domingo, julho 5, 2026

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Bayer investe em educação ilimitada para impulsionar novo modelo focado em competências


A Bayer, multinacional com 130 anos de história no Brasil e atuação nas áreas de Saúde e Agricultura, firmou parceria com a Unico Skill para oferecer educação ilimitada a seus mais de 4.600 colaboradores no país. A iniciativa faz parte da estratégia de inovação da companhia e reforça o compromisso de desbloquear o potencial máximo de seus talentos, dando-lhes autonomia e protagonismo em seu desenvolvimento.

A parceria está diretamente conectada à transformação cultural e organizacional da Bayer. A empresa está implementando um novo modelo operacional que substitui as estruturas hierárquicas tradicionais por um sistema mais descentralizado e colaborativo, permitindo que os talentos fluam livremente entre projetos e desafios. “Estamos construindo uma organização baseada em competências (skills-based), onde apostamos no desenvolvimento contínuo para promover maior fluidez de carreira. Quando investimos na educação, estamos alavancando o potencial dos nossos colaboradores e, ao mesmo tempo, construindo as equipes que a Bayer precisa para inovar e crescer”, afirma Anna Carolina Chiavone Frias, Head de Remuneração Total na Bayer.

Com a Unico Skill, os colaboradores das divisões Farmacêutica, Agrícola e de Saúde do Consumidor passam a ter acesso a uma plataforma com milhares de opções de cursos, desde graduações e MBAs até idiomas e mentorias. Essa ampla gama de aprendizado é a base para a nova cultura de desenvolvimento da Bayer, que passa a conectar talentos a projetos e oportunidades com base em suas competências, e não mais em cargos. “A educação é o instrumento que dá a cada um o protagonismo para construir sua trajetória e explorar novas oportunidades dentro da própria Bayer. Nosso objetivo é quebrar silos e permitir que as habilidades de nossos talentos sejam alocadas onde podem gerar maior impacto e valor, acelerando um novo modelo de trabalho mais ágil e dinâmico”, conclui Anna Carolina.

De acordo com o CEO da Unico Skill, Joca Oliveira, a parceria com a Bayer demonstra a visão de futuro da empresa. “A Bayer é uma referência em inovação em seus setores. Faz todo sentido que uma empresa com esse DNA busque no mercado o que existe de mais inovador e tecnológico para democratizar o acesso à educação dentro do seu negócio! Eles entendem que colaboradores mais preparados e engajados são chave para continuar crescendo”, afirma.

A Unico Skill é uma empresa brasileira que, nas palavras de Joca Oliveira, “conecta organizações, colaboradores e instituições de ensino, com o objetivo de democratizar a educação de qualidade no Brasil”. A empresa que quiser oferecer educação ilimitada a seus colaboradores paga um valor mensal fixo por pessoa. A partir daí, os trabalhadores passam a ter acesso à plataforma com mais de 26 mil opções de graduações, pós, cursos livres, técnicos, de idiomas e mentorias, em mais de 100 instituições de ensino do Brasil, como PUC-PR, PUCRS, Mackenzie, Estácio, CNA, entre outros e algumas das melhores universidades internacionais.





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Brasil amplia exportações ao Chile com abertura para DDG e DDGS


Brasil conclui negociação e abre mercado de DDG e DDGS no Chile

O governo brasileiro concluiu as negociações para exportar grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), ao Chile. A informação foi divulgada nesta terça-feira (29) em nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Com a medida, o agronegócio brasileiro soma 601 aberturas de mercado desde 2023.

Os DDG e DDGS são coprodutos gerados a partir da produção de etanol de milho. No setor agropecuário, esses materiais são usados como insumo na formulação de ração para aves, bovinos e suínos, por seu aproveitamento nutricional nas dietas animais.

A abertura amplia o portfólio de produtos brasileiros com acesso ao mercado chileno e acrescenta uma nova possibilidade comercial para a cadeia do milho e do etanol. Na prática, a negociação envolve um insumo ligado à indústria de bioenergia e também à pecuária, com potencial de integração entre produção agrícola, processamento industrial e alimentação animal.

Segundo a nota conjunta, em 2025 o Brasil exportou mais de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários para o Chile. Entre os principais itens embarcados ao país vizinho estiveram carnes, produtos florestais e o complexo soja. Nesse contexto, a inclusão de DDG e DDGS amplia a pauta exportadora brasileira em um mercado já relevante para o agronegócio nacional.

