sábado, julho 4, 2026

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor com novas regras


A tarifa zero no acordo Mercosul-UE já pode beneficiar exportadores desde 1º de maio, quando entrou em vigor o Acordo Interino de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Após 25 anos de negociações, o tratado abre espaço para redução tarifária ampla, mas exige adequação documental, especialmente para operações via Paraguai.

O cenário do comércio exterior na América do Sul passa por uma transformação com a entrada em vigor do Acordo Interino de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Na prática, a medida extingue tarifas sobre 95% das importações da União Europeia e 91% das exportações do Mercosul, alcançando desde commodities agrícolas até produtos industriais de maior valor agregado, segundo dados divulgados no material original.

O acordo chega ao mercado como um pilar independente, com foco na liberalização comercial imediata de bens e serviços. Apesar da abertura comercial, o benefício de isenção não será automático. Segundo a Câmara de Comércio Brasil Paraguai (CCBP), as empresas precisam apresentar o Certificado de Origem digital, documento que comprova a procedência do produto conforme as novas regras de origem do marco regulatório.

Para a entidade, a adequação técnica será determinante para que exportadores consigam transformar a redução tarifária em ganho real de competitividade. No Paraguai, o Ministério da Indústria e Comércio (MIC) determinou que todas as exportações vinculadas ao tratado sejam geridas pela Ventanilla Única de Exportação (VUE).

De acordo com o MIC, a centralização eletrônica busca dar mais agilidade ao processo, reduzir gargalos burocráticos nas alfândegas europeias e oferecer instruções oficiais em português, espanhol e inglês.

Para Roger Maciel, presidente da Câmara de Comércio Brasil Paraguai, a prontidão técnica das empresas será o principal diferencial nesta nova etapa.

“O Paraguai se consolida como uma plataforma estratégica e competitiva para o mercado global, mas o exportador precisa entender que a conformidade documental é o que garante o lucro. Sem o certificado emitido corretamente via VUE, as mercadorias continuam sendo taxadas pelas tarifas usuais, anulando a vantagem competitiva de até 95% que o acordo oferece”, pontua o executivo.

A avaliação reforça que o acordo amplia oportunidades, mas também impõe novas responsabilidades operacionais para exportadores e investidores. De acordo com análise da CCBP, o agronegócio e a indústria de manufaturados estão entre os segmentos com maior potencial de expansão imediata.

Entre os produtos citados estão soja e derivados, carne bovina, produtos florestais, cereais e alimentos processados. No setor de biocombustíveis e na indústria, o acordo também favorece o fluxo de autopeças e demais manufaturas.

Para apoiar o planejamento empresarial, o governo paraguaio já disponibilizou a lista detalhada de produtos beneficiados e as normativas completas para consulta.

Com o acordo em vigor desde 1º de maio, a orientação é que exportadores e investidores façam uma auditoria imediata nos processos internos de certificação.

 





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Câmara inicia análise de projeto sobre exploração de minerais críticos


Câmara dos Deputados PL Reciprocidade
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

A Câmara dos Deputados começou a analisar na noite desta quarta-feira (6) em plenário o projeto de Lei (PL) 2780/24 que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais os minerais críticos e estratégicos do país.

Também estão previstos incentivos governamentais e prioridade de licenciamento para projetos do setor.

O comitê será vinculado ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.

O relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou um substitutivo para o texto que cria ainda o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos.

O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política, atribuição que caberá ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão também criado pelo projeto.

O texto traz limitações à exportação de minerais brutos sem processamento e cria um sistema de incentivos fiscais progressivos. Ou seja, quanto mais a empresa avança nas etapas de beneficiamento dentro do Brasil, maiores os benefícios que recebe.

“A indústria de minerais críticos e estratégicos no Brasil é uma janela de oportunidades para o desenvolvimento do país. Com a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, essa afirmação será expressa na melhoria de índices como aumento da produção industrial, aumento da renda per capita e aumento participação da mineração na economia nacional”, afirmou Jardim em seu parecer.

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos que estão dispersos na natureza, o que dificulta a extração, sendo essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, só cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido.

