domingo, junho 14, 2026

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Resseguro ganha protagonismo no agro diante da escalada do risco climático e da pressão sobre o crédito rural


Com perdas bilionárias provocadas por eventos extremos, mecanismo se consolida como peça-chave para garantir estabilidade ao seguro rural, proteger produtores e sustentar o financiamento do agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro vive um paradoxo. Ao mesmo tempo em que sustenta parte relevante do crescimento econômico do país, também se tornou um dos setores mais expostos à volatilidade climática, às oscilações geopolíticas e ao aumento da imprevisibilidade financeira. Secas prolongadas, excesso de chuvas, ondas de calor, granizo e eventos extremos passaram a pressionar não apenas a produtividade no campo, mas também o acesso ao crédito, a estabilidade das cadeias produtivas e a segurança financeira de produtores e investidores.

Nesse cenário, o seguro rural ganhou protagonismo como instrumento de proteção econômica. Mas por trás dele existe uma estrutura menos visível, embora essencial para o funcionamento de toda a engrenagem: o resseguro.

Responsável por diluir riscos de grande escala e garantir capacidade financeira às seguradoras, o resseguro se tornou peça estratégica para a sustentabilidade do seguro rural no Brasil. Sem ele, a capacidade de cobertura diante de perdas severas seria significativamente menor, especialmente em um ambiente marcado pela intensificação dos eventos climáticos.

Na prática, o resseguro funciona como uma camada adicional de proteção para o sistema. Ao assumir parte dos riscos das seguradoras, ele permite que o mercado continue operando mesmo diante de sinistros de alta severidade ou de perdas concentradas em determinadas regiões agrícolas. Isso garante estabilidade não apenas para o produtor rural, mas para toda a cadeia de financiamento do agro.

A importância desse mecanismo cresce em um momento em que o crédito privado ganha espaço no financiamento agrícola brasileiro. Com a redução relativa da participação do crédito subsidiado e o avanço de instrumentos privados de financiamento, aumenta também a necessidade de mecanismos capazes de reduzir a percepção de risco sobre a atividade agropecuária.

Para bancos, fundos de investimento, tradings e demais agentes financeiros, o seguro rural passou a ser visto como um elemento de proteção patrimonial e previsibilidade operacional. E o resseguro é justamente o que dá sustentação financeira para que essas apólices existam em larga escala.

“O agronegócio brasileiro opera hoje em um ambiente de risco muito mais complexo do que há alguns anos. Eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a impactar diretamente produtividade, crédito e previsibilidade financeira no campo. Nesse contexto, o resseguro tem um papel estratégico porque é ele que garante capacidade ao sistema segurador para absorver perdas de grande escala e manter o seguro rural funcionando. Sem resseguro, o custo da proteção tende a aumentar e a capacidade de cobertura diminui justamente quando o produtor mais precisa”, afirma Rafaela Barreda, presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber).

Os dados mostram o tamanho desse desafio.  Um estudo do  Centro Internacional Celso Furtado (CICEF) informam que chuvas e secas extremas causam desastres, matam gente e provocam perdas anuais de aproximadamente R$ 110 bilhões por ano ao PIB brasileiro. Ao mesmo tempo, a área coberta pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural caiu para pouco mais de 3% em 2025. Isso reforça a importância de fortalecer mecanismos privados de proteção e ampliar a participação do resseguro como ferramenta de estabilidade para o agro e para o sistema financeiro.

Além da proteção individual ao produtor, o sistema ajuda a evitar efeitos em cascata na economia. Quebras de safra severas impactam renda, capacidade de pagamento, renegociação de dívidas, preços de alimentos, exportações e arrecadação. Em um setor altamente integrado ao PIB brasileiro e à balança comercial, a gestão de risco deixou de ser apenas uma preocupação operacional e passou a ocupar espaço estratégico na estabilidade econômica.

