terça-feira, junho 30, 2026

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Irã diz que Estreito de Ormuz está aberto e Trump vê acordo “em breve” para…


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Por Parisa Hafezi e Steve Holland e Nayera Abdallah

DUBAI/WASHINGTON , 17 Abr (Reuters) – O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse nesta sexta-feira que o Estreito de Ormuz estava aberto após um acordo de cessar-fogo no Líbano, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que negociações poderiam ocorrer no fim de semana e que acreditava que um acordo para acabar com a guerra do Irã viria “em breve”.

Araqchi disse em um post no X que o estreito estava aberto para todas as embarcações comerciais durante o restante da trégua de 10 dias mediada pelos EUA, que foi acordada na quinta-feira entre Israel e o Líbano para interromper os combates entre as forças israelenses e o Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Pouco depois da declaração de Araqchi, Trump postou no Truth Social: “O IRÃ ACABOU DE ANUNCIAR QUE O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ COMPLETAMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM”.

Mas as declarações de ambos os lados geraram incertezas sobre a rapidez com que o transporte poderia ser retomado. Trump disse que o bloqueio dos EUA a navios que navegam para portos iranianos — anunciado depois que as negociações com Teerã no último fim de semana terminaram sem acordo — permaneceria até que “nossa transação com o Irã esteja 100% concluída”.

O Irã respondeu de forma incisiva, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, alertando que Teerã tomaria “medidas recíprocas necessárias” se o bloqueio marítimo continuasse.

Trump disse à Reuters nesta sexta-feira que os EUA trabalharão com o Irã para recuperar seu urânio enriquecido e trazê-lo aos Estados Unidos como parte de qualquer acordo para acabar com a guerra. O programa nuclear de Teerã tem sido um dos principais pontos de atrito nas negociações até o momento.

Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que as diferenças entre os dois lados permanecem, que “nenhum acordo foi alcançado sobre os detalhes das questões nucleares” e que negociações sérias são necessárias para superar as diferenças.

Ele disse que Teerã esperava que um acordo preliminar pudesse ser alcançado nos próximos dias com os esforços do Paquistão, o mediador, com a possibilidade de estender o cessar-fogo para “criar espaço para mais conversas sobre o levantamento das sanções ao Irã e garantir a compensação por danos de guerra.”

Os ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã começaram em 28 de fevereiro, provocando ataques iranianos aos vizinhos do Golfo Pérsico e reacendendo o conflito entre Israel e Hezbollah no Líbano. Um cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã expira na próxima semana.

Milhares de pessoas foram mortas e o conflito fechou efetivamente o Estreito de Ormuz — por onde transita um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo — ameaçando o pior choque do petróleo da história.

PREÇOS DO PETRÓLEO CAEM, AÇÕES SOBEM

Os preços do petróleo caíram cerca de 10%, ampliando as perdas após a postagem de Araqchi. As ações globais, que já estavam sendo negociadas perto de recordes, subiram ainda mais com a notícia. 

As empresas de navegação receberam com cautela o anúncio do Irã de que o estreito estava aberto, mas disseram que precisariam de esclarecimentos, inclusive sobre o risco de minas, antes que as embarcações passassem pelo ponto de entrada do Golfo.

A Marinha dos EUA alertou, em um aviso aos marítimos, que a ameaça de minas em partes da hidrovia não era totalmente conhecida e que deveria ser considerada a possibilidade de evitar a área.

Uma autoridade sênior iraniana disse que os navios poderiam passar pelo estreito somente sob coordenação da Guarda Revolucionária do Irã.

Após uma videoconferência nesta sexta-feira, mais de uma dúzia de países disseram que estavam dispostos a participar de uma missão internacional para proteger a navegação no estreito quando as condições permitirem, informou o Reino Unido.

PROGRESSO DA DIPLOMACIA

Trump disse à Reuters nesta sexta-feira que provavelmente haveria mais negociações no fim de semana. Alguns diplomatas disseram que isso parecia improvável, dada a logística de reunir autoridades na capital paquistanesa, Islamabad, onde as negociações devem ocorrer.

Uma fonte paquistanesa envolvida na mediação entre os EUA e o Irã disse que houve progresso na diplomacia de bastidores e que uma próxima reunião poderia resultar na assinatura de um memorando de entendimento, seguido de um acordo abrangente dentro de 60 dias.

