domingo, junho 14, 2026

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Fiscalização de concessões de rodovias federais entra em debate na Câmara


Fiscalização de concessões de rodovias federais entra em debate na Câmara

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (10), às 10 horas, uma audiência pública para discutir a fiscalização dos contratos de concessão de rodovias federais. O debate ocorrerá no plenário 9 e foi solicitado pelo deputado Jorge Solla (PT-BA). Segundo a Câmara, o tema foi incluído entre as prioridades do Plano Anual de Fiscalização e Controle (PAFC 2026), aprovado em março.

De acordo com as informações divulgadas pela Câmara dos Deputados, a audiência tem o objetivo de reunir elementos para instruir os trabalhos de fiscalização e auditoria previstos no PAFC 2026. O plano orienta, ao longo do ano, as ações da comissão em temas considerados prioritários para acompanhamento.

Na justificativa do pedido, o deputado Jorge Solla, relator do plano, afirmou que a audiência pública deverá fornecer informações relevantes para subsidiar a atuação do colegiado sobre os contratos de concessão de rodovias federais. O material divulgado até o momento, no entanto, não detalha quais contratos específicos estarão no foco do debate nem quais pontos da fiscalização deverão receber maior atenção.

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A Câmara também informou que haverá convidados, mas a lista completa não foi apresentada no conteúdo disponível. Sem essa relação, não é possível identificar, neste momento, quais órgãos reguladores, concessionárias, entidades técnicas ou representantes do setor de transportes participarão da audiência.

O tema tem relação direta com a malha logística nacional, uma vez que rodovias federais concedidas fazem parte do transporte de cargas em diferentes cadeias produtivas. Em casos desse tipo, a fiscalização contratual costuma envolver aspectos como cumprimento de investimentos, manutenção da infraestrutura, prestação de serviços, cronogramas e execução de obrigações previstas em edital e contrato.

Para o setor produtivo, o acompanhamento desses contratos pode influenciar as condições de circulação de mercadorias, embora a audiência anunciada tenha caráter informativo e fiscalizador, sem indicação, até o momento, de deliberação sobre novas regras ou mudanças imediatas.

O desdobramento técnico da audiência dependerá das informações apresentadas pelos convidados e dos próximos encaminhamentos da comissão no âmbito do PAFC 2026. Até aqui, não há anúncio de medidas operacionais, revisão contratual ou alteração regulatória decorrente do debate.

Fonte: camara.leg.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja inicia junho com negócios aquecidos no Brasil


O mercado brasileiro de soja iniciou junho com negociações aquecidas, segundo pesquisadores do Cepea. A liquidez elevada é sustentada pelo ritmo forte das exportações e pela demanda da indústria nacional de processamento, fatores que limitaram quedas mais intensas nos preços da oleaginosa.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o bom desempenho da demanda tem ajudado a conter recuos mais expressivos nos preços da soja no mercado interno. O movimento ocorre mesmo em um cenário de safra recorde no Brasil e de expectativas favoráveis para a oferta global.

A pressão de oferta vem principalmente do avanço da colheita na Argentina e da semeadura da nova safra nos Estados Unidos. Ainda assim, o interesse de compradores externos e da indústria brasileira mantém o mercado ativo neste início de junho.

Os embarques confirmam a força da procura pela soja brasileira. Segundo dados divulgados pela Secex, o Brasil exportou 14,82 milhões de toneladas do grão em maio.

O volume representa queda de 11,5% frente a abril, mas avanço de 5,1% em relação a maio de 2025. No acumulado de janeiro a maio, os embarques são recordes para o período, de acordo com os dados da Secex.

No campo, produtores brasileiros se preparam para o vazio sanitário da soja, medida fitossanitária adotada para reduzir a presença de plantas vivas de soja e ajudar no controle da ferrugem asiática.

A prática é considerada estratégica para diminuir a pressão da doença entre uma safra e outra e preservar a sanidade das lavouras no próximo ciclo.

No mercado internacional, a atenção também está voltada aos Estados Unidos. De acordo com o USDA, até o encerramento de maio, a semeadura da safra 2026/27 atingiu 87% da área prevista.