O governo federal não detalhou, até a publicação da nota, estimativas de volume, prazo para início efetivo dos embarques ou exigências sanitárias e operacionais específicas para os novos envios. Também não foram informadas projeções oficiais de receita com essa abertura.

A nova autorização tende a criar alternativa comercial para coprodutos do etanol de milho, mas os efeitos sobre fluxo de exportação e preços dependerão das condições de habilitação, da demanda chilena e da operacionalização dos embarques, dados que ainda não foram divulgados oficialmente.

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Chuva na hora errada: o problema que mais causa prejuízo no campo


Chuva na hora errada: o problema que mais causa prejuízo no campo
Chuva na hora errada: o problema que mais causa prejuízo no campo

No campo, a chuva é sinônimo de vida. Ela garante o desenvolvimento das lavouras, sustenta a produtividade e faz parte do planejamento de qualquer produtor.

Mas existe um cenário que preocupa, e muito: quando a chuva vem na hora errada.

Mais do que a falta de água, é o excesso no momento inadequado que tem causado prejuízos silenciosos e recorrentes na produção agrícola.

Quando o tempo vira problema

A colheita, por exemplo, é uma das etapas mais sensíveis ao clima. Um período de chuva prolongada pode atrasar a operação, dificultar o acesso das máquinas e comprometer a qualidade do grão.

Além disso, o solo encharcado aumenta o risco de perdas e reduz a eficiência no campo. Em muitos casos, dias de trabalho são perdidos simplesmente porque o clima não colaborou.

E o ponto mais crítico é que, muitas vezes, isso acontece sem que o produtor consiga se antecipar.

O prejuízo que poderia ser evitado

Situações como essas não são exceção, elas se repetem ao longo das safras. E o impacto vai além do atraso: envolve custo operacional, perda de produtividade e até queda na qualidade final do produto.

O problema não é a chuva em si. O problema é ser surpreendido por ela.

Informação como ferramenta de decisão 

Cada vez mais, o produtor que se destaca é aquele que consegue antecipar cenários.

Acompanhar a previsão do tempo de forma mais estratégica permite ajustar o planejamento, reorganizar operações e reduzir riscos.

Não se trata apenas de saber se vai chover, mas de entender quando, quanto e como isso pode impactar a sua produção.

Antecipar é produzir melhor

Em um cenário de clima cada vez mais instável, tomar decisões com base em informação deixou de ser diferencial, passou a ser necessidade.

Produtores que acompanham o clima de forma mais próxima conseguem agir antes das mudanças acontecerem, reduzir riscos e manter o controle das operações no campo.

É exatamente isso que o Clube Clima Campo oferece.

Com análises semanais do clima, você entende o que vem pela frente e como isso pode impactar sua produção. Além disso, pode enviar suas dúvidas e receber respostas direcionadas, trazendo mais segurança para o seu planejamento.

Outro diferencial é o acesso ao aplicativo exclusivo, onde você acompanha a previsão de forma prática, no dia a dia.

Tudo isso para um único objetivo:
te ajudar a tomar decisões melhores e evitar prejuízos no campo.

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Monitoramento da ferrugem asiática da soja 25/26 é concluído no RS


Foto: Ferrugem Asiática/Canal Rural

O programa Monitora Ferrugem RS encerrou as atividades de monitoramento da safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, voltadas à detecção do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática da soja. Nesta edição, o trabalho foi ampliado para 95 municípios gaúchos, com a aquisição de mais 20 coletores de esporos, fortalecendo a rede de acompanhamento da doença no estado. Os dados são da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

O monitoramento teve início em outubro de 2025, em sincronia com o calendário de semeadura da cultura, e se estendeu por 23 semanas. Durante esse período, foram disponibilizados semanalmente, no site do programa, mapas de distribuição de uredósporos do fungo nos municípios monitorados, além de mapas de risco climático para a ocorrência da doença.

Segundo a pesquisadora Andréia Mara Rotta de Oliveira, do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi), a ocorrência da ferrugem asiática é fortemente influenciada pelas condições ambientais. O fungo depende da presença de água livre na superfície das folhas e de temperaturas entre 15°C e 25°C para se desenvolver.

