No morning call desta terça-feira (28), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo voltou a superar US$ 100 com o impasse no Oriente Médio, elevando o prêmio de risco inflacionário nos mercados.
No Brasil, o Ibovespa caiu 0,61% aos 189 mil pontos e os juros futuros subiram, enquanto o dólar recuou a R$ 4,98. Hoje, o IPCA-15 será o principal teste antes do Copom e pode redefinir as apostas sobre o ciclo da Selic.
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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 3,93 bilhões no primeiro trimestre do ano, entre janeiro e março, respondendo por 38,5% da receita total do estado. O setor manteve a liderança na pauta exportadora, mesmo com retração de 13,6% no valor em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O volume embarcado também apresentou queda, de 11,2%, totalizando 2,84 milhões de toneladas no período. Segundo a assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Manoela Teixeira, o resultado reflete uma combinação de fatores ligados à oferta, aos preços internacionais e à composição da pauta exportadora. Ela afirma que a análise conjunta entre valor e volume ajuda a explicar o desempenho das cadeias produtivas. “No café, por exemplo, a retração do volume foi proporcionalmente maior que a da receita, refletindo a permanência de preços médios elevados. Já no setor sucroalcooleiro aconteceu o inverso. Houve expansão do volume exportado combinada ao recuo da receita, indicando redução de preços médios”, exemplifica a assessora Manoela Teixeira.
No período, os produtos do agronegócio mineiro foram destinados a 155 países. China liderou como principal destino, com US$ 713,1 milhões, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão.
De acordo com a assessora da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, houve mudanças na composição geográfica das exportações. “A comparação deste trimestre com o do ano anterior mostra mudanças relevantes na composição geográfica das exportações. Mercados como Itália, Índia, Taiwan, Tailândia, Filipinas e Suíça ampliaram sua participação”, detalha.
No recorte do Oriente Médio, considerando países como Emirados Árabes Unidos, Turquia e Arábia Saudita, as exportações somaram US$ 219,1 milhões, o equivalente a 5,6% do total exportado pelo estado no trimestre.
O café manteve a liderança entre os produtos exportados, com US$ 2,4 bilhões e volume de 5,4 milhões de sacas, registrando recuo de 18,5% em valor e de 31,5% em volume na comparação anual.
O complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, ocupou a segunda posição, com US$ 510,4 milhões e 1,2 milhão de toneladas exportadas, com retrações de 11,2% e 16,7%, respectivamente. A redução nas vendas do grão ocorreu ao mesmo tempo em que houve avanço do farelo e do óleo, alterando a composição interna do grupo.
O segmento de carnes, que engloba bovina, suína e de frango, registrou crescimento no período, com recorde nas exportações de carne bovina para um primeiro trimestre. O grupo somou US$ 419 milhões e 117,6 mil toneladas, com aumento de 8,7% em valor e 2% em volume frente ao mesmo período de 2025.
Os produtos florestais alcançaram US$ 240,7 milhões, com leve recuo de 1% no valor e aumento de 3,4% no volume, totalizando 419,1 mil toneladas, com destaque para o crescimento nas vendas de papel.
Além desses segmentos, Minas Gerais também liderou, no trimestre, as exportações brasileiras de milho para semeadura, mel natural, batatas preparadas ou conservadas, leites concentrados adocicados e doce de leite.
Instabilidade pode provocar chuvas entre 20 e 30 mm por hora, com acumulados que podem chegar a até 50 mm no dia
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, para tempestade em áreas do estado de São Paulo e regiões vizinhas neste final de semana. O aviso tem início ao meio-dia de sábado (18) e segue até as 23h59 do mesmo dia.
De acordo com o órgão, a instabilidade pode provocar chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, com acumulados que podem chegar a até 50 milímetros ao longo do dia. Também são esperados ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h, além da possibilidade de queda de granizo em pontos isolados.
O alerta é classificado com grau de severidade de perigo potencial (amarelo), indicando baixo risco para ocorrências mais graves, mas com possibilidade de impactos localizados. Entre os transtornos previstos estão corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos pontuais e eventuais danos em plantações.
