domingo, junho 14, 2026

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Milho mantém tendência de baixa no mercado global


O mercado do milho segue pressionado por uma combinação de oferta elevada, clima favorável nas áreas produtoras dos Estados Unidos e demanda internacional abaixo do esperado no curto prazo. Segundo análise semanal da TF Agroeconômica, os preços em Chicago acumularam perdas próximas de 6,5% na semana, com rompimento de suportes técnicos importantes e continuidade do movimento vendedor.

Na Bolsa de Chicago, a tendência de curto prazo foi classificada como fortemente baixista, enquanto o médio prazo também permanece negativo. Os contratos perderam as regiões de 464, 452 e 440 cents por bushel, com fechamento próximo de 417 cents, sinalizando domínio dos vendedores e liquidação de posições por fundos de investimento. O suporte atual está entre 415 e 420 cents, enquanto as resistências aparecem em 440, 452 e 464 cents.

O principal fator de pressão vem do clima no Corn Belt. Chuvas recentes melhoraram a umidade do solo, e as previsões para 8 a 14 dias indicam precipitações acima da média, o que reforça a expectativa de bom desenvolvimento inicial das lavouras. Apesar disso, Nebraska ainda exige atenção, já que 82,95% da área segue sob seca moderada, 75,18% sob seca severa e 55,04% sob seca extrema. A área nacional de milho sob algum grau de seca também subiu de 25% para 27%.

Pelo lado da demanda, as exportações semanais dos Estados Unidos somaram 883,3 mil toneladas, queda de 13% ante a semana anterior e 32% abaixo da média das últimas quatro semanas. Ainda assim, o acumulado da temporada permanece forte, com 81,77 milhões de toneladas comercializadas, volume 25,53% superior ao do mesmo período do ano passado. O USDA também confirmou venda de 115 mil toneladas para a Colômbia na safra 2026/27.

No Brasil, o indicador ESALQ segue em canal de baixa, pressionado pela entrada da safrinha e pela perspectiva de safra recorde. A análise aponta que o mercado doméstico ainda não encontrou um fundo consistente, com tendência baixista no curto e médio prazo. Para produtores, a recomendação é aproveitar repiques para vendas escalonadas e avaliar custos de armazenagem. 

 





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Oferta confortável limita reação do milho


O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul segue marcado por baixa liquidez, negociações pontuais e compradores cautelosos, em um ambiente de oferta ainda confortável no curto prazo. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, as cotações mostram firmeza em algumas praças, mas os estoques elevados e a expectativa de maior produção nacional limitam avanços mais consistentes.

No Rio Grande do Sul, a colheita avança lentamente e chegou a 97% da área cultivada, restando principalmente lavouras tardias implantadas nos períodos finais do ZARC. As indicações variam entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, com média estadual de R$ 59,27, alta semanal de 0,87%. A menor pressão de venda e a reposição pontual de estoques sustentam os preços, embora o ritmo dos negócios siga lento. As lavouras remanescentes estão, em maioria, em maturação, com frio e menor radiação solar prolongando o ciclo final e retardando a perda de umidade dos grãos.

Em Santa Catarina, o mercado permanece com movimentação limitada. As indicações seguem próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda gira ao redor de R$ 65,00, diferença que dificulta o fechamento de operações. Mesmo com menor disponibilidade em parte do estado, compradores seguem focados em aquisições imediatas e evitam alongar posições. No Planalto Norte, os negócios variam entre R$ 65,00 e R$ 70,00 por saca.

No Paraná, a oferta confortável e os estoques elevados continuam limitando o ritmo dos negócios. As indicações ficam próximas de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda se concentra ao redor de R$ 60,00 CIF. Nas principais regiões, os preços ao produtor têm comportamento misto, com altas em Guarapuava e Ponta Grossa e recuos em Cascavel, Londrina e Umuarama.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, com recuperação pontual em algumas praças. Ainda assim, a maior disponibilidade de milho, a liquidez reduzida e a expectativa de avanço da safrinha seguem restringindo uma valorização mais ampla.

 





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Feijão preto lidera importações brasileiras em maio


Os mercados brasileiros de feijão carioca e preto começaram junho com predominância de queda nas cotações nas praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, o recuo foi influenciado pela postura mais cautelosa dos compradores, pelo avanço da colheita da segunda safra e pela menor qualidade de parte dos lotes colhidos no Paraná, especialmente em áreas atingidas por geadas.

