sexta-feira, julho 3, 2026

Agro

News

Fenasul Expoleite 2026 reúne mais de mil animais inscritos


Ovinos vão estar pela primeira vez na Fenasul Expoleite
Foto: Fernando Dias/Seapi

A Fenasul Expoleite 2026 terá 1.453 animais inscritos, entre bovinos leiteiros, bubalinos, equinos, coelhos, chinchilas, pássaros, caprinos e ovinos. O total representa alta de 4,76% em relação à edição de 2025, quando participaram 1.387 exemplares. A feira ocorre de terça-feira (13) a sábado (17), em Esteio (RS), no Parque de Exposições Assis Brasil.

Segundo o zootecnista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e comissário-geral da feira, Pablo Charão, a principal novidade desta edição é a presença dos ovinos. Pela primeira vez na história do evento, a exposição contará com 483 exemplares da espécie.

De acordo com Charão, a inclusão dos ovinos está ligada à realização da Feira Nacional dos Ovinos (Fenovinos) dentro da programação da Fenasul Expoleite. “A realização da Feira Nacional dos Ovinos (Fenovinos) este ano dentro da Fenasul Expoleite é a grande novidade que engrandece o evento”, afirmou.

A distribuição dos animais inscritos inclui 310 bovinos leiteiros, sendo 121 da raça Holandesa, 124 Jersey, 44 Gir Leiteiro e 21 Girolando. A feira também terá 10 bubalinos, 235 equinos — 25 Mangalarga, 60 Árabe e 150 Crioulo —, 335 coelhos, com 167 adultos e 168 filhotes, além de 45 caprinos, 10 chinchilas e 25 pássaros de exposição.

Na programação técnica, os cavalos Árabes e Mangalarga participarão de provas, enquanto os Crioulos terão uma classificatória para a próxima Expointer. No segmento leiteiro, as raças Holandesa e Jersey terão competições nacionais. Charão também informou aumento no número de animais das raças Girolando e Gir Leiteiro em relação ao ano passado.

A programação inclui ainda um curso de inseminação artificial em caprinos, promovido pela Associação dos Caprinocultores do Rio Grande do Sul (Caprisul), voltado a produtores e inscritos. Segundo Charão, a entidade informa que o estado não recebe um curso dessa área há pelo menos 30 anos.

Com maior número de inscritos e ampliação das espécies expostas, a edição de 2026 reforça o foco da feira em genética, competições técnicas e capacitação de produtores, com integração entre diferentes cadeias da pecuária.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

O post Fenasul Expoleite 2026 reúne mais de mil animais inscritos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

CNA e FAESC orientam setor produtivo sobre Contratos Rurais durante evento on-line


“Contratos Rurais” foi o tema do evento on-line promovido, nesta quinta-feira (07), pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). A iniciativa reuniu profissionais e representantes da federação catarinense e de outras federações do País, dos Sindicatos Patronais Rurais, empregadores rurais, contadores e advogados para atualização sobre aspectos essenciais das relações de trabalho no campo.

A programação foi coordenada pela Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social (CNRTPS) da CNA e contou com a participação do presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo. A palestra foi ministrada pela advogada Dra. Vitória Garcia Cavalcante Leite, e contou com mediação das advogadas Dra. Carolina Melo e Dra. Jéssica Nascimento.

Durante a abertura, o presidente Pedrozo destacou a importância da iniciativa para fortalecer a atuação sindical patronal no meio rural. Segundo ele, a iniciativa é essencial para disseminar informações precisas entre federações, Sindicatos e produtores rurais, além de ampliar a segurança jurídica nas relações de trabalho no campo. Pedrozo também agradeceu à palestrante, às moderadoras, ao departamento jurídico da CNA e a todos os profissionais envolvidos na organização da iniciativa.

As mediadoras ressaltaram a expressiva participação do público, com 148 pessoas presentes durante a transmissão. Elas enfatizaram o empenho da federação na divulgação de eventos como esse e reconheceram que Santa Catarina sempre prestigia de forma expressiva os eventos organizados pela Confederação. 

PALESTRA CONTRATOS RURAIS 

Na palestra, a Dra. Vitória alertou para os riscos de contratos elaborados sem orientação especializada. Segundo ela, muitos produtores recorrem a modelos genéricos encontrados na internet ou produzidos sem respaldo jurídico, o que pode comprometer a proteção legal das atividades rurais. A advogada também citou o uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial na elaboração contratual como um desafio atual.

A especialista explicou que com “Contratos inteligência”, àqueles elaborados de maneira estratégica e personalizada, o produtor está protegido. Explicou que um contrato bem estruturado garante segurança jurídica, clareza nas informações e proteção patrimonial. Segundo ela, os problemas costumam surgir quando há divergências entre as partes e o documento não oferece respaldo suficiente para solucionar conflitos. Ela observou, ainda, que a cultura do “fio do bigode” (acordo baseado na confiança), comum no meio rural, leva muitos produtores a negligenciarem cláusulas importantes, o que pode resultar em prejuízos futuros.