A pressão climática também mudou a lógica do mercado. Historicamente, o seguro rural no Brasil ainda possui baixa penetração quando comparado a mercados mais maduros, mas a sucessão de perdas nos últimos anos elevou a percepção de risco entre produtores e instituições financeiras. Ao mesmo tempo, ampliou o desafio técnico para seguradoras e resseguradoras, que passaram a revisar modelos atuariais, monitoramento climático e critérios de precificação.

Esse novo ambiente exige maior sofisticação na análise de risco e maior integração entre tecnologia, dados meteorológicos, inteligência territorial e instrumentos financeiros. O resseguro, nesse contexto, não atua apenas como suporte financeiro, mas como um agente que contribui para o amadurecimento da própria cultura de gestão de risco no agronegócio.

O debate ganha ainda mais relevância diante da crescente preocupação global com segurança alimentar e mudanças climáticas. O Brasil ocupa posição estratégica como fornecedor mundial de alimentos, fibras e energia renovável. Garantir mecanismos capazes de dar estabilidade à produção agrícola passou a ser também uma discussão sobre competitividade internacional.

Mais do que uma proteção contratual, o resseguro se consolida como um dos pilares invisíveis da resiliência do agro brasileiro. Em um ambiente marcado por imprevisibilidade climática e maior pressão sobre custos e produtividade, sua função deixa de ser apenas técnica e passa a ocupar um papel estrutural na sustentação econômica do campo.





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Opep+ eleva limites de produção de petróleo em 188 mil barris por dia para julho


Opep+ eleva limites de produção de petróleo em 188 mil barris por dia para julho

Os sete países da aliança Opep+ anunciaram, neste domingo (7), um reajuste de 188 mil barris por dia (bpd) em seus limites de produção de petróleo a partir de julho de 2026. A decisão foi tomada em reunião virtual e, segundo nota oficial, faz parte da devolução gradual e parcial dos cortes voluntários adicionais adotados em abril de 2023. O grupo informou que manterá acompanhamento mensal das condições de oferta e demanda no mercado internacional.

Participam da decisão Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. De acordo com o comunicado, a medida integra o processo de retirada gradual das restrições extras de produção e poderá ser ajustada conforme o comportamento do mercado global da commodity.

A Opep+ informou que seguirá com uma abordagem flexível, com possibilidade de elevar, pausar ou reverter a flexibilização dos cortes. O objetivo declarado pelo grupo é preservar a estabilidade do mercado internacional de petróleo.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

A nota também afirma que a abertura adicional de produção permitirá aos países acelerar os planos de compensação por volumes extraídos acima das cotas desde janeiro de 2024. Segundo o texto, o prazo para compensar integralmente esse excedente foi prorrogado até dezembro de 2026.

O monitoramento continuará sob responsabilidade do Comitê Monitor Ministerial Conjunto (JMMC). A partir de agora, os representantes passarão a realizar conferências mensais para avaliar o cumprimento das metas, o nível das reservas remanescentes e as condições globais de oferta e demanda. O próximo encontro foi marcado para domingo (5 de julho de 2026).

Para o setor agropecuário, decisões sobre a oferta global de petróleo são acompanhadas por seu efeito potencial sobre combustíveis e fretes. No entanto, o comunicado divulgado pela aliança não apresentou estimativas de preço para o barril nem detalhou reflexos imediatos sobre diesel, logística ou custos de produção.

O cenário para os próximos meses dependerá do ritmo de execução da elevação anunciada, do cumprimento das compensações e da evolução da demanda global. Sem indicação oficial sobre preços, o efeito econômico mais direto deverá continuar condicionado às próximas reuniões mensais da aliança e à resposta do mercado internacional.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Colheita de café avança no Brasil, mas segue abaixo do ritmo histórico


café
Foto: Pixabay.

Os trabalhos de colheita de café no Brasil ganharam ritmo nas últimas semanas, mas ainda seguem atrasados em comparação com anos anteriores. De acordo com levantamento da Safras & Mercado, até o dia 2 de junho, 23% da safra brasileira de café 2026/27 havia sido colhida.

