O Rio Grande do Sul havia recebido, até esta quinta-feira (21), 103 mil Declarações Anuais de Rebanho, o equivalente a 29,86% das 358 mil entregas esperadas em 2026, segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O prazo para envio começou em abril e termina em 30 de junho. A medida é obrigatória para todos os produtores rurais do estado que detenham animais de produção.
A declaração é uma exigência ligada ao sistema de defesa agropecuária e reúne informações sobre o rebanho e a situação cadastral das propriedades. De acordo com a Seapi, 9,95% das declarações entregues até agora foram feitas pelo canal Produtor Online.
No recorte regional, a Supervisão Regional de Palmeira das Missões apresenta o maior índice de entrega, com 37,37% das declarações esperadas. Já a Supervisão Regional de Alegrete registra a maior participação do canal digital, com 33,07% dos envios feitos pelo Produtor Online. Em nível municipal, Vanini é, até o momento, o único município com 100% das declarações concluídas.
O preenchimento pode ser feito pela internet, em módulo específico no Produtor Online, ou de forma presencial nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária. Também há formulários em PDF para preenchimento. Segundo a secretaria, o produtor precisa informar dados de identificação da propriedade e características da exploração pecuária, incluindo área total em hectares, atividade principal e formulários específicos para cada espécie criada, como bovinos, suínos, aves, equinos, peixes e abelhas.
A obrigação não se restringe a quem já tem cadastro ativo no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA). Produtores que possuem animais de produção e ainda não estão cadastrados também devem realizar a declaração anual. Em 2025, a adesão foi de 89,17%, avanço de 4 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
A atualização dos dados do rebanho é usada pelo serviço oficial de defesa agropecuária para controle sanitário e planejamento das ações no estado. A orientação da Seapi é que o produtor faça a entrega dentro do prazo para manter a regularidade cadastral. Mais informações estão disponíveis no endereço oficial www.agricultura.rs.gov.br/declaracao.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu-se nesta quarta-feira (20), em Brasília, com representantes das Federações de Agricultura e Pecuária Estaduais para discutir ações voltadas ao fortalecimento dos sindicatos de produtores rurais. Segundo a entidade, a proposta inclui a elaboração de um diagnóstico estruturado do sistema sindical rural, com foco nas diferenças regionais e na atuação dos sindicatos nos municípios.
Durante o encontro, o vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, afirmou que a discussão está centrada na representatividade e na atuação sindical em nível local. De acordo com ele, a construção de diretrizes deve considerar as particularidades de cada estado e município.
Na reunião, Miranda disse que a CNA pretende ouvir os sindicatos para mapear demandas e diferenças operacionais entre as regiões. Segundo a entidade, o sistema sindical rural apresenta estruturas distintas no país, o que exige medidas adaptadas à realidade local.
A CNA informou que o diagnóstico será coordenado pela Coordenação de Relacionamento da confederação, em parceria com as federações estaduais e com apoio técnico do Instituto CNA. O coordenador de Relacionamento, Rafael Costa, afirmou que o levantamento deve servir de base para ações de modernização e capacitação dos sindicatos rurais.
Entre os pontos citados pela entidade estão capacitação de lideranças, prestação de serviços aos produtores e aprimoramento da gestão sindical. O vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, também defendeu que o plano considere as diferenças entre os estados, com atenção aos sindicatos de menor estrutura.
A discussão tem relação direta com a organização institucional do setor agropecuário, já que os sindicatos rurais atuam na interlocução de demandas locais, no apoio a produtores e na articulação com federações e confederação. A CNA, no entanto, não informou no material divulgado prazo para conclusão do diagnóstico nem metas quantitativas para a implementação das ações.
O encaminhamento técnico da reunião é a elaboração de um diagnóstico para orientar medidas de capacitação e gestão sindical. Sem cronograma detalhado ou indicadores divulgados até o momento, os próximos desdobramentos dependerão da consolidação desse levantamento junto às federações estaduais e aos sindicatos rurais.