As áreas sob aviso incluem diversas regiões do interior e da faixa leste paulista, como Campinas, Bauru, Piracicaba, Itapetininga, Ribeirão Preto, Araçatuba, Marília, Araraquara, Assis, Vale do Paraíba e a Região Metropolitana de São Paulo, além do litoral sul paulista. O alerta também abrange localidades de estados vizinhos, incluindo partes do Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
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Um experimento conduzido pela Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás (GO), ao longo de seis anos, mostrou que o Sistema Agroflorestal (SAF) conseguiu dobrar o carbono estocado no solo em comparação ao cultivo convencional de soja e milho, com acúmulo de 2,24 toneladas por hectare ao ano.
No mesmo período, o feijão cultivado nas entrelinhas das árvores superou 1.000 quilos por hectare. Na área analisada, o carbono orgânico saltou de cerca de 14 para mais de 27 toneladas por hectare, na camada de 0 a 20 centímetros, após a substituição da rotação anual entre milho e soja pelo SAF.
O avanço está ligado à maior produção de biomassa e ao aporte contínuo de matéria orgânica, favorecidos pelas espécies arbóreas e pelo uso de adubos verdes. O experimento foi realizado na Fazenda Capivara, em uma área de 1 hectare.
O sistema combinou árvores nativas do Cerrado, como aroeira, cagaita e baru, com adubação verde nas entrelinhas. A crotalária era semeada no início da safra das águas e, após manejo mecânico, dava lugar ao feijão em plantio direto. Na entressafra, um novo ciclo de adubação verde era implantado. Esse modelo se repetiu ao longo de seis anos, até o crescimento das árvores limitar o cultivo agrícola entre as linhas.
Desde o início, o arranjo seguiu princípios agroecológicos, com controle manual de plantas espontâneas e uso de adubos orgânicos, fertilizantes organominerais e biofertilizantes para reposição de nutrientes.
O pesquisador Agostinho Didonet, idealizador do sistema, destaca a viabilidade produtiva do modelo: “A produção de feijão comum em um SAF é perfeitamente viável e contribui para a segurança alimentar. Mesmo sem impacto direto da crotalária na produtividade, rendimentos em torno de 1 tonelada por hectare são considerados bons para sistemas agroecológicos no Cerrado, dependentes da chuva”.
Produção aliada à sustentabilidade
Didonet ressalta que os adubos verdes têm papel central na construção da fertilidade do solo ao longo do tempo, especialmente nas entrelinhas. “A taxa de acúmulo de carbono orgânico, entre 0 e 20 centímetros de profundidade, foi de aproximadamente 2,24 toneladas por hectare ao ano, ao longo de seis anos”, afirma.
Nas linhas de plantio das árvores, o acúmulo foi ainda maior, chegando a 2,43 toneladas por hectare ao ano, impulsionado pelos resíduos vegetais, como folhas e galhos, que formam a chamada serapilheira. Ao se decompor, esse material favorece a ciclagem de nutrientes e o enriquecimento do solo.
Inspiração para novos modelos
Segundo o pesquisador, o trabalho já inspira iniciativas semelhantes. “Em parceria com a Emater Goiás e a Universidade Federal de Goiás, o modelo foi replicado e segue estruturado em propriedades rurais de vários municípios goianos”, afirma.
A pesquisadora Márcia Carvalho destaca que o SAF também tem papel estratégico diante das mudanças climáticas, ao melhorar a biodiversidade e o microclima, especialmente em cenários de aumento de temperatura e seca no Cerrado.
“Além de garantir retorno econômico no curto e no longo prazo, o sistema captura carbono da atmosfera e o incorpora ao solo”, ressalta.
Ela acrescenta que o SAF pode desempenhar múltiplas funções, como recuperação de nascentes, recomposição de matas ciliares, produção de energia, madeira e abrigo para a fauna.
“Também contribui para melhorar a paisagem, regular o microclima e preservar a biodiversidade do Cerrado, reforçando a segurança alimentar”, conclui.
O governo federal apresentou na última quinta-feira (23) ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) uma proposta de renegociação de dívidas do crédito rural, que deve ser incorporada ao relatório sobre securitização em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos. A medida busca reestruturar passivos do setor e ampliar as condições de pagamento para produtores
O tema já havia sido discutido na semana anterior e deve avançar nos próximos dias. Está prevista para essa terça-feira (28) uma reunião entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o senador Renan Calheiros, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e equipes técnicas envolvidas na elaboração do texto.
