sexta-feira, julho 3, 2026

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TIM integra soluções digitais para gigantes do agro controlarem pragas e incêndios no campo


TIM na Agrishow 2026
Estande da TIM na Agrishow 2026. Foto: Divulgação

A operadora TIM soma 26,2 milhões de hectares cobertos com 4G e 53 milhões de hectares com NB-IoT, tecnologia de rede voltada para Internet das Coisas (IoT). Agora, foca no conceito de inteligência de dados para transformar toda essa conectividade em decisões automatizadas que gerem rentabilidade ao produtor.

Para isso, anunciou durante a 31ª Agrishow, em abril, a aquição da V8.Tech, empresa de tecnologia especializada em integração de soluções digitais, em um negócio estimado em R$ 140 milhões.

Assim, visa juntar em um pacote soluções que unam nuvem, analytics e visão computacional para ajudar o agricultor brasileiro a identificar perdas por pragas, a ganhar eficiência logística e a controlar a ameaça crescente de incêndios.

“Ao integrar rede, cloud, dados e inteligência artificial, queremos apoiar produtores e empresas com mais eficiência, previsibilidade e competitividade em suas operações”, afirma o diretor de Negócios e Soluções B2B da TIM Brasil, Alexandre Dal Forno.

A proposta da operadora é oferecer projetos personalizados de analytics e inteligência artificial para grandes grupos do agronegócio, como BP Bioenergy, SLC Agrícola, Citrosuco e Amaggi, companhias que já contam com serviços da operadora. As soluções envolvem automação de processos em nuvem, modelos preditivos para logística, planejamento de safra, roteirização e otimização de colheita.

Segundo Dal Forno, a iniciativa tem como objetivo converter o grande volume de dados gerado por máquinas, sensores e sistemas agrícolas em inteligência de negócio capaz de apoiar decisões estratégicas em tempo real.

Ancorado nesta ideia de utilizar a inteligência artificial para prever pragas e reduzir desperdícios, a TIM também destacou no evento o SmartBio Pragas, que utiliza modelos de machine learning e big data para cruzar milhões de registros climáticos, históricos agronômicos e dados operacionais.

A partir dessa análise, a plataforma identifica padrões de risco e prevê surtos de pragas com até 30 dias de antecedência. Desta forma, a tecnologia permite ao produtor planejar ações, otimizar a aplicação de defensivos, reduzir custos operacionais e minimizar impactos ambientais.

Em relação à prevenção de incêndios no campo, que chegaram a 136 mil focos de ocorrências em áreas florestais em 2025, a operadora propõe a solução da Um Grau e Meio, que combina câmeras de alta resolução conectadas via 4G e 5G com inteligência artificial para monitoramento contínuo de áreas agrícolas.

Dal Forno detalha que por meio de visão computacional, o sistema diferencia automaticamente fumaça, poeira e outras interferências visuais, emitindo alertas em tempo real diante de indícios de incêndio, reduzindo a dependência de monitoramento manual.

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Petrobras aprova pagamento de R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas


Petrobras aprova pagamento de R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas

A Petrobras informou, nesta segunda-feira (11), que seu Conselho de Administração aprovou o pagamento de R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas, com base no balanço de 31 de março de 2026. Segundo a companhia, a distribuição equivale a R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação e será feita como antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2026.

De acordo com o fato relevante divulgado nos termos da Resolução nº 44/21 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a proposta segue a Política de Remuneração aos Acionistas da estatal. Essa política prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre quando o endividamento bruto estiver igual ou abaixo do limite máximo definido no plano estratégico vigente, observadas as demais condições internas.

A Petrobras informou que a distribuição é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia. O comunicado, no entanto, não detalha os valores do endividamento bruto e do fluxo de caixa livre considerados nessa aprovação.

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Para os investidores com ações negociadas na B3, a data-base para ter direito aos proventos será na segunda-feira (1º). Os papéis passarão a ser negociados na condição de ex-direitos a partir de terça-feira (2).