Outro ponto enfatizado foi a necessidade entender que um contrato não é uma burocracia e sim uma estratégia. De acordo com a palestrante, o agronegócio exige cada vez mais precisão administrativa diante da redução das margens de lucro e das constantes imprevisibilidades climáticas e econômicas. Ela ressaltou que contratos bem elaborados ajudam a prevenir conflitos, proteger patrimônios, planejar decisões e fortalecer a sustentabilidade dos negócios rurais.

“Planejar um bom contrato ajuda a tomar decisões mais coerentes e, consequentemente, a alcançar o crescimento e a prosperidade. Para que uma fazenda se transforme em uma produção realmente eficiente e se consolide como uma potência no setor, é fundamental que esteja devidamente amparada e estruturada”, reforçou Dra.Vitória.

A palestra também abordou os diferentes tipos de contratos ligados ao uso da terra, como o arrendamento, a parceria e o comodato, além de mencionar a importância do Estatuto da Terra na proteção da produção rural. A advogada ressaltou, ainda, que a finalidade da terra é a produção e que toda a legislação agrária busca assegurar condições para a continuidade das atividades produtivas.

Ao longo do evento, foram destacados outros aspectos relacionados aos Contratos Rurais, além de orientações, especialmente, nas relações de natureza trabalhista, com foco nas frequentes atualizações na legislação e das transformações no setor agropecuário.

Evento reuniu profissionais e representantes de federações, dos Sindicatos Patronais Rurais, empregadores rurais, contadores e advogados. 

Evento abordou informações precisas sobre Contratos Rurais. 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Brasil soma mais de 200 invasões de propriedades rurais nos últimos três anos


Em 2026, já foram registradas 33 ocorrências. Em 2025, o país teve o maior número de invasões da última década

De janeiro até meados de abril deste ano, o país já registrou 33 invasões a propriedades rurais, de acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Desse total, 14 ocorreram apenas em abril, o que reforça a escalada recente dos casos. Ao todo, 32 episódios foram promovidos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para o 2º vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), as invasões afetam todo o setor, independentemente do porte da propriedade. Segundo ele, na Amazônia, até mesmo pequenas áreas já foram alvo de ocupações.

“Esse é um problema muito sério no Brasil, especialmente na produção primária, e nós precisamos garantir segurança jurídica aos proprietários de terra, independentemente de serem pequenos, médios ou grandes produtores”, destacou.

O levantamento da CNA também mostra que 2025 foi o ano com maior número de invasões da última década. Ao todo, foram 90 ocorrências no ano passado, das quais 81 foram promovidas ou vinculadas ao MST. Os dados ainda apontam concentração dos casos no mês de abril, quando foram registradas 43 invasões.

Ainda conforme a entidade, os últimos três anos indicam uma tendência de alta nas invasões. De 2023 até 15 de abril de 2026, foram contabilizados 241 casos em todo o país.

FPA - Invasões

Projetos miram prevenção
Com o número crescente de invasões, algumas medidas podem servir como prevenção contra esses atos. É o caso do Projeto de Lei 4.432/2023, de autoria do coordenador da Comissão de Seguro Rural da FPA, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS). A proposta cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP).

Esse cadastro seria integrado ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e teria registro de ocorrências de invasões de propriedades, tanto públicas como privadas. Também seriam registradas as ações realizadas pelas forças de segurança, bem como apontamentos se houve participação de menores ou de pessoas com armas. 

O texto tem o intuito de facilitar a identificação e responsabilização dos invasores. O projeto tem apreciação conclusiva nas comissões, no entanto, há um recurso pedindo a revisão da tramitação para que a matéria seja analisada também no Plenário da Câmara. O recurso aguarda deliberação da Mesa Diretora.

“O governo Lula trouxe o MST para dentro do governo desde o início do mandato, contribuindo para as invasões no campo todos os anos aqui no Brasil. A FPA está hoje em uma ofensiva no Congresso Nacional e tem apresentado projetos para combater o esbulho possessório e, especialmente, penalizar criminosos. Quem invade propriedade privada é criminoso e tem que ser tratado assim”, afirmou Nogueira.

Há ainda o Projeto de Lei 1.198/2023, apresentado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). A matéria altera o Código Penal brasileiro para dar mais peso ao crime de esbulho possessório —  que é quando o dono de imóvel fica impossibilitado de controlar e usar o seu bem por causa de uma invasão. 

Atualmente, a legislação prevê uma pena de um a seis meses de detenção e multa. A proposta amplia a punição para quatro a oito anos de prisão, além da multa. O texto está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara e ainda deve passar pelo Plenário da Casa. 