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Denúncia de salmonella em carne de frango brasileira enviada à Grécia é rebatida pela ABPA


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Foto: Paola Cuenca/Canal Rural

Uma suposta contaminação por salmonella em carne de frango brasileira exportada à Grécia foi contestada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A informação foi divulgada por um veículo de notícias internacional, mas de acordo com a entidade há inconsistências técnicas que não encontram respaldo nos sistemas oficiais de monitoramento sanitário da União Europeia.

Segundo a ABPA, o volume de carne citado na reportagem, de aproximadamente 3 toneladas, não condiz com os padrões logísticos do comércio internacional da proteína avícola. Isso porque os embarques brasileiros são realizados, quase sempre, em contêineres refrigerados com capacidade entre 25 e 27 toneladas.

A entidade ainda destaca a impossibilidade de vincular o suposto caso ao início de qualquer fluxo comercial relacionado ao acordo entre União Europeia e Mercosul, haja visto que o processo envolve etapas rigorosas de certificação sanitária, autorização e logística internacional, fatores que demandam tempo e cumprimento de protocolos específicos.

União Europeia não registrou a ocorrência

A ABPA ainda destacou que no sistema oficial da União Europeia, o Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF), utilizado para notificações sanitárias envolvendo alimentos, não consta qualquer registro do suposto caso de contaminação de salmonella.

Para a Associação, a ausência de notificação nesse sistema impede a confirmação do episódio, o que enfraquece a credibilidade da informação.

A ABPA ainda ressalta que a interpretação apresentada sobre a presença de Salmonella não considera os critérios aplicáveis à carne crua. Tais parâmetros seguem normas internacionais e são monitorados de forma rigorosa pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com a entidade, é de reconhecimento geral que o sistema brasileiro de controle sanitário conta com auditorias frequentes realizadas por autoridades da Comissão Europeia, o que reforça a confiabilidade dos processos produtivos e de exportação.

Por fim, a ABPA reitera a robustez do sistema sanitário nacional e o compromisso da cadeia produtiva com os mais elevados padrões internacionais de segurança alimentar. Atualmente, o Brasil é um dos maiores exportadores globais de carne de frango, com presença consolidada em diversos mercados com altos parâmetros de exigência, como as nações da União Europeia.

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Preços do boi gordo: veja como o mercado pecuário se comportou


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Foto: Governo de Mato Grosso

O mercado físico do boi gordo apresenta preços em predominante acomodação em grande parte do país nesta quarta-feira (6).

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pondera que o Dia das Mães é, historicamente, um ponto de suporte relevante no que diz respeito ao consumo interno.

“Isso justifica a maior estabilidade [da arroba] durante a semana, por mais que ocorram tentativas de compra em patamares mais baixos em estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo”.

Por outro lado, o especialista pontua que em Mato Grosso, o que se evidenciou durante a semana foi o encurtamento das escalas de abate, levando a indústria local a reajustar seus preços.

“O mercado permanece atento a progressão da cota chinesa, com perspectiva de esgotamento em meados de junho, gerando incerteza quanto ao perfil de exportação durante o terceiro trimestre”, disse, em referência ao limite de compra de carne brasileira de 1,1 milhão de toneladas estabelecido pelo país asiático.

Preços médios da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 352,83
  • Goiás: R$ 338,79
  • Minas Gerais: R$ 339,06
  • Mato Grosso do Sul: R$ 348,52
  • Mato Grosso: R$ 355,00

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços firmes no decorrer da quarta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere por alguma manutenção dos preços, considerando a entrada dos salários na economia, somado ao adicional de consumo relacionado ao Dia das Mães.

“Não há espaço para altas consistentes neste momento, considerando que o atual nível de preços já assume patamares proibitivos para boa parcela da população. A competitividade da carne bovina é menor na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango”, detalha Iglesias.

  • Quarto traseiro: R$ 28,00 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 23,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 21,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,14%, sendo negociado a R$ 4,9195 para venda e a R$ 4,9175 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8877 e a máxima de R$ 4,9347.

