sábado, junho 27, 2026

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Ministro prevê mais 15 leilões de portos até o fim de 2026


Entidades defendem leilão do Tecon Santos 10 ainda em 2026

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou neste sábado (23) que estão previstos mais 15 leilões de infraestrutura portuária até o fim de 2026. A declaração foi feita durante fórum da Esfera, no Guarujá (SP), após a concessão, em fevereiro, de três terminais em Santana (AP), Natal (RN) e Porto Alegre (RS). Segundo o ministro, o cronograma inclui áreas estratégicas em portos como Santos (SP), Itajaí (SC), Rio de Janeiro (RJ) e São Sebastião (SP).

Entre os projetos citados, o principal é o terminal Tecon Santos 10, no Porto de Santos. De acordo com o ministro, o empreendimento tem previsão de R$ 6,4 bilhões em investimentos e capacidade adicional estimada em 50%. O detalhamento completo do cronograma, com datas de cada certame e perfil das cargas atendidas, não foi informado na declaração.

A nova rodada de leilões ocorre na sequência das concessões realizadas em fevereiro, quando três terminais foram arrematados em diferentes regiões do país. O ministério também relacionou o avanço dos projetos portuários a uma carteira mais ampla de concessões em transportes, incluindo aeroportos, rodovias e ferrovias.

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Para o agronegócio, a ampliação e a modernização de terminais portuários têm relação direta com a eficiência logística. Portos são parte central do escoamento de soja, milho, açúcar, carnes, celulose e café, além da entrada de fertilizantes e outros insumos. Ganhos de capacidade, armazenagem e movimentação podem reduzir gargalos operacionais e melhorar o fluxo de exportação, sobretudo em corredores com alta concentração de cargas.

Tomé Franca afirmou que o ambiente regulatório e a previsibilidade das regras são fatores observados pelos investidores nas concessões. Em fala no evento, o ministro disse que a segurança jurídica é elemento relevante para a participação privada nos leilões.

O impacto efetivo dos projetos para cadeias produtivas específicas dependerá, contudo, da localização dos terminais, do tipo de carga atendida, da integração com ferrovias e rodovias e do ritmo de execução dos investimentos previstos.

A nova etapa de concessões indica continuidade na agenda de expansão portuária, mas a dimensão prática para o setor agropecuário ainda depende da publicação dos editais, das regras de cada leilão e da capacidade de os projetos melhorarem o escoamento em rotas estratégicas de exportação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Resolução endurece regras para desmate legal no Brasil; saiba mais


Foto: Canva

Em mais um episódio do quadro “Direito Agrário”, no programa Giro do Boi, o advogado e professor de direito ambiental, Pedro Puttini Mendes, abordou a entrada em vigor da Resolução nº 510 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A nova norma padroniza e endurece os critérios para a emissão da Autorização de Supressão de Vegetação Nativa (ASV), o pedido de desmate legal.

A resolução transforma os processos textuais em sistemas 100% digitais, georreferenciados e auditáveis, vinculando a abertura de novas áreas à regularidade absoluta do imóvel rural. A principal exigência agora é que o Cadastro Ambiental Rural (CAR) esteja completamente regularizado para a avaliação de qualquer pedido de desmate.

Confira:

Novas exigências para o cadastro ambiental rural

O imóvel rural deve estar com o cadastro ativo, sem pendências ou notificações não respondidas. Além disso, a localização da Reserva Legal (RL) e das Áreas de Preservação Permanente (APP) deve estar validada pelo órgão estadual competente. A análise do CAR deve respeitar legislações restritivas específicas de cada bioma, como as normas para o Pantanal.

O órgão ambiental tem um prazo de até 90 dias para concluir a análise do pedido. Se houver atraso, é necessário justificar tecnicamente a demora. A era dos pedidos genéricos baseados apenas em memoriais descritivos textuais chegou ao fim. O processo de desmate legal agora é geográfico e de acesso público.

Autorização e novas tecnologias

Os produtores devem apresentar polígonos georreferenciados exatos (arquivos em formato shapefile) da área que desejam abrir, além de um inventário florestal e cálculo do volume de madeira. Todas as autorizações emitidas são centralizadas no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor), permitindo que qualquer cidadão baixe o mapa do polígono autorizado na internet.