Depois das fortes valorizações registradas em maio, o mercado de feijão iniciou junho com menor sustentação nos preços. De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores passaram a atuar com mais cautela, o que reduziu a liquidez e favoreceu quedas nas cotações.

O avanço da colheita da segunda safra também ampliou a oferta nas regiões produtoras acompanhadas pelo Centro. Ao mesmo tempo, a qualidade inferior de parte dos lotes colhidos no Paraná limitou o interesse de compra, sobretudo em áreas onde as lavouras foram afetadas por geadas.

Apesar das desvalorizações recentes, o mercado de feijão segue acumulando alta em 2026. Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento é sustentado pela redução da área cultivada e pela disponibilidade limitada de grãos de melhor qualidade.

Esse cenário mantém parte dos agentes atentos à oferta efetiva do produto, especialmente diante da diferença de qualidade entre os lotes disponíveis no mercado.

No mercado externo, as importações brasileiras de feijão ganharam força em maio. Segundo dados divulgados pela Secex, o Brasil importou 5,28 mil toneladas no mês.

O volume foi seis vezes superior ao registrado em maio do ano passado e o maior desde 2020. As compras vieram da Argentina e foram compostas por 65% de feijão preto, 25% de feijão branco e 11% de outros feijões comuns.

As exportações brasileiras de feijão somaram 12,09 mil toneladas em maio, segundo dados da Secex. O volume ficou 0,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.Na comparação com 2024, quando o Brasil atingiu recorde para o mês, com 22,84 mil toneladas embarcadas, a queda foi de 47,1%. A Índia segue como o principal destino das exportações brasileiras de feijão.

A tendência do mercado deve continuar ligada ao avanço da colheita, à qualidade dos lotes ofertados e ao comportamento dos compradores. Mesmo com a pressão de curto prazo, a menor área cultivada e a oferta restrita de grãos superiores ainda sustentam parte do movimento de valorização acumulado em 2026.

 





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Estudo mostra que pecuária brasileira pode reduzir emissões em 92,6% até 2050


nelore arroba do boi gordo
Foto: Pixabay

O estudo “Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil 2025 a 2050”, desenvolvido pelo FGV Agro, foi apresentado internacionalmente nesta segunda-feira (8) na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália.

O documento tem o objetivo de ser uma resposta contundente do setor, baseada em ciência, para os desafios climáticos e de segurança alimentar e foi trazido à tona no âmbito da Quarta Sessão do Subcomitê de Pecuária do Comitê de Agricultura (Coag).

A pesquisa mostra que o setor pecuário enfrenta uma “encruzilhada” global, visto que ao mesmo tempo em que demanda por proteína animal aumenta, os três blocos que controlam 70% do rebanho global registram quedas históricas: o Mercosul opera no menor nível em seis anos, a América do Norte enfrenta o menor rebanho em 70 anos e a União Europeia, o menor em três décadas.

Na contramão da retração externa, o Brasil se consolidou com o maior rebanho comercial do planeta (192,6 milhões de cabeças em 2024).

O documento ainda frisa que, por conta das exigências do Código Florestal, o país utiliza apenas 30,2% de seu território para a agropecuária, mantendo 66,3% da vegetação nativa preservada, sendo que 33,2% está resguardada por lei dentro das propriedades rurais privadas.

“O desacoplamento entre área e produção na pecuária de corte brasileira já é um histórico consolidado. Entre 2004 e 2024, a produção nacional de carne bovina disparou mais de 240%, enquanto a área total de pastagens encolheu 11% (reduzindo de 181 para 160 milhões de hectares)”, mostra.

A pesquisa destaca que esse salto gerou o chamado efeito “poupa-terra”, que poupou 397 milhões de hectares área que teria sido necessária se o país mantivesse os mesmos índices de produtividade de 1990.

A pesquisadora da FGV Agro Camila Estevam detalhou os dados técnicos do estudo que traduzem esse ganho de eficiência em metas climáticas. “O primeiro grande resultado do modelo matemático foi mostrar que as tendências que o setor já executa reduzem em até 60% as emissões absolutas até 2050. Quando olhamos para a intensidade de carbono, a redução chega a 80% no cenário de referência, baixando de 80 kg para 16 kg de CO2 equivalente por quilo de carne.”