O percentual representa avanço de 7 pontos percentuais em relação à semana anterior. Apesar da evolução, o desempenho permanece abaixo dos 28% registrados no mesmo período de 2025 e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 27%.

A colheita do café canéfora (conilon e robusta) alcançou 34% da produção estimada, também abaixo do observado no ano passado e da média histórica para o período, ambos em 40%. Em Rondônia, principal estado produtor de robusta, os trabalhos avançam de forma acelerada e já atingem 67% da safra, superando 70% em algumas localidades.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, embora o ritmo seja intenso, há preocupações relacionadas à qualidade dos grãos. Entre os problemas relatados estão maior incidência de defeitos, presença de broca e necessidade de mais tempo para secagem do café.

No Espírito Santo, a colheita do conilon também avança, mas continua atrasada. Cerca de 30% da safra foi colhida até o início de junho. O analista observa que o rendimento das lavouras apresentou alguma melhora, embora permaneça abaixo das expectativas iniciais, mantendo a atenção do mercado voltada para o desenvolvimento da temporada.

Já no café arábica, a colheita alcançou 17% da produção, contra 21% registrados no mesmo período do ano passado. O percentual também fica abaixo da média dos últimos cinco anos, de 20%. Apesar do atraso, a avaliação inicial da nova safra é positiva. A disponibilidade de café novo nas praças de comercialização ainda é limitada, mas vem aumentando gradualmente à medida que os trabalhos de campo avançam.

Com informações são da Safras & Mercado.

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O Brasil precisa voltar a discutir estoques públicos de alimentos


Mapa fixa preços para liberação de estoques públicos de arroz, milho, trigo e mandioca

Durante muito tempo, falar em estoque público de alimentos parecia assunto ultrapassado. O Brasil produzia bem, exportava cada vez mais e a sensação era de que sempre haveria comida suficiente. Mas o cenário mudou.

Hoje, muitos produtores rurais estão reduzindo o uso de fertilizantes simplesmente porque o crédito não chega mais com facilidade. Em várias regiões, o agricultor já faz conta para decidir onde cortar custo e sobreviver à próxima safra. E quando o campo reduz investimento em adubação, tecnologia e manejo, normalmente a consequência aparece depois: produtividade menor e maior risco de quebra.

Isso acontece justamente em um momento delicado para a agricultura mundial.

Com El Niño ou sem El Niño, os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção. Secas prolongadas, excesso de chuva, geadas fora de época e ondas de calor estão afetando safras em várias partes do mundo. A previsibilidade climática, tão importante para quem produz alimentos, ficou muito menor.

Ao mesmo tempo, guerras continuam pressionando energia, fertilizantes, logística e custos globais. Basta lembrar o que aconteceu nos últimos anos para perceber como rapidamente o abastecimento pode entrar em tensão quando há conflito internacional ou crise econômica.

Existe ainda outro ponto que pouca gente gosta de discutir, mas que precisa ser encarado com seriedade. Diversos cientistas e organismos internacionais alertam que uma nova pandemia global pode surgir a qualquer momento. A pandemia da COVID-19 deixou claro como cadeias de abastecimento podem ser interrompidas em poucos dias.

Diante desse cenário, o Brasil precisa voltar a discutir segurança alimentar de forma prática e estratégica.

E isso inclui a retomada de estoques públicos de alimentos.

Não se trata de interferir no mercado ou substituir a iniciativa privada. Trata-se de criar mecanismos mínimos de proteção para momentos de crise, evitando desabastecimento, explosões de preços e insegurança alimentar.

Grandes países fazem isso há décadas.

A China mantém enormes estoques estratégicos. A Índia trabalha fortemente com armazenamento público para garantir abastecimento interno. Os Estados Unidos possuem políticas permanentes de proteção agrícola e alimentar. Nenhuma potência trata comida apenas como mercadoria comum.

