domingo, junho 28, 2026

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Preço médio do café cai mais de 15% em 2026 e consumo aumenta, segundo Abic


Café, xícara de café, café solúvel
Foto: Freepik

Com a proximidade do Dia Nacional do Café, comemorado no próximo domingo (24), a indústria cafeeira e os consumidores têm motivos para celebrar. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o primeiro quadrimestre de 2026 terminou com aumento nas vendas e queda nos preços da maior parte dos tipos de café.

De acordo com a entidade, entre janeiro e abril deste ano, o café tradicional/extraforte, categoria mais consumida no país, registrou crescimento de 2,4% nas vendas no varejo. Ao mesmo tempo, o preço médio caiu 15,51% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo executivos da Abic, a redução nos preços está ligada à maior disponibilidade de café cru no mercado, reflexo da boa safra brasileira. Com mais oferta de matéria-prima, a indústria conseguiu ampliar as compras e a produção, repassando parte da queda de custos ao consumidor final.

A queda ocorre após um período de forte pressão sobre o mercado cafeeiro, marcado pelas dificuldades de abastecimento causadas pelos problemas climáticos que afetaram as safras de 2024 e 2025. Na época, a menor oferta provocou oscilações expressivas nos preços do café nas gôndolas dos supermercados ao longo do ano passado.

Segundo a Abic, a perspectiva para 2026 é de manutenção dos preços em níveis mais estáveis, desde que a expectativa de boa colheita se confirme. O cenário pode estimular o aumento do consumo de café no Brasil, diz a Abic.

As ressalvas ficam para problemas pontuais observados em algumas regiões produtoras de Minas Gerais e Espírito Santo. Outro fator de atenção é o possível avanço do El Niño. Segundo executivos da entidade, caso as previsões para o fenômeno climático se confirmem, a safra brasileira de café de 2027 poderá ser impactada.

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Chuva deve continuar na Zona da Mata Mineira nos próximos dias


A previsão do tempo para a Zona da Mata Mineira indica que a região continuará a experimentar chuvas nos próximos dias, devido ao avanço de uma frente fria. A umidade deve se manter canalizada, resultando em um período de nebulosidade e precipitações típicas da estação.

Condições climáticas

Nos próximos dias, a região deve enfrentar:

  • Mais nebulosidade e chuvas, com volumes entre 25 e 30 mm ao longo do mês.
  • Chuvas típicas de outono e inverno, com garoas e precipitações mais volumosas.
  • Sem risco de geadas nos próximos 30 dias.

Expectativas para os próximos meses

Para os próximos meses, a previsão é de que:

  • As chuvas continuem dentro da normalidade, com volumes mensais variando entre 30 e 40 mm.
  • A temperatura deve se manter acima da média, especialmente com a transição para o fenômeno El Niño.
  • A expectativa é de chuvas mais volumosas a partir de meados de outubro.

Os produtores da região devem se preparar para um período de clima mais quente e seco nos meses de inverno, com risco elevado de incêndios florestais devido à falta de chuvas volumosas.

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Aneel homologa produtos de 2026 do leilão de reserva de capacidade


Estudo aponta manutenção do carvão no Brasil apesar do fim de novos projetos

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quinta-feira (21) a homologação dos produtos de 2026 do leilão de reserva de capacidade, realizado em março e voltado a usinas termelétricas. A decisão formaliza o resultado para 13 unidades geradoras de diferentes companhias. Segundo a agência, os produtos com entrega nos anos seguintes ainda serão votados dentro do cronograma previsto em edital.

A homologação contempla as unidades Petrolina, da Companhia Energética de Petrolina; Xavantes Aruanã, da Usina Xavantes S.A.; Canoas Diesel, Juiz de Fora, Nova Piratininga, Seropédica e Termobahia, da Petróleo Brasileiro S.A.; Luiz Oscar Rodrigues de Melo, Povoação 1 e Viana 1, da Eneva S.A.; CT Santa Cruz, da J&F S.A.; Paulínia Verde, da UTE Paulínia Verde Ltda.; e EDF Norte Fluminense, da Usina Termelétrica Norte Fluminense S.A.

