mostrou que o etanol foi financeiramente mais vantajoso do que a gasolina em dez unidades da federação, incluindo Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

A Edenred também informou expectativa de alívio gradual para a gasolina nas próximas semanas após ajuste anunciado pela Petrobras para a gasolina A, mas ressaltou que o repasse ao consumidor ainda dependerá de distribuidoras, postos, tributação e custos logísticos. Sem novos dados oficiais sobre junho, o alcance desse movimento ainda precisa ser acompanhado nas próximas leituras do mercado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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PMI industrial dos Estados Unidos sobe para 54 em maio, informa ISM


PMI industrial dos Estados Unidos sobe para 54 em maio, informa ISM

O índice de gerentes de compras industrial dos Estados Unidos subiu de 52,7 em abril para 54 em maio, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (1º) pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM). O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam 53,1. Como a leitura permaneceu acima de 50 pontos, o indicador voltou a sinalizar expansão da atividade manufatureira no mês.

O avanço de 1,3 ponto entre abril e maio mostra aceleração do ritmo industrial nos Estados Unidos, uma das principais referências para o mercado global. Na metodologia do ISM, leituras acima de 50 indicam expansão, enquanto números abaixo desse patamar apontam retração.

Além da comparação mensal, o dado surpreendeu positivamente em relação ao consenso do mercado, ao superar em 0,9 ponto a estimativa da FactSet. O material divulgado no conteúdo de origem, no entanto, não detalha os subíndices do levantamento, como novas encomendas, produção, emprego ou preços pagos, o que limita uma análise mais aprofundada sobre a composição do resultado.

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Para os agentes econômicos, o PMI industrial dos Estados Unidos é acompanhado porque ajuda a medir o nível de atividade da maior economia do mundo. Esse tipo de indicador pode influenciar expectativas sobre juros, comportamento do dólar, fluxo para mercados financeiros e percepção sobre demanda global por bens industriais e matérias-primas.

No caso do agronegócio, a leitura tem relevância indireta por afetar o ambiente macroeconômico internacional. Mudanças nas expectativas para a economia norte-americana costumam repercutir sobre commodities, câmbio e custos financeiros, variáveis que entram na formação de preços, exportações e decisões comerciais de produtores, cooperativas e tradings.

Ainda assim, o dado isolado do PMI não permite concluir, por si só, efeitos imediatos sobre cadeias agropecuárias específicas. Para essa avaliação, é necessário observar também o comportamento do dólar, das bolsas de commodities e de outros indicadores dos Estados Unidos nas próximas sessões.

O resultado de maio reforça a continuidade da expansão industrial nos Estados Unidos, mas o impacto prático sobre mercados ligados ao agro dependerá da leitura conjunta com juros, câmbio e demanda internacional. Sem o detalhamento completo dos componentes do índice, não há base suficiente para projeções mais amplas neste momento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preço do etanol cai em 20 estados e no Distrito Federal, diz ANP


Etanol recua 5,31% em maio; gasolina e diesel S-10 também caem

Os preços médios do etanol hidratado recuaram em 20 estados e no Distrito Federal na semana passada, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado nesta segunda-feira (1º). No período, o valor médio nacional caiu 1,17% nos postos pesquisados, para R$ 4,22 por litro. O movimento foi acompanhado por estabilidade em dois estados e alta em outros quatro.

Em São Paulo, principal estado produtor e consumidor do biocombustível, o preço médio caiu 2,08%, para R$ 3,93 por litro. Entre os estados com alta, o maior avanço porcentual foi registrado no Amapá, de 2,40%, com preço médio de R$ 5,98 por litro. Também houve elevação no Maranhão, de 0,19%, para R$ 5,17; em Minas Gerais, de 0,24%, para R$ 4,23; e no Pará, de 0,20%, para R$ 5,13.

O menor preço encontrado em um posto foi de R$ 2,95 por litro, em São Paulo. O maior valor individual da semana foi de R$ 6,39 por litro, na Bahia. No recorte por médias estaduais, São Paulo teve o menor preço médio, de R$ 3,93, enquanto o Amapá registrou o maior, de R$ 5,98.

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Na comparação com a gasolina, a ANP apontou que o etanol foi mais competitivo em sete estados e no Distrito Federal. Na média nacional, a paridade ficou em 63,75%, nível considerado favorável ao etanol frente ao derivado de petróleo. Os porcentuais foram de 68,03% na Bahia, 62,73% no Distrito Federal, 66,23% em Goiás, 60,09% em Mato Grosso, 63,38% em Mato Grosso do Sul, 67,25% em Minas Gerais, 64,54% no Paraná e 60,74% em São Paulo.

Esse indicador é acompanhado de perto pelo setor sucroenergético porque ajuda a medir a atratividade do biocombustível no consumo e sua posição relativa no mercado de combustíveis. O levantamento divulgado não detalha, porém, fatores adicionais de oferta, demanda ou distribuição que expliquem as variações regionais da semana.

