sexta-feira, junho 26, 2026

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Programa Irriga+RS recebe 217 projetos na terceira fase


Programa Irriga+RS recebe 217 projetos na terceira fase

A terceira fase do Programa Irriga+RS já soma 217 manifestações de interesse em pouco mais de dois meses, segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi). O edital foi lançado em 11 de março e permanece aberto até 30 de outubro de 2026 para o recebimento de projetos de irrigação. Até esta segunda-feira (25), 135 manifestações haviam sido convertidas em projetos completos e estavam em análise técnica e administrativa.

A manifestação de interesse é a primeira etapa para adesão ao edital. Após a assinatura do documento inicial pelo produtor rural e pelo responsável técnico, o proponente precisa enviar a documentação administrativa e técnica pela plataforma Irriga+RS, onde a análise é conduzida pela Seapi.

Nesta fase, o programa prevê subvenção equivalente a 20% do valor do projeto, com limite de R$ 150 mil por produtor rural. De acordo com a secretaria, a iniciativa busca ampliar a eficiência no uso da água, aumentar a produtividade agrícola e reduzir os efeitos das estiagens recorrentes no estado.

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Segundo o subsecretário de Irrigação da Seapi, Márcio Amaral, a proposta é estimular investimentos em sistemas de irrigação, ampliar a reserva de água e elevar a área irrigada. Em declaração divulgada pela pasta, ele afirmou que a medida também busca dar maior estabilidade à produção e apoiar o avanço da oferta de grãos, especialmente de milho, no Rio Grande do Sul.

Os resultados acumulados das fases anteriores indicam a escala do programa. Nas fases 1 e 2, a Seapi aprovou 1.297 projetos, com potencial de subvenção de cerca de R$ 61 milhões. De acordo com os dados oficiais, esse conjunto representa expansão de aproximadamente 25 mil hectares irrigados e investimentos privados estimados em R$ 450,7 milhões.

Para o setor agropecuário gaúcho, a irrigação é uma ferramenta de redução de risco produtivo em um cenário de eventos climáticos frequentes. O impacto efetivo da terceira fase, no entanto, dependerá da aprovação final dos projetos, da execução das estruturas e da adoção dos sistemas nas propriedades.

O edital segue aberto até 30 de outubro de 2026, e os projetos devem ser enviados pelo portal oficial do programa. Até o momento, os dados disponíveis mostram avanço na procura pela linha de apoio, mas o resultado prático sobre área irrigada e produção dependerá da conclusão da análise e da implementação dos empreendimentos aprovados.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

A divisão interna das cotas agrícolas do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) gerou a primeira disputa direta entre os países do bloco no início da operação comercial. Neste primeiro mês de vigência, iniciado em 1º de maio, Argentina e Uruguai preencheram integralmente cotas com preferência tarifária para produtos como arroz e ovos, usando o critério transitório First-In, First-Out (FIFO), no qual vale a ordem de registro das exportações.

Segundo informações divulgadas por autoridades regionais na última semana, a cota anual de 6.667 toneladas de arroz destinada ao bloco em 2026 foi totalmente preenchida. De acordo com Valeria Csukasi, funcionária do Ministério de Economia e Finanças do Uruguai, o país ficou com 63% desse volume. O restante foi ocupado pela Argentina.

No mercado de ovos, o ministro da Desregulação e Transformação do Estado da Argentina, Federico Sturzenegger, informou que os produtores argentinos garantiram 100% da cota com preferência tarifária para o mercado europeu. Ele também relatou avanço relevante nas vendas de mel. Segundo o ministro, o desempenho foi favorecido pela operação da nova guia digital da Janela Única de Comércio Exterior (VUCE) argentina, lançada em sábado (3).

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O episódio expôs a ausência de consenso sobre como repartir internamente as cotas agrícolas entre os membros do Mercosul. Sem uma regra definitiva de alocação, o mecanismo FIFO beneficiou os países e exportadores que conseguiram registrar embarques com maior rapidez logo na abertura da janela comercial.

Na prática, o preenchimento integral das cotas frustrou novas solicitações de licenças de exportadores brasileiros. Para o setor agropecuário, o caso indica que a disputa por acesso preferencial ao mercado europeu dependerá não apenas de oferta e competitividade de produto, mas também de coordenação regional e capacidade operacional para registro e habilitação das exportações.