O índice supera a média de 80% registrada nos últimos cinco anos, indicando avanço favorável dos trabalhos de campo no país.

Na Argentina, a Bolsa de Cereales informou que a colheita da soja alcançou 91,7% da área. O avanço reforça o cenário de maior disponibilidade da oleaginosa na América do Sul, ao lado da safra recorde brasileira.

Mesmo com esse aumento de oferta, a demanda externa e o consumo da indústria doméstica seguem dando sustentação ao mercado brasileiro da soja.

A tendência para as próximas semanas dependerá do equilíbrio entre a entrada de oferta sul-americana, o avanço da safra norte-americana e o ritmo das exportações brasileiras. Por enquanto, segundo pesquisadores do Cepea, a demanda aquecida tem sido decisiva para evitar quedas mais fortes nas cotações.

 





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FGV aponta recuo de preços agropecuários e desaceleração do IGP-DI em maio


Agropecuária desacelera inflação no atacado do IGP-DI em maio

A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou nesta terça-feira (9) que a queda de 0,03% nos preços dos produtos agropecuários ajudou a desacelerar a inflação no atacado em maio, dentro do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). No mês, o IGP-DI passou de alta de 2,41% em abril para avanço de 0,87%. Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) saiu de 3,09% para 0,95% no mesmo intervalo.

Segundo a FGV, a perda de força do índice em maio esteve ligada ao comportamento da agropecuária no atacado. Em nota oficial, o economista Matheus Dias, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), afirmou que a desaceleração em relação a abril pode ser atribuída ao recuo de preços no setor, com reflexos sobre o IPA e também sobre o Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

Entre os principais alívios do atacado em maio, apareceram cana-de-açúcar, com queda de 8,56%, café em grão, com recuo de 7,69%, álcool etílico anidro, com baixa de 15,71%, milho em grão, com retração de 2,76%, e bovinos, com redução de 1,22%.

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Dias destacou que cana e milho também influenciaram o comportamento do álcool etílico anidro, já que são matérias-primas do etanol. O movimento mostra como a variação de commodities agrícolas e pecuárias pode se espalhar por outros segmentos do atacado, inclusive energia e biocombustíveis.

Na direção oposta, algumas mercadorias registraram pressão de alta no período. Os maiores avanços foram observados em leite in natura, com 9,08%, batata inglesa, com 81,42%, querosene de aviação, com 51,68%, óleos lubrificantes, com 24,59%, e feijão em grão, com 14,71%.

Para o setor agropecuário, os dados indicam um cenário heterogêneo entre cadeias produtivas. Enquanto parte dos produtos perdeu valor no atacado, outros itens seguiram em alta, o que exige acompanhamento dos custos, das margens e da formação de preços nas próximas divulgações.

Os números de maio mostram que a agropecuária teve papel relevante na moderação do IGP-DI, sobretudo pelo recuo de produtos com peso no atacado. Ainda assim, a composição do índice segue desigual entre cadeias, e a trajetória dos preços nos próximos meses dependerá da continuidade desse movimento, segundo os dados divulgados pela FGV.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa divulga nota técnica sobre espécies aquícolas em lista de invasoras


Conabio adia por 90 dias decisão sobre inclusão da tilápia em lista de invasoras

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por meio da Embrapa Pesca e Aquicultura, divulgou nesta terça-feira (9) uma nota técnica sobre espécies aquícolas incluídas em lista de exóticas invasoras da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio). Segundo o material informado, o tambaqui está entre as espécies abordadas no documento. A íntegra da nota e os fundamentos técnicos detalhados não foram apresentados no conteúdo disponibilizado até o momento.

A manifestação da Embrapa ocorre em um tema sensível para a aquicultura brasileira, porque listas de espécies exóticas invasoras podem influenciar regras de cultivo, transporte, licenciamento ambiental e manejo produtivo em diferentes estados. Quando uma espécie passa a ser tratada sob esse enquadramento, produtores, empresas e órgãos reguladores precisam observar efeitos operacionais e jurídicos sobre a atividade.

No conteúdo disponível, a Embrapa Pesca e Aquicultura informa que redigiu uma nota técnica a respeito das espécies aquícolas citadas pela Conabio. A imagem associada ao material destaca o tambaqui, espécie de ampla presença na piscicultura nacional. No entanto, não há, até aqui, detalhamento público sobre quais pontos científicos, produtivos ou regulatórios foram apresentados no documento.