Na mesma linha, o Projeto de Lei 6.612/2025 também modifica o Código Penal, porém para criar uma tipificação penal própria para invasão de propriedades rurais. Neste caso, a proposição do deputado Rodolfo Nogueira, diferencia os tipos de ocupação:

– aquela que ocorre para reivindicar políticas públicas;
– aquela que acontece em área já designada para desapropriação, porém o proprietário ainda não recebeu a indenização.

O projeto também pune quem patrocina e financia essas invasões. Em todos os casos, a pena proposta é de quatro a dez anos de reclusão e multa. Caso a ocupação seja em terra produtiva, a pena é dobrada, e se for cometido por mais de duas pessoas há o aumento de um terço.

A matéria aguarda análise na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados. Depois, a proposta ainda deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e pelo Plenário.

O integrante da FPA, deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), destacou a preocupação dos produtores diante do aumento das invasões e defendeu o avanço de matérias que garantam mais segurança no campo. “O direito de propriedade é constitucional, mas hoje não há segurança jurídica para o proprietário rural. Tivemos muitas invasões de terras nos últimos anos, e isso tem gerado intranquilidade e até o risco de queda na produção nacional. Muitos produtores acabam se afastando da atividade por medo”, disse. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Simulador de chuva chama atenção na Exporural


Um simulador de chuva instalado no espaço da Emater/RS-Ascar na Exporural tem chamado a atenção dos visitantes da Fenasoja 2026, em Santa Rosa. O equipamento, levado pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) – Campus São Luiz Gonzaga, demonstra como diferentes formas de manejo influenciam na infiltração da água no solo, nas perdas por erosão e na conservação da umidade necessária para as lavouras.

A atividade integra a parceria entre a Emater/RS-Ascar e a Universidade durante a feira, que segue até domingo (10), no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson. Além do simulador de chuva, a Uergs também trouxe um infiltrômetro de Cornell, equipamento utilizado para medir as taxas de infiltração de água no solo.

Segundo a professora Rosicler Alonso Backes, do curso de Agronomia da Uergs de São Luiz Gonzaga, os equipamentos ajudam a aproximar os produtores de conceitos ligados às práticas conservacionistas. “Contribui para entender a necessidade dessas práticas de conservação do solo e de manejo em relação à infiltração de água no solo”, explica.

Durante as demonstrações, o simulador reproduz chuvas e compara diferentes sistemas de manejo. Em uma das situações apresentadas, o solo possui cobertura vegetal e práticas conservacionistas, como o plantio em nível. Na outra, as técnicas de conservação são insuficientes, favorecendo perdas de água e de solo.

“A gente consegue ver, com o simulador de chuva a perda de água, a perda de solo, e no outro momento que a gente tem um manejo mais bem feito, conseguimos observar então a infiltração dessa água no solo”, destaca a professora.

Rosicler ressalta que armazenar água no solo é fundamental em uma região fortemente voltada à produção de grãos e que enfrenta eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. “Nós precisamos que essas águas, essas chuvas que ocorrem, elas penetrem, infiltrem, fiquem guardadas dentro do solo”, afirma.

Conforme a professora, períodos de excesso e concentração de chuvas, alternados com estiagens prolongadas, evidenciam ainda mais a necessidade de recuperar a estrutura do solo e combater processos de degradação, como a compactação. Ela explica que essas camadas compactadas dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam o deslocamento de nutrientes para camadas mais profundas.

Entre as orientações compartilhadas com o público durante a Fenasoja estão práticas como o uso de plantas de cobertura, a manutenção de raízes no solo e o aumento da matéria orgânica. “Nós precisamos estruturar solo, nós precisamos colocar raiz no solo, nós precisamos quebrar aquela camada de compactação”, enfatiza a professora.

Segundo ela, esse processo deve ocorrer também de forma biológica, por meio de sistemas de manejo adequados. “Nós precisamos fazer isso biologicamente, não só mecanicamente”, observa.

As demonstrações têm sido realizadas para grupos de visitantes, durante os dias de campo realizados entre segunda e sexta-feira (04 a 08/05) que passam pelo espaço da Emater/RS-Ascar na Exporural ao longo da programação da feira. Em poucos minutos, os participantes conseguem visualizar os impactos do manejo sobre o comportamento da água no solo e as alternativas para melhorar a conservação e a produtividade nas propriedades rurais.





Source link

News

Dia das Mães: após nascimento da filha, empresária encontrou no campo um novo propósito


Dia das Mães; produtora rural Miriam Santiago Krindges
Foto: reprodução/Mercado&Cia

No campo, a maternidade também transforma trajetórias. No Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, a história da produtora rural e empresária Miriam Santiago Krindges reúne coragem, mudança de vida e valorização das origens em uma propriedade que une vinho, cultura e turismo.

Advogada de formação, Miriam Santiago deixou a carreira na cidade para se dedicar à vida no campo ao lado do marido, Irani, descendente de alemães. A decisão ganhou ainda mais força após o nascimento da filha, Dandara, que motivou a produtora a buscar uma rotina mais próxima da família e da criação da criança.