O pagamento será dividido em duas parcelas iguais, ambas na forma de juros sobre capital próprio. A primeira, de R$ 0,35048636 por ação, será paga na quinta-feira (20 de agosto). A segunda, no mesmo valor por ação, será depositada na segunda-feira (21 de setembro).

No caso dos American Depositary Receipts (ADRs) negociados na New York Stock Exchange (NYSE), a record date será na quarta-feira (3 de junho). Os pagamentos ocorrerão a partir de quinta-feira (27 de agosto) e de segunda-feira (28 de setembro).

A companhia também informou que esses proventos serão descontados da remuneração aos acionistas a ser submetida à Assembleia Geral Ordinária de 2027, referente ao exercício de 2026. Para esse cálculo, cada parcela será atualizada pela taxa Selic entre a data de pagamento e o encerramento do exercício social corrente.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Consulta Popular 2026/2027 recebe propostas até domingo (17)


Consulta Popular 2026/2027 recebe propostas até domingo (17)

A Consulta Popular 2026/2027 segue com prazo aberto para envio de propostas até domingo (17), exclusivamente em formato digital, pelo portal oficial do processo. Coordenada pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), a iniciativa permite que a população indique projetos e ações para definição de prioridades regionais no orçamento estadual.

Até o momento, foram registradas 1.326 propostas encaminhadas por moradores de diferentes regiões do Estado. As áreas com maior número de sugestões são Meio Ambiente, com 164 propostas, Defesa Civil (153), Agricultura (140), Desenvolvimento Rural (133) e Turismo (112).

Segundo o governo do Estado, as contribuições passam por análise técnica antes de serem habilitadas para as etapas seguintes. Também houve envio de propostas em áreas como Transportes, Desenvolvimento Urbano, Desenvolvimento Social, Esporte e Lazer, Inovação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Justiça e Direitos Humanos, Cultura, Habitação e políticas voltadas à Secretaria da Mulher.

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Na distribuição regional, os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) com mais registros até agora são Metropolitano Delta do Jacuí, com 153 propostas, Litoral (123), Vale do Rio dos Sinos (84), Central (78) e Vale do Taquari (67). Entre os municípios, os maiores volumes de encaminhamentos foram apurados em Osório (68), Porto Alegre (57), Santo Ângelo (47), Itaara (43) e Cachoeira do Sul (40).

As Assembleias Iniciais seguem até 21 de maio nos 28 Coredes, com organização do Departamento de Articulação Regional e Participação (Darp), vinculado à SPGG. Nesta segunda-feira (11), há reunião em Porto Alegre, na Assembleia Legislativa. Na terça-feira (12), o encontro será realizado em Osório, no Centro Universitário Cenecista (Unicnec).

Após o encerramento do prazo, os projetos habilitados avançam para etapas regionais de definição de prioridades e, depois, para votação popular, prevista para começar em 20 de julho. Neste ciclo, serão destinados R$ 60 milhões à execução das propostas escolhidas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Petrobras registra lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026


Petrobras registra lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026

A Petrobras informou nesta segunda-feira (11) lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 110% ante o quarto trimestre de 2025. O EBITDA ajustado somou R$ 59,6 bilhões, enquanto o fluxo de caixa operacional chegou a R$ 44 bilhões. Segundo a estatal, o desempenho foi sustentado pelo aumento da produção própria, maior venda de derivados e valorização do petróleo no mercado internacional.

De acordo com a companhia, a produção total própria cresceu 16% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, alcançando recorde de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). No pré-sal, a produção própria chegou a 2,66 milhões de boed. A produção de derivados ficou em 1,81 milhão de barris por dia (bpd), avanço de 6,7% sobre o quarto trimestre de 2025.

No refino, o fator de utilização (FUT) atingiu 95% no trimestre e 97,4% em março, maior nível mensal desde dezembro de 2014. A Petrobras também informou recorde mensal de produção de diesel S-10, com 512 mil bpd em março, e menor volume de importação de GLP, de 26 mil bpd.

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Na comparação com o quarto trimestre de 2025, a companhia destacou ainda a valorização de 27% do Brent e a apreciação do real frente ao dólar como fatores positivos para o resultado. Excluindo eventos exclusivos, o EBITDA ajustado foi de R$ 61,7 bilhões, alta de 4,5%, enquanto o lucro líquido ajustado ficou em R$ 23,8 bilhões, queda de 7,2%.

