terça-feira, junho 30, 2026

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Endividamento de R$ 10,8 bi coloca agro do Paraná em risco, alerta Sistema FAEP


O endividamento rural do Paraná chegou a R$ 10,8 bilhões em janeiro deste ano, segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP. Esse número é o chamado “saldo problemático”: a soma das dívidas em atraso (de até 90 dias), das inadimplentes (com atraso acima de 90 dias) e daquelas que foram prorrogadas ou renegociadas.

 “Os índices de janeiro são preocupantes por si só, mas estimamos que o número atual de endividamento já possa estar alcançando o dobro desse valor, ultrapassando os R$ 20 bilhões”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.

O Paraná tinha, em janeiro, aproximadamente R$ 99 bilhões em empréstimos com instituições financeiras que operam crédito rural. Logo, o saldo problemático do Estado representa 11% do total de empréstimos — um indicador considerado alto para o setor, que tem um padrão histórico de baixa inadimplência.

As circunstâncias se repetem no panorama nacional. Em janeiro, de acordo com o mesmo levantamento, o Brasil somava cerca de R$ 881 bilhões em empréstimos rurais, com saldo problemático de aproximadamente R$ 153,6 milhões — equivalente a 17,4% do total.

A inadimplência entre produtores rurais foi recorde em 2025, conforme as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central. O índice de operações vencidas há mais de 90 dias foi de 6,5% no ano passado. O valor representa um salto em relação aos anos de 2024 e 2023, que registraram inadimplência de 2,3% e de 1,1%, respectivamente.

O quadro de endividamento é resultado de um conjunto de fatores: sucessivas quebras de safras devido a intempéries climáticas; juros elevados que dificultam a quitação de empréstimos; aumento dos custos de produção (como a elevação dos preços de fertilizantes e diesel); queda nos preços das commodities (provocando aperto na margem de lucro do produtor); além da falta de recursos para contratar seguro rural, o que garantiria maior estabilidade ao produtor mesmo frente a instabilidades.

Fatores como esses levaram Luiz Flamengo, avicultor do município de Paranacity, no Noroeste do Estado, a contrair uma dívida de cerca de R$ 450 mil. Ele trabalha com o manejo de frango de postura, no regime de integração.

“Na avicultura, os custos operacionais crescem em uma ascendência vertiginosa”, afirma. “Vimos aumento na tarifa de energia elétrica e aumento dos insumos de manutenção e manejo avícola, como cal virgem, peças de manutenção de equipamentos, lenha para aquecimento e mão de obra terceirizada para manutenção mecânica e elétrica”, relata.

Por outro lado, a remuneração por ave segue apenas o percentual de reajuste da inflação, sem considerar o aumento dos custos de produção. Vendo sua margem de lucro se dissipar, Flamengo chegou a vender um veículo para quitar uma dívida passada.

“O endividamento nos impede de honrar os compromissos financeiros assumidos com fornecedores e agentes financeiros”, diz o produtor.

Medidas urgentes

O Sistema FAEP alerta que o endividamento coloca em risco a atividade rural, assim como a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico do Estado.

“Com margem reduzida e dívidas em atraso, o produtor não tem acesso ao crédito rural e, consequentemente, não tem recursos para investir no cultivo de uma nova safra. Isso afeta a produção de alimentos, gerando uma redução na oferta de produtos no mercado, o que inevitavelmente pressiona os preços para cima e compromete a segurança alimentar da população”, afirma o presidente do Sistema FAEP.

“É urgente um programa de renegociação de dívidas, por parte do governo federal, incluindo a abertura de novas linhas de crédito para o produtor”, defende.

Na próxima terça-feira, será votado no Senado o Projeto de Lei (PL) 5.122/23, que permite a renegociação de dívidas rurais por meio de financiamento com recursos do Fundo Social do Pré-Sal. Desde o início da tramitação do projeto, o Sistema FAEP tem dialogado com parlamentares, levando informações sobre os desafios dos produtores rurais e a necessidade da implementação de medidas para sanar o endividamento.