As exportações brasileiras de carne bovina in natura para a China consumiram 55,4% da cota anual disponível ao país em 2026 até abril, segundo dados do Ministério do Comércio da China e da Administração Geral das Alfândegas da China, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. No primeiro quadrimestre, o Brasil embarcou 612.868 toneladas e respondeu por 56,9% das importações chinesas no período.
A cota anual brasileira para 2026 é de 1,106 milhão de toneladas. Com o volume já embarcado entre janeiro e abril, o país ultrapassou a metade do limite em apenas quatro meses e segue como principal fornecedor de carne bovina in natura ao mercado chinês.
Os dados também mostram desaceleração nas compras chinesas ao longo do quadrimestre. Em janeiro, a China importou 366,4 mil toneladas do produto. Em abril, esse volume caiu para 208,7 mil toneladas. No acumulado do ano, as importações chinesas somaram 1,08 milhão de toneladas, o equivalente a 40,1% da cota global de 2,688 milhões de toneladas.
Entre os concorrentes do Brasil, a Austrália aparece como o país mais próximo de esgotar seu limite anual. Os australianos embarcaram 143.419 toneladas entre janeiro e abril e já utilizaram 69,96% da cota de 2026. A Argentina preencheu 34,58% de seu limite anual, enquanto Uruguai e Nova Zelândia utilizaram 18,61% e 18,23%, respectivamente.
Os Estados Unidos tiveram presença reduzida nesse mercado no período. O país embarcou 685 toneladas de carne bovina in natura para a China entre janeiro e abril, o que corresponde a 0,42% da cota disponível.
Os números indicam que, mesmo com a redução gradual das importações chinesas no quadrimestre, a carne bovina brasileira manteve participação elevada no mercado. Para a cadeia pecuária, o acompanhamento do ritmo de uso da cota e do comportamento da demanda chinesa é um fator relevante para exportações, planejamento comercial e fluxo dos frigoríficos habilitados.
Até o momento, os dados disponíveis mostram manutenção da liderança brasileira nas compras chinesas de carne bovina in natura. A evolução da demanda da China nos próximos meses e o ritmo de preenchimento das cotas dos principais fornecedores serão determinantes para o desempenho das exportações ao longo de 2026.
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) informou que repassou R$ 10,5 milhões para 112 projetos da Consulta Popular até domingo (18). Segundo a pasta, os recursos foram destinados a municípios gaúchos e integram a execução de propostas aprovadas no processo participativo estadual. No acumulado, a secretaria soma 247 propostas empenhadas, com total de R$ 28,8 milhões.
De acordo com a Seapi, o montante de R$ 28,8 milhões inclui projetos de ciclos anteriores cujos convênios foram assinados até maio de 2026. Os processos são conduzidos pela Divisão de Convênios e Prestação de Contas, vinculada ao Departamento de Finanças e Execução Orçamentária da secretaria.
A pasta informou que está entre os órgãos estaduais com maior número de projetos e de recursos empenhados dentro da Consulta Popular. O secretário da Agricultura, Márcio Madalena, afirmou que a continuidade da execução reflete a participação dos municípios no processo. A secretaria, no entanto, não detalhou no material divulgado a distribuição dos valores por município nem os tipos de projetos já contemplados.
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No ciclo 2026/2027, a etapa de envio de propostas foi encerrada em sábado (17), com 2.408 sugestões registradas pela população gaúcha no portal digital da Consulta Popular. O volume representa alta de 75% em relação ao ciclo anterior, que somou 1.376 propostas. Desse total atual, 225 sugestões foram direcionadas à área da Agricultura.
As propostas apresentadas agora passam por análise técnica antes da formação dos Cadernos de Demandas Elegíveis em cada região. A próxima fase prevê Assembleias Intermediárias entre terça-feira (27) e 14 de junho, quando serão definidas as propostas que seguirão para a cédula de votação regional.
No ciclo anterior, a Consulta Popular teve mais de 277 mil votantes e resultou na entrega de 431 planos de trabalho. Atualmente, o governo estadual informa ter 934 convênios ativos vinculados ao processo, com mais de R$ 127 milhões previstos em orçamento.