Segundo Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, os investimentos têm sido convertidos em aumento de produção e maior eficiência no refino. No trimestre, os investimentos totalizaram R$ 26,8 bilhões, alta de 25,6% na comparação anual.

Após esse desempenho operacional e financeiro, a estatal informou retorno de R$ 72,4 bilhões à sociedade em tributos, royalties e participações especiais, além da aprovação de R$ 9 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.

A dívida bruta encerrou o trimestre em US$ 71,2 bilhões, abaixo do limite de US$ 75 bilhões previsto no Plano de Negócios 2026-2030. A Petrobras manteve a expectativa de convergência para US$ 67 bilhões ainda em 2026 e de US$ 65 bilhões no horizonte do plano, o que sinaliza continuidade da estratégia de controle financeiro combinada à expansão operacional.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Comissão da Câmara aprova projeto que define foro em ações sobre crianças e adolescentes


Comissão da Câmara aprova projeto que define foro em ações sobre crianças e adolescentes

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (11), o Projeto de Lei 139/26, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para definir qual juízo será competente em ações de interesse de menores de 18 anos quando pais ou responsáveis moram em municípios distintos. A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Pelo texto apresentado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a definição do foro passa a seguir a modalidade de guarda. Nos casos de guarda unilateral, a competência será do domicílio de quem detém a guarda. Quando houver guarda compartilhada, valerá o local da residência principal da criança ou do adolescente. Se não existir uma residência principal definida, o processo poderá tramitar em qualquer dos locais em que o menor resida com os pais ou com o responsável.

Hoje, o ECA prevê como foro competente o domicílio dos pais ou do representante legal ou, na ausência deles, o lugar onde a criança se encontra. Segundo a autora do projeto, essa regra não contempla de forma suficiente situações em que os pais vivem em cidades diferentes.

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A relatora da proposta, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), recomendou a aprovação. De acordo com ela, a redação “atende ao interesse da criança ou do adolescente” e busca compatibilizar a norma com as modalidades de guarda unilateral e compartilhada, além de disciplinar cenários com mais de um domicílio ou residência.

As novas regras, se confirmadas, valerão para ações relativas a interesses de crianças e adolescentes, mas não se aplicarão a processos ligados a atos infracionais.

Fonte: camara.leg.br

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Secex aprova 14 licenças no acordo entre Mercosul e União Europeia


Secex aprova 14 licenças no acordo entre Mercosul e União Europeia

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aprovou oito licenças de exportação de produtos brasileiros para a União Europeia e seis licenças de importação de itens europeus para o Brasil no âmbito do acordo entre Mercosul e União Europeia. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (11) e abrangem operações realizadas entre 1º de maio de 2026, início da vigência do tratado, e sábado (10).

Segundo a Secex, as autorizações de exportação incluem carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça, entre outros produtos contemplados pelas cotas tarifárias negociadas no acordo. No caso da carne de aves desossada e da cachaça, o ingresso no mercado europeu ocorre com tarifa zero dentro das cotas estabelecidas.

Para a carne bovina, o acordo alterou duas frentes de acesso. A Cota Hilton, mecanismo já existente antes do tratado, aplicava tarifa de 20% sobre cortes nobres brasileiros. Com a entrada em vigor do acordo, essa alíquota foi reduzida a zero. Além disso, foi criada uma nova cota de 99 mil toneladas, compartilhada entre os países do Mercosul. Antes do tratado, os embarques fora da Cota Hilton pagavam 12,8% mais € 304,10 por 100 quilos. Agora, dentro da nova cota, passam a recolher tarifa de 7,5%.

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No fluxo de importação, as seis licenças emitidas abrangem chocolates, tomates e queijos originários da União Europeia. Para os queijos, a tarifa caiu de 28% para 25,2% dentro da preferência negociada. Já tomate e chocolate terão redução progressiva a partir de 2027. Em 2026, definido como “ano zero”, permanecem as alíquotas atuais.