A decisão da Aneel ocorreu após a Justiça Federal negar, na quarta-feira (20), pedido cautelar para suspender o processo de homologação. A 6ª Vara Federal Cível de Brasília manteve o indeferimento da tutela de urgência em ação civil pública apresentada no início de maio pela Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes das Indústrias de Energias (Abraenergias).

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No voto aprovado, o diretor Fernando Mosna incluiu dispositivo para comunicar a decisão ao Tribunal de Contas da União (TCU). Durante a sessão, o procurador da Aneel, Eduardo Ramalho, afirmou que permanece a presunção de legitimidade dos atos administrativos, uma vez que, até o momento, o Judiciário não reconheceu fato que afastasse essa condição.

O leilão de reserva de capacidade é um instrumento voltado à contratação de potência para atendimento do sistema elétrico. Para o setor produtivo, a definição desses contratos é acompanhada por seu efeito potencial sobre a segurança do suprimento de energia. O material disponível, no entanto, não detalha os volumes contratados, os valores envolvidos nem eventual impacto tarifário para consumidores.

Com a homologação dos produtos de 2026, a tramitação regulatória do certame avança para essa etapa específica. Ainda não há, nas informações divulgadas, detalhamento sobre efeitos econômicos diretos para consumidores ou setores eletrointensivos, o que depende das próximas fases do processo e de dados complementares da Aneel.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil espera flexibilização da cota de exportação de carnes para a China


A expectativa de flexibilização da cota de exportação de carnes do Brasil para a China gera otimismo no setor, que se mostra menos dependente do mercado chinês. A proximidade do esgotamento da cota atual tem gerado tensão, mas especialistas acreditam que a demanda interna da China pode levar a uma revisão nas tarifas.

Demanda e dependência

O comentarista Miguel Daú destacou que a China continua sendo um mercado estratégico para o Brasil, mas que o setor de carnes está se diversificando, reduzindo a dependência de um único comprador. Entre os pontos abordados, estão:

  • A China enfrenta dificuldades em suprir a demanda por carne bovina.
  • O consumo de carne suína é predominante na China.
  • A flexibilização das tarifas pode ocorrer, com redução de 25% a 30% nas taxas atuais.

Visita do ministro André de Paula

A visita do ministro da Agricultura, André de Paula, à China é vista como uma oportunidade para discutir a flexibilização das cotas. A reunião com autoridades chinesas pode abrir portas para novos frigoríficos brasileiros e facilitar as exportações. No entanto, ainda não há garantias concretas sobre as mudanças nas tarifas.

Perspectivas do mercado

O setor de carnes brasileiro se mostra confiante, com a capacidade de redirecionar a produção sem grandes perdas. O Brasil é considerado um fornecedor confiável, com qualidade e produtividade. A expectativa é de que, independentemente das tarifas, o mercado continue forte, exportando para cerca de 200 países.

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IBGE detalha testes de campo para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola


IBGE agenda reuniões do Censo Agropecuário e coleta de pesquisas no campo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, nesta quinta-feira (21), que concluiu a 2ª Prova Piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. A etapa ocorreu nas últimas duas semanas em seis municípios do país, com testes de equipamentos e do questionário que será aplicado aos produtores. Em paralelo, o instituto lançou uma série especial do IBGE Podcast para apresentar os detalhes da operação censitária.

Segundo o IBGE, a prova piloto envolveu recenseadores e observadores de outras instituições em visitas a estabelecimentos rurais e comunidades tradicionais. O objetivo foi avaliar o funcionamento dos dispositivos eletrônicos de coleta e a consistência do questionário antes da fase operacional mais ampla. O instituto não informou, no material divulgado, quais foram os seis municípios selecionados para esta etapa.

De acordo com o coordenador do Censo Agro, Vando da Paz Nascimento, o levantamento é realizado a cada 10 anos e reúne informações sobre produção, características dos estabelecimentos, perfil dos produtores, uso do solo e condições ambientais. A pesquisa terá 48 blocos temáticos, incluindo recortes de gênero e questões ligadas à sucessão familiar.

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O IBGE também informou que o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola deverá mobilizar quase 40 mil profissionais temporários em todas as unidades da federação. A operação depende de planejamento logístico, articulação com cooperativas e entidades parceiras e validação prévia dos instrumentos de coleta.