O Brasil, apesar de ser uma das maiores potências agrícolas do planeta, abandonou boa parte dessa discussão.

E existe um detalhe importante: produzir muito não significa automaticamente garantir abastecimento estável. Sem planejamento estratégico, até países altamente produtivos ficam vulneráveis a choques climáticos, crises econômicas ou problemas logísticos.

Por isso, talvez tenha chegado a hora de recolocar o tema no centro do debate nacional.

Discutir estoques reguladores modernos, transparentes e técnicos para alimentos essenciais como arroz, feijão, milho e trigo não é retrocesso. É prudência.

Porque o mundo está ficando mais instável.

E segurança alimentar não é apenas uma pauta do agro. É uma questão de soberania nacional.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Índice global de alimentos fica estável em maio


O mercado internacional de alimentos mostrou estabilidade em maio, mesmo com alta nos cereais e no açúcar. O movimento foi compensado pela queda nos preços dos óleos vegetais e dos lácteos, enquanto as carnes ficaram praticamente inalteradas no mês.

Segundo o relatório mais recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, o Índice de Preços dos Alimentos da FAO ficou em 130,8 pontos em maio, recuo de 0,2 ponto, ou 0,2%, em relação ao dado revisado de abril. Na comparação anual, o indicador ficou 3,7 pontos acima do registrado um ano antes, alta de 2,9%. Ainda assim, permanece 29,4 pontos, ou 18%, abaixo do pico alcançado em março de 2022.

O principal destaque do mês foi o avanço dos cereais. O índice do grupo atingiu 114,3 pontos, alta de 2,9 pontos frente a abril e de 5,3 pontos, ou 4,9%, em relação a maio do ano passado. A elevação refletiu aumentos nos preços dos principais grãos acompanhados pela FAO.

O trigo subiu pelo quarto mês consecutivo, influenciado por expectativas de safras menores em importantes exportadores, incluindo os Estados Unidos, onde as condições do trigo de inverno estão entre as menos favoráveis em décadas. Custos mais altos com combustíveis e fertilizantes também reforçaram a pressão sobre as cotações globais.

No milho, os preços seguiram sustentados por maior demanda de importação em mercados relevantes, disponibilidade mais apertada no Brasil e nos Estados Unidos e preços mais firmes de energia, que ampliaram o suporte ligado à demanda por etanol. Sorgo e cevada também avançaram, refletindo os efeitos de mercados mais restritos para milho e trigo. O arroz teve alta de 2,7%, influenciado por preocupações climáticas e pela valorização do petróleo e derivados em países exportadores asiáticos.

Na direção oposta, o índice de óleos vegetais caiu para 185 pontos, retração de 4,6% no mês, a primeira desde o início de 2026. A queda foi puxada por óleo de palma e de soja, apesar das altas nos óleos de canola e girassol. O índice de carnes ficou em 130,5 pontos, com leve alta de 0,1%. Lácteos recuaram 0,5%, para 119,2 pontos. Já o açúcar avançou 7,5%, para 95,1 pontos, maior nível desde outubro de 2025.

 





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Genética bovina: MS recebe semana do programa Embrapa Geneplus


Touros Nelore no campo, com destaque para conformação muscular, rusticidade e adaptação ao ambiente de pastagem.
Foto: Canal do Criador

Mato Grosso do Sul concentrar as atenções da pecuária nacional com a realização da Semana do Programa Embrapa Geneplus 2026, entre 8 e 14 de junho, um encontro voltado ao melhoramento genético bovino. A programação reúne visitas técnicas, workshops, palestras, mostras genéticas e divulgação de resultados ligados à seleção de animais nelore.

O evento contará com atividades em fazendas parceiras e na Embrapa Gado de Corte, reunindo pesquisadores, criadores, empresas de genética e especialistas do setor. Entre os destaques estão a divulgação dos resultados do GP PAD Nelore 2026 e da lista dos touros ATJ Nelore 2026.