Na safra 2025/2026, o cenário climático no Rio Grande do Sul apresentou variações importantes. Houve registro de chuvas acima da média em grande parte do estado durante setembro, além de temperaturas elevadas na primavera. Já no verão, com exceção de dezembro, que foi extremamente chuvoso, janeiro e fevereiro tiveram redução das precipitações, acompanhada de temperaturas elevadas, características da estação.

De acordo com a pesquisadora, esse comportamento climático contribuiu diretamente para a contenção da doença. “A baixa disponibilidade de água e a sequência de dias sem chuva nesses meses contribuíram para a contenção dos focos de ferrugem asiática no estado”, avalia.

Atualmente, a equipe do programa realiza a sistematização e análise dos dados coletados, que irão subsidiar a publicação de uma circular técnica com os resultados consolidados da safra.

Vazio sanitário da soja

O Rio Grande do Sul entra no período de vazio sanitário da soja a partir de 3 de julho, com término em 30 de setembro, em todas as regiões. Nesse intervalo, é proibida a presença de plantas de soja no campo, sejam voluntárias ou cultivadas, em qualquer fase de desenvolvimento.

Durante o vazio sanitário, o programa seguirá com o planejamento das ações para a próxima safra, 2026/2027, com previsão de retomada do monitoramento em outubro.

Sobre o Monitora Ferrugem RS

Criado em 2019 e conduzido pela Seapi em parceria com a Emater/RS-Ascar, o Monitora Ferrugem RS realiza o acompanhamento da presença de esporos da ferrugem asiática da soja associado às condições climáticas, oferecendo um diagnóstico regionalizado sobre o risco da doença e contribuindo para a tomada de decisão no campo.

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Unica: Safra 2025/26 de cana cai 1,7%, com 611 milhões de toneladas


Foto: Reprodução/Canal Rural

A região Centro-Sul do Brasil encerrou a safra de cana-de-açúcar 2025/2026 com moagem de 611,15 milhões de toneladas, queda de 1,7% em relação ao ciclo anterior. Os dados foram divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) nesta quinta-feira (30).

“A redução da moagem já era esperada em função das condições climáticas registradas no período de crescimento da lavoura. A despeito disso, o ciclo registrou a quarta maior moagem histórica do Centro-Sul e a segunda maior produção de etanol e de açúcar”, disse o diretor de Inteligência Setorial da entidade, Luciano Rodrigues, em relatório.

Açúcar fica estável, etanol cai

A produção de açúcar se manteve praticamente estável, em 40,43 milhões de toneladas, leve alta ante o ciclo anterior. Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.

Do total produzido, 20,83 bilhões de litros foram de etanol hidratado, queda de 7,82%, enquanto o etanol anidro atingiu 12,89 bilhões de litros, aumento de 4,22% e segundo maior volume da série.

O destaque seguiu sendo o etanol de milho, cuja produção alcançou 9,19 bilhões de litros, crescimento de 12,26%, respondendo por 27,28% do total fabricado no Centro-Sul. O mix da safra foi de 50,38% para açúcar e 49,62% para o etanol.

Produtividade em queda

A produtividade agrícola recuou. Segundo o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o rendimento médio foi de 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% ante a safra anterior.

O desempenho foi desigual entre os estados, com retrações mais intensas em Goiás e Minas Gerais, enquanto Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná registraram avanço. A qualidade da matéria-prima também piorou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) caiu 2,34%, para 137,79 kg por tonelada de cana processada, queda de 2,34%.

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Falta de pasto amplia uso de silagem


A utilização da silagem se mantém como prática recorrente na pecuária do Sul do Brasil, especialmente nos períodos de outono e inverno, quando há escassez de pastagens. Nesse contexto, o recurso é adotado como forma de garantir a oferta contínua de alimento ao rebanho ao longo do ano.

Durante o inverno, a redução na produção de forragem ocorre de forma natural, sobretudo em áreas de campo nativo, impactando o desempenho dos animais. A silagem passa, então, a ser utilizada para manter a estabilidade produtiva. Na pecuária leiteira, o uso tende a ser mais intenso no outono e na primavera, em função da transição entre pastagens de verão e inverno.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a substituição do pasto pela silagem pode ocorrer em diferentes épocas, desde que haja equilíbrio nutricional na dieta. Esse ajuste varia conforme a categoria animal. Terneiros em crescimento demandam maior teor de proteína, enquanto vacas em pico de lactação exigem maior densidade energética, o que pode exigir suplementação com concentrados.