“Os dois lados estão concordando em princípio. E os detalhes técnicos virão depois”, disse a fonte sob condição de anonimato.

Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que houve um acordo sobre o descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos como parte do acordo para reabrir o estreito, sem fornecer um cronograma.

Nas negociações do último fim de semana, os EUA propuseram uma suspensão de 20 anos de todas as atividades nucleares iranianas, enquanto o Irã sugeriu uma suspensão de três a cinco anos, de acordo com pessoas familiarizadas com as propostas.

O Irã exigiu a suspensão das sanções internacionais, enquanto Washington pressionou para que todo urânio altamente enriquecido fosse retirado do Irã. Duas fontes iranianas disseram que havia sinais de um acordo sobre o estoque de urânio enriquecido, com Teerã considerando enviar parte dele para fora do país.

Trump disse à Reuters que os EUA recuperariam o urânio enriquecido do Irã. “Vamos entrar com o Irã, em um ritmo tranquilo, e descer e começar a escavar com grandes máquinas… Vamos trazê-lo para os Estados Unidos”, disse ele em uma entrevista por telefone.

Ele mencionou a “poeira nuclear”, uma referência ao que ele acredita que restou depois que os EUA e Israel bombardearam as instalações nucleares do Irã em junho do ano passado.

Apesar do otimismo de Trump, fontes iranianas disseram à Reuters que “ainda há lacunas a serem resolvidas” antes de se chegar a um acordo preliminar, enquanto clérigos seniores adotaram um tom desafiador durante as orações desta sexta-feira.

Em Teerã, o clérigo Ahmad Khatami disse: “Nosso povo não negocia enquanto está sendo humilhado”, enquanto em Isfahan, o imã disse: “Não aceitamos os termos propostos pela outra parte.”

Em Islamabad, tropas foram posicionadas ao longo das rotas para a capital nesta sexta-feira, embora as estradas tenham permanecido abertas e o governo não tenha ordenado o fechamento de empresas, como fez antes da reunião anterior.

CESSAR-FOGO NO LÍBANO ENTRA EM VIGOR

O cessar-fogo apoiado pelos EUA, acordado entre Israel e o Líbano, parecia estar se mantendo em grande parte nesta sexta-feira, apesar dos relatos do Exército libanês sobre algumas violações israelenses. Paramédicos disseram que um ataque de drone israelense matou uma pessoa no sul do Líbano.

O conflito foi reacendido em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel em apoio ao Irã, provocando uma ofensiva israelense que, segundo as autoridades, matou cerca de 2.300 pessoas.

Não houve nenhum comentário imediato dos militares israelenses sobre as violações do cessar-fogo relatadas nesta sexta-feira.





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CPFL Energia eleva lucro líquido para R$ 1,909 bilhão no primeiro trimestre


CPFL Energia eleva lucro líquido para R$ 1,909 bilhão no primeiro trimestre

A CPFL Energia registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,909 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 18,2% em relação aos R$ 1,615 bilhão apurados no mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o avanço foi impulsionado principalmente pela marcação a mercado das captações e pelo reconhecimento de créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins).

O desempenho operacional mostrou menor variação. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 3,86 bilhões entre janeiro e março, avanço de 0,2% ante os R$ 3,852 bilhões de um ano antes. Já a receita operacional líquida atingiu R$ 11,342 bilhões, crescimento de 6,4% na mesma base de comparação.

Na distribuição, o Ebitda foi de R$ 2,53 bilhões, queda anual de 2,3%. De acordo com a empresa, o recuo decorreu principalmente de efeitos contábeis ligados à atualização de ativos regulatórios. Em entrevista à Broadcast, o presidente da CPFL Energia, Gustavo Estrella, afirmou que esse efeito tende a desaparecer após a assinatura dos contratos de concessão, realizada na semana passada.

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O consumo de energia nas distribuidoras do grupo caiu 0,7% no período, enquanto a demanda na área de concessão cresceu 4,5%. Em geração e gestão de energia, o Ebitda avançou 10,2%, para R$ 921 milhões, favorecido por reajustes contratuais e melhor composição de portfólio. A geração eólica, porém, recuou 12,3%, com impacto de cerca de 4% por curtailment e de 8% por ventos mais fracos.