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Bolsista da Embrapa em Sergipe vence seminário científico pelo segundo ano seguido


Bolsista da Embrapa em Sergipe vence seminário científico pelo segundo ano seguido

A bolsista Sandy Cruz Santos, da área de nutrição animal, conquistou o primeiro lugar no 16º Seminário de Iniciação Científica da Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Sergipe. O resultado foi divulgado após a apresentação de oito projetos de pesquisa na quarta-feira (13), com avaliação de banca formada por especialistas da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Segundo a unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), esta é a segunda vitória consecutiva da estudante na competição.

O trabalho vencedor foi “Avaliação da produtividade e qualidade bromatológica da silagem de clones de capim-elefante”, orientado pelo pesquisador Evandro Neves Muniz. Em 2025, Sandy já havia alcançado a primeira colocação com estudo sobre o mesmo tema, também voltado à avaliação da produtividade e da qualidade bromatológica da silagem.

A 16ª edição do seminário reuniu bolsistas do programa da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE). A abertura do evento contou com palestra do professor Arthur Domingos de Melo, da UFS Campus Itabaiana e coordenador do Laboratório de Biologia Floral e Ecologia Reprodutiva (LaBiFloR), sobre polinização como serviço ecossistêmico. Ele também integrou a banca avaliadora ao lado da professora Renata Silva Mann, do Departamento de Engenharia Agronômica da UFS.

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Na classificação final, o segundo lugar ficou com “Microclima e consumo de água por ovinos: sensação térmica”, apresentado por João Pedro Oliveira de Sousa Leão, com orientação do pesquisador Ubiratan Piovezan. Em terceiro, ficou “Avaliação da eficácia dos parâmetros seminais do exame andrológico na seleção de carneiros para a reprodução”, de Rafael Pinheiro da Silva Diniz, orientado por Hymerson Costa Azevedo.

Os trabalhos apresentados abrangeram temas como agricultura digital, ciência de dados, ecologia, produção animal, recursos forrageiros e reprodução de pequenos ruminantes. Na prática, o seminário funciona como etapa de formação técnica, ao ampliar a divulgação de resultados de pesquisa e aproximar estudantes de pesquisadores e avaliadores externos. A Embrapa não divulgou as notas individuais dos projetos apresentados.

De acordo com a Embrapa Tabuleiros Costeiros, o seminário integra as ações de formação de novos pesquisadores e de fortalecimento da pesquisa aplicada no ambiente acadêmico. A tendência é de manutenção desse modelo de incentivo, com foco na apresentação pública de resultados e no intercâmbio entre diferentes áreas da ciência agropecuária.

Fonte: embrapa.br

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Mapa destina 1,5 mil pacotes de café apreendidos para compostagem no Paraná


Mapa destina 1,5 mil pacotes de café apreendidos para compostagem no Paraná

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, nesta terça-feira (12), a destinação final de cerca de 1.500 pacotes de café apreendidos no Paraná. O material, considerado irregular após fiscalização oficial, foi encaminhado para compostagem em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Campus Botânico, em Curitiba. A medida integrou o processo de descarte controlado para impedir o retorno do produto à cadeia de consumo.

O lote era de café torrado e moído da marca “Made in Brazil” e havia sido adquirido pela UFPR para consumo interno. A comercialização foi suspensa após inspeção do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR), que identificou impurezas e matérias estranhas acima dos limites permitidos pela legislação.

Após a apreensão, o produto permaneceu armazenado até a definição da destinação ambientalmente adequada. Segundo o Mapa, o café foi incorporado a leiras de compostagem com aparas de grama, folhas secas, esterco bovino e água. As embalagens foram separadas e encaminhadas para reciclagem.

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De acordo com o ministério, o composto orgânico gerado poderá ser utilizado em atividades de manejo e recuperação de solo realizadas pela própria universidade. A operação foi acompanhada por auditores fiscais federais agropecuários.

O caso ocorre em um contexto de reforço da fiscalização sobre a cadeia do café no estado. Até o momento, o Mapa informa ter realizado 194 coletas oficiais de amostras no Paraná. Nos casos de não conformidade, as medidas adotadas incluem autuações, multas, apreensões e auditorias em estabelecimentos torrefadores e embaladores.