Os dados da ANP mostram um ambiente de preços mais baixos no curto prazo e manutenção da competitividade do etanol em parte relevante do mercado. Segundo agentes do setor citados no levantamento, o biocombustível pode seguir atrativo mesmo com paridade superior a 70%, a depender da eficiência do veículo utilizado. Sem informações adicionais sobre produção, estoques e logística na semana, não é possível projetar com precisão o comportamento dos preços nas próximas rodadas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CMN amplia acesso de produtores pessoas físicas a financiamentos para inovação


CMN amplia acesso de produtores pessoas físicas a financiamentos para inovação

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta segunda-feira (1º), a inclusão de produtores rurais pessoas físicas e empresários individuais entre os beneficiários de operações de financiamento à inovação, digitalização e modernização tecnológica com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A medida foi formalizada pela Resolução CMN nº 5.306 e alcança atividades agropecuárias, florestais, de pesca, aquícolas e serviços diretamente relacionados.

A decisão não cria uma nova linha de crédito, mas amplia o público elegível para operações já existentes. Na prática, produtores rurais pessoas físicas passam a poder acessar financiamentos voltados à inovação tecnológica, automação, conectividade rural, digitalização e modernização produtiva, desde que atendam aos critérios de enquadramento de cada programa.

Entre as modalidades citadas estão o BNDES Mais Inovação, para projetos de digitalização, automação, inteligência artificial, conectividade e agricultura de precisão; o BNDES Finame, para aquisição de tratores, colheitadeiras, pulverizadores, drones, sensores e outras máquinas com tecnologia embarcada; e o Finame Baixo Carbono, voltado a equipamentos para redução de emissões e ganho de eficiência ambiental.

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A resolução também abrange operações para implantação de internet no campo, monitoramento remoto, infraestrutura digital, telemetria, sensoriamento, rastreabilidade e softwares de gestão agropecuária. Segundo o conteúdo divulgado, a medida foi construída em articulação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério da Fazenda e o BNDES.

Do ponto de vista operacional, a mudança amplia o acesso de um grupo relevante de produtores a instrumentos já disponíveis no sistema de financiamento, o que pode favorecer investimentos em bens de capital de maior intensidade tecnológica. Isso inclui máquinas, equipamentos e soluções de agricultura de precisão, com potencial de elevar a eficiência produtiva e a capacidade de monitoramento das propriedades.

O alcance efetivo da medida dependerá das condições de cada linha, como critérios de elegibilidade, análise de crédito e regras operacionais do agente financeiro. O material divulgado não informou volume adicional de recursos nem estimativa de número de beneficiários.

Com a ampliação do público elegível, a resolução cria uma base regulatória para maior acesso de pessoas físicas às operações de inovação no campo. A dimensão prática do efeito sobre investimentos, adoção tecnológica e demanda por máquinas dependerá da contratação das linhas já existentes e das condições oferecidas ao produtor.

Fonte: gov.br

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Safra estadual de citros é aberta no Rio Grande do Sul em Montenegro


Safra estadual de citros é aberta no Rio Grande do Sul em Montenegro

A 26ª Abertura Oficial da Safra Estadual de Citros ocorreu nesta sexta-feira (29), na localidade de Fortaleza, no interior de Montenegro, no Vale do Caí. O encontro marcou o início da colheita no Rio Grande do Sul e reuniu produtores, técnicos, lideranças do setor e autoridades estaduais. A expectativa apresentada no evento é de manutenção do desempenho observado na safra de 2025, em uma cadeia que supera 37 mil hectares cultivados no estado.

Segundo dados apresentados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), o estado ocupa a sexta posição nacional na produção de laranjas e a terceira na produção de bergamotas. A citricultura gaúcha tem base relevante na agricultura familiar e presença consolidada em regiões como o Vale do Caí.

Na safra de 2025, as laranjas lideraram em área plantada, com 22,7 mil hectares, produção de 354 mil toneladas e participação de 8.024 produtores. As bergamotas somaram 12,8 mil hectares e 197 mil toneladas. Já os limões alcançaram 1,6 mil hectares e 20 mil toneladas.

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Além do volume produzido, a atividade tem peso econômico na cadeia regional. De acordo com as informações divulgadas no evento, o Valor Bruto da Produção da citricultura gaúcha superou R$ 1 bilhão na safra de 2024. O resultado ajuda a explicar a relevância da cultura para a renda no campo, para o abastecimento e para segmentos ligados ao comércio e à indústria.

No campo sanitário, o principal ponto destacado foi a prevenção ao greening, doença que ainda não integra os pomares gaúchos, segundo a Seapi. Durante a abertura, o secretário Márcio Madalena afirmou que o foco do estado é impedir a entrada da praga por meio da atuação do Departamento de Defesa Vegetal e de parcerias com a assistência técnica. A previsão informada é de mais de R$ 2 milhões em 2026 para ações de assistência aos produtores.