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A discussão envolve o equilíbrio entre conservação da biodiversidade e produção aquícola. Em termos técnicos, a classificação de espécies como exóticas invasoras costuma considerar risco de dispersão, interação com ecossistemas locais e potenciais efeitos sobre espécies nativas. Para o setor produtivo, o tema também exige avaliação sobre sistemas de cultivo, contenção, rastreabilidade e normas ambientais aplicáveis.

Sem acesso ao teor completo da nota, não é possível afirmar quais recomendações foram feitas pela Embrapa nem quais desdobramentos regulatórios imediatos poderão ocorrer. Também não foram informados, no material de origem, prazos, medidas administrativas ou eventuais mudanças em regras para produtores.

O tema deve seguir em acompanhamento técnico, porque eventuais definições sobre espécies aquícolas podem afetar planejamento produtivo e exigências regulatórias na piscicultura. Até a divulgação integral da nota técnica e de posicionamentos complementares da Conabio, os efeitos práticos para o setor permanecem sem detalhamento oficial.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa realiza evento de 51 anos em Sergipe com foco na agricultura familiar


Mostra em Brasília debate autonomia produtiva de mulheres rurais e destaca apoio a quintais

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza nesta quinta-feira (11), em Aracaju, um evento para marcar os 51 anos de atuação da instituição em Sergipe. Segundo o material de divulgação informado nesta terça-feira (9), a comemoração terá como eixo a agricultura familiar agroecológica e ocorrerá na área externa da unidade sediada na capital sergipana.

A programação anunciada pela Embrapa insere a data institucional em um contexto de atenção a sistemas produtivos de menor escala, com ênfase em práticas agroecológicas. Esse direcionamento tem relação com um segmento relevante da produção rural do estado, especialmente em cadeias de alimentos, hortaliças, frutas, criação de pequeno porte e abastecimento local.

No comunicado disponível, a instituição informa a realização do evento em 11 de junho de 2026, mas não detalha, no conteúdo fornecido, o número de atividades previstas, os horários da programação, os participantes confirmados nem possíveis demonstrações técnicas. Também não foram apresentados, até o material encaminhado, dados adicionais sobre metas, projetos ou resultados que serão divulgados durante a comemoração.

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Ainda assim, o foco na agricultura familiar agroecológica indica uma linha de atuação conectada à difusão de tecnologias adaptadas, ao manejo com menor dependência de insumos externos e à valorização de sistemas de produção voltados ao mercado regional. Para produtores, cooperativas, técnicos e organizações locais, esse tipo de agenda costuma concentrar informações sobre pesquisa aplicada, capacitação e alternativas produtivas alinhadas às condições do Semiárido e da faixa litorânea nordestina.

A Embrapa é um dos principais órgãos de pesquisa agropecuária do país, e eventos institucionais com recorte temático podem funcionar como vitrine para projetos em andamento e para a aproximação com agricultores, entidades de extensão rural e demais agentes das cadeias produtivas.

Sem a programação completa e sem dados técnicos adicionais no material disponível, ainda não é possível dimensionar os desdobramentos práticos do evento. A expectativa objetiva, a partir do foco anunciado, é de atualização sobre ações de pesquisa e transferência de conhecimento voltadas à agricultura familiar em Sergipe.

Fonte: embrapa.br

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Juros futuros recuam antes de leilões do Tesouro Nacional


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

As taxas dos contratos futuros de juros de médio e longo prazo operavam em queda na manhã desta terça-feira (9), em linha com o recuo do dólar, do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos. O movimento ocorreu antes dos leilões do Tesouro Nacional previstos para as 11h e após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um acordo de paz com o Irã.

No mercado doméstico, os vencimentos mais longos mostravam alívio, enquanto os contratos curtos rondavam a estabilidade. Às 9h10, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia para 14,505%, ante 14,473% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2029 caía para 14,865%, de 14,928%, e o DI para janeiro de 2030 recuava para 14,705%, ante 14,774% no fechamento de segunda-feira (8).