Hoje, a pequena propriedade localizada em Poço das Antas, no Vale do Taquari, produz uvas e outras frutas utilizadas na fabricação artesanal de bebidas. O espaço também se tornou referência em experiências ligadas ao vinho e ao afroturismo, promovendo atividades culturais como rodas de samba e eventos gastronômicos.

Segundo Miriam Santiago, o empreendedorismo surgiu de forma gradual, a partir da necessidade de agregar valor à produção da família. Para isso, ela buscou qualificação em cursos voltados ao turismo e ao desenvolvimento do negócio.

“Eu precisei me qualificar. Entrei num programa para acelerar o turismo e comecei a fazer cursos. Conforme fomos empreendendo, eu fui sentindo a necessidade do mercado. Já fazíamos vinho de forma artesanal e eu criei uma experiência ligada ao vinho para agregar valor ao que produzíamos”, conta Miriam Santiago.

Amor de mãe e filha

Paulista, Miriam Santiago construiu a família no Rio Grande do Sul ao lado do marido, Irani, descendente de alemães. Desse amor nasceu Dandara, filha do casal e principal inspiração para a mudança de vida da empreendedora.

“Eu acredito que a maternidade tem um poder muito transformador na vida da mulher. E depois que a minha filha nasceu, eu queria estar próxima a ela, acompanhar o crescimento dela”, conta Miriam Santiago.

Segundo ela, foi a maternidade que levou Miriam Santiago a trocar a carreira na cidade pela rotina no campo. “Trabalhando na propriedade junto com o meu marido, eu entendia que eu estaria mais próxima da minha filha e poderia acompanhar o crescimento dela”, destaca.

A troca entre mãe e filha que também envolve o campo. Esse amor é ensinado no dia a dia, nas brincadeiras e no contato com a terra.

Referência

Hoje, além da produção de uvas e outras frutas utilizadas na fabricação das bebidas, a família também se tornou referência em iniciativas voltadas ao afroturismo, com visitas na propriedade e atividades culturais como a pisa e rodas de samba.

A empresária, que já levou o projeto da vinícola para fora do país, diz que o maior aprendizado está justamente em construir exemplos para o futuro da filha, mostrando que dedicação, identidade cultural e afeto também fazem parte da vida no campo.

“Eu acho que passar esses valores de trabalho, de honestidade, de fazer as coisas corretamente e de que é importante a gente manter as nossas raízes, as nossas origens. A nossa dedicação é um exemplo para os nossos filhos de como a gente sempre faz tudo pensando no que é melhor para eles e no futuro deles”, completa Miriam Santiago.

O post Dia das Mães: após nascimento da filha, empresária encontrou no campo um novo propósito apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Relatório do USDA deve mudar panorama da soja; confira as apostas do mercado


índices de preços - soja cotação - preços agrícolas
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileira de soja esboçou recuperação no início da semana, mas com o passar dos dias perdeu força. No encerramento da semana, poucos negócios foram registrados e os preços mantiveram-se sob pressão.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

“Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. O ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a ser divulgado na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços da soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Cascavel (PR): R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 128
  • Porto de Rio Grande: R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros estiveram ligados a comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo.

“Os preços praticamente surfaram nas altas e baixas da commodity, em meio às dúvidas sobre o futuro da situação no Oriente Médio”, pontua Silveira.

Segundo ele, também merece atenção o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, na próxima semana, diante da possibilidade de um acordo para a compra de soja norte-americana por parte dos asiáticos.

Apostas para o relatório do USDA

cotação soja

O analista de Safras & Mercado ressalta que o relatório de maio do USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja norte-americanos em 2026/27 maiores que os relatados na temporada anterior.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos Estados Unidos em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels (cerca de 121,1 milhões de toneladas). No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.

Para a safra brasileira, a avaliação do mercado é que o órgão eleve suas projeções de 180
milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em deverá ter aumento de 48 para 48,5 milhões de toneladas.

O post Relatório do USDA deve mudar panorama da soja; confira as apostas do mercado apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Visitação recorde em unidades de conservação injeta R$ 20 bilhões no PIB e gera mais de 332 mil empregos


O turismo em Unidades de Conservação (UCs) federais atingiu, em 2025, um novo patamar de impacto econômico no Brasil. É o que aponta o estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira”, elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que destaca o papel estratégico dessas áreas protegidas para o desenvolvimento econômico do país e confirma a visitação em UCs como política pública de Estado (Lei nº 15.180, de 25 de julho de 2025 e Portaria nº 3.689, de 11 de setembro de 2025).  

O estudo mostra que as UCs geraram R$ 40,7 bilhões em vendas, R$ 20,3 bilhões de contribuição ao Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 9,8 bilhões em renda para as famílias.  O levantamento do ICMBio mostra ainda que 175 Unidades de Conservação federais somaram 28,5 milhões de visitas — recorde histórico desde que os dados começaram a ser monitorados, no ano 2000.   