Recentemente, mais de 21 toneladas de café irregular também foram apreendidas em compras públicas realizadas em Curitiba, segundo o ministério. Não foram divulgados, no material oficial, os detalhes sobre o volume total de lotes fiscalizados no estado nem a proporção de amostras reprovadas.

A destinação por compostagem atende ao objetivo de retirar definitivamente o produto irregular do mercado e dar tratamento técnico ao material apreendido. Para o setor, a continuidade das coletas e auditorias tende a manter o foco sobre a conformidade dos produtos de origem vegetal comercializados no Paraná.

Fonte: gov.br

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Embrapa Café promove palestras na AgroBrasília 2026 em alusão ao Dia Nacional do Café


Embrapa Café promove palestras na AgroBrasília 2026 em alusão ao Dia Nacional do Café

A Embrapa Café realiza, na sexta-feira (22), a partir das 10h, duas palestras no estande da instituição durante a AgroBrasília 2026, em Brasília (DF). A programação integra as ações alusivas ao Dia Nacional do Café, celebrado no domingo (24), e terá foco na valorização da cafeicultura brasileira, com ênfase em inovação, diversidade regional e inserção dos cafés nacionais no mercado internacional.

A primeira apresentação será conduzida por Renata Silva, chefe de Inovação e Negócios da Embrapa Café, com o tema Cafés do Brasil: ciência, saberes, diversidade e inovação que transformam territórios. Segundo a pesquisadora, a proposta é detalhar a diversidade da produção brasileira, a expansão territorial da cultura e as estratégias de inovação desenvolvidas em diferentes regiões produtororas.

De acordo com a Embrapa Café, a exposição também abordará a conexão entre sustentabilidade, qualidade e valorização territorial, além de iniciativas de integração entre produtores, instituições e mercados. Outro ponto previsto é o protagonismo feminino na cafeicultura.

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Na sequência, a barista Juliana Morgado, de Brasília, apresentará a palestra De Brasília para o Mundial: os sabores dos cafés do Brasil. Campeã brasileira da Brewers Cup na categoria de café filtrado, ela representará o país no 2026 World Brewers Cup, programado para o período de quarta-feira (25) a sexta-feira (27) de junho, em Bruxelas, na Bélgica.

A apresentação incluirá a trajetória profissional da barista, a relevância dos campeonatos para a cadeia do café, tendências de consumo e degustação de cafés brasileiros. A entrada é gratuita, segundo os organizadores.

A AgroBrasília 2026 ocorre de terça-feira (19) a sábado (23), no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF. A feira reúne produtores, pesquisadores, empresas, cooperativas e instituições públicas em programação voltada à inovação, sustentabilidade, transferência de tecnologia e geração de negócios no campo.

A participação da Embrapa Café insere o Dia Nacional do Café em uma agenda técnica de difusão de conhecimento e promoção do setor. Na prática, a iniciativa amplia a visibilidade de temas como inovação, qualidade e posicionamento dos cafés brasileiros em diferentes mercados, dentro de um ambiente voltado à adoção de tecnologias e à articulação entre pesquisa e produção.

Fonte: embrapa.br

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Comissão da Câmara debate desafios estruturais e administrativos da UnDF na terça-feira


Comissão da Câmara debate desafios estruturais e administrativos da UnDF na terça-feira

A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (19), às 10 horas, uma audiência pública para discutir a situação atual da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF). O debate ocorrerá no plenário 8 e terá foco em questões estruturais, administrativas e pedagógicas, além das perspectivas de consolidação da instituição.

A audiência foi solicitada pela deputada Erika Kokay (PT-DF). Segundo a parlamentar, a UnDF foi criada com a proposta de ampliar o acesso ao ensino superior público, gratuito e de qualidade no Distrito Federal, com ênfase na formação de profissionais para áreas estratégicas, como a educação básica.