Segundo o material de mercado informado no conteúdo, a leitura dos agentes foi de que o ambiente externo favorecia um movimento de acomodação nas curvas de juros. A redução dos rendimentos dos títulos norte-americanos e o comportamento do petróleo ajudavam a diminuir a pressão sobre os ativos locais no início do pregão.

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No centro da atenção doméstica estavam os leilões de títulos públicos NTN-B e LFT do Tesouro Nacional. Em relatório, Luis Felipe Laudisio, cogestor da Warren Investimentos, avaliou que uma oferta elevada poderia exigir prêmios maiores do mercado, o que limitaria o alívio observado no exterior. A avaliação indica que o volume ofertado seria um fator relevante para a formação das taxas ao longo do dia.

Para o setor agropecuário, o comportamento da curva de juros é acompanhado porque serve de referência para o custo de financiamento na economia. Embora o conteúdo não detalhe efeitos imediatos sobre linhas específicas de crédito rural, oscilações nas taxas futuras influenciam o ambiente financeiro de produtores, cooperativas e agroindústrias, especialmente em decisões de capital de giro, investimento e rolagem de dívida.

O resultado dos leilões e a continuidade do movimento externo devem seguir no radar do mercado ao longo desta terça-feira (9). Sem novas informações sobre o volume efetivamente ofertado pelo Tesouro Nacional e sobre o fechamento da sessão, não há base suficiente para projetar a trajetória dos juros nos próximos pregões.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Avanço da 2ª safra e cautela de compradores pressionam preços do feijão


Avanço da 2ª safra e cautela de compradores pressionam preços do feijão

O mercado de feijão preto e carioca iniciou junho em queda nas principais praças do país, segundo o Indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com a análise divulgada nesta terça-feira (9), o movimento ocorre após as valorizações registradas em maio e reflete a postura mais cautelosa dos compradores diante do avanço da colheita da 2ª safra.

Segundo o Cepea/CNA, a entrada de produto da 2ª safra ampliou a oferta no mercado interno e contribuiu para a pressão sobre as cotações. Outro fator apontado pelo indicador foi a perda de qualidade em parte dos lotes colhidos no Paraná, principal estado produtor neste período, após geadas recentes que afetaram as lavouras.

O relatório não informou, no material divulgado, os valores nominais das cotações por praça, mas destacou que o recuo ocorreu nas principais regiões de comercialização do país. Mesmo com a baixa nos primeiros dias de junho, o balanço acumulado de 2026 permanece positivo para o produtor, após as altas observadas ao longo de maio.

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No comércio exterior, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram aumento das importações e leve retração das exportações em maio. O Brasil importou 5,28 mil toneladas de feijão no mês, volume seis vezes superior ao registrado no mesmo período de 2025 e o maior para maio desde 2020. A Argentina foi o principal fornecedor. Do total importado, 65% corresponderam a feijão preto, 25% a feijão branco e 11% a outros feijões comuns.

As exportações somaram 12,09 mil toneladas em maio, com queda de 0,5% na comparação anual. Na relação com maio de 2024, quando o país embarcou 22,84 mil toneladas, o recuo foi de 47,1%.

O comportamento dos preços no curto prazo deve seguir condicionado ao ritmo da colheita da 2ª safra, à qualidade dos lotes disponíveis e à posição dos compradores. Sem a divulgação de preços por praça no material de referência, o alcance regional do recuo nas cotações não pode ser detalhado além das indicações gerais do Cepea/CNA.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Banco do Brasil estima R$ 850 milhões em propostas na Bahia Farm Show


BNDES amplia crédito do Mais Inovação e inclui agropecuária entre setores atendidos

O Banco do Brasil (BB) estima acolher R$ 850 milhões em propostas de financiamento durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães (BA). A informação foi divulgada pela instituição nesta terça-feira (9), em nota. A feira começou na segunda-feira (8) e segue até 13 de junho, com foco em tecnologia agrícola e negócios.

Segundo o Banco do Brasil (BB), o atendimento na feira será voltado a pequenos, médios e grandes produtores rurais, com oferta de crédito para custeio e investimento. A instituição informou que terá 60 funcionários distribuídos entre revendas e estande próprio, com assessoria financeira e atendimento aos clientes.