A manutenção da sanidade dos pomares, somada ao suporte técnico, tende a ser um dos fatores centrais para o desempenho da nova safra.

Com área superior a 37 mil hectares e produção distribuída entre laranjas, bergamotas e limões, a citricultura do Rio Grande do Sul inicia a colheita com foco em continuidade produtiva e vigilância fitossanitária. Sem estimativa consolidada de volume para 2026 no conteúdo disponível, o acompanhamento da safra dependerá da evolução da colheita e do controle sanitário nos pomares.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Guilherme Coelho assume presidência do Conselho de Administração da Embrapa


Embrapa Pecuária Sul abre edital para bolsas de iniciação científica e tecnológica

O engenheiro agrônomo Guilherme Coelho assumiu, na última sexta-feira (29), a presidência do Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A posse ocorreu durante reunião de gestores da estatal em Maceió (AL). A indicação foi feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), segundo informações divulgadas pela própria empresa e pela pasta.

Coelho passa a comandar o colegiado responsável por acompanhar diretrizes estratégicas da Embrapa, empresa pública vinculada ao Mapa e voltada ao desenvolvimento de pesquisa agropecuária. A mudança ocorre em um momento em que a instituição mantém atuação em áreas como agricultura, pecuária, sistemas produtivos regionais, inovação tecnológica e adaptação climática no campo.

Produtor rural e engenheiro agrônomo, Guilherme Coelho presidiu a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) por dois mandatos consecutivos, entre 2020 e 2026. Segundo o material oficial, sua trajetória esteve ligada à fruticultura e à ampliação da presença do setor brasileiro no mercado internacional.

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Após a posse, o novo presidente conduziu sua primeira reunião à frente do conselho ao lado da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e dos demais conselheiros. No encontro, unidades da Embrapa Semiárido, da Embrapa Algodão e da Embrapa Alimentos e Territórios apresentaram resultados, desafios e perspectivas de atuação no Nordeste.

Em manifestação divulgada pela Embrapa, Coelho afirmou que pretende ampliar a aproximação entre a pesquisa e o produtor rural. A declaração reforça um ponto central para o setor: a capacidade de transformar desenvolvimento técnico em tecnologia aplicada no campo, com alcance para pequenos, médios e grandes produtores, além da agricultura familiar.

A composição do conselho também inclui representantes do Mapa, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério da Fazenda, membros independentes e representante dos empregados da empresa. Renato Bigliazzi exercerá a presidência substituta do colegiado.

A mudança no comando do Conselho de Administração tem relevância institucional porque a Embrapa ocupa posição estratégica na geração de tecnologias para a agropecuária brasileira. Os efeitos práticos da nova gestão sobre prioridades, governança e direcionamento da pesquisa dependerão das decisões futuras do colegiado e da execução das agendas já em andamento na empresa.

Fonte: gov.br

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Focus reduz projeção do dólar no fim de 2026 para R$ 5,16


Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana

A mediana das projeções do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (1). Há um mês, a estimativa era de R$ 5,25. O levantamento também mostrou revisão para baixo nas projeções de 2027, enquanto os números para 2028 e 2029 ficaram estáveis na comparação semanal.

Considerando apenas as 31 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, recorte mais sensível a mudanças recentes de cenário, a mediana para o dólar no fim de 2026 passou de R$ 5,20 para R$ 5,10. O movimento indica ajuste das expectativas de curto prazo entre os agentes consultados pelo Banco Central.

Para 2027, a projeção mediana recuou de R$ 5,26 para R$ 5,25. Quatro semanas antes, a estimativa estava em R$ 5,30. Já para 2028, a mediana foi mantida em R$ 5,30, abaixo dos R$ 5,39 observados há um mês. No caso de 2029, a projeção permaneceu em R$ 5,40 pela quarta semana consecutiva.

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O Banco Central informa que a projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média da taxa no mês de dezembro, e não no valor estimado para o último dia útil de cada ano, metodologia adotada até 2020.

Para o agronegócio, o câmbio é uma variável central porque influencia a competitividade das exportações, a formação dos preços internos de commodities e o custo de itens importados, como fertilizantes, defensivos, máquinas e combustíveis. No entanto, o relatório divulgado nesta segunda-feira (1) traz apenas as medianas das expectativas e não detalha, por si só, os fatores que levaram às revisões nem os efeitos setoriais por cadeia produtiva.

Na prática, mudanças nas projeções do dólar costumam ser acompanhadas por produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias, especialmente em momentos de definição de compra de insumos, comercialização antecipada e travamento de câmbio.

As novas estimativas do Focus indicam leve acomodação nas expectativas para a moeda americana nos próximos anos. O efeito efetivo sobre o setor agro dependerá da trajetória do câmbio à vista, do comportamento das commodities e dos custos dolarizados ao longo dos próximos meses, pontos que o levantamento não detalha.

Fonte: Estadão Conteúdo

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