Até o momento, as informações divulgadas indicam o esgotamento das cotas e a dificuldade para novos registros, mas não detalham uma solução consensual dentro do Mercosul. Sem definição sobre a divisão interna dos volumes, a tendência é de manutenção da disputa operacional nas próximas aberturas de cota.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Registros de biodiversidade no Brasil avançam 65,49% entre 2022 e 2025, diz IBGE


Registros de biodiversidade no Brasil avançam 65,49% entre 2022 e 2025, diz IBGE

O Brasil chegou a 37,5 milhões de registros de ocorrências de espécies até dezembro de 2025, alta de 65,49% em relação a 2022, segundo a Avaliação dos Dados sobre a Biodiversidade Brasileira – 2025, divulgada nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo usa informações do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) e analisou nove grandes grupos taxonômicos no país.

Os maiores volumes absolutos de registros em 2025 foram observados em aves, com 19.011.519 ocorrências, plantas vasculares, com 11.157.476, e artrópodes, com 3.694.793. Já os maiores avanços frente a 2022 ocorreram em fungos, com aumento de 176,6%, seguidos por mamíferos, com 155%, e peixes ósseos, com 139,9%.

A publicação também aponta melhora na qualidade dos dados. Em 2025, 34,1% dos registros foram classificados como “Nível 1”, ante 32,74% em 2022. As aves tiveram o melhor desempenho, com cerca de metade das ocorrências na categoria de maior completude. Os répteis avançaram de 11% para 24%. Apesar disso, a ausência de coordenadas geográficas ainda afeta cerca de 9,45 milhões de registros, além de persistirem redundâncias e falhas na identificação taxonômica.

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Segundo Leonardo Bergamini, gerente de Meio Ambiente e Geografia do IBGE, a avaliação sistemática dos dados fornece subsídios para políticas públicas, planejamento territorial e conservação de serviços ecossistêmicos. O estudo mostra ainda que iniciativas de ciência cidadã responderam por 49,83% dos registros totais e por 93,84% das ocorrências de aves.

A desigualdade regional permanece. As áreas com maior nível de conhecimento seguem concentradas no Sudeste e no litoral, enquanto partes do Norte, especialmente Pará e Amazonas, mantêm lacunas relevantes. Em 2025, 376 municípios tinham menos de dez registros e 43 não apresentavam nenhuma ocorrência na base analisada. Poconé (MT) liderou em número de registros, com 897.113.

Para o setor agropecuário, a ampliação dessa base técnica pode apoiar zoneamento, planejamento ambiental, conservação de habitats e ações de adaptação climática em áreas rurais. O levantamento, porém, indica que o avanço dos dados ainda ocorre de forma mais intensa em regiões já conhecidas, o que limita diagnósticos mais homogêneos no território.

O IBGE informa que parte dos resultados está disponível no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), com consultas por município e unidade da federação. A publicação indica avanço na digitalização e no acesso às informações, mas aponta que a redução das lacunas geográficas e o aumento da completude dos registros seguem como condicionantes para análises mais precisas sobre biodiversidade, uso do território e formulação de políticas públicas.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Endividamento rural reduz oferta de crédito e pressiona planejamento da safra 2026/2027


Fazenda e parlamentares avançam em proposta de crédito para produtores afetados por crises

O avanço do endividamento rural tem levado instituições financeiras a restringirem a concessão de crédito no agronegócio, em um momento de definição do planejamento da safra 2026/2027. Dados da Serasa Experian e avaliações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam aumento da cautela dos bancos, com redução de limites e exigência maior de garantias, inclusive para produtores adimplentes.

Segundo a Serasa Experian, no terceiro trimestre de 2025, 8,3% da população rural estava inadimplente, em alta gradual na comparação com o ano anterior. De acordo com Marcelo Pimenta, head de agronegócio da empresa, o cenário ainda não caracteriza risco sistêmico para o sistema financeiro, mas já altera o comportamento do mercado de crédito. Ele afirma que a inadimplência está concentrada principalmente em operações com instituições financeiras, enquanto as dívidas diretamente ligadas à cadeia agro representam 0,3%.

Outro indicador de pressão é o aumento dos pedidos de recuperação judicial. Em 2025, o agronegócio registrou quase 2 mil solicitações, o maior volume da série histórica da Serasa Experian. Na avaliação da empresa, o ambiente de juros elevados, custos de produção ainda pressionados e maior percepção de risco reduziu o apetite das instituições para novas operações.

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A CNA informa que o endurecimento das condições já alcança produtores com boa saúde financeira. Segundo Guilherme Rios, assessor técnico da Comissão Nacional de Políticas Agrícolas da entidade, bancos passaram a exigir mais garantias e a ofertar limites menores do que em safras anteriores. Os dados da confederação mostram que os financiamentos para pessoas físicas com taxas de mercado caíram de R$ 111,9 bilhões, entre março de 2024 e março de 2025, para R$ 90,5 bilhões entre março de 2025 e março de 2026, recuo de R$ 21,4 bilhões, ou 19,1%.