Criada em 1998, a Consulta Popular é um mecanismo de definição regional de prioridades para aplicação de recursos públicos. No caso da agricultura, a execução dos convênios depende da análise técnica e da formalização dos planos de trabalho, que detalham cronograma e uso dos recursos. Sem a divulgação individualizada dos projetos já atendidos, ainda não é possível dimensionar com precisão os efeitos operacionais por cadeia produtiva ou município.
A atuação de uma nova massa de ar polar nesta quinta-feira (21) mantém o tempo mais frio no Sul do Brasil e favorece a formação de geadas em áreas produtoras. Ao mesmo tempo, a passagem de uma frente fria pelo oceano aumenta as instabilidades no Sudeste, com risco de temporais entre São Paulo e Rio de Janeiro.
No Norte, a combinação entre calor e alta umidade segue favorecendo pancadas intensas de chuva, enquanto áreas do Centro-Oeste e interior do Nordeste continuam sob alerta para baixa umidade do ar.
Sul
A nova massa de ar polar associada a um sistema de alta pressão favorece o tempo estável em grande parte da Região Sul. Ainda assim, o litoral do Paraná pode registrar chuva fraca a moderada por causa da circulação marítima e da influência de um cavado meteorológico em médios níveis da atmosfera.
A nebulosidade permanece mais intensa no litoral e leste da região e em boa parte do Rio Grande do Sul. Já nas demais áreas, o sol aparece com mais frequência.
As temperaturas seguem baixas, com possibilidade de marcas negativas no Rio Grande do Sul. Há chance de geada em áreas de serra, Campanha Gaúcha, metade oeste do estado, interior de Santa Catarina e regiões do sul e sudoeste do Paraná. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no litoral, e o mar continua agitado devido à atuação de um ciclone extratropical no oceano.
Sudeste
A frente fria que avança pelo oceano favorece a formação de instabilidades no Sudeste. Desde cedo, há previsão de chuva fraca a moderada no sul, litoral e leste de São Paulo e Rio de Janeiro, além de áreas do Espírito Santo e do sul e leste de Minas Gerais.
Ao longo da tarde, as pancadas ganham força e podem ocorrer com intensidade moderada a forte em áreas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste paulista. Há risco de temporais entre a Baixada Santista e a região metropolitana do Rio de Janeiro.
No oeste de Minas Gerais, a chuva ocorre de forma mais isolada e fraca, enquanto o restante da região segue com tempo firme e sol entre poucas nuvens.
O avanço da massa de ar polar reduz as temperaturas no centro-sul paulista, sul de Minas Gerais e Espírito Santo, mantendo o tempo frio e úmido. No norte mineiro, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%.
Centro-Oeste
O tempo segue mais estável em grande parte do Centro-Oeste. Apenas o extremo norte de Mato Grosso e áreas isoladas do sul e leste de Goiás e sudeste mato-grossense podem registrar chuva fraca e passageira.
As temperaturas sobem durante a tarde, mas o dia ainda deve ser mais agradável em Mato Grosso do Sul e no sudoeste de Mato Grosso.
No extremo nordeste de Goiás, a umidade do ar pode ficar abaixo dos 30%. Já no oeste de Mato Grosso, as rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h.
Nordeste
A circulação de umidade mantém condições para chuva em parte do litoral nordestino. Pela manhã, há previsão de chuva fraca no Recôncavo Baiano e litoral norte da Bahia, além de pancadas em Alagoas e Sergipe.
Ao longo do dia, as pancadas ganham intensidade no litoral sul de Alagoas, Sergipe, litoral norte da Bahia e região de Salvador. Já no Maranhão e Ceará, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece chuva moderada a forte.
Nas demais áreas, o tempo segue firme e quente. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30% em áreas da Bahia, Piauí, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Paraíba.
Norte
A combinação entre calor, elevada umidade e circulação de ventos mantém o risco de pancadas fortes e temporais em grande parte da Região Norte. Os maiores volumes de chuva são esperados em Roraima, Amapá, Amazonas e Pará.
O alerta é maior para áreas do extremo norte do Amazonas e sul de Roraima, onde a situação é considerada de perigo.
Já no Acre, Rondônia, sul do Amazonas e Tocantins, o tempo tende a ficar mais estável. Mesmo assim, as temperaturas seguem elevadas e o tempo abafado predomina durante a tarde.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que sinais de acordo entre EUA e Irã derrubaram o petróleo em 6% e ofuscaram a ata hawkish do Fed.