A proposta prevê a prorrogação de operações de crédito rural até 30 de abril de 2026, incluindo contratos firmados até 31 de dezembro de 2025. Também estão contempladas operações que se tornaram inadimplentes entre 1º de julho de 2024 e 30 de abril de 2026, dentro de um recorte temporal definido para o aumento da inadimplência.
O modelo em discussão não permite o acúmulo com renegociações recentes, especialmente aquelas realizadas com recursos do Fundo Social ou sob supervisão da área econômica do governo, estabelecendo limites para a adesão às novas condições.
O desenho inclui duas linhas de renegociação. A primeira, com recursos controlados, abrange produtores enquadrados no Pronaf e no Pronamp, além de médios e grandes produtores, com taxas de 6% ao ano para o Pronaf, 8% para o Pronamp e 12% para os demais, com prazo de até seis anos. A segunda linha, com recursos livres, é direcionada principalmente a grandes produtores, com juros definidos pelo mercado e prazos semelhantes.
Nos dois casos, a proposta estabelece entrada mínima de 10% para operações adimplentes prorrogadas e de 20% para contratos em inadimplência, como forma de viabilizar a reestruturação das dívidas.
A estimativa técnica indica que a medida pode alcançar mais de 100 mil operações, totalizando cerca de R$ 81,6 bilhões em dívidas passíveis de renegociação, abrangendo diferentes perfis de produtores rurais.
Pelo modelo analisado, a linha com recursos controlados deve preservar as fontes originais das operações, permitindo que contratos equalizados sejam renegociados com base em depósitos à vista, sem custo adicional para a União.
Parte das operações poderá ser mantida nas fontes originais, ainda que com custos associados, enquanto as datas de corte estabelecidas no modelo marcam o período de aumento da inadimplência no crédito rural.
No caso de operações com recursos de fundos constitucionais e do Funcafé, a proposta mantém as taxas vigentes em cada plano safra, como os ciclos 2024/25 e 2026/27.
A estimativa detalhada aponta que, do total de R$ 81,6 bilhões, cerca de R$ 7 bilhões correspondem a operações do Pronaf, aproximadamente R$ 11,2 bilhões ao Pronamp e cerca de R$ 63,3 bilhões aos demais produtores, considerando contratos adimplentes prorrogados e inadimplentes.
Dois anos após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul informa que os investimentos em ações de reconstrução superam R$ 14 bilhões, contemplando centenas de municípios. Os recursos integram o Plano Rio Grande, lançado no primeiro mês da crise, com orçamento total de R$ 14,5 bilhões.
Segundo o governo estadual, o plano reúne iniciativas voltadas à reconstrução de estruturas afetadas e à ampliação da capacidade de resposta a eventos climáticos. A estratégia inclui ações de prevenção, recuperação e fortalecimento da infraestrutura e da economia, com foco na adaptação a novos cenários. De acordo com a gestão estadual, trata-se de um modelo estruturado de planejamento para enfrentar impactos climáticos no presente e no futuro.
Do total aprovado, mais de R$ 4,4 bilhões já foram pagos e executados, enquanto cerca de R$ 8,1 bilhões estão empenhados. Os recursos têm origem no Executivo estadual e na suspensão do pagamento da dívida com a União por 36 meses, iniciada em maio de 2024. Para gerir os valores, foi criado o Fundo do Plano Rio Grande.
Atualmente, o plano reúne 227 projetos em diferentes fases. O governador Eduardo Leite afirmou que o Estado ampliou sua capacidade de resposta. “O Rio Grande do Sul está muito mais preparado para enfrentar eventos climáticos adversos. Isso é um fato. Desde os primeiros momentos, ainda antes das águas baixarem, colocamos em prática o Plano Rio Grande com um grande conjunto de medidas para tornar o Rio Grande do Sul mais resiliente. Nosso Estado nunca havia tido um plano estruturado com essa finalidade, e o Brasil também não. Agora, sim, temos programa de Estado, não de um governo apenas, para encarar as mudanças climáticas no presente e no futuro”, disse.