Entre as culturas utilizadas para ensilagem estão sorgo, cana-de-açúcar, capim-elefante e milho, que se destaca no Rio Grande do Sul como principal matéria-prima. O ponto de colheita influencia diretamente a qualidade, sendo recomendado, no caso do milho, o estágio farináceo a duro, quando o valor nutritivo é mais elevado.

O processo de produção da silagem requer etapas como picagem, compactação e armazenamento em ambiente vedado, sem presença de oxigênio. A fermentação anaeróbica é responsável pela conservação dos nutrientes, e falhas como excesso de umidade, compactação inadequada ou entrada de ar podem comprometer a qualidade e gerar perdas, conforme a Emater/RS-Ascar.

Do ponto de vista econômico, a silagem pode reduzir custos quando há estrutura adequada, incluindo maquinário e mão de obra. Em propriedades com menor acesso a esses recursos, o custo por quilo produzido pode ser maior, o que exige avaliação da viabilidade do sistema.

O médico veterinário e extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Carlos Brum, destaca que o planejamento alimentar é central no uso da silagem. “Em média, um bovino consome cerca de 2,5% do seu peso vivo em matéria seca por dia, o que significa que uma vaca de 400 quilos precisa ingerir aproximados dez quilos diários. Considerando que a silagem contém, em média, 35% de matéria seca, esse consumo equivale a cerca de 28,5 quilos do alimento por dia”, calcula Brum.

Com base nesses parâmetros, produtores podem estimar a quantidade necessária de alimento, contribuindo para a organização da propriedade. A regularidade na alimentação favorece a manutenção do desempenho dos animais e amplia a previsibilidade econômica, especialmente em períodos de instabilidade climática.

Com informações da Emater/RS-Ascar*





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Taxa de desemprego é de 6,1% no primeiro trimestre, diz IBGE


Desemprego
Foto: Marcos Santos/ USP Imagens

A taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano ficou em 6,1%. O indicador fica acima do registrado no quarto trimestre de 2025 (5,1%), porém é a menor taxa de desocupação para um primeiro trimestre desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Nos três primeiros meses do ano passado, o desemprego tinha marcado 7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Desde o trimestre encerrado em maio de 2025, a taxa de desemprego não ultrapassava 6%. No trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2026, a taxa de desocupação foi de 5,8%.

No entanto, o IBGE não recomenda comparação em meses imediatamente seguidos, pois há sobreposição de dados. Por exemplo, os números de fevereiro se repetem nas duas últimas divulgações da pesquisa. Por isso, o instituto prefere fazer comparações com o quarto trimestre de 2025.

Trabalhadores em busca de emprego

O primeiro trimestre de 2026 terminou com 6,6 milhões em busca de emprego. É a chamada população desocupada. O contingente é 19,6% superior (1,1 milhão de pessoas) ao do quarto trimestre de 2025, porém fica 13% a menos que o primeiro trimestre de 2025.

No mesmo trimestre, o total de ocupados chegou a 102 milhões de pessoas, 1 milhão a menos que no último trimestre de 2025 e 1,5 milhão acima do contingente do primeiro trimestre do ano passado, ou seja, comparação anual.

Comportamento sazonal

O comportamento do mercado de trabalho no primeiro trimestre foi marcado por características sazonais, ou seja, típicas do período do ano, como explica a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy.

“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento; seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de educação e saúde no setor público municipal.”

De todos os 10 agrupamentos de atividades apurados pelo IBGE, nenhum apresentou crescimento de ocupados, e três tiveram queda: comércio (1,5%, ou menos 287 mil pessoas ocupadas), administração pública (2,3%, ou menos 439 mil pessoas) e serviços domésticos (2,6%, ou menos 148 mil pessoas).

Queda na informalidade

Apesar de a taxa de desocupação ter aumentado no primeiro trimestre de 2026 em relação ao último trimestre de 2025, o Brasil vivenciou redução da informalidade.

No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais, ou seja, sem direitos trabalhistas garantidos.

No fim de 2025, a taxa era de 37,6%, enquanto no primeiro trimestre de 2025 era 38%.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões, sem variações significativas no trimestre, mas subindo 1,3% (504 mil pessoas a mais) em um ano.

O contingente de trabalhadores sem carteira no setor privado teve retração de 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Em um ano, houve estabilidade, isto é, sem mudança estatística significativa.

O número de trabalhadores por conta própria ficou estável no trimestre: 26 milhões. Em comparação ao primeiro trimestre de 2025, houve alta de 2,4% (607 mil pessoas a mais).