De acordo com o MDIC, desde quinta-feira (1º), mais de 5 mil linhas tarifárias, equivalentes a 54,3% do universo tarifário, passaram a ter tarifa zero para entrada na União Europeia. No Mercosul, 1.152 linhas tarifárias, ou 11% do total, também já operam com tarifa zero para produtos europeus.

Os números iniciais indicam o começo da operacionalização das cotas e preferências tarifárias do acordo. O efeito prático sobre o fluxo comercial dependerá da invasão dessas cotas nas próximas semanas e da adesão das empresas aos novos mecanismos. Não há, até o momento, detalhamento oficial sobre volume financeiro ou tonelagem efetivamente licenciada nessas 14 operações.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Aceleração da inflação no Brasil e seus impactos no setor agropecuário


A inflação no Brasil registrou sua nona alta consecutiva, gerando preocupações sobre os impactos na economia e no setor agropecuário. O boletim Focus desta semana trouxe previsões alarmantes, incluindo uma possível elevação da taxa Selic para 12% até 2027.

Previsões de alta da taxa Selic

O mercado financeiro já está antecipando uma alta na taxa de juros, com uma expectativa de aumento de 0,25%. Essa situação reflete um pessimismo crescente em relação à inflação, que pode levar a uma reversão nas quedas anteriores da taxa de juros.

Impactos no setor agropecuário

  • Valorização do real, que pode beneficiar as exportações.
  • Expectativa de pagamento de juros que pode chegar a 1 trilhão de reais em 12 meses.
  • Aumento da dívida pública, que pode alcançar 100% do PIB até 2026.

Desafios do governo

O governo enfrenta críticas por seus altos gastos, que contribuem para o aumento da dívida pública. A falta de controle nos gastos governamentais é apontada como uma das principais causas da situação atual. A responsabilidade dos deputados e senadores em cuidar da economia do país também é questionada, especialmente em tempos de crise.

Conclusão

Os produtores rurais estão enfrentando dificuldades em um cenário de inflação crescente e alta da taxa de juros. A situação exige atenção e ações efetivas por parte dos governantes para evitar que a crise se agrave ainda mais.

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AgroNewsPolítica & Agro

Inmet prevê trimestre de chuva irregular no país


O Instituto Nacional de Meteorologia divulgou nesta segunda-feira (11) a nova edição do Boletim Agroclimatológico Mensal com as projeções para o trimestre entre maio e julho de 2026. O documento reúne previsões climáticas e estimativas de armazenamento de água no solo, com foco no planejamento das atividades agropecuárias em todas as regiões do país.

Segundo o boletim, a previsão indica predominância de chuvas acima da média histórica em grande parte da Região Norte. Os maiores acumulados devem ocorrer entre o norte do Amapá e o nordeste do Pará, onde os volumes podem superar em até 100 milímetros a normal climatológica. Já no sul da Amazônia, a tendência é de chuvas próximas ou abaixo da média. Temperaturas acima da média em boa parte da Região Norte, com elevação de até 1°C em áreas do Acre, Amazonas, Rondônia, sul do Pará e Tocantins. No Amapá e em partes do Baixo Amazonas e Marajó, os índices devem permanecer dentro da média histórica para o período.

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Em relação ao armazenamento de água no solo, o Instituto Nacional de Meteorologia informa que os níveis de umidade devem permanecer acima de 70% na maior parte da Região Norte durante maio e junho, favorecendo o desenvolvimento das lavouras e a manutenção das atividades agropecuárias. O cenário tende a beneficiar principalmente as áreas de milho segunda safra em fase reprodutiva e de maturação no sudeste do Pará e no Tocantins. Por outro lado, a persistência das chuvas pode dificultar operações de colheita e aumentar o risco de perdas de qualidade e incidência de doenças. A partir de junho, a previsão indica redução dos estoques de água no solo, especialmente no sul do Amazonas, Acre, Rondônia, sul do Pará e Tocantins, com níveis inferiores a 30%.