Com a nova resolução, as licenças ambientais agora possuem uma validade estrita de 12 meses, podendo ser prorrogadas apenas uma vez por igual período. Para casos que exigem Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), o prazo para o desmate está vinculado ao cronograma de implantação da licença do empreendimento.

Regras para áreas paradas e cuidados necessários

A resolução também estabelece critérios para áreas que ficaram paradas e acumularam vegetação secundária. Se a interrupção do uso do solo foi de até cinco anos, a limpeza da área pode dispensar nova autorização, desde que seja comprovado o uso consolidado anterior. É proibido emitir autorizações para imóveis com CAR suspenso ou cancelado, ou com inconsistências graves no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

As prefeituras só podem emitir licenças de supressão se comprovarem ter corpo técnico habilitado e estrutura administrativa para fiscalizar o processo. Para evitar problemas, Mendes alerta sobre a importância da organização antecipada, recomendando a revisão do sistema do CAR e a contratação de uma equipe técnica qualificada para evitar pendências e garantir a validade da licença.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Colheita do café avança lentamente e atinge 9% da safra, aponta consultoria


grãos de café torrado
Foto: Pixabay

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento. Segundo o levantamento semanal da consultoria Safras & Mercado, até 20 de maio, apenas 9% da produção nacional havia sido colhida.

O percentual fica abaixo dos 13% registrados no mesmo período do ano passado e também inferior à média dos últimos cinco anos, que é de 14% para esta época da temporada. Segundo a consultoria, a lentidão dos trabalhos está relacionada à maior umidade e à maturação mais lenta das lavouras em diversas regiões produtoras.

O café canéfora, que inclui conilon e robusta, apresenta atraso mais expressivo. A colheita alcançou 13% da produção, contra 20% em igual período de 2025 e 22% na média dos últimos cinco anos.

A principal exceção é Rondônia, onde a colheita do robusta avançou com mais intensidade nas últimas semanas. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, os trabalhos no estado já atingem, em média, 36%, chegando a 40% em algumas regiões produtoras.

No Espírito Santo, principal produtor brasileiro de canéfora, o ritmo segue mais moderado, com cerca de 10% da colheita concluída. Apesar disso, o clima é considerado favorável às atividades no campo. A consultoria destaca ainda melhora gradual no rendimento das lavouras mais novas e com maior potencial produtivo.

Já no café arábica, a colheita alcança 7% da produção nacional, também abaixo dos 9% registrados no mesmo período do ano passado e inferior à média histórica para a época.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz confirma alta produtividade


A colheita do arroz está tecnicamente concluída no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar. O avanço dos trabalhos foi favorecido pela sequência de dias secos e pelas boas condições de trafegabilidade nas áreas produtoras. Restam apenas lavouras pontuais de ciclo tardio em fase final de colheita.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a safra confirmou altos níveis de produtividade na maior parte do Estado, embora algumas áreas semeadas fora da janela preferencial ou afetadas por eventos climáticos ao longo do ciclo tenham registrado redução de rendimento.

Nas áreas já colhidas, produtores iniciaram operações de manejo pós-colheita, incluindo a incorporação de resteva para acelerar a decomposição da palhada. Em algumas localidades, ainda há dificuldades de acesso interno às lavouras em razão das chuvas intensas registradas no início de maio.

Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz, a área cultivada com arroz no Estado alcançou 891.908 hectares. A produtividade média projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 quilos por hectare.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o predomínio de tempo firme permitiu o avanço e a conclusão da colheita em diversos municípios. Em Quaraí, as lavouras mais tardias reduziram a produtividade média final para 8.840 quilos por hectare, abaixo da expectativa inicial de 9.179 quilos por hectare. Em Maçambará, a colheita foi encerrada com produtividade média de 9.000 quilos por hectare, alta de 4,08% em relação à projeção inicial. Em São Borja, os rendimentos também ficaram próximos de 9.000 quilos por hectare. Já em São Gabriel, menos de 1% dos 25.800 hectares cultivados ainda aguardam colheita, e há registros pontuais de dificuldades de acesso às áreas devido às chuvas torrenciais registradas em 1º de maio.