Segundo Gilberto Menezes, gestor da prova GP PAD Nelore 2026, o encontro ganhou dimensão estratégica ao longo dos anos e se consolidou como espaço de troca de experiências e difusão de tecnologia voltada à pecuária de corte.

“Começamos com a divulgação dos resultados das provas, e o evento tomou grande proporção ao longo do tempo, transformando-se em um momento que congrega importantes parcerias com empresas, criatórios e pesquisadores. É uma semana recheada de atividades que giram em torno do melhoramento genético bovino e estimula a troca de experiências que é importante para os criadores”, afirma.

Ainda de acordo com Menezes, a programação reúne iniciativas voltadas ao avanço da seleção genética e ao aumento da eficiência produtiva na pecuária.

“Essa semana agrega o que há de melhor na seleção de animais que protagonizam o trabalho voltado à qualidade e maior lucratividade”, destaca.

A agenda começa nos dias 8 e 9 com atualização técnica da Embrapa Geneplus, em evento fechado, além de visitas agendadas aos criatórios Elge, Cachoeirão e Genética Aditiva.

No dia 10, a programação inclui o Workshop Semex, na Embrapa Gado de Corte, com palestras e debates entre pesquisadores e criadores. À tarde, ocorre a Mostra Genética MS, com participação dos criatórios Baía Boa Vista, Nelore Meab e Montana Calidad.

Já no dia 11, acontece o Workshop Alta Genetics, também na Embrapa Gado de Corte, seguido por novas visitas técnicas aos criatórios parceiros. À noite, será realizado o Leilão Tresmar.

O Encontro Técnico Embrapa Geneplus 2026 será realizado no dia 12. A programação prevê palestras sobre lucratividade na pecuária seletiva, além da divulgação oficial dos resultados do GP PAD Nelore 2026 e da lista dos touros ATJ Nelore 2026. No período da tarde, haverá mostra dos animais destaque das provas e dos touros selecionados.

A programação segue no dia 13 com o Dia de Campo do Criatório 7 Estrelas e o Leilão de Fêmeas Nelore JMP. Já no dia 14 será promovido o Leilão de Touros Nelore JMP.

O Programa Embrapa Geneplus é voltado à avaliação genética e ao desenvolvimento de ferramentas para aumento da produtividade, eficiência e rentabilidade na pecuária.

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Mercado do boi gordo fecha semana estável


O mercado do boi gordo manteve estabilidade nas cotações em São Paulo nesta sexta-feira (5), conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Segundo a consultoria, os preços permaneceram inalterados em relação à quarta-feira (3), véspera do feriado de Corpus Christi, refletindo um ambiente de negociações mais lentas e com menor movimentação por parte dos frigoríficos.

De acordo com a Scot Consultoria, o cenário foi marcado por poucas ofertas de compra de bovinos, mas sem aumento na disponibilidade de animais para abate. Parte das indústrias frigoríficas concedeu folga aos funcionários durante o feriado prolongado, enquanto outras optaram por aguardar o desempenho das vendas de carne antes de definir novas estratégias de compra.

As escalas de abate permaneceram, em média, para oito dias, indicando relativa estabilidade na programação das plantas frigoríficas.

No Pará, a situação também foi de estabilidade. Conforme a análise da Scot Consultoria, as cotações não registraram alterações nas três principais praças pecuárias do estado em comparação aos valores observados na quarta-feira (3).

Enquanto o mercado físico operava sem mudanças expressivas, as exportações brasileiras de carne bovina in natura apresentaram forte desempenho em maio. Dados analisados pela Scot Consultoria apontam que o volume embarcado alcançou 261,9 mil toneladas no mês, com média diária de 13 mil toneladas, resultado 26,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 6,5 mil, avanço de 25,5% na comparação anual. Com isso, o volume total embarcado em maio ficou 20,2% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. O faturamento alcançou US$ 1,7 bilhão, crescimento de 50,2% em relação a maio de 2025.