Os parques nacionais concentram a maior parte do fluxo de visitantes e lideram o turismo nas UCs. Em 2025, essas unidades somaram 13,6 milhões de visitas — recorde histórico, acima dos 12,5 milhões registrados no ano anterior. O resultado reflete melhorias no monitoramento da visitação, nos investimentos em infraestrutura e serviços, na inclusão de novas áreas no sistema e na valorização dos ambientes naturais no período pós-pandemia.  

O ranking mantém no topo o Parque Nacional da Tijuca (RJ), com mais de 4,9 milhões de visitas, seguido pelo Parque Nacional do Iguaçu (PR), com 2,2 milhões, e pelo Parque Nacional de Jericoacoara (CE), com 1,3 milhão de visitantes.    

O crescimento da visitação tem efeitos diretos na economia, com geração de emprego e renda nas regiões do entorno, fortalecimento do turismo sustentável e aumento da arrecadação local.   

João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), destaca que o Governo do Brasil tem se dedicado a esse tema, por meio de políticas públicas e investimentos em infraestrutura, serviços e pessoal, além de incentivos à visitação, a exemplo do programa Natureza com as Pessoas, lançado pelo ICMBio no ano passado. 

“Esse estudo comprova que as Unidades de Conservação não são fundamentais apenas para a regulação dos ciclos hidrológicos e do clima, proteção da biodiversidade e do controle do desmatamento, mas contribuem expressivamente para o desenvolvimento da nossa economia em bases sustentáveis. O cuidado com essas áreas protegidas, portanto, é essencial”, coloca Capobianco. 

“Desde 2023, o presidente Lula criou e ampliou 20 Unidades de Conservação, que totalizam mais de 1,7 milhão de hectares – cerca de três vezes a área do Distrito Federal. Também ampliamos significativamente o orçamento e o quadro de servidores do ICMBio”, também frisou. 

O levantamento também evidencia a eficiência do investimento público no setor. Para cada R$ 1 investido no Instituto Chico Mendes, são gerados R$ 16 em valor agregado ao Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 2,30 em arrecadação tributária. Além disso, o turismo nas UCs federais sustenta mais de 332,5 mil postos de trabalho em todo o país.  

Outro destaque é o impacto fiscal: a atividade gerou quase R$ 3 bilhões em arrecadação tributária, valor que supera o dobro do orçamento total do órgão gestor, considerando apenas os impostos sobre consumo e remuneração.  

“Os resultados mostram que as unidades de conservação, como parques nacionais, por exemplo, são estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. Tivemos recorde de visitação e dados robustos de geração de emprego, renda e arrecadação, o que só reforça que investir em conservação da natureza e na vivência das pessoas nas áreas naturais gera benefícios econômicos, saúde e qualidade de vida”, explica o presidente do ICMBio, Mauro Pires.   

“Cada real aplicado retorna de forma concreta para o desenvolvimento de nosso país, fortalecendo o turismo sustentável, valorizando os territórios e ampliando a conexão das pessoas com a natureza”, esclarece.   O estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira” utiliza o Tourism Economic Model for Protected Areas (TEMPA), uma adaptação do modelo americano MGM2 para a realidade de países em desenvolvimento. O modelo é reconhecido internacionalmente pela Unesco e pelo Banco Mundial como referência científica.   Entre as categorias de manejo, os parques nacionais são os principais motores econômicos, gerando R$ 21,6 bilhões em vendas e 219,6 mil empregos. Já as reservas extrativistas se destacam pelo turismo de base comunitária, apresentando a maior arrecadação tributária por visita, de R$ 116,60, causando impacto direto nas arrecadações municipais.     

  Parques nacionais mais visitados do Brasil combinam natureza, turismo e experiências diversificadas   O Parque Nacional da Tijuca, o mais visitado, abriga um dos principais cartões-postais do país, o Cristo Redentor. Seja para o turista nacional ou o internacional, o parque se destaca por oferecer a experiência de selva incrustada em uma grande metrópole, uma característica raramente encontrada em outros parques no mundo. Além disso, é forte a presença do público local, que busca cachoeiras, trilhas e cartões postais como a Pedra da Gávea (maior monólito à beira-mar do mundo), a Pedra Bonita, a Vista Chinesa e o Pico da Tijuca. A unidade funciona como ponto de partida para trilhas de longo curso, como a Transcarioca, a primeira do Brasil e inspiração para a criação da Rede Brasileira de Trilhas, além da recém-inaugurada Volta ao Rio, com 3,5 mil quilômetros de extensão.   Já o Parque Nacional do Iguaçu é mundialmente conhecido por abrigar as Cataratas do Iguaçu, reconhecidas como uma das Sete Maravilhas Naturais do planeta. O destino mantém uma oferta turística em constante evolução, com atividades como cicloturismo, astroturismo e passeios de barco. Experiências diferenciadas, como a contemplação do pôr do sol e da lua cheia nas Cataratas, têm ampliado o interesse dos visitantes. Entre as novidades está o Circuito da Usina São João, que combina imersão na Mata Atlântica, banho de cachoeira no Rio Iguaçu e visita à histórica usina de 1939, além de espaço para contemplação e serviços.   No Nordeste, o Parque Nacional de Jericoacoara consolida-se como um dos destinos mais procurados do país, impulsionado por atrativos naturais como a Pedra Furada, a Árvore da Preguiça, o Serrote e os manguezais do Rio Guriú, onde é possível observar o cavalo-marinho (Hippocampus reidi). A região também é referência para esportes náuticos, como o kitesurf, e teve sua acessibilidade ampliada com a implantação do aeroporto regional.   “As unidades de conservação mais visitadas do país não são destinos isolados, mas verdadeiros polos de irradiação do turismo em suas regiões. Os parques nacionais exercem um papel estratégico ao impulsionar o desenvolvimento regional, ao mesmo tempo em que promovem a conservação da natureza, ampliam o acesso a diferentes públicos e valorizam as economias locais”, afirma a coordenadora-geral de Uso Público e Serviços Ambientais do ICMBio, Carla Guaitanele.  