O Ibovespa subiu 1,77% aos 177 mil pontos e o dólar recuou a R$ 5,00. Hoje, PMIs europeus e dados de emprego nos EUA definem o tom dos mercados.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
As bolsas europeias operavam majoritariamente em alta na manhã desta quinta-feira (21), enquanto o petróleo devolvia parte dos ganhos da madrugada em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. Por volta das 7h, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,36%, aos 622,55 pontos. O movimento ocorre em um ambiente de desaceleração da atividade econômica na Europa e de maior volatilidade nos preços de energia.
No mesmo horário, o petróleo Brent recuava cerca de 0,9%, após ter avançado durante a madrugada. O mercado reagia a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feitas na quarta-feira (20), de que as negociações com o Irã estariam em fase final. Ao mesmo tempo, Trump afirmou que o país poderá sofrer “outro grande golpe” caso não haja acordo com Washington para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Entre os principais mercados da região, às 7h15, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 0,04%, Paris avançava 0,39% e Frankfurt ganhava 0,52%. Milão, Madri e Lisboa registravam altas de 0,36%, 0,08% e 0,33%, respectivamente.
Os dados de atividade reforçaram o quadro de cautela. O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro caiu para 47,5 em maio, segundo levantamento preliminar, atingindo o menor nível em 31 meses. No Reino Unido, o PMI recuou para 48,5, abaixo da marca de 50, que separa expansão de retração.
Diante da pressão nos preços de energia, a Comissão Europeia revisou suas estimativas para a zona do euro. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi reduzida de 1,2% para 0,9%, enquanto a inflação prevista subiu de 1,9% para 3%. A meta oficial do Banco Central Europeu (BCE) é de 2%.
Para o setor agropecuário, oscilações no petróleo e na inflação internacional são acompanhadas por seu efeito potencial sobre combustíveis, frete e custos logísticos. O conteúdo disponível, no entanto, não detalha impactos específicos por cadeia produtiva.
O mercado segue atento à evolução das negociações entre Estados Unidos e Irã e aos próximos indicadores de atividade e inflação na Europa. Sem novas definições geopolíticas, a tendência de curto prazo é de manutenção da volatilidade no petróleo e nos ativos europeus.
Suinocultores do Mato Grosso do Sul (MS) podem obter incentivos financeiros com base no cumprimento de protocolos de sustentabilidade, produção, biossegurança e bem-estar animal. A bonificação acontece por meio do programa Leitão Vida, executado pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do MS (Semadesc). Detalhes foram apresentados na reunião da Comissão Técnica de Suinocultura do Sistema FAEP, nesta segunda-feira (18), com o objetivo de analisar a possibilidade de implementação de iniciativa similar no Paraná.
“Nosso Estado é destaque na produção de suínos, com cerca de 1 milhão de matrizes. É necessário pensarmos em políticas que valorizem o suinocultor, que o incentivem a elevar os padrões de produção e que disponibilizem recursos para investir em infraestrutura e inovação”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
Atualmente, o Paraná é vice-líder na produção de suínos no Brasil, com 12,9 milhões de animais abatidos em 2025, equivalente a 21% dos abates no país.
Deborah de Geus, presidente da Comissão Técnica de Suinocultura do Sistema FAEP, diz que a reunião abriu portas para estudar a viabilidade técnica e prática do modelo sul-mato-grossense e entender como ele contribui para o desenvolvimento rural.
“Vemos que o produtor utiliza essa verba para melhorar a própria atividade. Assim ele consegue se desenvolver e conquistar melhores resultados”, pontua.
Leitão Vida
Para participar do programa, o suinocultor precisa cumprir uma série de requisitos classificados em seis pilares: sustentabilidade social, sustentabilidade econômica, sustentabilidade ambiental, biossegurança, bem-estar animal e produção.
De modo geral, quanto mais critérios o produtor preencher, maior será a bonificação que ele receberá por cada animal abatido. A verificação do cumprimento dos protocolos é feita por meio de auditorias nas propriedades rurais. O procedimento fica sob responsabilidade da Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores (Asumas), que emite os atestados de nível de qualificação.