De acordo com a justificativa apresentada, informações divulgadas recentemente indicam preocupações sobre o funcionamento da universidade. Entre os pontos citados estão a estrutura administrativa, a implementação dos cursos, a composição do corpo docente e técnico e o planejamento institucional.

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A UnDF é uma instituição pública de ensino superior vinculada ao Governo do Distrito Federal. No debate, a comissão deve reunir representantes convidados para tratar das condições atuais da universidade e dos entraves para sua consolidação. A lista de participantes, no entanto, não foi detalhada no material divulgado pela Câmara dos Deputados.

Do ponto de vista administrativo, a discussão pode servir para esclarecer como a universidade está organizada, quais são as demandas de pessoal e infraestrutura e em que estágio está a expansão acadêmica. Na área pedagógica, o debate tende a abordar a implantação dos cursos e a capacidade de formação em áreas consideradas prioritárias.

A audiência pública deve funcionar como etapa de levantamento técnico e institucional sobre a UnDF. A partir das informações apresentadas, a comissão poderá acompanhar necessidades de estrutura, gestão e oferta acadêmica da universidade. Até o momento, não foram divulgados dados adicionais sobre quadro de servidores, número de cursos ou eventuais medidas a serem anunciadas.

Fonte: camara.leg.br

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Japão prorroga redução de exigência de estoques privados de petróleo até 15 de junho


Japão prorroga redução de exigência de estoques privados de petróleo até 15 de junho

O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI, na sigla em inglês) anunciou nesta sexta-feira (15) a prorrogação, por mais um mês, da redução temporária da exigência de estoques privados de petróleo no país. A medida valerá até 15 de junho e foi embasada na ampliação das alternativas de fornecimento sem passagem pelo Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo.

Segundo o comunicado oficial, a obrigação de reservas privadas seguirá reduzida em 15 dias, passando de 70 para 55 dias de consumo. A nova fase da medida entra em vigor no sábado (16) e foi adotada com base na Lei de Estoques de Petróleo do Japão.

O METI informou que, em maio, cerca de 60% das compras substitutas de petróleo bruto já devem ser viabilizadas por rotas alternativas. Para junho, a expectativa do governo japonês é garantir mais de 70% dessas aquisições fora do eixo de Ormuz.

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Com esse avanço, o governo concluiu que poderá assegurar o volume necessário de petróleo para junho com os volumes já liberados das reservas estratégicas nacionais. Por isso, não será necessária uma terceira rodada de liberação adicional neste mês.

Em nota, o ministério afirmou: “Continuaremos promovendo aquisições alternativas e assegurando o volume necessário para todo o Japão, enquanto limitamos a utilização das reservas nacionais”.

Na prática, a decisão preserva parte das reservas estratégicas japonesas e amplia a margem operacional do abastecimento no curto prazo, num cenário de restrição logística ligado ao Estreito de Ormuz. O comunicado, porém, não detalha o volume total já liberado das reservas nacionais nem informa quais origens ou rotas estão sendo priorizadas nas compras substitutas.

A prorrogação indica que o governo japonês seguirá monitorando a capacidade de reposição por vias alternativas antes de decidir por novas liberações de reservas estratégicas. O próximo marco regulatório anunciado pelo METI é 15 de junho.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Petrobras realiza coletiva online para apresentar investimentos em São Paulo


Chevron vende ativos de refino e distribuição na Ásia-Pacífico para a Eneos por US$ 2,17 bilhões

A Petrobras realiza nesta sexta-feira (15), às 15h, uma entrevista coletiva online para tratar dos investimentos previstos no estado de São Paulo. Segundo aviso de pauta divulgado pela companhia, a apresentação terá abertura da presidente da estatal, Magda Chambriard, e contará com lideranças da empresa para detalhar projetos em diferentes áreas de operação.

De acordo com a Petrobras, a coletiva abordará iniciativas já previstas e também projetos em implantação. Entre os segmentos citados pela empresa estão refino, biorrefino, exploração e produção (E&P), logística, descarbonização e geração de energia sustentável.