Na transmissão, o Ebitda regulatório somou R$ 231 milhões, alta de 16,9%, refletindo reajuste anual da receita permitida e controle de custos.

A dívida líquida encerrou março em R$ 30,6 bilhões, alta de 15,4% em 12 meses. A alavancagem medida por dívida líquida sobre Ebitda ficou em 2,31 vezes, ante 2,3 vezes no fim de 2025 e 2,04 vezes no primeiro trimestre do ano passado. Segundo Estrella, a companhia captou R$ 4,4 bilhões no trimestre, com custo de Certificado de Depósito Interbancário (CDI) menos 0,62% e prazo médio superior a cinco anos, dentro da estratégia de antecipar rolagens e reduzir concentração de vencimentos no curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Tecnologia de previsibilidade na cadeia leiteira e os desafios dos pequenos produtores


Durante uma discussão sobre a nova tecnologia de previsibilidade na cadeia leiteira, Miguel Daoud enfatizou a importância de que essa ferramenta alcance os pequenos produtores, que enfrentam dificuldades significativas para se manterem no mercado.

Desafios enfrentados pelos pequenos produtores

Daoud destacou que a maioria dos pequenos produtores de leite no Brasil não tem acesso a ferramentas de negociação que exigem garantias e crédito, o que limita suas oportunidades de rentabilidade. Ele mencionou que:

  • Os pequenos produtores frequentemente não têm crédito disponível.
  • A falta de infraestrutura e refrigeração é um obstáculo para a produção.
  • O sistema de negociação atual favorece apenas uma minoria.

Concorrência e subsídios internacionais

O especialista também comentou sobre a concorrência desleal que os pequenos produtores enfrentam devido à importação de leite em pó de países como Argentina e Uruguai, que possuem subsídios que tornam seus produtos mais competitivos no mercado brasileiro. Ele afirmou que:

  • O Brasil tem dificuldades em competir devido a juros altos e falta de infraestrutura.
  • Produtores brasileiros estão endividados e lutando para se manter no mercado.

A necessidade de apoio governamental

Daoud concluiu ressaltando a importância de um apoio mais efetivo do governo para os pequenos produtores, afirmando que:

  • É fundamental que haja uma estrutura econômica que permita a sobrevivência dos pequenos produtores.
  • O governo deve criar condições para que esses produtores não abandonem a atividade.

Ele finalizou sua fala pedindo atenção às dificuldades enfrentadas por esses agricultores, que são essenciais para a produção de leite no Brasil.

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Falta de chuva em Mato Grosso pode causar perdas de até 40% nas lavouras de milho


A falta de chuvas em Mato Grosso pode resultar em perdas de até 40% nas lavouras de milho, afetando diretamente a produtividade e a rentabilidade dos agricultores na região.

Impacto da estiagem nas lavouras

Os produtores enfrentam um cenário desafiador, com a escassez hídrica comprometendo o desenvolvimento das lavouras. Além disso, muitos contabilizam os prejuízos da safra anterior de soja, que também foi afetada por condições climáticas adversas.

  • Perdas de 30% a 40% já são relatadas por agricultores em diversas regiões.
  • O atraso no plantio e a pressão de pragas, como a mosca branca, agravam a situação.
  • Custos de produção elevados e a falta de renda nos últimos anos aumentam a pressão financeira sobre os produtores.

Desdobramentos e preocupações futuras

A expectativa de chuvas até o início de maio não se concretizou, e a situação se torna cada vez mais crítica. Em municípios como Querência e Campo Verde, a estiagem já afeta significativamente as áreas cultivadas.

  • Em Querência, 30% da área cultivada está em risco devido à falta de umidade.
  • Em Campo Verde, perdas de 15% a 30% já foram observadas em algumas propriedades.
  • A situação pode se agravar se as chuvas não ocorrerem nas próximas semanas.

A continuidade da estiagem pode levar a uma redução ainda maior na produção, impactando a economia local e a segurança alimentar.

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Frio perde intensidade no Centro-Sul e chuva persiste no Norte e Nordeste


De acordo com análise do Instituto Nacional de Meteorologia, a quinta-feira (14) será marcada pelo predomínio de tempo estável em grande parte do Brasil. No Centro-Sul, a previsão indica tempo seco, continuidade do frio e possibilidade de geada em áreas serranas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Assim como nos últimos dias, as áreas de instabilidade devem permanecer concentradas sobre a Região Norte e o litoral norte do Nordeste. Os maiores volumes de chuva são esperados em Roraima, Amapá, norte do Pará e Maranhão, onde os acumulados podem chegar a 80 milímetros em 24 horas.