Entre as linhas destacadas para máquinas e implementos estão programas com recursos controlados do crédito rural, como Moderfrota, Pronamp Investimento, Inovagro e Pronaf Mais Alimentos. O banco também informou disponibilidade de recursos para financiar silos e armazéns pelo Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

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De acordo com a nota, os recursos do Inovagro podem ser usados em investimentos em tecnologia, eficiência produtiva, implantação de plantio direto e recuperação de pastagens degradadas. Na agricultura familiar, as taxas de juros começam em 3,0% ao ano, variando conforme a linha e o perfil do produtor. Para médios e grandes produtores, as taxas partem de 8% ao ano.

Os prazos de pagamento podem chegar a 12 anos, com possibilidade de até 3 anos de carência para investimentos. Na prática, esse tipo de condição financeira é utilizado para aquisição de máquinas, ampliação da capacidade de armazenagem e adoção de tecnologias com retorno de médio e longo prazo.

Em nota, o diretor de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Alberto Martinhago, afirmou que a instituição pretende atender a demanda de crédito dos produtores presentes no evento com recursos do Plano Safra e linhas de juros controlados. O banco não detalhou, porém, quanto do volume estimado de R$ 850 milhões será destinado a cada programa ou perfil de cliente.

A estimativa de R$ 850 milhões indica o peso do crédito rural nas negociações da feira, especialmente em investimentos ligados à modernização da produção. O volume efetivamente contratado e sua distribuição entre custeio, máquinas, armazenagem e tecnologia dependerão da formalização das propostas durante o evento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Trégua frágil entre Israel e Irã não segura juros e dólar dispara


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a trégua entre Israel e Irã não sustentou o alívio nos mercados.

O dólar fechou a R$ 5,18, maior nível desde março, e a curva de juros passou a precificar alta da Selic no segundo semestre.

O Ibovespa caiu 0,21% a 168 mil pontos, renovando mínima do ano.

O Focus confirmou deterioração, com IPCA 2026 em 5,11% e Selic projetada em 13,50%.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Importação de glifosato despenca no Brasil


As importações brasileiras de glifosato perderam ritmo nos primeiros cinco meses de 2026, em um movimento que indica desaceleração no abastecimento externo de um dos herbicidas mais utilizados nas lavouras do país. De acordo com levantamento da AMR Business Intelligence, com base em dados do MDIC, o Brasil importou 57,3 mil toneladas do produto entre janeiro e maio deste ano, volume 20% menor que o registrado no mesmo período de 2025.

A retração ocorre após um ano em que as compras externas haviam somado 71,5 mil toneladas no intervalo analisado. O resultado de 2026 também fica abaixo do pico observado em 2022, quando as importações chegaram a 108,6 mil toneladas entre janeiro e maio, maior volume da série apresentada. Desde então, o comportamento das aquisições tem mostrado oscilações, com queda em 2023, recuperação parcial em 2024 e novo avanço em 2025, antes da desaceleração registrada neste ano.

A série histórica mostra que o volume importado em 2026 ainda supera os patamares de alguns anos anteriores, como 2017, quando foram adquiridas 16 mil toneladas, 2018, com 23,8 mil toneladas, 2021, com 29,2 mil toneladas, e 2023, com 27,7 mil toneladas. Por outro lado, o resultado atual permanece abaixo dos níveis de 2019, quando as compras somaram 54,2 mil toneladas, em patamar próximo ao deste ano, e de 2020, com 43,7 mil toneladas, considerando a trajetória irregular do mercado no período.

Na distribuição por origem, a China manteve ampla liderança no fornecimento de glifosato ao Brasil. O país asiático respondeu por 84% do total importado entre janeiro e maio de 2026, reforçando sua posição como principal fornecedor do insumo ao mercado brasileiro. Os Estados Unidos ficaram com os 16% restantes, sem participação de outras origens no volume informado para o período.

O desempenho aponta para um abastecimento mais lento em relação ao ano anterior, ainda que concentrado nos mesmos principais fornecedores. A queda de 20% nas importações sugere um ajuste no ritmo de entrada do produto no país, em um mercado marcado por variações relevantes ao longo dos últimos anos.

 





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