O aviso de pauta não informa, até o momento, os valores dos investimentos, o cronograma de execução, a capacidade adicional esperada nem os possíveis efeitos operacionais em cada unidade no estado. Também não foram detalhados, no comunicado, quais empreendimentos serão priorizados ou se haverá ampliação de infraestrutura já existente.

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A companhia informou ainda que, na próxima segunda-feira (18), Magda Chambriard estará na Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, para um evento presencial que deve detalhar o tema e anunciar os investimentos.

Do ponto de vista operacional, a sinalização de novos aportes em áreas como refino e logística pode indicar atualização de ativos industriais e de transporte, enquanto projetos ligados a biorrefino, descarbonização e energia sustentável tendem a se conectar à estratégia de transição energética da empresa. No entanto, os impactos econômicos, produtivos e regionais ainda dependem da divulgação de dados objetivos pela estatal.

A coletiva será realizada por meio da plataforma Microsoft Teams. Para acesso por celular, é necessária a instalação do aplicativo.

A expectativa do mercado e dos setores ligados à energia é pela apresentação de informações mais detalhadas nesta sexta-feira (15) e, principalmente, no evento de segunda-feira (18), quando a Petrobras deverá especificar escopo, volume de recursos e execução dos projetos em São Paulo.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Ministro diz que governo precisa avançar além de crédito e tributação no empreendedorismo


Ministro diz que governo precisa avançar além de crédito e tributação no empreendedorismo

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, afirmou nesta sexta-feira (15) que o poder público ainda tem uma “lição de casa” a cumprir na política de apoio ao empreendedorismo. Segundo ele, a atuação do governo nos últimos anos se concentrou principalmente em crédito e tributação, enquanto outros fatores estruturantes da relação das empresas com esses temas receberam menor atenção.

Corpo** A declaração foi feita durante participação no último dia da “Semana S”, promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na capital paulista.

De acordo com o ministro, houve construção relevante de instrumentos públicos voltados ao segmento, especialmente no acesso ao crédito e na simplificação tributária. Ele citou o Microempreendedor Individual (MEI), criado em 2008, e o regime do Simples como marcos desse processo.

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Na avaliação de Pereira, os modelos ajudaram a reorganizar a inserção de micro e pequenos negócios no ambiente formal, embora apresentem limitações. “A gente pode criticar o Simples, mas o Simples para efeito do que era o sistema tributário é muito melhor do que era há 10, 15 anos”, afirmou. O ministro também disse que, “com todas as suas distorções, com todos os seus problemas e suas limitações”, seria difícil imaginar o estágio atual sem mudanças na estrutura do regime.

A fala indica que o debate do governo sobre empreendedorismo pode avançar para além do financiamento e da carga tributária, com foco em elementos que sustentam a relação das empresas com esses mecanismos. O ministro não detalhou, no entanto, quais medidas concretas devem ser adotadas nem apresentou cronograma para eventuais mudanças.

No campo prático, a sinalização de ajustes em MEI e Simples interessa diretamente a microempreendedores e pequenas empresas, que dependem desses instrumentos para formalização, enquadramento tributário e acesso a políticas públicas. Sem detalhamento oficial adicional, ainda não é possível medir alcance, prazo ou impacto econômico das adaptações mencionadas.

A tendência, a partir da manifestação do ministro, é de continuidade da discussão sobre aperfeiçoamento dos modelos já existentes. Até o momento, não foram divulgadas pelo ministério propostas formais com alterações específicas para o MEI ou para o Simples.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Vendas do varejo paulista recuam 7,5% em fevereiro, aponta FecomercioSP


Vendas do varejo paulista recuam 7,5% em fevereiro, aponta FecomercioSP

As vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo caíram 7,5% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), divulgada nesta sexta-feira (15) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz/SP). O faturamento real somou R$ 110,1 bilhões.

De acordo com a FecomercioSP, o resultado representa uma perda real de R$ 8,9 bilhões frente a fevereiro do ano passado e figura entre os mais fracos da série histórica para o mês. No primeiro bimestre, a retração acumulada foi de 5,4%, o equivalente a R$ 13,1 bilhões a menos que no mesmo período de 2025.