Na Região Norte, as temperaturas mínimas devem ficar em torno de 20 °C, enquanto as máximas podem alcançar 35 °C. As pancadas de chuva devem se concentrar no extremo norte da região. Já no Acre, Tocantins, sul de Rondônia e sudeste do Pará, a previsão é de chuvas mais fracas.

No Nordeste, a previsão aponta pancadas de chuva principalmente no centro-norte do Maranhão, Piauí e Ceará. Ao longo da faixa litorânea, o céu deve permanecer nublado, com possibilidade de chuva rápida e isolada. Nas demais áreas, sobretudo no sul e interior da região, o tempo segue firme. As temperaturas máximas podem atingir 35 °C.

Na Região Centro-Oeste, há possibilidade de pancadas isoladas de chuva no oeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, o cenário continua de tempo estável. Segundo o Inmet, as temperaturas devem variar entre 8 °C e 36 °C.

Para o Sudeste, a previsão indica possibilidade de chuva no Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro. Nos demais estados da região, o tempo permanece estável e sem previsão de chuva, com baixos índices de umidade relativa do ar, principalmente em São Paulo. As temperaturas devem oscilar entre 10 °C e 32 °C.

No Sul do Brasil, há previsão de pancadas de chuva no centro-oeste do Paraná a partir da tarde. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o tempo segue mais seco e estável, com possibilidade de geada em áreas de serra do sul paranaense, centro catarinense e serra gaúcha. As mínimas devem variar entre 0 °C e 5 °C, enquanto a máxima prevista é de 25 °C.





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Custo de produção leva avicultura a adotar ingredientes alternativos


A nutrição animal tem se tornado um elemento estratégico na avicultura brasileira. Diante dos altos custos de produção, o setor tem ampliado o uso de ingredientes alternativos nas rações como forma de garantir mais eficiência e competitividade.

Desafios e alternativas na nutrição avícola

Na busca por reduzir custos sem comprometer o desempenho das aves, a indústria tem procurado alternativas e ingredientes na formulação das rações. Os principais componentes continuam sendo o milho e o farelo de soja, que representam cerca de 40% do custo total do frango. No entanto, outros produtos já estão ganhando espaço como opções mais sustentáveis e economicamente viáveis.

  • O sorgo, por exemplo, tem sido trabalhado para atender à nutrição animal, com variedades que podem substituir completamente o milho.
  • Outros ingredientes proteicos, como farelo de arroz e glúten de milho, também estão sendo considerados.
  • Essas alternativas não apenas reduzem custos, mas também diminuem a pegada de carbono.

Importância da pesquisa e experimentação

Apesar das vantagens econômicas e ambientais, a substituição de ingredientes na ração exige rigor técnico e pesquisas constantes. A mudança na composição da ração pode trazer desafios, desde o conhecimento científico até a logística na fábrica.

  • A substituição do milho, um ingrediente amplamente estudado, por produtos menos conhecidos requer experimentação e pesquisa na agroindústria.
  • Quanto mais componentes a ração possui, maior a complexidade na sua formulação, exigindo equipamentos adequados na fábrica.

Impacto na rentabilidade do produtor

A redução dos custos na alimentação animal reflete diretamente na rentabilidade no campo. A integração entre produtores e empresas é fundamental para garantir a sustentabilidade econômica de toda a cadeia.

  • Uma ração de qualidade e baixo custo é essencial para que o produtor mantenha sua margem de lucro e possa reinvestir no negócio.
  • Rações ajustadas e com menor conversão alimentar permitem ao produtor realizar mais lotes por ano, aumentando a rentabilidade.

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GPA registra prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão no 1º trimestre de 2026


GPA registra prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão no 1º trimestre de 2026

O GPA informou nesta quarta-feira (14) prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão nas operações continuadas no primeiro trimestre de 2026. No mesmo período de 2025, a perda havia sido de R$ 93 milhões. Segundo a companhia, o resultado foi impactado principalmente por efeitos não recorrentes e sem efeito caixa, que somaram R$ 1,014 bilhão no trimestre.