Na região de Pelotas, a colheita está praticamente finalizada, restando apenas áreas pontuais no município de Tavares. A produtividade média regional está estimada em 9.647 quilos por hectare, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.

Na regional de Santa Maria, a colheita foi concluída, confirmando uma safra de elevado rendimento, com produtividade média próxima de 8.000 quilos por hectare. Em São João do Polêsine, a produtividade média final atingiu 8.500 quilos por hectare. Nas áreas já colhidas, produtores realizam a incorporação da resteva para acelerar a decomposição da palhada.

Na região de Soledade, o predomínio de tempo firme ao longo da semana também possibilitou a finalização da colheita do arroz, segundo a Emater/RS-Ascar.





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BNDES diz que recicla carteira de ações para ampliar investimentos em inovação e biocombustíveis


BNDES diz que recicla carteira de ações para ampliar investimentos em inovação e biocombustíveis

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou na noite de sexta-feira (22), no Rio de Janeiro, que a instituição está "reciclando" sua carteira de ações. Segundo ele, o movimento envolve a saída de papéis de empresas consolidadas e a realocação de recursos para projetos inovadores. Mercadante disse que, desde 2023, a carteira registrou ganho de R$ 80 bilhões entre valorização dos ativos e dividendos.

De acordo com informações divulgadas pela agência Reuters, a BNDESPar iniciou em maio a venda de parte de sua participação em companhias como Petrobras e Axia Energia. Segundo uma fonte ouvida pela agência, neste mês foram vendidos cerca de R$ 3 bilhões em ações da Petrobras e mais de R$ 500 milhões em papéis da Axia. Também houve venda de R$ 280 milhões em ações da Copel, acumulando R$ 1,2 bilhão em desinvestimentos na empresa paranaense em 2026.

Após participar de evento no centro do Rio, Mercadante afirmou que o banco busca sair de "empresas consolidadas, sólidas" para investir em áreas como descarbonização, economia verde, transição energética e inovação. Entre os segmentos citados por ele estão inteligência artificial, transição digital, biocombustíveis e pesquisa e desenvolvimento.

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Em nota, o BNDES informou que examina permanentemente oportunidades de investimento e desinvestimento por meio de sua subsidiária BNDES Participações S.A. (BNDESPar). Segundo o banco, a estratégia atual é manter o desinvestimento em ativos maduros para otimizar e diversificar o portfólio.

Para o público do agronegócio, o ponto central está no destino anunciado para parte desses recursos. O banco citou bioinsumos para agricultura e biocombustíveis entre os novos desafios a serem financiados, ao lado de minerais críticos, saúde, inteligência artificial e transição digital. Esses segmentos têm relação com cadeias agroindustriais, com a oferta de insumos biológicos e com a agenda de combustíveis renováveis no país.

Até o momento, o BNDES não detalhou valores específicos que serão destinados a bioinsumos ou biocombustíveis nem cronograma por setor. Com as informações disponíveis, o movimento indica uma reorientação de capital para áreas ligadas à inovação e à transição energética, mas a dimensão prática para o agro dependerá da divulgação de novos aportes e programas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Caprishow 2026 reúne homologação do Berganês e avanços na inspeção em Pernambuco


Caprishow 2026 reúne homologação do Berganês e avanços na inspeção em Pernambuco

A programação da Caprishow 2026, realizada em Dormentes (PE), nesta sexta-feira (22), reuniu anúncios voltados à caprinovinocultura e à cadeia leiteira do semiárido. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a agenda incluiu a homologação da raça ovina Berganês, o reforço da estrutura de inspeção de produtos de origem animal e a entrega de kits para produção de leite em municípios do sertão.

Entre os principais atos, o Berganês foi homologado como o primeiro ovino oficialmente registrado em Pernambuco. De acordo com o Mapa, a raça foi desenvolvida ao longo de mais de 40 anos no sertão, a partir do cruzamento entre Santa Inês e Bergamácea, com foco em rusticidade, adaptação ao semiárido e desempenho produtivo. Com o reconhecimento, os animais passam a contar com certificação de origem, o que pode ampliar a rastreabilidade e a comercialização do material genético.