Sobre os investimentos, o governador acrescentou que parte significativa dos recursos já foi aplicada. “Já aprovamos mais de R$ 13,9 bilhões em projetos e ações de reconstrução. Mais de R$ 4 bilhões já foram pagos, ou seja, são iniciativas já concluídas para melhorar a vida das pessoas e deixar nosso Estado mais preparado. Isso é muito mais que um número: é um marco histórico de investimento”, afirmou.
De acordo com o governo, o Plano Rio Grande já executou medidas nas áreas de emergência, recuperação, diagnóstico, resiliência e preparação em diversas áreas, como meio ambiente, habitação, segurança, infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico e social, entre outros.
O Plano Rio Grande já executou medidas de emergência, recuperação, diagnóstico, resiliência e preparação em diversas áreas, como meio ambiente, habitação, segurança, infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico e social, entre outros.
Alguns exemplos de atuação nesses dois anos são:
reformas e obras em estradas estaduais, escolas e hospitais;
abrigos emergenciais, benefícios sociais, moradias provisórias e casas definitivas;
desassoreamento e batimetria dos rios, assim como dragagem de hidrovias;
colaboração para a reestruturação de bairros em cidades afetadas, sistema de proteção nos municípios, Defesa Civil mais preparada e com maior efetivo, mais equipamentos para as forças de segurança, planos de contingência em todos os municípios;
e novos radares, estações hidrometeorológicas e alertas à população.
O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) reuniu produtores rurais, em Ubiratã, com o objetivo de iniciar um projeto-piloto na região de Campo Mourão para a otimização da eficiência, segurança e sustentabilidade das pulverizações de defensivos agrícolas. O encontro deu ênfase na tecnologia de aplicação agrícola (TAA) e Inspeção Periódica de Pulverizadores (IPP). Os extensionistas Antônio Eduardo Egydio e Eduardo Campos Barbosa abordaram conteúdos teóricos e práticos nos seguintes temas de deriva na pulverização: como evitar, pontas de pulverização na tecnologia de aplicação, tecnologias de formação de gotas, integração da ponta com o sistema de aplicação, regulagem, calibração e boas práticas de pulverização, erros comuns da pulverização e como evitá-los e regulagem do pulverizador com uso do FLUXIN.
O evento de capacitação contou com a participação de 14 produtores do Projeto de Grãos, assistidos pelo extensionista local Luiz Henrique Oliveira Souza, responsável pelo projeto. O bate-papo contemplou que a aplicação de defensivos agrícolas é uma prática periódica na agricultura, seja para a prevenção ou para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas, com a finalidade de manter a sanidade das culturas e proteger o potencial produtivo da lavoura. Contudo, observou-se a necessidade do produtor utilizar o produto correto, na dose recomendada, para alcançar a eficiência no controle esperado.
Na maioria casos em que há algum tipo de ineficiência, o problema não está no defensivo em si, mas na forma e condições em que ele é aplicado. Segundo explicaram os extensionistas, o conhecimento dos componentes da tecnologia de aplicação permite a tomada de decisão mais certeira no controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Sendo que a qualidade da pulverização está diretamente associada à redução de perdas, o que pode depender do uso apropriado dos equipamentos, da escolha adequada das pontas de pulverização e da realização da aplicação em condições climáticas favoráveis.
O projeto-piloto na região de Campo Mourão visa a ampliação para outros municípios da COMCAM, reforçando a importância das boas práticas agrícolas, auxiliando para a redução de desperdícios, menor impacto ambiental e maior eficiência no controle de pragas, doenças e plantas daninhas, além de repassar conhecimentos técnicos e promover a profissionalização dos produtores rurais.
As Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC), indicam que as famílias seguem pressionadas por crédito caro e recorrem ao uso de modalidades de curto prazo, como o cartão de crédito.
Em março, a taxa média de juros do crédito livre às pessoas físicas permaneceu elevada, em 61,5% ao ano, apesar do recuo mensal de 0,4 ponto percentual (p.p).
Com o brasileiro pagando juros tão altos, a inadimplência do crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 4,3% da carteira em março, com queda de 0,1 p.p. no mês, mas aumento de 1,0 p.p. em 12 meses.