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Cotações da soja: mercado físico não resiste à nova queda expressiva de Chicago


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Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural

O mercado brasileiro de soja ficou praticamente paralisado nesta quarta-feira (6), com poucos negócios reportados ao longo do dia.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Thiago Oleto, os players permaneceram afastados diante da queda em Chicago e das poucas oportunidades geradas pelo câmbio.

“O produtor segue retraído, aguardando melhores condições de comercialização”, afirma. Segundo ele, mesmo com uma leve melhora nos prêmios dos portos, o cenário não foi suficiente para destravar o mercado. “O spread ainda elevado limitou a formação de negócios”, comenta.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 124 para R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 125 para R$ 123,50
  • Cascavel (PR): passou de R$ 120 para R$ 118,50
  • Rondonópolis (MT): reduziu de R$ 109 para R$ 107,50
  • Dourados (MS): foi de R$ 112 para R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): diminuiu de R$ 111 para R$ 109,50
  • Porto de Paranaguá (PR): recuou de R$ 130 para R$ 128,50
  • Porto de Rio Grande (RS): passou de R$ 130 para R$ 128,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa acentuada nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado acompanhou a forte desvalorização dos preços do petróleo diante da possibilidade de Estados Unidos e Irã chegarem a um acordo para por fim ao conflito no Oriente Médio.

Segundo Oleto, os agentes voltam as suas atenções também para outro dois pontos. O primeiro deles é o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, nas próximas semanas.

“A aposta é de um acordo que envolva a compra de soja estadunisense pela China, mas também pairam dúvidas sobre as discussões comerciais”, ressalta o analista.

Segundo a Reuters, a Associação Americana de Soja afirmou estar preocupada que a China possa voltar a impor tarifas mais altas sobre a soja norte-americana em resposta a uma investigação comercial dos Estados Unidos.

Outro foco do mercado está no relatório de oferta e demanda de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trará os primeiros números para a temporada 2026/27. Com isso, os traders já começam a posicionar suas carteira.

Contratos futuros

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Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 16,75 centavos de dólar, ou 1,38%, a US$ 11,94 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,89 por bushel, com retração de 16,00 centavos de dólar ou 1,32%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 3,10 ou 0,96% a US$ 317,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 75,02 centavos de dólar, com perda de 1,89 centavo ou 2,45%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,14%, sendo negociado a R$ 4,9195 para venda e a R$ 4,9175 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8877 e a máxima de R$ 4,9347.

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AgroNewsPolítica & Agro

El Niño eleva risco para produção de cacau


O mercado global de cacau segue pressionado em meio ao ambiente macroeconômico marcado pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, com impactos diretos sobre os custos de energia, fretes e seguros. Nesse cenário, o aumento do prêmio de risco global tem influenciado a dinâmica da commodity, ao mesmo tempo em que fatores climáticos e o balanço entre oferta e demanda permanecem no radar dos agentes de mercado.

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, a safra 2025/26 deve registrar superávit de cerca de 356 mil toneladas, volume levemente inferior à estimativa anterior. O resultado reflete uma recuperação parcial da produção combinada com retração da demanda, mantendo o mercado sensível a mudanças nos fundamentos, especialmente diante da maior probabilidade de ocorrência do El Niño.

Segundo Carolina França, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, o cenário macroeconômico tem exercido influência direta sobre o setor. “As interrupções no Estreito de Ormuz e a maior insegurança no Mar Vermelho reduziram o tráfego por rotas estratégicas como o Canal de Suez, encarecendo fretes, seguros e afetando a logística global”, afirma.

Esse contexto também pressiona os custos de energia e fertilizantes, especialmente os nitrogenados, ampliando riscos inflacionários e adicionando volatilidade ao mercado de cacau.

No lado da demanda, a Ásia apresentou desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026, com destaque para a Malásia, onde a moagem cresceu 8,7% no período. O avanço contribuiu para um crescimento de 5,2% na moagem asiática, região responsável por cerca de 23% do processamento global. Em sentido oposto, a Europa registrou queda de 7,8% na moagem, pressionada por importações líquidas reduzidas, enquanto os Estados Unidos também apresentaram retração no processamento.