No acumulado de 12 meses, porém, o varejo ainda registra alta de 1,8%. Para a entidade, esse dado indica que a desaceleração é mais recente e concentrada nos últimos meses.

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A pesquisa mostra queda em oito atividades. As maiores baixas ocorreram em eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-23,2%); móveis e decoração (-13,9%); materiais de construção (-13,1%); outras atividades (-12,4%); autopeças e acessórios (-9,9%); concessionárias de veículos (-5,7%); supermercados (-3,5%); e vestuário, tecidos e calçados (-3,4%). Farmácias e perfumarias ficaram estáveis.

Na avaliação técnica da FecomercioSP, a base de comparação elevada, os juros altos e o custo do crédito ajudaram a reduzir o consumo, sobretudo nos segmentos de bens duráveis. A entidade também atribui parte do recuo ao efeito calendário, já que o carnaval ocorreu em fevereiro neste ano, com redução de dias úteis, enquanto em 2025 a data caiu em março.

Segundo os técnicos da federação, o comportamento mais estável de supermercados e farmácias sugere priorização do consumo essencial e ajuste do orçamento das famílias diante da menor capacidade de compra.

O desempenho dos próximos meses deve depender da evolução do crédito, do custo financeiro e do ritmo de consumo das famílias. O levantamento não traz projeção numérica para o restante do ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Interceptação de aspargos em Guarulhos impede entrada de praga no Brasil


A interceptação de uma carga com cerca de uma tonelada de aspargos importados do Peru acendeu um alerta fitossanitário no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). A ação foi realizada na última semana por equipes da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após a identificação de uma praga quarentenária ausente no Brasil.

Segundo informações divulgadas pelo Mapa, a carga era composta por 200 caixas de aspargos. Durante a fiscalização, os agentes detectaram a presença do inseto Prodiplosis longifila, espécie considerada de alto risco fitossanitário pelo potencial de disseminação e pelos danos que pode causar à produção agrícola.

As amostras foram enviadas para análise laboratorial no dia 8 de maio. O laudo conclusivo foi emitido nesta quarta-feira (13), após a realização de diferentes métodos de identificação, como exame visual, análise morfológica em microscópio, consulta bibliográfica, PCR e sequenciamento genético.

A confirmação reforça a importância da fiscalização em pontos de entrada de produtos agropecuários, especialmente em cargas vegetais vindas de países onde determinadas pragas já estão estabelecidas.

Praga é ausente no Brasil e de difícil controle

Conhecida popularmente como mosca-dos-botões-florais, larva-fura-botão, mosquinha-do-tomate ou negrilla, a Prodiplosis longifila apresenta ampla capacidade de infestação e é considerada de difícil controle.

De acordo com informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as larvas se desenvolvem dentro de tecidos vegetais jovens, como botões florais, brotos terminais e frutos em formação. Esse ataque pode provocar deformações, abortamento de flores e redução da produtividade.

A praga pode atingir culturas de alto valor econômico, como tomate, aspargo, citros, pimentão, algodão, feijão, abacate, alcachofra e cebola. O inseto se adapta melhor a regiões de clima quente e elevada umidade relativa do ar, com capacidade de dispersão por voo em distâncias de até 300 metros.

Entrada da praga poderia afetar cadeias produtivas

De acordo com estudos da Embrapa Territorial, uma eventual introdução da Prodiplosis longifila no Brasil poderia trazer impactos significativos para cadeias estratégicas do agronegócio. Entre os riscos estão o aumento dos custos de manejo, perdas produtivas e possíveis prejuízos a mercados internacionais.

As regiões de fronteira no Norte do país são apontadas como mais vulneráveis à entrada inicial da praga. Já polos produtores de citros e hortaliças poderiam enfrentar impactos econômicos relevantes caso houvesse disseminação. Em países onde a praga já está presente, como Peru e Colômbia, há registros de perdas severas em lavouras, especialmente de tomate e citros. Nessas áreas, a presença do inseto exige intensificação de medidas de controle fitossanitário e manejo integrado.





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