O cronograma prevê duas provas piloto, realizadas em dezembro de 2025 e maio de 2026, além de uma operação experimental programada para novembro deste ano. Na avaliação do instituto, a base de dados do censo servirá para estudos e planejamento tanto no setor público quanto no privado.

Para o setor agropecuário, o levantamento é uma referência estatística para análise da estrutura produtiva, da invasão no campo e das condições de produção nas diferentes regiões do país.

A etapa de testes indica que o IBGE mantém o calendário preparatório do censo. Ainda não foram divulgados, no material apresentado, detalhes sobre a data de início da coleta nacional nem a lista completa das áreas testadas, o que limita projeções sobre o cronograma final da operação.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Pesquisadores destacam papel da biodiversidade para sustentar a agricultura


Pesquisadores destacam papel da biodiversidade para sustentar a agricultura

Uma roda de conversa realizada nesta terça-feira (20) na Embrapa Meio Ambiente marcou as discussões sobre o Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado mundialmente nesta sexta-feira (22). Pesquisadores e convidados abordaram a relação entre conservação ambiental, segurança alimentar e produção agrícola. O ponto central do encontro foi que serviços ecossistêmicos, como água limpa, polinização e solo fértil, dependem do equilíbrio da biodiversidade.

Na abertura, a pesquisadora Rachel Bardy afirmou que o Brasil reúne entre 15% e 20% de todas as espécies vivas do planeta. Segundo ela, o país lidera o ranking mundial de biodiversidade e abriga cerca de 124 mil espécies animais catalogadas, com destaque para mamíferos, peixes de água doce e anfíbios. Rachel ressaltou que o tema tem efeito direto sobre a produção de alimentos. “Sem biodiversidade em equilíbrio não há serviços ecossistêmicos essenciais, como água limpa, polinização das culturas e solo fértil. E, sem esses serviços, não existe agricultura”, afirmou.

A pesquisadora Katia Braga relacionou a diversidade de abelhas à qualidade ambiental e à alimentação humana. Ela destacou que o Brasil tem mais de 1.700 espécies nativas de abelhas, grupo considerado central para a polinização de florestas e de culturas agrícolas. Segundo Katia, essa interação entre insetos e plantas sustenta parte importante da produção de alimentos e da vegetação nativa.

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Representando o Instituto Kairós, Guilherme Vale Verde apresentou o potencial das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). Ele informou que o Brasil possui cerca de 5 mil espécies com potencial alimentício e afirmou que muitas apresentam maior resistência a pragas e melhor adaptação a seca, calor, frio e doenças. De acordo com o pesquisador, essas plantas podem ampliar a diversificação produtiva nas propriedades, abrir nichos de mercado e agregar valor à produção.

No encerramento, Ladislau Skorupa apresentou espécies arbóreas existentes na unidade e mostrou a implantação de QR Codes em árvores do parque, com informações botânicas e de uso. A programação também inclui um novo debate sobre o tema nesta sexta-feira (22), promovido pela Embrapa. O material divulgado não informa detalhes adicionais sobre horário e formato do evento.

As discussões reforçam que biodiversidade, polinizadores e conservação vegetal não são temas dissociados da produção rural. Com base nas informações apresentadas no encontro, a manutenção desses recursos está ligada à estabilidade dos sistemas produtivos, à oferta de alimentos e à diversificação de espécies com potencial agronômico e econômico.

Fonte: embrapa.br

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Complexo soja amplia exportações do Paraná no primeiro quadrimestre


Missão do Mapa à China reforça diálogo sobre comércio agropecuário e fertilizantes

O complexo soja foi o principal destaque da balança comercial agropecuária do Paraná no primeiro quadrimestre de 2026, segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (21). No período, o estado embarcou mais de 5,3 milhões de toneladas de grão, farelo e óleo, alta de 3,2% sobre o mesmo intervalo de 2025, com faturamento de US$ 2,3 bilhões, avanço de 10,6%.

De acordo com o boletim, a China respondeu por 59% do volume exportado pelo Paraná, reforçando o peso do mercado externo na comercialização da soja paranaense. Os números consolidam o complexo como principal produto da agricultura estadual no início de 2026.