O boletim aponta que a combinação entre redução da umidade e aumento das temperaturas pode elevar a evapotranspiração e reduzir gradualmente o crescimento das pastagens, afetando a oferta de alimento para os rebanhos em áreas com menor capacidade de retenção hídrica. As projeções também mostram ampliação das áreas com déficit hídrico ao longo do trimestre, sobretudo no sudeste do Pará, sul do Amazonas e Tocantins. Nessas regiões, os déficits podem chegar a 150 milímetros a partir de junho, comprometendo o desenvolvimento das culturas em fase final e dificultando a recuperação das pastagens.

Em contrapartida, áreas do norte do Amazonas, Roraima e Amapá devem registrar excedentes hídricos em junho e julho, com volumes superiores a 130 milímetros. O cenário favorece a manutenção da umidade do solo e o desenvolvimento das atividades agrícolas, embora o excesso de chuva possa gerar restrições pontuais às operações de campo.

Para a Região Nordeste, o prognóstico climático prevê chuvas acima da média no centro-norte do Maranhão, norte do Piauí e Ceará, além da faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e a Bahia. As anomalias podem chegar a 100 milímetros acima da média, enquanto o interior da região deve ter precipitações próximas da normal climatológica.

As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do Nordeste, com desvios entre 0,25°C e 1°C. Os maiores aumentos são esperados para o sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia. O boletim também aponta ampliação das áreas com baixos estoques de água no solo ao longo dos próximos meses.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a tendência é de intensificação do déficit hídrico a partir de junho, especialmente no centro-sul do Maranhão e Piauí, além de áreas do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte e sertão pernambucano, onde os déficits podem alcançar até 150 milímetros. Nessas áreas, a redução da umidade pode comprometer o desenvolvimento das culturas de segunda safra e limitar a recuperação das pastagens. Em contraste, o norte do Maranhão, norte do Piauí e a faixa litorânea devem seguir com condições mais favoráveis às atividades agropecuárias. Os níveis de armazenamento hídrico acima de 70% devem se concentrar no norte do Maranhão, Piauí e Ceará durante maio, tornando-se mais restritos ao litoral nordestino nos meses seguintes.

Na Região Centro-Oeste, o prognóstico aponta chuvas abaixo da média em grande parte da região, principalmente no sul de Mato Grosso do Sul, onde as anomalias negativas podem chegar a 50 milímetros. As temperaturas devem seguir acima da média em toda a região, com desvios de até 1°C no centro-sul de Mato Grosso e oeste de Mato Grosso do Sul. O boletim também prevê redução gradual da umidade do solo a partir de junho.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, o avanço do déficit hídrico pode afetar culturas de segunda safra, especialmente o milho em fases de florescimento e enchimento de grãos. O algodão também pode sofrer impactos, principalmente nas áreas em fase reprodutiva. Na pecuária, a redução da umidade tende a comprometer o vigor das pastagens e reduzir a oferta de forragem para os rebanhos, principalmente a partir de junho.

Para a Região Sudeste, a previsão indica chuvas abaixo da média em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais. Os menores acumulados são esperados para o sul e sudeste paulista e extremo sul mineiro. As temperaturas devem ficar acima da média em praticamente toda a região, com desvios de até 1°C em São Paulo e centro-sul de Minas Gerais. Em áreas do Espírito Santo e Rio de Janeiro, os valores devem permanecer próximos da média climatológica. O boletim aponta ainda redução gradual da umidade do solo ao longo do trimestre. Em julho, grande parte de Minas Gerais, Espírito Santo e áreas do norte paulista e fluminense podem registrar níveis inferiores a 30%.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o cenário acende um alerta para culturas de segunda safra, especialmente milho e feijão em Minas Gerais, que devem atravessar fases críticas de demanda hídrica em meio à redução das chuvas e aumento das temperaturas. Para o trigo em São Paulo, as chuvas previstas podem favorecer o desenvolvimento das lavouras, mas o calor e os baixos volumes de precipitação podem limitar o potencial produtivo. Em Minas Gerais, o trigo irrigado tende a ter condições mais favoráveis, embora o aumento das temperaturas também represente um fator de risco.