Segundo ela, nos cenários mais ambiciosos com o Plano ABC+, a intensidade cai 92,6%, chegando a apenas 5 kg. “Isso acontece porque o carbono fixado no solo pela ILPF [Integração Lavoura Pecuária Floresta] e pela recuperação de pastagens atua diretamente na remoção dessas emissões”, detalha.

O estudo comprova, ainda, que no cenário mais arrojado de mitigação, o Brasil conseguirá estabilizar sua produção em patamares elevados (18,2 milhões de toneladas de carcaça em 2050) reduzindo a área necessária de pastagens em mais 35%, amparado pelo aumento de 31% no peso médio da carcaça do animal abatido (que saltará de 211 kg para 277 kg).

Validação comercial

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

Para o setor exportador, a apresentação do estudo dentro do Subcomitê de Pecuária do Coag, órgão que orienta as políticas agrícolas globais da ONU, funciona como um aval de credibilidade que embasa o produto brasileiro frente às exigências do mercado externo.

O diretor de sustentabilidade da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Fernando Zelner, resumiu o valor estratégico do embasamento científico para a reputação internacional do agronegócio. “Isso é fundamental para a exportação e para a gente trazer os dados duros, com ciência bem fundamentada, para mostrar para o mundo por que a nossa carne é sustentável e porque o nosso produto é confiável e merece estar em todas as prateleiras dos supermercados do mundo.”

Diante de delegações estrangeiras e cientistas, o relatório visou demonstrar como o país consegue responder à crescente demanda global por alimentos e, ao mesmo tempo, mitigar o impacto ambiental por meio da tecnologia tropical.

A abertura das discussões contou com a participação do Diretor de Produção e Sanidade Animal e Diretor-Geral Assistente da FAO, Thanawat Tiensin, que reforçou a necessidade de governança e união multissetorial

“Quando falamos de produção pecuária sustentável, cada país precisa encontrar seu próprio caminho. A Agenda 2030 e seus objetivos não são uma opção. O ponto central é a necessidade de trabalhar em conjunto com agricultores, produtores, setor privado, academia e instituições de pesquisa. A transformação que buscamos precisa ser construída de forma coletiva”, declarou Tiensin.

Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, o debate na agência da ONU consolida o papel estratégico do país no abastecimento e na sustentabilidade. “Viemos à FAO mostrar que a pecuária brasileira tem condições de avançar de forma consistente na agenda climática sem abrir mão da produtividade. […] Provamos que o Brasil é um fornecedor confiável, essencial para o desenvolvimento econômico e para a segurança alimentar mundial”, destacou.

Müller também lembrou a mecânica prática que diferencia o modelo brasileiro no exterior, focando na Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). “O que o Brasil faz de diferente é que, na mesma área da pastagem para o boi, fazemos uma rotação com lavoura e floresta na mesma propriedade. Isso só o Brasil tem. Já estamos com cerca de 17 milhões de hectares com algum tipo de produção integrada, e o grande benefício é que esse sistema otimiza a terra e reduz a pegada de carbono de forma definitiva”, declarou.

Segundo a Missão Brasileira na FAO, também composta pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), com a Missão do Brasil em Roma coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), os dados apresentados mostram que o investimento em biotecnologia zootécnica, aditivos alimentares e a recuperação de pastagens degradadas são os vetores reais para conciliar o combate à fome e a resiliência climática.

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Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO) estima déficit de US$ 294 bilhões em maio


Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO) estima déficit de US$ 294 bilhões em maio

O governo federal dos Estados Unidos registrou déficit de US$ 294 bilhões em maio de 2026, segundo estimativa do Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO), divulgada nesta segunda-feira (8). O saldo negativo ficou US$ 21 bilhões abaixo do observado em maio de 2025. No acumulado dos oito primeiros meses do ano fiscal, o rombo somou US$ 1,2 trilhão.

De acordo com o CBO, tanto as receitas quanto as despesas recuaram em maio de 2026 na comparação anual. A arrecadação caiu US$ 36 bilhões, enquanto os gastos diminuíram US$ 57 bilhões em relação a maio de 2025.

Nos oito meses do ano fiscal até maio, o déficit federal acumulado foi US$ 116 bilhões menor do que o registrado no mesmo intervalo do exercício anterior. Nesse período, as receitas cresceram US$ 174 bilhões, alta de 5%, e as despesas avançaram US$ 57 bilhões, elevação de 1%.