Visitação em Unidades de Conservação   O monitoramento do ICMBio também contempla outras categorias de unidades de conservação abertas à visitação, como Áreas de Proteção Ambiental (APAs), Reservas Extrativistas (Resex), Reservas Biológicas (Rebio), Florestas Nacionais (Flona) e Monumentos Naturais (Mona).  

Nesse conjunto, a liderança do ranking permaneceu com a APA da Baleia Franca (SC), com 9.054 milhões de visitas. A edição mais recente passou a incluir, pela primeira vez após adesão à metodologia do Instituto, o Monumento Natural do Rio São Francisco (BA e SE), com 1.170 milhão de visitas, enquanto a lista se encerra com a Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo (RJ), com 605.151 mil visitas.   

Além da recreação e do turismo, diversas outras motivações levam a população a visitar as unidades de conservação. Entre elas, destacam-se as atividades de educação e interpretação ambiental, a realização de pesquisas científicas, a vivência em comunidades locais e/ou tradicionais, e a busca por mais qualidade de vida, saúde e bem-estar, por meio de atividades como caminhadas, trilhas de bicicleta, escaladas, observação de aves e de vida silvestre, entre outras.  

O crescimento da visitação também traz desafios para a gestão dessas áreas, como a necessidade de equilibrar o uso público com a conservação, ampliar investimentos em infraestrutura e ordenamento, fortalecer ações de educação ambiental e aprimorar o monitoramento de impactos ambientais.  

Para garantir uma experiência segura e responsável, o ICMBio orienta que os visitantes planejem suas viagens e sigam as normas de cada unidade. Maiores detalhes sobre as estatísticas de visitação podem ser acessados no painel de gestão da Coordenação de Estruturação e Qualificação da Visitação.  





Source link

News

Pesquisa inédita avalia adaptação do lúpulo às condições da região serrana do Espírito Santo


Lúpulo
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) está desenvolvendo um projeto inédito de pesquisa com cultivo de lúpulo, uma das principais matérias-primas das cervejas, no Espírito Santo.

Implantado na Fazenda Experimental Mendes da Fonseca, do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Serrano (CPDI Serrano), em Domingos Martins, o estudo busca avaliar o desempenho agronômico, fitoquímico e fitossanitário de variedades da planta cultivadas em condições de altitude na região serrana capixaba.

Coordenado pela pesquisadora do Incaper Alessandra de Lima Machado, o projeto teve início em outubro de 2025 e representa o primeiro experimento científico conduzido pela instituição com a cultura no estado.

Estão sendo avaliadas, inicialmente, as variedades Cascade, Comet e Chinook, conhecidas pelo uso frequente na produção de cervejas artesanais devido às características de aroma e amargor.

“O principal objetivo do projeto é identificar variedades de lúpulo mais adaptadas às condições de clima e solo do Espírito Santo, além de gerar informações técnicas sobre manejo, produtividade, fitossanidade e qualidade química”, explica.

O lúpulo é uma planta perene estratégica para a cadeia produtiva da cerveja. Suas flores femininas, chamadas cones, concentram glândulas de lupulina, estruturas ricas em compostos bioativos, como alfa e beta-ácidos e óleos essenciais, responsáveis pelo aroma, sabor, amargor e estabilidade da bebida.

Cenário nacional

Apesar de o Brasil ocupar posição de destaque na produção mundial de cerveja, praticamente todo o lúpulo utilizado pela indústria nacional ainda é importado. Esse cenário tem impulsionado pesquisas voltadas à adaptação da cultura às condições brasileiras, especialmente em regiões de clima tropical e subtropical.

“O cultivo de lúpulo no Brasil ainda é relativamente recente e existem muitos desafios relacionados ao manejo da cultura em condições tropicais, principalmente em relação ao fotoperíodo e à suplementação luminosa. Por isso, é importante desenvolver pesquisas adaptadas à realidade de cada região”, destaca a pesquisadora.