No Brasil, a indústria enfrenta desafios adicionais, como restrições às importações, alterações no regime de drawback e incertezas regulatórias, em um cenário de leve queda na moagem no primeiro trimestre.

No campo da oferta, os principais países produtores atravessam uma fase do calendário agrícola entre a safra intermediária e o florescimento que dará origem à safra principal 2026/27, o que mantém o mercado atento às condições climáticas.

No médio e longo prazo, a maior probabilidade de ocorrência do El Niño surge como um dos principais pontos de atenção. “As projeções indicam que o evento pode se estender até o fim de 2026 e início de 2027, elevando os riscos para as commodities agrícolas em um contexto de possíveis temperaturas recordes. A análise de safras passadas indica que o El Niño não apresenta uma relação direta e homogênea com volumes de chuva ou níveis de produção, gerando efeitos distintos entre origens e muitas vezes defasados no tempo. Esses impactos refletem o caráter perene do cacau e a interação com condições climáticas regionais, podendo resultar tanto em perdas pontuais quanto em ajustes positivos posteriores. De forma geral, o fenômeno aumenta o risco produtivo e exige acompanhamento contínuo.”, destaca Carolina França.

Apesar da projeção de superávit para a safra 2025/26, o mercado segue suscetível a oscilações no curto prazo. Segundo a Hedgepoint Global Markets, o saldo positivo não elimina a volatilidade, já que mudanças em fatores como clima, demanda ou custos podem alterar rapidamente o equilíbrio global. “Mudanças em qualquer fundamento podem alterar significativamente esse equilíbrio”, conclui a especialista.





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Venda de equipamento agrícola termina em golpe milionário com uso de dados falsos


Máquina agrícola
Foto: Polícia Civil do Tocantins (PCTO)

Uma máquina agrícola que era objeto de investigação criminal foi recuperada na manhã desta quarta-feira (6), durante uma operação realizada no Maranhão.

A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Tocantins (PCTO), por meio da 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (3ª DEIC – Araguaína). A ação foi nomeada como Operação Renorcrim.

Conforme explica o delegado Márcio Lopes da Silva, titular da 3ª Deic e responsável pelo caso, a ação é decorrente de inquérito policial que apura a prática de fraude eletrônica, crime previsto no artigo 171 do Código Penal.

Golpe

Segundo as investigações, a vítima foi induzida ao erro durante uma negociação realizada remotamente, que envolvia a suposta compra e venda de um pulverizador agrícola de alto valor. De acordo com a polícia, os suspeitos utilizaram meios digitais e contatos telefônicos para formalizar um contrato aparentemente regular.

Máquina agrícola
Foto: Polícia Civil do Tocantins (PCTO)

No entanto, há indícios de que a negociação foi simulada com o objetivo de obter vantagem ilícita, incluindo a utilização de cheques posteriormente devolvidos por inconsistência de assinatura. Além disso, foi constatado o possível uso de dados e informações falsas para dar aparência de legalidade ao negócio. 

As diligências também apontaram inconsistências quanto à existência e funcionamento da empresa envolvida na negociação, reforçando a hipótese de fraude estruturada para enganar a vítima.

Próximos passos

A Polícia Civil destaca que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar todos os responsáveis e esclarecer integralmente os fatos.

O delegado Márcio Lopes, destaca a importância da ação realizada pelas equipes da polícia. “A recuperação do maquinário representa um avanço significativo nas investigações, possibilitando não apenas a restituição do bem à vítima, mas também o fortalecimento das provas quanto à materialidade do crime e à autoria dos envolvidos”, concluiu. 

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Mercosul-UE: CNA lança simulador que mostra redução de tarifas para exportações do agro


Acordo Mercosul e Ue União Europeia
Foto: Pixabay

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disponibilizou uma nova ferramenta para facilitar o acesso dos produtores rurais às informações sobre o cronograma de redução tarifária negociado entre o Mercosul e a União Europeia.