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Um dos destaques do relatório foi a arrecadação de direitos aduaneiros. Segundo o órgão, a receita com tarifas mais do que dobrou nos primeiros oito meses do ano fiscal de 2026 ante igual período de 2025, com aumento de US$ 107 bilhões. O CBO atribuiu esse movimento a mudanças nas taxas tarifárias adotadas por medidas executivas.

O documento também informou que a arrecadação líquida de tarifas recuou de forma acentuada em maio, quando começaram os pagamentos de reembolsos relacionados a uma decisão da Suprema Corte. O relatório não detalha, no material informado, os setores mais afetados por essa devolução.

Outro ponto de atenção foi a despesa com juros líquidos da dívida pública americana. Nos oito meses até maio, esse gasto subiu US$ 68 bilhões, avanço de 10% na comparação anual. Segundo o CBO, a elevação refletiu o maior volume da dívida e taxas de juros de longo prazo mais altas. A queda das taxas de curto prazo, ainda de acordo com o órgão, mitigou parte dessa alta.

Para o setor agropecuário, o dado é acompanhado por seu potencial de influenciar dólar, custo financeiro internacional e ambiente de comércio, embora o relatório do CBO não apresente impacto setorial específico sobre o agro.

Os números reforçam a relevância do quadro fiscal e da trajetória dos juros nos Estados Unidos para o mercado global. Sem detalhamento setorial adicional no relatório, o alcance sobre cadeias agropecuárias deve ser acompanhado por meio dos desdobramentos sobre câmbio, tarifas e condições financeiras internacionais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mato Grosso inicia vazio sanitário da soja nesta segunda (08)



Plantio da soja só será liberado em setembro após vazio sanitário



Foto: Sheila Flores

Começa nesta segunda-feira, 8 de junho, o vazio sanitário da soja em Mato Grosso para a safra 2026/2027. O período segue até 6 de setembro e mantém proibida a presença de plantas vivas de soja no estado, medida considerada essencial para reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática.

O calendário fitossanitário foi mantido sem alterações após a publicação de uma nova instrução normativa conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso. Com isso, o plantio da soja continuará autorizado entre 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.

Segundo o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, a atualização oficializa medidas de prevenção e controle da ferrugem asiática, mas preserva as datas já previstas na Instrução Normativa nº 002/2025. A entidade orienta os produtores rurais a cumprirem os prazos e as exigências estabelecidas pela legislação estadual de defesa sanitária vegetal.

Produtores devem eliminar plantas voluntárias

Durante o vazio sanitário, não pode haver plantas vivas de soja em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento ou outros locais onde possa ocorrer germinação espontânea. A regra inclui a eliminação das chamadas plantas “guaxas” ou voluntárias, que nascem após a colheita e podem servir como ponte verde para a manutenção da doença no campo.

A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e está entre as doenças mais severas da cultura da soja. A ausência de plantas vivas durante o vazio sanitário reduz a possibilidade de sobrevivência do patógeno entre uma safra e outra, diminuindo a pressão inicial da doença nas lavouras.

 





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Feira reúne expositores e produtores em evento dedicado ao consumo consciente; veja onde


Feira da Sustentabilidade
Foto: Twin Alvarenga/UFJF

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), por meio da Diretoria de Sustentabilidade e Patrimônio, realizará nesta quarta-feira (10), das 9h às 17h, na Praça Cívica, em Minas Gerais, a Feira da Sustentabilidade, em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

O evento reunirá expositores da economia solidária, produtores agroecológicos, artesãos e empreendedores comprometidos com práticas sustentáveis e o consumo consciente.

A feira conta com a organização e participação da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (Intecoop), que mobiliza feirantes vinculados ao Fórum Municipal de Economia Popular Solidária de Juiz de Fora (Fomeps-JF).

O que o público irá encontrar

Os participantes irão apresentar produtos produzidos e desenvolvidos com base nos princípios da economia solidária, do reaproveitamento de materiais e da sustentabilidade ambiental.

Ao todo, serão montadas 23 barracas, reunindo uma grande diversidade de produtos e iniciativas sustentáveis. Entre os itens comercializados estão artesanatos produzidos com materiais recicláveis, ecobags, velas aromáticas, biojoias, brinquedos artesanais, roupas e acessórios sustentáveis, além de alimentos típicos, produtos orgânicos e agroecológicos.