Na Região Sul, a previsão climática aponta chuvas abaixo da média no Paraná e em Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul deve registrar volumes próximos ou acima da média histórica, principalmente na região central do estado. As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a Região Sul, com desvios superiores a 0,5°C. Em áreas do sudoeste do Paraná, oeste catarinense e praticamente todo o território gaúcho, os desvios podem chegar a 2°C acima da média.

O Instituto Nacional de Meteorologia informa ainda que os níveis de umidade do solo devem permanecer satisfatórios ao longo do trimestre, com armazenamento superior a 70% em grande parte da região, favorecendo culturas de inverno e lavouras de segunda safra. O aumento das chuvas no Rio Grande do Sul pode favorecer o surgimento de doenças nas lavouras devido à alta umidade, menor incidência de radiação solar e prolongamento do molhamento foliar.





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Embrapa desenvolve fertilizante sustentável a partir de resíduos suínos


A Embrapa, por meio de uma pesquisa em agrobiologia, desenvolveu uma alternativa sustentável aos fertilizantes fosfatados, utilizando a estruvita, um mineral produzido a partir de resíduos da suinocultura. Essa inovação visa reduzir a dependência de fertilizantes importados e promover práticas agrícolas mais sustentáveis.

Origem da pesquisa

A pesquisa teve início há três anos e meio, com financiamento do CNPq e a colaboração de diversas instituições, incluindo a Universidade de Santa Maria e a Universidade Federal de Santa Catarina. O foco é a recuperação de fósforo e nitrogênio presentes em dejetos suínos, que são utilizados para a produção da estruvita.

Processo de produção da estruvita

  • A estruvita é obtida a partir da adição de magnésio ao digestato, um subproduto da produção de biogás proveniente dos dejetos suínos.
  • O processo envolve a separação da parte sólida e líquida do digestato, onde a fração líquida contém alta concentração de fósforo e nitrogênio.
  • Após o ajuste do pH, ocorre a formação de cristais de estruvita, que são então recuperados.
  • Mais de 95% do fósforo e 20 a 30% do nitrogênio presentes no digestato podem ser recuperados.

Benefícios e resultados

A estruvita se apresenta como um fertilizante mineral com 28% de P2O5, 5% de nitrogênio e 10% de magnésio. Os testes realizados em diferentes culturas, como soja, milho e trigo, mostraram que a eficiência agronômica da estruvita é comparável à do superfosfato triplo, desafiando a expectativa de menor eficiência em solos tropicais.

Impacto na suinocultura

Essa tecnologia pode ajudar os produtores a gerenciar melhor os dejetos suínos, permitindo a ampliação do plantel e, consequentemente, o aumento da produção e da renda. A adoção da estruvita é mais viável para granjas médias e grandes que já utilizam sistemas de biogás.

Com essa inovação, a Embrapa reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e a eficiência na agricultura brasileira, contribuindo para um futuro mais verde e produtivo.

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Frente fria traz chuvas e temperaturas amenas para Cambé (PR)


A frente fria que avança sobre o norte do Paraná está trazendo chuvas e temperaturas amenas para a região de Cambé. A previsão indica que a umidade do solo está em níveis satisfatórios, beneficiando as lavouras em desenvolvimento.

Condições climáticas

De acordo com as informações meteorológicas, a umidade no solo é considerada boa em todo o estado do Paraná, o que é positivo para a agricultura. As chuvas devem se manter acima da média nos meses de junho e julho, com a expectativa de precipitações superiores a 100 mm.

Temperaturas e previsões futuras

As temperaturas devem apresentar elevações, com máximas em torno de 22 graus Celsius, especialmente entre quinta e sexta-feira. Contudo, não há previsão de um frio intenso nos próximos dias, embora a possibilidade de novos pulsos de frio seja considerada.

Expectativas para os próximos meses

  • Chuvas acima da média esperadas para junho e julho.
  • Temperaturas amenas com picos de calor intercalados.
  • Possibilidade de influência do fenômeno El Niño a partir de maio.

Assim, a população de Cambé deve se preparar para um outono com chuvas frequentes e temperaturas variáveis, mantendo a atenção às previsões meteorológicas.

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