De acordo com o balanço, os principais efeitos extraordinários vieram da baixa de crédito no exterior, no valor de R$ 588 milhões. A empresa também registrou baixas relacionadas a softwares, fundo de comércio, outros ativos e impairment de lojas. Sem esses eventos, o prejuízo líquido continuado ajustado teria ficado em R$ 333 milhões.

A receita líquida somou R$ 4,3 bilhões entre janeiro e março, queda de 8,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O recuo, segundo o GPA, refletiu a descontinuação do formato Aliados, mudanças no portfólio de lojas e a estratégia de priorizar canais mais rentáveis no comércio eletrônico. Ainda assim, as vendas em mesmas lojas cresceram 0,6% no período.

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Na geração operacional, o Ebitda ajustado consolidado alcançou R$ 458 milhões, alta de 12% na comparação anual. Com isso, a margem Ebitda ajustada avançou 1,9 ponto porcentual, para 10,5%.

Já o resultado financeiro líquido, após IFRS 16, ficou negativo em R$ 382 milhões, piora de 20% em um ano. A companhia atribuiu o aumento das despesas financeiras à alta da taxa Selic e ao avanço dos custos com garantias ligadas a contingências.

Os investimentos também recuaram. O capex ajustado caiu 54,8%, para R$ 87 milhões, com menor ritmo de expansão de lojas e redução de aportes em tecnologia da informação e logística.

Fonte: Estadão Conteúdo

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S&P Global aponta necessidade de ampliar oferta de energia durante transição


S&P Global aponta necessidade de ampliar oferta de energia durante transição

Em palestra no São Paulo Innovation Week, nesta quinta-feira (14), o diretor da S&P Global, Felipe Perez, afirmou que a transição energética global exigirá não apenas a substituição de fontes, mas também aumento da oferta total de energia. Segundo ele, a combinação entre eletrificação, uso crescente de inteligência artificial (IA) e tensões geopolíticas amplia o desafio de segurança energética nas próximas décadas.

Durante o painel sobre segurança energética e geopolítica, Perez disse que fontes como solar e eólica devem ampliar a capacidade instalada, mas ainda sem volume suficiente para atender sozinhas a demanda projetada. Por isso, segundo ele, o mundo passa por “transição energética”, mas também por “adição energética”.

Com base em estudo da S&P Global, o executivo afirmou que, em 2060, o sistema global ainda deverá depender de combustíveis fósseis. Segundo a apresentação, será necessário adicionar mais de 30 milhões de barris por dia de petróleo bruto oriundos de reservas ainda não descobertas. Perez também destacou que, no último século, a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética global permaneceu entre 75% e 80%.

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A consultoria apontou ainda risco logístico e geopolítico no fluxo internacional de petróleo. Perez citou o Estreito de Ormuz como exemplo de vulnerabilidade e afirmou que há diferença relevante entre os principais países produtores e os maiores centros consumidores. Para 2035, a projeção apresentada indica Arábia Saudita, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Cazaquistão, Brasil, Guiana e Venezuela entre os maiores exportadores. Do lado das importações, aparecem China, Índia, Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e Alemanha, entre outros.

Na mineração, Perez afirmou que a eletrificação também deve elevar a demanda por insumos básicos. Segundo ele, a produção de cobre precisará crescer mais de 40% até 2040, para alcançar 42,3 milhões de toneladas. O executivo também chamou atenção para a concentração da mineração e do refino de terras raras e minerais críticos na China, ponto considerado estratégico para tecnologia e defesa.

A avaliação apresentada pela S&P Global indica que a expansão energética dependerá, ao mesmo tempo, de novas fontes, manutenção de parte da oferta fóssil e maior produção mineral. Nesse cenário, segurança de suprimento, logística internacional e diversificação de fornecedores tendem a seguir no centro do debate energético.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mato Grosso sanciona lei e mantém base de cálculo do Fethab congelada até dezembro


Mato Grosso sanciona lei e mantém base de cálculo do Fethab congelada até dezembro

O governo de Mato Grosso publicou nesta quinta-feira (14) a Lei nº 13.357, de 13 de maio de 2026, que prorroga até 31 de dezembro de 2026 o congelamento da base de cálculo do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Na prática, a medida impede novo reajuste da contribuição incidente sobre a comercialização de soja, milho e bovinos no estado. A norma foi editada após pressão de entidades do setor produtivo.