“O auditor faz a visita in loco, entra na granja, sempre respeitando o ciclo de visitas. O produtor acompanha a auditoria, e o responsável técnico também pode participar”, explica Renato Leandro Spera, presidente da Asumas.
Lucas Ingold, diretor executivo da associação, diz que o incentivo tem o intuito de elevar o patamar da atividade pecuária no Estado.
“Os produtores têm se empenhado em aprimorar seu status sanitário, governança e requisitos ambientais”, relata.
Rômulo Gouveia, representante da Semadesc, celebra os frutos da ampla adesão ao Leitão Vida.
“O programa está aí há 30 anos, provando que os produtores estão, de fato, sempre buscando implementar melhorias”, afirma.
Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais está disponível para preenchimento no site
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Foto: Divulgação
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta os produtores rurais para o prazo de preenchimento e emissão do Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais (CCIR), que está disponível no site do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O prazo para quitar a Taxa de Serviços Cadastrais, que valida o CCIR de 2026, começou na terça (19) e termina no dia 17 de junho. O pagamento é obrigatório e o valor varia conforme o tamanho e a localização das terras. Após a data limite serão aplicados multa e juros.
O CCIR 2026 substitui o documento do ano anterior e com ele é possível transferir, arrendar, hipotecar, desmembrar ou partilhar o imóvel rural, além de dar acesso ao produtor ao crédito rural.
A CNA orienta que a emissão do CCIR garante aos proprietários a conformidade cadastral do imóvel e por isso é importante estar com o certificado atualizado no ano corrente.
Para obter a emissão do documento, é necessário pagar a taxa de serviço cadastral, por meio de pix, cartão de crédito ou boleto bancário.
Cinco unidades de pesquisa da Embrapa integram capacidades para desenvolver soluções científicas que ampliem a contribuição da agricultura brasileira na descarbonização da economia.
O desafio central é investir em ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para transformar biomassa e resíduos agroindustriais em energia, combustíveis renováveis e insumos de base biológica, com ganhos ambientais e competitividade.
Essa estratégia liderada pela Embrapa Agroenergia, faz parte do projeto “Centro temático para desenvolvimento de soluções integradas voltadas à transição energética a partir da agricultura” o Bioinova, que conta com aporte de R$ 14 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para modernizar o parque de equipamentos e fortalecer a infraestrutura.
A iniciativa, com duração de 36 meses, visa alcançar 10 metas voltadas à geração de tecnologias para produção sustentável de energia e materiais renováveis.
Segundo o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, o Bioinova é estratégico pela integração de competências de cinco unidades para enfrentamento de desafios reais da transição energética. Além das 10 metas técnicas, o projeto prevê modernizar e ampliar a infraestrutura multiusuária da Empresa.
“Com isso, vamos aumentar a nossa capacidade de gerar evidências, qualificar processos e acelerar a entrega de soluções em rotas como combustível sustentável de aviação (SAF, sigla em inglês), biohidrogênio, biometano, etanol e em tecnologias associadas ao desenvolvimento de matérias-primas e bioinsumos”, diz.
Sustentabilidade
Laviola explica que o Bioinova trabalha com uma lógica integrada de economia circular em biorrefinarias tropicais. A ideia é aproveitar resíduos da própria cadeia de biocombustíveis para reduzir emissões na produção das biomassas desenvolvidas no projeto.
“Essas biomassas, por sua vez, podem gerar novos biocombustíveis e bioprodutos mais sustentáveis, buscando reduzir emissões e ampliar a sustentabilidade em toda a cadeia”, complementa.
O líder do projeto e pesquisador da Embrapa Agroenergia Guy de Capdeville pontua que, para o alcance das metas, o Bioinova atuará em diferentes frentes para ampliar as matérias-primas e rotas de conversão e produzir bioinsumos para nutrição, bioestimulação e controle de pragas de interesse energético.
Para isso, o projeto vai contemplar áreas sujeitas a estresses abióticos, seca e salinidade e ferramentas de sustentabilidade, inteligência e biotecnologia avançada, além da viabilidade econômica de tudo isso.