No mesmo levantamento, o Deral indicou atenção para a segunda safra de milho após as primeiras geadas no estado. O percentual de lavouras em boas condições caiu de 84% para 82%. As áreas avaliadas como regulares passaram a 13%, enquanto as classificadas como ruins subiram de 4% para 5%. Segundo o analista do Deral Edmar Gervasio, os danos foram pontuais e concentrados principalmente na região Sul. “Apesar de alguns produtores relatarem perdas, as condições gerais da produção do Estado como um todo, por enquanto, não sofreu perdas significativas”, informou.

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O boletim também detalha que a região Norte concentra 35,7% da área de milho do Paraná, com pouco mais de 1 milhão de hectares, enquanto o Oeste reúne cerca de 933 mil hectares. Nessas regiões, os efeitos das geadas foram menos evidentes até o momento.

Na pecuária, as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 15% no quadrimestre, mas a maior oferta de animais para abate pressionou os preços no mercado interno. No Paraná, a arroba bovina teve queda de 2,72% no mês, com média de R$ 343,00. Na avicultura, o frango vivo foi pago em média a R$ 4,62 por quilo em abril, abaixo do custo médio de produção estimado em R$ 4,70 por quilo. Entre os insumos, o milho no atacado foi cotado a R$ 63,58 por saca de 60 quilos e o farelo de soja a R$ 1.885,50 por tonelada.

Os dados do Deral indicam, no curto prazo, um cenário de sustentação das exportações de soja e de monitoramento climático sobre o milho safrinha. Para proteína animal, a relação entre preços de venda e custo de produção segue como ponto de atenção para produtores e agroindústrias. O boletim não apresenta projeção consolidada para o restante do ano.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Aporte de R$ 10,8 milhões amplia plataforma de IA para análise de solo


Aporte de R$ 10,8 milhões amplia plataforma de IA para análise de solo

A Agrorobótica, empresa de São Carlos (SP) parceira da Embrapa Instrumentação, recebeu um aporte de R$ 10,8 milhões para ampliar a plataforma de inteligência artificial AGLibs. O investimento foi oficializado nesta quinta-feira (21), durante a Agrishow 2026, e também envolve recursos do Banco do Brasil. Segundo as informações divulgadas, a tecnologia já monitora mais de 1 milhão de hectares em 19 estados brasileiros.

A plataforma utiliza a tecnologia Libs, sigla para espectroscopia de emissão óptica por plasma induzido por laser, para gerar mais de 19 indicadores agronômicos. Entre eles está a análise de fertilidade do solo em cerca de 20 segundos, ante aproximadamente 20 dias nos métodos laboratoriais convencionais, de acordo com a empresa.

O foco do aporte é dar escala à solução, estruturar processos internos e ampliar a entrega de valor aos clientes. Segundo Fábio Angelis, CEO da Agrorobótica, a empresa também prevê iniciar no segundo semestre a geração dos primeiros créditos de carbono no solo para clientes que começaram a operar com a tecnologia em 2022. Ele afirmou que esse mercado tem horizonte de longo prazo e ciclos de verificação que costumam ocorrer a cada quatro ou cinco anos.

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Para participar desse tipo de programa, o produtor precisa adotar práticas com adicionalidade comprovável, como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), uso de fertilizantes orgânicos, plantas de cobertura e irrigação. A mensuração, o reporte e a verificação do carbono no solo são etapas obrigatórias. Segundo a empresa, a tecnologia tem certificação internacional da Verra há quatro anos.

A parceria com a Embrapa Instrumentação também inclui contratos de pesquisa, publicações e desenvolvimento de propriedade intelectual. Rafael Campos, diretor da Vox Capital, afirmou que a combinação entre tecnologia protegida, escalabilidade e validação técnica foi um dos fatores considerados no investimento.

Para o setor produtivo, o avanço dessa plataforma pode ampliar a velocidade de diagnóstico do solo e apoiar decisões de manejo com base em dados. O impacto efetivo sobre produtividade, redução de insumos e geração de créditos de carbono, no entanto, depende da adoção das práticas recomendadas, da validação em campo e da evolução do mercado voluntário de carbono.