O Fethab foi criado pela Lei nº 7.263/2000 para financiar obras de infraestrutura, transporte e habitação em Mato Grosso. A contribuição incide sobre a comercialização de produtos agropecuários, enquanto os contribuintes recebem isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A base de cálculo do fundo é vinculada à Unidade de Padrão Fiscal (UPF) do estado, corrigida periodicamente pela inflação.

A articulação pelo congelamento envolveu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e outras entidades. Em nota, a Aprosoja-MT afirmou que a manutenção do valor atual do Fethab amplia a previsibilidade para o planejamento das próximas safras.

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A pressão se intensificou em março, quando representantes do setor passaram a cobrar também o fim do chamado Fethab 2, adicional com vigência prevista até dezembro de 2026. O argumento apresentado foi o aumento do peso da contribuição em um cenário de margens mais apertadas, juros elevados e alta de custos de produção.

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostrou esse efeito nas contas do produtor. Na soja, o custo estimado com o Fethab para a safra 2026/27 chegava a R$ 189,12 por hectare, enquanto o lucro líquido projetado era de R$ 85,48 por hectare. No sistema soja mais milho, o resultado estimado era negativo em R$ 77,62 por hectare, com recolhimento de R$ 291,33 por hectare ao fundo.

Do lado do governo, o vice-governador Otaviano Pivetta afirmou, em reunião realizada em março, que mudanças mais amplas dependeriam de estudos fiscais. Já o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, defendeu a aplicação dos recursos e informou que mais de 6,2 mil quilômetros de asfalto foram entregues desde 2019 com recursos do Fethab.

A nova lei reduz a pressão de curto prazo sobre o custo tributário do produtor ao manter a base de cálculo sem reajuste até o fim de 2026. A discussão sobre a extinção definitiva do adicional, porém, permanece aberta e deve seguir condicionada à avaliação fiscal do estado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Viveo reduz prejuízo no primeiro trimestre, eleva Ebitda e mantém dívida estável


Viveo reduz prejuízo no primeiro trimestre, eleva Ebitda e mantém dívida estável

A Viveo registrou prejuízo líquido contábil de R$ 57 milhões no primeiro trimestre de 2026, ante perda de R$ 59 milhões no mesmo período de 2025. Apesar do resultado negativo, a companhia apresentou melhora operacional, com crescimento do Ebitda ajustado, avanço de margem e redução da alavancagem, em um cenário ainda pressionado pelo custo financeiro mais elevado dos juros.

No trimestre encerrado em março, a receita líquida somou R$ 2,8 bilhões, alta de 1,7% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado alcançou R$ 208,1 milhões, crescimento de 30,4% frente ao primeiro trimestre de 2025. A margem Ebitda subiu para 7,4%, enquanto a empresa informou que a margem bruta atingiu o maior nível desde meados de 2023.

Segundo o diretor Financeiro da Viveo, Frederico Oldani, o desempenho operacional foi sustentado principalmente pela recuperação do segmento de hospitais e clínicas, que voltou a crescer mesmo sobre uma base de comparação mais forte. Em contrapartida, a operação de vacinas e laboratórios foi afetada pela migração de parte da oferta de imunizantes do canal privado para o Sistema Único de Saúde (SUS).

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No campo financeiro, a dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 2,888 bilhões, praticamente estável em relação aos R$ 2,883 bilhões de um ano antes. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, caiu de 4,49 vezes para 3,88 vezes, abaixo do covenant de 4 vezes previsto para o período.

A diretora de Relações com Investidores da Viveo, Flávia Carvalho, afirmou à Broadcast que o indicador mantém trajetória de queda após a “limpeza do balanço”. A empresa também informou ter gerado caixa livre no primeiro trimestre pela primeira vez, mesmo em um período de sazonalidade mais pressionada, com menor ritmo de vendas no início do ano e formação de estoques antes do reajuste anual de medicamentos autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

A companhia convocou assembleia de debenturistas para discutir a rolagem de dívidas com vencimentos no segundo semestre de 2026 e ao longo de 2027. Segundo Oldani, a prioridade segue sendo reduzir a alavancagem de forma orgânica, com expectativa de concluir a maior parte dos ajustes operacionais e financeiros ainda em 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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