Na área sanitária, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) foi destacada pela habilitação em todas as áreas do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Atualmente, Pernambuco tem dois serviços integrados ao sistema e 21 estabelecimentos cadastrados, segundo o ministério. A medida permite que agroindústrias com equivalência sanitária comercializem no mercado nacional.

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A agenda também previu investimento de R$ 1,1 milhão em kits de produção leiteira para agricultores familiares de Afrânio, Bodocó, Custódia, Flores e Venturosa. A ação, em parceria com o Instituto Federal do Sertão Pernambucano, deve atender diretamente cerca de 50 famílias. Conforme o Mapa, cada unidade produtiva poderá alcançar de 80 a 200 litros de leite por dia, com assistência técnica em manejo sanitário, higiene, alimentação e gestão de custos.

Ainda nesta sexta-feira (22), a comitiva visitou o frigorífico Daterra Soluções Ltda, em Dormentes, primeiro abatedouro de ovinos de Pernambuco reconhecido pelo Sisbi-POA. Segundo os dados informados na agenda oficial, a empresa elevou a comercialização de 7 para 70 toneladas de carne por mês após a integração ao sistema, em agosto de 2025.

Os anúncios reforçam três frentes com efeito direto sobre a pecuária regional: padronização genética, inspeção sanitária e estrutura produtiva para a agricultura familiar. A dimensão desses resultados dependerá da continuidade da assistência técnica, da adesão de produtores e da manutenção das habilitações sanitárias já obtidas.

Fonte: gov.br

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Uva gigante japonesa viraliza nas redes sociais e ganha versão brasileira no interior de São Paulo


Recentemente, vídeos de uma variedade de uva verde gigante virilizaram nas redes sociais. O fenômeno ganhou força no Brasil após uma influenciadora viajar para a Ásia e mostrar a fruta, conhecida como uma das uvas mais caras do mundo. Mas o que também tem chamado a atenção dos internautas é a descoberta de que uma variedade semelhante já é produzida no Brasil , mais precisamente em Pilar do Sul, no interior de São Paulo.

A uva é considerada hoje uma das pioneiras da categoria gourmet no Brasil. O representante da área de marketing da cooperativa APPC, responsável pela marca e patente da Pilar Moscato, afirma que o posicionamento da fruta nesse segmento surgiu de forma natural ao longo do desenvolvimento do produto no país.

“No Brasil, esse conceito de frutas gourmet não existia. As pessoas compravam muito pelo preço e pouco pela aparência. O sabor mesmo não era tão valorizado. Foi aí que começamos a trabalhar com foco em sabor e qualidade”, comenta Tamon Morioka.

Outro fator que impulsionou a fama da variedade no Brasil foi o sabor extremamente adocicado. Quando atinge o ponto ideal de maturação, a fruta pode apresentar índice de doçura superior ao da cana-de-açúcar. Na escala Brix, métrica utilizada para medir a concentração de açúcares nos alimentos, a uva chega a registrar 18 graus, enquanto a cana costuma apresentar índices próximos de 16.

Tamon também explica como funciona o processo de seleção das frutas para que elas possam ser comercializadas como Pilar Moscato.

“Se você pegar uma uva comum no mercado hoje, ela normalmente chega a 14 graus Brix. A nossa precisa ser colhida com 18. Só que apenas entre 20% e 30% da produção consegue atingir esse nível de doçura, porque isso depende de muitos fatores externos”, relata.

Além da doçura, outro critério analisado para que a fruta seja classificada como Pilar Moscato é o tamanho da baga, que precisa ter no mínimo 24 milímetros de diâmetro. Os cachos que não atingem os padrões exigidos também são comercializados pela cooperativa, mas recebem outra classificação.

Produção

A uva cultivada em Pilar do Sul tem sua produção igual a de outras espécies na maior parte do processo. Porém, uma das etapas requer uma atenção diferente, o que deixa o trabalho mais manual para quem auxilia nesse cultivo.