Fonte: embrapa.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Cacau recua com expectativa de maior oferta africana


O mercado internacional de cacau voltou a operar sob forte pressão, em um movimento de correção após semanas de valorização e maior cautela dos agentes em relação à oferta global. Segundo informações da StoneX, os contratos encerraram o pregão desta segunda-feira, 17, com queda próxima de 6%, retornando para abaixo do patamar psicológico de US$ 4.000 por tonelada.

A baixa reverteu parte expressiva dos ganhos recentes, em um cenário no qual o cacau havia superado US$ 4.500 por tonelada apenas cinco dias antes. O recuo ocorreu depois de três semanas consecutivas de alta, período marcado por um rali sustentado principalmente por liquidações de posições no mercado e por preocupações climáticas em regiões produtoras da África Ocidental.

O movimento desta segunda-feira foi interpretado como uma realização técnica, associada a uma mudança na percepção de risco sobre a oferta. Entre os fatores que contribuíram para a pressão sobre as cotações, ganhou força no mercado o rumor de que a Costa do Marfim poderia revisar para cima sua estimativa de produção na safra 2025/26.

A nova projeção, ainda tratada como rumor no mercado, indicaria uma colheita de 2,2 milhões de toneladas no país africano, acima da faixa estimada anteriormente, entre 1,8 milhão e 1,9 milhão de toneladas. A possível revisão estaria relacionada a condições climáticas mais favoráveis, que poderiam ampliar o potencial produtivo da safra.

Com isso, a perspectiva de uma produção africana acima do esperado reduziu parte do prêmio de risco incorporado aos preços nas últimas semanas. O ajuste também sinaliza maior sensibilidade do mercado a qualquer mudança nas expectativas de oferta, especialmente após um período de forte recuperação das cotações.

Apesar da queda acentuada, o comportamento recente dos preços mostra que o mercado segue atento às condições climáticas e às informações sobre produção na África Ocidental. A combinação entre rumores de maior oferta e realização de lucros foi suficiente para interromper o movimento de alta e recolocar os contratos abaixo de um nível considerado relevante pelos agentes.

 





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Etanol cai para R$ 4,48 por litro na segunda semana de maio


Moagem de cana cai 2,1% no Norte e Nordeste até março

O etanol hidratado registrou a maior queda entre os combustíveis na segunda semana de maio e atingiu o menor nível de preço em 2026, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Na média nacional, o litro passou a R$ 4,48, em um movimento associado ao avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul e ao aumento da oferta no mercado interno.

Na comparação com a última semana de abril, o preço médio do etanol recuou 3,83%. Em relação ao pico registrado em meados de abril, quando o litro estava em R$ 4,82, a queda acumulada chegou a 7%, de acordo com a Veloe. Entre os combustíveis pesquisados, foi o recuo mais intenso no período.

Gasolina comum e diesel S-10 também apresentaram redução, mas em ritmo mais moderado. A gasolina caiu 0,27%, para R$ 6,76 por litro, enquanto o diesel S-10 recuou 1,27%, para R$ 7,21 por litro. Segundo o monitor, esses combustíveis passaram por acomodação parcial após as altas observadas entre o fim de março e o início de abril.

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A pesquisa também mostrou melhora na relação de competitividade do etanol frente à gasolina. O indicador passou de 71,7% no fim de abril para 69,7% na segunda semana de maio, abaixo da referência de 70% usada como parâmetro aproximado para veículos flex. Na média nacional, isso indica pequena vantagem econômica do biocombustível.

Entre os estados, as maiores quedas percentuais do etanol foram registradas em Goiás (-4,9%), São Paulo (-4,7%), Distrito Federal (-4,6%), Minas Gerais (-4,2%) e Mato Grosso (-4,1%). O recuo concentrado no Centro-Sul reforça o efeito do avanço da moagem e da maior disponibilidade do produto no mercado.

Segundo a Veloe, o mercado segue atento à evolução da safra, além de fatores como petróleo, câmbio e a definição do mix das usinas entre açúcar e etanol.

Os dados indicam que o comportamento dos preços do etanol segue condicionado ao ritmo da safra no Centro-Sul e às decisões industriais das usinas. Sem novas informações regionais sobre produção, estoques e comercialização, a extensão desse movimento de queda dependerá da continuidade da oferta e das condições de mercado nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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