Pnad

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.

De acordo com o Caged, março apresentou saldo positivo de 228 mil vagas formais. Em 12 meses, o balanço é positivo em 1,2 milhão de postos com carteira assinada.

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São Paulo cria Câmara Temática da Mulher no Agro durante Agrishow


O estado de São Paulo lançou a Câmara Temática da Mulher no Agro durante a Agrishow, a maior feira do agronegócio da América Latina. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a presença feminina no setor, promovendo maior acesso a crédito rural e aprimorando as políticas públicas voltadas para as mulheres no campo.

Objetivos da Câmara Temática

  • Aumentar a participação das mulheres no agronegócio.
  • Facilitar o acesso a crédito rural.
  • Melhorar as políticas públicas para mulheres produtoras.

Dados sobre a participação feminina

Desde 2023, 43% das operações do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) tiveram mulheres como beneficiárias. Na linha do FEAP Mulher, foram liberados R$ 20 milhões, o maior volume desde a criação do fundo.

Importância do reconhecimento feminino

A criação da Câmara Temática é um reconhecimento ao potencial das mulheres no agronegócio, que atuam em diversas frentes, desde a produção até a negociação e venda de produtos. A iniciativa busca mostrar que as mulheres são essenciais na liderança dos setores produtivos e que o estado possui políticas públicas para apoiá-las.

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Biodiesel como alternativa energética em meio ao conflito no Oriente Médio


Diante da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio e o consequente encarecimento do petróleo, o debate sobre o uso de biodiesel como alternativa aos combustíveis fósseis ganha força no Brasil. A mistura mínima obrigatória de biodiesel ao óleo diesel, atualmente em 15%, é um dos pontos centrais dessa discussão.

Importância do biodiesel para a segurança energética

André Naçar, presidente da ABIOV, destacou que os biocombustíveis, como o biodiesel, são fundamentais para a segurança energética do Brasil. Atualmente, o país importa 25% de diesel, e sem o biodiesel, essa dependência aumentaria significativamente.

  • O setor de biodiesel possui cerca de 40% de capacidade ociosa.
  • Aumento da mistura para B15, B16 ou B17 não impactaria os preços.
  • Estudos técnicos são necessários para aumentar a mistura para B25.

Alternativas e sustentabilidade

O biodiesel é majoritariamente produzido a partir da soja, mas também utiliza resíduos como sebo bovino e óleo de cozinha. A sustentabilidade é um aspecto importante, pois esses materiais, que seriam descartados, são reaproveitados como combustíveis.

  • 75% do biodiesel é feito de soja.
  • Outras oleaginosas, como óleo de algodão e palma, também podem ser utilizadas.
  • Campanhas incentivam a devolução de óleo de cozinha usado.

Desafios e regulamentação

A previsibilidade na regulamentação é um desafio para o setor. A lei do combustível do futuro permite a mistura de até 25%, mas a realização de testes técnicos é necessária para avançar. A segurança jurídica é crucial para atrair investimentos e garantir a continuidade da produção de biodiesel.

  • Reduções na mistura podem afetar a indústria e novos investimentos.
  • A estratégia de aumento gradual da mistura é vista como a melhor abordagem.
  • O Brasil tem potencial para produzir tanto alimentos quanto energia.

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China planeja reduzir uso de farelo de soja e impacta exportações brasileiras


A China anunciou um plano para reduzir o uso de farelo de soja na alimentação de suínos, o que pode impactar as exportações brasileiras do grão. Em 2025, o país importou mais de 70 milhões de toneladas de soja, consolidando o Brasil como seu maior fornecedor.

Redução nas importações

O Ministério da Agricultura Chinês projeta uma queda de 6,1% nas importações de soja em 2026, com a expectativa de reduzir até 30% até 2030, através da implementação de novas tecnologias na ração animal.

Novas tecnologias na alimentação

A China está investindo em produtos de fermentação e alternativas, como insetos, para substituir o farelo de soja. Essas mudanças visam melhorar a qualidade da carne suína e aumentar a autossuficiência alimentar do país.

Impacto no Brasil

O Brasil, que depende fortemente das exportações de soja, precisa desenvolver um projeto que garanta previsibilidade no mercado interno. A diversificação do uso da soja, como na produção de biodiesel, pode ser uma alternativa para minimizar os efeitos da redução nas exportações.

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