Segundo a Scot Consultoria, tanto o volume exportado quanto a receita obtida representaram os maiores resultados já registrados para um mês de maio. Já o preço médio pago por tonelada foi o terceiro maior da série histórica e o mais elevado desde julho de 2022.





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Ferramenta revela se produtor pagou caro nos insumos


A Aegro lançou o Compare Preços Premium, um painel de inteligência de preços de insumos agrícolas construído sobre 1,7 milhão de notas fiscais eletrônicas em 28 estados. 

Com atualização diária, o produto permite ao produtor comparar cada compra de insumo contra a distribuição real de preços da sua região: uma referência que, até agora, só o fornecedor tinha quando ligava para fechar o pedido.

O lançamento responde a um problema concreto. Os insumos respondem por 50% a 70% do custo de produção na lavoura de grãos, segundo dados da base Aegro. 

Em uma operação de 5.000 hectares com custo de R$ 5.000 por hectare, são R$ 25 milhões em insumos por safra. Cada 5% de diferença no preço de compra representa R$ 1,25 milhão. 

A única maneira do produtor brasileiro descobrir se fez uma boa negociação seria na conversa com o vizinho na cooperativa, semanas depois de o pedido já estar fechado.

O Compare Preços Premium muda esse jogo: antes da compra o produtor agora pode consultar e fazer melhores negociações.

A ferramenta já está disponível para clientes dos planos Premium do Aegro, e como funcionalidade adicional para os planos Lucratividade e Avançado.

O que o painel entrega

A compra do produtor aparece sobreposta à distribuição real de preços das fazendas da mesma região no mesmo mês: P25, média e P75 de transações registradas em NF-e. Quem está no P75 sabe quanto pagou acima da média, em reais, com produto e data identificados. É o número que faltava para levar à próxima conversa com o fornecedor.

O segundo eixo é temporal. O painel reúne cinco anos de histórico de sazonalidade, mês a mês, por produto e por região. O produtor que sempre comprou quando o representante aparecia passa a saber em qual janela do ano o preço fica abaixo da média histórica. A compra deixa de ser reativa e passa a ter calendário.

O terceiro eixo converte parcelamentos. Um “30/60/90 sem juros” costuma embutir entre 25% e 30% ao ano. O painel torna esse custo explícito antes de o produtor assinar o pedido.

Por que o dado é diferente

A origem do dado é o que diferencia o Compare Preços Premium das alternativas disponíveis. Cada entrada na base é uma transação registrada em nota fiscal eletrônica: não estimativa, não pesquisa de intenção, não preço sugerido por fornecedor. O registro é fiscal, do mesmo tipo que o produtor emite quando vende a produção, agora usado para mostrar o que outras fazendas da região pagaram na compra de insumos.

As alternativas que o produtor usa hoje cobrem outro ângulo. Cotações com fornecedores mostram o preço de quem quer vender. Boletins do CEPEA e da CONAB são referência para o preço de venda da produção, não de compra de insumo. A conversa com o vizinho chega tarde e sem como verificar. O Compare Preços gratuito da Aegro exige garimpo manual nota por nota para qualquer conclusão. Nenhuma dessas fontes entrega, no momento da negociação, o que o mercado de fato pagou.

Para Maurício Schneider, CEO da Aegro, o lançamento marca uma expansão de modelo no negócio: de SaaS, a venda de software de gestão, para DaaS, a entrega de inteligência de dados.

“Terra e clima são variáveis, e dado também é. A diferença é que dado você analisa. O modelo SaaS entregou ferramentas. O DaaS entrega inteligência: o número certo, conectado à sua operação, antes do problema aparecer. Dado não é relatório. É o que transforma resultado no preço de venda, no custo por saca, na hora certa de comprar o insumo. Quem não analisa, pode perder oportunidades de crescimento.”