O “BI Simulador do Acordo” foi desenvolvido para orientar o setor produtivo sobre as tarifas de importação aplicadas pela União Europeia aos produtos comercializados entre os dois blocos. O acordo comercial começou a valer de forma provisória em 1º de maio, após mais de duas décadas de negociações.

Por meio da plataforma, o produtor pode selecionar produtos de interesse e acompanhar como as tarifas europeias serão reduzidas ao longo do período de desgravação tarifária previsto no acordo.

A ferramenta contempla todas as mercadorias com base nas linhas tarifárias da União Europeia, permitindo consultas detalhadas sobre as condições estabelecidas no capítulo de comércio bilateral.

O sistema também permite pesquisar pelo nome do produto ou pelo código tarifário. Além disso, o usuário consegue identificar o regime de desgravação aplicado a cada item e verificar se o produto está incluído em quotas tarifárias.

Segundo a CNA, o simulador integra uma série de materiais técnicos, guias e análises produzidos pela entidade para traduzir os impactos do acordo comercial para a realidade do campo brasileiro.

A entidade ressalta que a plataforma serve como ferramenta de orientação e não substitui o contato com parceiros comerciais no país de destino nem consultas às autoridades aduaneiras antes do início de operações de exportação.

Além do simulador, a CNA também disponibilizou em seu site uma área de “Perguntas e Respostas” com esclarecimentos sobre as novas regras comerciais entre Mercosul e União Europeia.

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China pode reduzir importação de carne brasileira em até 10%


O esgotamento da cota de importação de carne bovina pela China, previsto para o fim de maio e início de junho, pode reduzir em até 10% as exportações brasileiras no segundo semestre. A informação é da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), que destaca que a China é o principal destino das exportações de carne do Brasil, absorvendo quase a metade da proteína brasileira.

Impacto no setor

O setor está preocupado com a situação, uma vez que o Brasil está prestes a atingir o limite de um contrato que sustenta boa parte do agronegócio. Até o fim de abril, o país já havia utilizado 65% da cota de importação. A partir do esgotamento dessa cota, a expectativa é de menos abates e, consequentemente, menor abastecimento interno.

Alternativas para o mercado

Diante do cenário, o setor busca alternativas para compensar a redução nas exportações para a China. Entre as estratégias estão:

  • Aumento do consumo interno no segundo semestre.
  • Ampliação das exportações para os Estados Unidos.
  • Abertura de novos mercados, como Coreia do Sul, Japão e Turquia.

O presidente da BIEC, Roberto Perosa, destacou que o crescimento das apostas online no Brasil tem limitado o consumo de carne. Ele também mencionou a necessidade de uma cota específica para o Brasil nos Estados Unidos, compatível com a capacidade de produção brasileira.

Viagem do presidente da BIEC

Roberto Perosa embarca ainda hoje para a China, com o objetivo de resolver questões comerciais e buscar aumentar as exportações para o país. O presidente Lula também embarca hoje para os Estados Unidos, onde se encontrará com o presidente Donald Trump, em um encontro que pode ajudar a normalizar as relações comerciais entre os dois países.

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Agro brasileiro registra recorde de 28,4 milhões de empregos em 2025


O agronegócio brasileiro encerrou o ano de 2025 com um recorde na geração de empregos, atingindo 28,4 milhões de trabalhadores registrados, conforme levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Dados do setor

  • População ocupada no agronegócio: 28,4 milhões de pessoas.
  • Aumento de 2,2% em relação a 2024.
  • Destaque para o segmento de agrerviços e aumento da presença feminina no mercado de trabalho, que cresceu 2,6% em 2025.

Importância do agronegócio

O agronegócio se destaca como o maior gerador de empregos no Brasil, sendo responsável por um em cada quatro empregos no país. A tecnologia e a qualificação da mão de obra têm sido fundamentais para o crescimento do setor.

Desafios e perspectivas

Apesar dos desafios enfrentados, como custos e preços, o Brasil é visto como um parceiro confiável para a segurança alimentar global. A necessidade de priorização do agronegócio pelo governo é enfatizada, com a expectativa de que políticas agrícolas adequadas sejam implementadas para sustentar esse crescimento.

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