” Como qualquer uva comum, fazemos poda dela normal. O que diferencia ela é a época de seleção. Para as uvas convencionais, de mesa, normalmente é passado um pente no cacho para fazer o raleio. Já na pilar moscato, ela não aceita esse pente, porque ela é muito sensível. Então, a gente tem que fazer o desbaste na mão, na tesoura. A gente tira baga por baga para poder fazer o formato do cacho certinho, para as bagas crescerem daquela maneira.” explica Tamon.

O clima e outros fatores externos também têm impacto direto na qualidade da fruta. Por isso, o período ideal de produção e colheita é relativamente curto, já que o volume de chuvas influencia diretamente o nível de doçura da uva. Dessa forma, janeiro e fevereiro costumam ser considerados os melhores meses para colheita e comercialização da Pilar Moscato, embora a safra normalmente se estenda até maio.

A cooperativa também planeja estudar o cultivo em outras regiões do Brasil, estratégia que pode ampliar a produção e permitir colheitas em diferentes épocas do ano ou por períodos mais longos.

Diferenças e semelhanças com a versão japonesa

Mesmo com a origem da cultivar brasileira sendo da espécie japonesa, fatores de clima e o tamanho das plantações influenciaram para que a nossa versão de tornasse diferente da “original”. A produção da shine muscat é comumente feita por pequenos produtores japoneses, que por terem menores quantidades, conseguem dar uma atenção maior a esse trabalho manual, tornando os cachos os mais perfeitos possíveis.

Tamon conta que a produção em Pilar do Sul se assemelha e tenta chegar o mais próximo possível do modelo de manejo japonês, porém as produções maiores deixam a Pilar Moscato com características diferentes.

“A gente tenta fazer a formação do cacho perfeito para tudo estar bem encaixadinho, mas o clima é diferente do Japão e aqui as nossas áreas também são maiores, então não conseguimos dar 100% de atenção para cada um dos desses caxinhos”, diz o profissional de marketing.

Foto: Reprodução/Youtube APPC

Além de detalhes estéticos, o clima brasileiro influencia na textura da uva também. A Pilar Moscato, por ter uma porcentagem maior de polpa que uvas comuns, tem uma crocância maior.

Como curiosidade, Tamon destaca que um amigo do Japão prefere a versão de Pilar do Sul, muito por de sua textura mais consistente, “Ele vem direto para o Brasil e fala que prefere comer a nossa do que comer a do Japão. Fala que a nossa tem uma crocância maior”, comemora.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de laranja perde força em 2026/27


A safra de laranja 2026/27 no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro deve alcançar 255,2 milhões de caixas, o que representa retração de 12,9% em relação ao ciclo anterior, quando foram produzidas 292,9 milhões de caixas. Os dados constam no relatório de acompanhamento da safra divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, com informações do Fundo de Defesa da Citricultura.

Segundo o levantamento, mesmo com crescimento de 1,1% na área produtiva, que chegou a 366 mil hectares, a produtividade média caiu 13,8%, ficando em 697 caixas por hectare. A redução é atribuída às condições climáticas irregulares registradas em 2025, marcadas por estiagem entre maio e setembro e temperaturas elevadas, fatores que prejudicaram a primeira florada. O avanço do greening também contribuiu para o recuo da produção.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, as chuvas registradas entre outubro de 2025 e março de 2026 favoreceram a segunda florada. Ainda assim, essa etapa passou a representar 56% da produção total, ante 70% no ciclo anterior, tornando a safra mais tardia e mais suscetível a perdas até o período de colheita.

O relatório aponta diferenças expressivas entre as regiões produtoras. O Norte lidera a produção, com estimativa de 71,2 milhões de caixas e produtividade média de 812 caixas por hectare, impulsionado principalmente pelo uso de irrigação. No Sudoeste, a produção deve cair 29,4%, enquanto o Sul registra o menor rendimento médio, com 545 caixas por hectare. Já o Noroeste apresenta perspectiva de crescimento de 35,2% na produção e avanço de 28,6% na produtividade, resultado associado à melhor adaptação hídrica e à ampliação da irrigação.