Mauricio Schneider, CEO da Aegro

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Ibovespa fecha em queda com incertezas envolvendo negociações EUA-Irã


Logotipo Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, perdendo o patamar de 172 mil pontos no pior momento, em mais uma sessão de incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,91%, a 172.197,46 pontos, chegando a 171.792,82 pontos na mínima. Na máxima do dia, marcou 173.975,31 pontos. O volume financeiro somou R$28,76 bilhões.

A agência de notícias iraniana Tasnim informou que Teerã estava interrompendo as negociações indiretas com Washington após Israel ordenar que as tropas avançassem no Líbano em sua batalha contra o Hezbollah, que é apoiado por Teerã.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques aos subúrbios do sul de Beirute nesta segunda-feira, provocando outra onda de desabrigados em um conflito que já deslocou mais de 1 milhão de pessoas no Líbano.

A TV estatal iraniana também afirmou ser muito provável que o cessar-fogo acordado no início de abril entre o Irã e os EUA termine se os ataques israelenses contra o Hezbollah no Líbano persistirem.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não havia sido informado sobre a suspensão e reiterou que as negociações com o Irã continuam “em ritmo acelerado”.

Trump também disse que Israel não enviará tropas para Beirute após uma ligação que teve com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ele também disse que teve uma “ligação muito boa” com o Hezbollah por meio de intermediários.

A embaixada do Líbano em Washington afirmou em comunicado nesta segunda-feira que o Hezbollah aceitou uma proposta dos EUA para uma cessação mútua das hostilidades, que seria estendida a todo o território libanês.

O barril sob o contrato Brent chegou a US$97,79 na máxima do dia, mas fechou em alta de 4,24%, a US$94,98. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 0,26%, renovando recorde, enquanto segue apoiado pelo otimismo de investidores em torno de empresas de inteligência artificial.

No Brasil, o Ibovespa manteve no primeiro pregão de junho a dinâmica negativa registrada de meados de abril, quando renovou suas máximas históricas. A correção tem sido determinada principalmente pela saída de capital externo das ações brasileiras. 

“O cenário para as ações brasileiras deteriorou-se claramente nas últimas seis semanas”, afirmaram estrategistas do BTG Pactual, citando que a inflação está limitando a capacidade do Banco Central de reduzir a Selic de forma mais significativa.

Os estrategistas do BTG também citaram que o cenário político ficou mais confuso e chamaram a atenção para o avanço de um projeto de lei que reduz a jornada semanal de trabalho, com potencial para aumentar os custos para as empresas.

No cenário externo, destacaram que as ações do setor de tecnologia se valorizaram globalmente em maio, atraindo a atenção e os fluxos dos investidores.

Ainda assim, a equipe do maior banco de investimentos da América Latina disse que continua a ver as ações brasileiras como relativamente atraentes.

“O Brasil ainda é um dos poucos países com um caminho claro para cortes de juros no curto prazo e é um exportador líquido de petróleo, caso o conflito no Oriente Médio se prolongue”, afirmaram em relatório com as recomendação de ações de junho.

“A tendência de diversificação para fora dos EUA deve continuar e os múltiplos estão agora ainda mais atraentes.”

DESTAQUES

• PETROBRAS subiu 0,88% e PETROBRAS ON avançou 1,31%, endossadas pela alta dos preços do petróleo no exterior. A estatal também anunciou no domingo uma redução de 9,59% no litro do diesel A para as distribuidoras. Nesta segunda-feira, informou um corte de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras.

• VALE ON recuou 1,35%, acompanhando a fraqueza dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian caiu 0,19%. No setor, CSN ON fechou com declínio de 2,38% e CSN MINERAÇÃO ON encerrou com queda de 2,58%. USIMINAS PNA mostrou acréscimo de 0,09% e GERDAU PN fechou em alta de 1,62%.

• ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,66%, com o setor como um todo com sinal negativo. Investidores continuam analisando potenciais reflexos no setor após os EUA designarem as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. BRADESCO PN cedeu 1,13%, BANCO DO BRASIL ON perdeu 1,08% e BTG PACTUAL UNIT caiu 1,86%. SANTANDER BRASIL UNIT subiu 0,18%.

• TOTVS ON valorizou-se 4,32%, engatando o terceiro pregão seguido de alta, com analistas do UBS BB avaliando que o movimento da semana passada acompanhou o desempenho robusto global do setor de software. Os analistas avaliaram que um dos principais motores para a performance do setor foi o resultado trimestral da Snowflake. Para o UBS BB, porém, investidores podem precisar de mais evidências relacionadas à IA nos próximos resultados para recuperar a confiança no setor.

• MINERVA ON caiu 5,15%, no segundo pregão seguido de baixa, marcando uma mínima desde janeiro de 2019. No setor de proteínas, MBRF ON recuou 1,12% e JBS, que tem as ações listadas nos EUA, perdeu 2,97%.

(Por Paula Arend Laier; edição Alberto Alerigi Jr.)





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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações para a China crescem 9,5% em maio


As exportações brasileiras para a Argentina somaram US$ 1,33 bilhão em maio de 2026, queda de 21,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As importações avançaram 2,8%, alcançando US$ 1,19 bilhão. Com isso, a balança comercial com o país vizinho registrou superávit de US$ 130 milhões, enquanto a corrente de comércio recuou 11,8%, totalizando US$ 2,52 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, as vendas brasileiras para a Argentina caíram 19,6%, para US$ 6,03 bilhões. As importações cresceram 0,9%, chegando a US$ 5,12 bilhões. O saldo comercial permaneceu positivo em US$ 910 milhões, mas a corrente de comércio diminuiu 11,3%, para US$ 11,14 bilhões.

Já a China manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil. Em maio, as exportações para o mercado chinês cresceram 9,5%, somando US$ 10,50 bilhões. As importações aumentaram 24,2%, para US$ 6,80 bilhões. O superávit comercial com a China ficou em US$ 3,70 bilhões, e a corrente de comércio avançou 14,8%, atingindo US$ 17,30 bilhões.

No acumulado de janeiro a maio, as exportações para a China cresceram 21,8%, alcançando US$ 46,26 bilhões. As importações avançaram 4,1%, para US$ 30,76 bilhões. O saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 15,50 bilhões, enquanto a corrente de comércio somou US$ 77,02 bilhões, alta de 14,1% na comparação anual.

As vendas brasileiras para os Estados Unidos recuaram 14% em maio, totalizando US$ 3,09 bilhões. As importações caíram 11%, para US$ 3,21 bilhões. Com isso, a balança comercial com os norte-americanos apresentou déficit de US$ 120 milhões, e a corrente de comércio diminuiu 12,5%, para US$ 6,30 bilhões.

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações para os Estados Unidos caíram 16%, somando US$ 14,01 bilhões. As importações recuaram 12,6%, para US$ 15,48 bilhões. O déficit acumulado atingiu US$ 1,47 bilhão, enquanto a corrente de comércio ficou em US$ 29,49 bilhões, queda de 14,3% frente ao mesmo período do ano anterior.

As exportações para a União Europeia cresceram 8,8% em maio, alcançando US$ 4,91 bilhões. As importações recuaram 6,9%, para US$ 4,01 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 900 milhões, e a corrente de comércio com o bloco aumentou 1,2%, totalizando US$ 8,92 bilhões.

No acumulado de janeiro a maio, as vendas para a União Europeia avançaram 6,7%, chegando a US$ 21,81 bilhões. As importações caíram 3,4%, para US$ 19,55 bilhões. O saldo positivo da balança comercial atingiu US$ 2,26 bilhões, e a corrente de comércio somou US$ 41,37 bilhões, alta de 1,7% na comparação anual.





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