O público também poderá encontrar comidas venezuelanas, arepas, empanadas, biscoitos artesanais, doces, geleias, melado, culinária mineira, bebidas artesanais, peças confeccionadas com tecido reciclado, produtos feitos com fibras naturais e itens produzidos a partir do reaproveitamento de materiais como vidro, madeira, papel, CDs, garrafas e papel machê.

Importância do evento

Para o coordenador da Intecoop, Edwaldo Sérgio, a Feira da Sustentabilidade representa tanto uma oportunidade de geração de renda quanto a consolidação do trabalho coletivo desenvolvido pelos empreendimentos da economia solidária.

“Eu entendo a feira como um momento de coroamento de dois processos: o da produção dos empreendimentos de economia solidária, que possibilita a comercialização dos produtos e a geração de renda; e o do processo organizativo coletivo, quando os empreendimentos se unem para viabilizar a realização da feira”, destaca.

Além da feira, a programação contará com atividades promovidas pela UFJF voltadas à sustentabilidade, à educação ambiental e à responsabilidade social, ampliando as discussões sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

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Petróleo fecha em alta de mais de 4% com interrupção das negociações entre…


Logotipo Reuters

Por Siddharth Cavale

NOVA YORK, 1 Jun (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam em alta de mais de 4% nesta segunda-feira, depois que a agência de notícias Tasnim, do Irã, informou que Teerã havia interrompido as negociações indiretas com os EUA e que estavam sendo feitos planos para que as forças iranianas e seus aliados bloqueassem completamente o Estreito de Ormuz e, potencialmente, interrompessem outras rotas importantes de navegação.

As tensões na região aumentaram nos últimos dias, com o Irã e os EUA trocando ataques e Israel ordenando que as tropas avançassem ainda mais no Líbano em sua batalha contra o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$ 94,98 por barril, com alta de US$3,86, ou 4,2%, enquanto os preços da commodity nos EUA fecharam a US$92,16 por barril, com alta de US$4,80, ou 5,5%.

Ambos os índices de referência haviam subido mais de 6% no início da sessão, mas reduziram os ganhos depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não estava ciente da interrupção das negociações com o Irã e que também conversou com o Hezbollah por meio de intermediários e garantiu uma promessa de que o grupo não atacaria Israel.

Os contratos terminaram o mês de maio entre 17% e 19% mais baixos, marcando suas maiores quedas mensais em termos absolutos desde março de 2020, quando a pandemia da Covid-19 reduziu a demanda de energia, com o crescente otimismo de que os EUA e o Irã estavam perto de um acordo.

Mais cedo na segunda-feira, Tasnim disse que Teerã e a “Frente de Resistência”, que inclui os aliados do Irã no Iêmen, Líbano e Iraque, estabeleceram uma agenda para bloquear completamente a hidrovia de Ormuz e ativar outras frentes, incluindo o Estreito de Bab el-Mandeb, a fim de “punir” Israel e seus apoiadores.

O Bab el-Mandeb está localizado no extremo sul do Mar Vermelho, através do qual a Arábia Saudita, um grande produtor de petróleo, atualmente movimenta de 4 milhões a 6 milhões de barris de petróleo por dia, escreveu Robert Yawger, diretor executivo da Mizuho, em uma nota.

“Parece que os dois lados estão em mundos diferentes”, disse Andrew Lipow, presidente da Lipow Oil Associates.

“Quanto mais tempo durar o conflito, mais baixos serão os estoques comerciais… e, nesse momento, os preços disparam. Estamos a apenas um ou dois meses de distância disso”, disse ele.

A escalada representa mais um obstáculo para as esperanças de um fim rápido da crise, que efetivamente fechou o Estreito de Ormuz, uma rota de suprimento global vital para o petróleo e o gás natural liquefeito. Um relatório da Axios disse no X na sexta-feira que o Irã havia lançado mais minas no estreito na semana passada.





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Bahia Farm Show começa com anúncios para o agro e entrega de novo equipamento da Abapa


Abertura Bahia Farm Show, presença de autoridades, vice-presidente Geraldo Alckmin
Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural Bahia

O primeiro dia da vigésima edição da Bahia Farm Show foi marcado por anúncios voltados ao agronegócio, à infraestrutura e à cadeia produtiva do algodão. A programação reuniu autoridades federais, estaduais, municipais e produtores rurais, em uma agenda que destacou medidas para o setor e a inauguração de uma nova estrutura da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

O presidente da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, destacou o início movimentado da feira e comentou os anúncios relacionados à energia para irrigação.