Entre as variedades cultivadas, as maiores quedas são esperadas nos grupos tardios. A variedade Natal deve registrar retração de 33,5%, enquanto Valência/Folha Murcha deve cair 22,8%. Segundo o relatório, o desempenho é impactado pelo avanço do greening e pelos efeitos da colheita tardia. Em contrapartida, variedades precoces apresentam maior resistência, com previsão de crescimento de 2,4% para Hamlin, Westin e Rubi, além de alta de 9,1% para o grupo de outras precoces.

O levantamento também indica aumento da taxa de queda projetada para 23,7% e perda total de frutos estimada em 31,3%, cenário que amplia a preocupação com o agravamento fitossanitário dos pomares e os desafios para manter a produtividade nas próximas safras. Além disso, a possibilidade de formação do fenômeno El Niño pode provocar chuvas irregulares, elevando o nível de incerteza para a consolidação da safra.





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AgroNewsPolítica & Agro

Exportação de carne bovina cresce 15% no ano



Paraná sente impacto das geadas nas pastagens



Foto: Pixbay

O Brasil exportou mais de 953 mil toneladas de carne bovina no primeiro quadrimestre de 2026, volume 15% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 30% acima do resultado de 2024. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (22) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, com base em análise quinzenal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.

Segundo o levantamento, a China segue como principal destino da carne bovina brasileira. O volume adquirido pelo mercado chinês apresentou crescimento de quase 20% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2025, reforçando a demanda externa pelo produto brasileiro.

Na B3, a arroba do boi gordo continua em movimento de correção, influenciada pela maior disponibilidade de animais para os frigoríficos neste período do ano. Cotada a R$ 344,80, a arroba acumula queda de 2,72% ao longo do mês.

No Paraná, o frio e a ocorrência de geadas nas últimas semanas afetaram a produtividade das pastagens em algumas regiões do Estado. Atualmente, o boi gordo é comercializado, em média, por R$ 343 no mercado paranaense, conforme o boletim do Departamento de Economia Rural.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Rússia envia a primeira carga de trigo ao Irã via Mar Cáspio em anos


Logotipo Reuters

MOSCOU, 17 Abr (Reuters) – A Rússia enviou trigo ao Irã pelo Mar Cáspio, pela primeira vez em anos, no primeiro trimestre de 2026, mostraram dados nesta sexta-feira, à medida que o lago salgado ganha importância como rota comercial entre os dois países devido à guerra no Oriente Médio.

O Irã já vinha recebendo cevada e milho russos pelo Mar Cáspio, mas o trigo estava sendo enviado dos portos do Mar Negro do país para os principais terminais de grãos do Irã no Estreito de Ormuz.

Os dados da unidade de controle de qualidade de grãos do Ministério da Agricultura mostraram que, nos primeiros três meses do ano, a Rússia enviou 500 mil toneladas métricas de milho para ração, 180 mil de cevada para ração e mais de 4 mil toneladas de trigo de grau alimentício de seus portos do Mar Cáspio para o Irã, o terceiro maior comprador de trigo russo nesta temporada.

“Os portos do Mar Cáspio não exportam trigo há mais de oito anos, todo o fluxo havia sido direcionado para o Mar Negro, para Novorossiysk”, disse Alexander Sharov, chefe da consultoria RusIranExpo.

Em março, a Rússia exportou 300.000 toneladas de grãos pelo Mar Cáspio, em comparação com quase nenhum embarque em março de 2025, quando havia restrições de exportação para cevada e milho, de acordo com dados de embarque de fontes do setor divulgados esta semana.

Os dados do Ministério da Agricultura mostraram que os embarques de grãos da região de Astrakhan aumentaram 61%, para 730.000 toneladas no primeiro trimestre. As remessas foram destinadas principalmente ao Irã.

A Rússia, o maior exportador de trigo do mundo, vem aprimorando sua logística de exportação do Mar Cáspio nos últimos anos, visando também os mercados dos países do Golfo Pérsico, Iraque e Afeganistão.

Ela opera três portos de grãos no Mar Cáspio, dois em Astrakhan e um em Makhachkala, com uma capacidade combinada de pelo menos 3 milhões de toneladas. Um novo terminal de 1,5 milhão de toneladas em Makhachkala deve entrar em operação em 2028.

(Reportagem de Olga Popova)





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