Entre as famílias, a taxa chegou a 5,3%, com avanço de 1,4 p.p. em um ano.
De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito do BC, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro (aumento de 0,1 p.p. no mês, e de 1,3 p.p. em 12 meses), enquanto o comprometimento da renda com dívidas alcançou 29,7% (alta de 0,2 p.p. no mês e de 1,9 p.p. na comparação anual).
O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) somou R$ 7,2 trilhões em março, com crescimento de 0,9% no mês.
O crédito às famílias alcançou R$ 4,5 trilhões, com alta mensal de 0,8% e expansão de 10,9% em 12 meses.
No crédito livre destinado às pessoas físicas, o saldo chegou a R$ 2,5 trilhões, avançando 1,1% no mês e 12,3% em relação a março de 2025. O BC destacou o aumento das operações com cartão de crédito à vista, crédito consignado para trabalhadores do setor privado e financiamentos de veículos.
Já o crédito direcionado às famílias — que inclui linhas com recursos e condições definidas por regras específicas — totalizou R$ 2,0 trilhões, com crescimento de 0,5% no mês e 9,3% em 12 meses.
O crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 21,0 trilhões em março, o equivalente a 162,3% do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano), com leve retração de 0,3% no mês. Em 12 meses, houve crescimento de 11,2%.
O crédito ampliado às empresas atingiu R$ 7,1 trilhões, com expansão mensal de 1,5%, impulsionada principalmente pelos títulos privados de dívida, empréstimos externos e operações do SFN.
A 31ª edição da Agrow, realizada em Ribeirão Preto, São Paulo, foi oficialmente aberta no último domingo, com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Durante o evento, o governo federal anunciou R$ 10 bilhões para crédito de máquinas agrícolas, mas lideranças do setor criticaram a falta de investimentos significativos.
Anúncio de crédito para máquinas agrícolas
O governo anunciou a liberação de R$ 10 bilhões para financiar equipamentos agrícolas, através do programa Móvel Agrícola, que prevê a liberação dos recursos em até três semanas, com taxa de juros de um dígito. O financiamento será realizado pela FINEP e parceiros do setor.
Críticas das lideranças do agro
Apesar do anúncio, representantes do setor expressaram insatisfação com a falta de clareza sobre a origem dos recursos e a ausência de soluções para o endividamento dos produtores. Entre as críticas, destacaram-se:
Incerteza sobre a origem dos R$ 10 bilhões anunciados.
Necessidade urgente de soluções para o endividamento dos produtores.
Promessas de redução de juros sem ações concretas.
Expectativas para o futuro
As lideranças esperam uma participação mais efetiva do governo na resolução dos problemas do setor, especialmente em relação ao endividamento, que é considerado um dos principais desafios enfrentados pelos produtores. O setor aguarda também a tramitação de um projeto na Câmara que visa sanar essas dívidas, atualmente sob relatoria do senador Renan Calheiros.
A Agrishow 2026, uma das maiores feiras do agronegócio brasileiro, foi aberta ao público nesta segunda-feira, com expectativa de superar R$ 14,5 bilhões em intenções de negócios. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e outras autoridades participaram de um evento no Instituto Agronômico dentro do parque, onde foram discutidas estratégias para o fortalecimento do setor.
Pacote de medidas
O governo paulista deve anunciar nesta terça-feira um pacote de medidas para viabilizar investimentos no campo. Entre os principais pontos estão:
Liberação de R$ 40 milhões em subvenção para aquisição de maquinária agrícola, com expectativa de até 1.000 operações pelo programa Protrator.
Aporte de R$ 100 milhões para seguro rural, que deve alcançar 100.000 apólices e R$ 1 bilhão em produção protegida.
Importância da previsibilidade
Durante a coletiva de imprensa, Tarcísio destacou a importância da previsibilidade no setor agropecuário e cobrou mudanças no plano Safra. Ele enfatizou que os produtores precisam de clareza sobre as condições de financiamento a cada ano, evitando discussões intermináveis sobre o plano.
O governador ressaltou que a manutenção de condições e valores é essencial para garantir a sustentabilidade do agronegócio paulista, que desempenha um papel crucial na economia do estado.