Segundo ele, houve avanços na discussão sobre a regularização do uso da energia no campo, com possibilidade de ampliar o acesso a tarifas mais adequadas para a atividade produtiva.

“Conseguimos a regularização da parte de energia, para o uso da irrigação, onde teremos a possibilidade da mesma tarifa que usamos na parte noturna, na parte diurna. Começamos com o pé direito. Agora temos até dia 13 de junho, nesta semana.”, comemorou Schmidt.

Crédito para o setor

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, anunciou medidas de incentivo ao agronegócio, com destaque para o Move Brasil, que libera 14 bilhões de reais para financiamento de tratores e implementos agrícolas.

De acordo com Alckmin, o programa prevê um ano de carência, cinco anos para pagamento e juros em torno de 9% ao ano.

Além disso, também apresentou R$ 21,1 bilhões em crédito, para caminhões e implementos rodoviários. Ele também informou a redução dos juros do Finame, que passaram de 22% para 12%.

Logística no oeste baiano

Outro tema central foi a duplicação da BR-242, considerada estratégica para o escoamento da produção agropecuária da região.

O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que o governo acompanha as tratativas para viabilizar a obra e disse esperar avanços nos próximos dias no processo de licitação do trecho entre Barreiras e Luís Eduardo Magalhães.

“Essa semana tivemos com o ministro. Ele nos garantiu que estava faltando a última licença. Nós pedimos, oficializamos isso. E eu espero que nos próximos dias o Ministério, o DNIT, possa oferecer o sistema de licitação da BR-242.”, disse Jerônimo.

Novo centro de análise de fibras

novo centro de análise de fibras da Abapa
Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural Bahia

A programação do primeiro dia também incluiu a inauguração do novo Centro de Análise de Fibras da Abapa, apontado como o maior da América Latina.

Instalado ao lado do complexo da Bahia Farm Show, o espaço conta com 19 equipamentos de precisão e capacidade para realizar até 40 mil análises por dia.

A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, destacou a importância da nova estrutura para a cadeia do algodão.

De acordo com Zanotto, toda a produção precisa passar pela análise de qualidade antes de seguir para a indústria, e o objetivo é garantir resultados rápidos, confiáveis e com alto nível tecnológico para o produtor.


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Entrega do PAA em Colatina destina 125 quilos de alimentos à Apaee


Entrega do PAA em Colatina destina 125 quilos de alimentos à Apaee

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acompanhou, no distrito de São Pedro Frio, em Colatina (ES), a entrega de 125 quilos de alimentos produzidos pela agricultura familiar à Associação de Pais e Amigos de Colatina (Apaee). A operação foi realizada no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), e contou com fornecimento da Associação de Produtores Rurais de São Pedro Frio.

Segundo a Conab, 33 produtores participaram desta etapa da proposta, com o envio de 75 quilos de pão, 30 quilos de bolo e 20 quilos de doce de banana. Os alimentos serão destinados a cerca de 900 pessoas atendidas pela entidade no município.

A iniciativa faz parte de uma proposta com vigência de dois anos. Nesse período, a previsão é de entrega total de 22,1 toneladas de alimentos em diferentes etapas. O valor global estimado é de R$ 330 mil, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

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O PAA é uma política pública federal voltada à compra de alimentos da agricultura familiar, com dispensa de licitação, para atendimento de pessoas e entidades em situação de insegurança alimentar e nutricional. Na prática, o modelo combina escoamento da produção de pequenos agricultores com abastecimento de instituições sociais.

No caso de Colatina, a operação envolve produtos processados por agricultores locais, o que amplia o alcance comercial da produção da associação fornecedora. Além da entrega imediata, a proposta cria uma referência de volume e valor para os produtores incluídos na ação, com cronograma previsto para novas remessas ao longo da vigência do projeto.

A Conab informou ainda que a operação foi acompanhada por representantes da Superintendência Regional do Espírito Santo. O material divulgado não detalha a divisão de cotas por produtor nem o calendário completo das próximas entregas.

Os dados informados indicam continuidade do fornecimento nos próximos meses, dentro do volume total contratado de 22,1 toneladas. Sem divulgação do cronograma detalhado das próximas etapas, a evolução da proposta dependerá das entregas programadas e da execução dos recursos previstos no PAA.

Fonte: gov.br

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