Segundo Alessandra de Lima Machado, o crescimento do mercado de cervejas artesanais e o interesse de produtores rurais motivaram o desenvolvimento do estudo no Espírito Santo.

“O estado tem um setor cervejeiro bastante dinâmico e é o terceiro em número de cervejarias artesanais por habitante do país. Isso cria uma demanda importante por matérias-primas e abre oportunidades para diversificação da produção agrícola”, afirma.

Alternativa

Além do potencial de abastecimento da cadeia cervejeira, o lúpulo também se apresenta como alternativa promissora para a agricultura familiar e para iniciativas ligadas ao agroturismo.

“É uma cultura de alto valor agregado, que pode ser cultivada em pequenas áreas e que, em condições adequadas, pode apresentar mais de uma safra por ano. Isso permite otimizar o uso da propriedade e criar novas possibilidades de geração de renda no meio rural”, observa Alessandra.

O cultivo do lúpulo também chama atenção pela estrutura característica da lavoura. Por ser uma planta trepadeira, a cultura necessita de sistemas de condução com treliças ou caramanchões que podem atingir entre cinco e sete metros de altura, formando corredores verdes semelhantes a vinhedos verticais, um aspecto que também favorece experiências ligadas ao turismo rural.

Experimento

No experimento conduzido pelo Incaper, é utilizado o sistema de condução em “V”, que favorece a entrada de luz solar e a circulação de ar entre as plantas, contribuindo para maior produtividade e redução da incidência de doenças. A estrutura também organiza o crescimento da cultura e facilita o manejo e a colheita dos cones.

As pesquisas avaliam tanto o desenvolvimento das plantas em campo quanto a qualidade química dos cones produzidos. Entre os aspectos estudados estão produtividade, manejo nutricional, fitossanidade, poda, adaptação das variedades e composição química relacionada à produção cervejeira.

As análises laboratoriais são realizadas em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) – Campus Venda Nova do Imigrante. O projeto também conta com apoio da Biohope, da Brazuca Lúpulos e de pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

“A ideia é gerar conhecimento técnico que possa reduzir riscos para os produtores interessados na cultura e contribuir para a construção de uma cadeia produtiva do lúpulo no Espírito Santo”, destaca a pesquisadora.

Expectativa

A expectativa é que os resultados obtidos futuramente contribuam para fortalecer a produção rural, estimular o turismo de experiência ligado às cervejarias artesanais e impulsionar o desenvolvimento de produtos com identidade regional.

“Existe um potencial muito interessante para integrar produção agrícola, cerveja artesanal e agroturismo. No futuro, isso pode até contribuir para o desenvolvimento de cervejas associadas ao terroir capixaba”, pontua Alessandra de Lima Machado.

O post Pesquisa inédita avalia adaptação do lúpulo às condições da região serrana do Espírito Santo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

São Paulo exige atualização de rebanhos para movimentação animal


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo iniciou o recebimento da atualização de rebanhos por meio do sistema de Gestão de Defesa Vegetal e Animal (Gedave).

A medida passa a ser exigida para a movimentação de animais a partir da próxima segunda-feira (11). A ação é conduzida pela Defesa Agropecuária e integra a campanha de atualização de rebanhos no estado.

Segundo a secretaria, mais de mil declarações foram registradas antes do início oficial da campanha. A atualização cadastral será condição para o trânsito de animais, com impacto direto sobre bovinos e bubalinos.

Além de bovinos e búfalos, a exigência inclui rebanhos de equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos. Também devem ser declaradas colmeias de abelhas e criações de bicho-da-seda.

Como fazer a atualização

A atualização pode ser feita pelo sistema Gedave ou presencialmente nas unidades da Defesa Agropecuária. Em 2026, produtores de bovinos e bubalinos também passam a contribuir com o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC).

O valor previsto é de R$ 1,06 por animal. Além da atualização, será necessário quitar o Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (DARE) para manter a regularidade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

O post São Paulo exige atualização de rebanhos para movimentação animal apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Explosão de moscas-das-frutas ameaça pomares no Distrito Federal


mosca-das-frutas
Foto: Embrapa

O Distrito Federal vive um paradoxo fitossanitário que pode frear uma das mais promissoras e atuais fronteiras da fruticultura brasileira. Se, por um lado, a vigilância rigorosa confirma que o DF é uma “área livre” de temidas pragas quarentenárias, como a mosca-da-carambola, por outro, os pomares locais enfrentam uma explosão populacional de espécies nativas e a chegada de uma nova invasora agressiva, a Drosophila suzukii.

O cenário é crítico para culturas sensíveis e de alto valor agregado, como o mirtilo, que corre o risco de se tornar economicamente inviável na região antes mesmo de consolidar sua recente expansão no Cerrado brasileiro.