Atuação em rede
O Bioinova vai mobilizar grande parte das equipes técnicas das cinco unidades da Embrapa envolvidas. “O Bioinova foi concebido para acelerar soluções integradas e aplicáveis, conectando o campo às rotas tecnológicas de biocombustíveis e bioprodutos. Além de gerar resultados científicos e tecnológicos, o projeto fortalece a infraestrutura necessária para responder aos desafios atuais e futuros da transição energética”, destaca Capdeville.
Metas voltadas a geração de tecnologia
Entre as principais frentes previstas no projeto, destacam-se o desenvolvimento de:
Canola tropicalizada para ampliar a oferta sustentável de óleo e apoiar rotas para biodiesel, diesel renovável e combustível sustentável de aviação (SAF);
Três bioinsumos a partir de resíduos agroindustriais, contribuindo para redução de emissões e maior eficiência produtiva;
Microbiomas semiartificiais (engenharia de microbiomas) e de um processo agropecuário para produção sustentável de biomassa voltado à bioenergia em áreas marginais sujeitas a estresses hídrico e salino;
Composto derivado de lignina (a partir de resíduos agroindustriais) para uso agrícola;
Processos para produção de etanol a partir de matérias-primas amiláceas, ampliando alternativas e diversificação;
Processos para produção de biohidrogênio e biometano via biodigestão, visando aumentar a disponibilidade de energia para pequenas e médias propriedades;
Processo para obtenção de hidrocarbonetos utilizáveis como SAF a partir de óleos, incluindo canola e macaúba;
Avaliação de sustentabilidade ambiental e econômica, inventários e modelagem para estimar impactos das tecnologias desenvolvidas no projeto;
Implementação de uma plataforma multifuncional com biologia integrativa, inteligência artificial e biotecnologias para acelerar soluções em culturas energéticas e microrganismos voltados a bioinsumos;
Obtenção de extratos biocidas de baixa emissão voltados ao controle de nematoides em cultivos associados à bioenergia.
Foto: Simone Favaro/Embrapa
Modernização e ganhos
Além das entregas técnicas, o Bioinova prevê aquisição e atualização de equipamentos estratégicos para ampliar a capacidade experimental e analítica, apoiar rotas de conversão e aumentar a robustez das evidências de desempenho e sustentabilidade.
A infraestrutura terá caráter multiusuário, ampliando o alcance institucional e a capacidade de atender demandas de projetos internos, parcerias e cooperação técnico-científica.
Para viabilizar os trabalhos, Capdeville adianta que a contratação de pessoal também está entre as previsões do projeto. “Pelo menos 30 outros profissionais, de graduação e pós- graduação e cientistas já formados estarão entre as contratações”, reforça.
Além de aporte para manutenção de infraestrutura já existente, serão disponibilizados recursos para pesquisas em campo e para compra e manutenção de equipamentos.
“Sabemos o quanto é importante trabalharmos com garantias tanto para aquisição quanto para manutenção ao longo de três anos de projeto. Trata-se de um projeto amplo, que foca não apenas na infraestrutura da Embrapa, mas também de parceiros”, destaca o pesquisador.
Laviola conta que a atualização da infraestrutura é decisiva para reduzir o tempo de desenvolvimento, qualificar resultados e acelerar a conexão com o setor produtivo.
Energia, baixo carbono e competitividade
A expectativa é ampliar o portfólio de soluções da Embrapa em biocombustíveis avançados (incluindo SAF), biogás e biometano, bioinsumos e novas matérias-primas, de forma a contribuir para a descarbonização de cadeias agroenergéticas; diversificar fontes renováveis e reduzir riscos de suprimento; com maior competitividade e previsibilidade para investimentos em rotas industriais, além de apoio técnico e científico a políticas públicas e estratégias setoriais.
“Ao final, esperamos entregar um conjunto consistente de processos e tecnologias, com evidências de desempenho e sustentabilidade. Tais informações nos permitirão apoiar decisões de investimento, formular políticas públicas, aprimorar cadeias produtivas e ampliar o papel da agricultura na oferta de energia renovável e de baixo carbono”, conclui Capdeville.