O alerta é resultado de um projeto de pesquisa e de monitoramento iniciado em 2023 pelos pesquisadores Elisângela Fidelis e Marcelo Lopes, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em parceria estratégica com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri).

Os dados levantados por Fidelis e Lopes revelam que a infestação atual é seis vezes superior ao limite tolerável para o mercado comercial, criando uma barreira invisível para a exportação e prejuízos para o produtor.

Medição do perigo

A ciência utiliza uma métrica rigorosa para medir o perigo nos pomares: o índice Mosca/Armadilha/Dia (MAD). Trata-se de um indicativo técnico que determina o momento exato em que o produtor precisa intervir. Para que uma produção seja considerada segura, lucrativa e de alta qualidade, o índice deve permanecer abaixo de 0,5 moscas capturadas por dia em cada armadilha.

Entretanto, o levantamento da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em cultivos de goiaba do Distrito Federal encontrou números alarmantes chegando a 2,5 e 3,0 moscas capturadas por dia em cada armadilha. “A diversidade de espécies não aumentou drasticamente desde a década de 1990, mas a quantidade de indivíduos cresceu muito”, afirma Marcelo Lopes.

Esse excedente populacional gera um ciclo vicioso de destruição. As fêmeas depositam os ovos dentro dos frutos, as larvas crescem consumindo a polpa e provocam a queda prematura da produção.

“Se o produtor deixa a fruta no chão, ele está mantendo um berçário para a praga. O fruto cai, a larva sai dele, entra no solo para virar pupa e depois emerge como uma nova mosca pronta para atacar o restante da plantação”, detalha Lopes.

Barreiras internacionais e a “área livre”

Além do prejuízo direto na colheita, a superpopulação de moscas é o principal entrave à produção local chegar a mercados fora do DF, inclusive para produtores de maior porte que pretendem chegar a compradores de fora do Brasil.

Isso porque países da União Europeia, Estados Unidos, China e Japão impõem restrições severas à importação de frutas oriundas de áreas com alta infestação. O temor desses países é que os frutos levem larvas “escondidas” que, ao chegarem ao destino, possam infestar seus próprios territórios.

Apesar desse desafio interno, a pesquisadora Elisângela Fidelis aponta um dado que é um positivo e estratégico para o país: o Distrito Federal permanece livre de pragas quarentenárias, como a mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae) e a mosca-oriental (Bactrocera dorsalis).

Atualmente, a mosca-da-carambola está restrita a estados do Norte, como Amapá, Amazonas, Pará e Roraima, sob um rígido programa de erradicação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“O trânsito de pessoas e mercadorias em áreas urbanas é o maior risco para a introdução dessas pragas no Distrito Federal”, alerta Elisângela. Ela explica que o transporte informal de frutas em bagagens de viajantes é a principal via de dispersão. Uma única fruta infestada trazida de uma viagem pode destruir o status sanitário de toda uma região produtora em poucos dias.

Potencial da praga

A grande novidade negativa para a fruticultura do Cerrado é a detecção da Drosophila suzukii. Diferente das moscas-das-frutas comuns, que geralmente atacam frutos já feridos, podres ou caídos, esta espécie possui uma característica devastadora: ela consegue perfurar a casca de frutas intactas e de pele fina enquanto elas ainda estão no pé.

“Diferente das outras moscas que conhecemos, a suzukii consegue perfurar a casca de frutos perfeitamente sadios”, explica o pesquisador Marcelo Lopes. Segundo ele, a entrada dessa espécie exige uma mudança drástica de postura.

Os pesquisadores contam que o mirtilo e o morango são apostas de diversificação para o pequeno e médio produtor do Distrito Federal e entorno. Eles enfatizam que, sem um controle rigoroso, o valor comercial dessas frutas pode ser reduzido a zero, já que a presença de uma única larva inviabiliza a venda para grandes redes e mercados externos.

Monitoramento

Para manter o monitoramento em dia e garantir a detecção precoce de qualquer invasora, os pesquisadores instalaram armadilhas em pontos estratégicos de circulação, como as Centrais de Abastecimento (Ceasa), feiras permanentes e propriedades rurais.

Estas armadilhas contêm substâncias que atraem os machos das espécies para uma base colante, permitindo que os cientistas identifiquem rapidamente o que está circulando no ambiente.

Vigilância constante

Elisangela Fidelis e Marcelo Lopes são enfáticos: a consolidação dos dados levantados no projeto de monitoramento das moscas-das-frutas é como um alerta às autoridades, produtores e à própria sociedade. Segundo os pesquisadores, é possível reduzir os índices de infestação para que o polo de fruticultura do Distrito Federal não seja apenas produtivo, mas também competitivo em nível global.

Com a aplicação correta das técnicas de manejo e a vigilância constante, o Distrito Federal tem o potencial de superar a crise das moscas-das-frutas e se tornar uma referência na produção de frutas finas para o Brasil e para o mundo.

O post Explosão de moscas-das-frutas ameaça pomares no Distrito Federal apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link