A CNA atribui o quadro a uma combinação de eventos climáticos, volatilidade das commodities, alta dos custos e fragilidades na gestão de risco financeiro. Nesse contexto, a restrição do crédito pode levar produtores a reduzir pacote tecnológico e área plantada, com efeito potencial sobre produtividade e investimento no campo.

Segundo Serasa Experian e CNA, a evolução do crédito para a próxima safra dependerá da capacidade de renegociação das dívidas e das condições financeiras oferecidas ao produtor. Sem mecanismos mais ágeis, o setor pode enfrentar custo maior de financiamento e menor capacidade de investimento em 2026/2027. Não foram apresentados, no conteúdo disponível, dados consolidados sobre o impacto efetivo dessa restrição na área total a ser plantada.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Apesar do ritmo lento de negociações, boi gordo começa a semana em alta


arroba do boi gordo
Foto: Henrique Bighetti/Canal Rural

O mercado físico do boi gordo encerrou a segunda-feira (25) com leve valorização, mesmo diante do ritmo lento de negociações entre frigoríficos e pecuaristas. O indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 346,20 por arroba, acima da média registrada na semana anterior.

Segundo análise do Cepea, o início da semana foi marcado por cautela nas compras. Parte das indústrias preferiu apenas observar o mercado antes de definir novos preços.

Do lado dos produtores, a resistência às ofertas mais baixas continua limitando os negócios. Em São Paulo, muitos pecuaristas seguem fora do mercado diante de propostas abaixo de R$ 350 por arroba.

Com isso, a maior parte das negociações realizadas na segunda-feira ocorreu nos mesmos níveis da semana passada, mantendo a liquidez reduzida.

Escalas de abate variam pelo país

As escalas de abate seguem diferentes entre as regiões produtoras. Em algumas praças, frigoríficos trabalham com programação entre sete e 14 dias.

No Rio Grande do Sul, porém, o cenário é mais apertado. A oferta restrita de animais tem dificultado o preenchimento das escalas, que variam entre apenas dois e cinco dias.

Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, os preços negociados no estado ficaram entre R$ 23,61 e R$ 25,50 por quilo.

Carne bovina no atacado segue estável

No atacado paulista, o mercado de carne bovina também apresentou ritmo moderado nesta segunda-feira. Os preços permaneceram estáveis.

A carcaça casada bovina foi negociada, em média, a R$ 24,98 por quilo à vista.

Além da demanda doméstica, as exportações seguem dando sustentação ao mercado brasileiro.

Exportações avançam mais de 30%

Segundo os dados analisados pelo Cepea, o Brasil exportou cerca de 13 mil toneladas diárias de carne bovina in natura ao longo deste mês, volume 31% superior ao registrado em maio do ano passado.

O preço médio pago aos exportadores também segue firme, próximo de US$ 6.492 por tonelada. Em reais, a valorização é de quase 9% na comparação anual.

Clima impacta mercado de reposição

O mercado de reposição também começa a sentir os efeitos do período seco e da queda das temperaturas.

Com a redução das chuvas e a piora gradual das pastagens, aumentou o interesse pela compra de bezerros e animais mais jovens em algumas regiões. Mesmo assim, em parte das praças, os preços seguem firmes.

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Endividamento rural eleva cautela no crédito e pressiona planejamento da safra


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

O avanço do endividamento rural passou a elevar a cautela no mercado de crédito e a pressionar o planejamento financeiro do setor agropecuário. Dados da Serasa Experian mostram que, no terceiro trimestre de 2025, 8,3% da população rural estava inadimplente. Embora o cenário ainda não seja classificado como risco sistêmico para o sistema financeiro, entidades e agentes do mercado relatam restrição maior na concessão de recursos para produtores.

Segundo Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, a inadimplência está concentrada principalmente em operações com instituições financeiras. Já as dívidas diretamente ligadas à cadeia agro representam 0,3%, o que indica preservação relativa das relações comerciais dentro do setor. Ainda assim, o mercado opera com menor apetite ao risco.

Em 2025, o agronegócio registrou quase 2 mil pedidos de recuperação judicial, o maior volume da série histórica da Serasa Experian. De acordo com Pimenta, o ambiente combina juros elevados, custos de produção pressionados e aumento das recuperações judiciais, fatores que reforçam a postura mais conservadora dos financiadores.

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informa que o endurecimento do crédito já alcança inclusive produtores adimplentes. Segundo Guilherme Rios, assessor técnico da Comissão Nacional de Políticas Agrícolas da entidade, as instituições passaram a exigir mais garantias e a reduzir limites ofertados em relação a safras anteriores.

Os números citados pela CNA indicam retração nesse mercado. O volume de financiamentos para pessoas físicas com taxas de mercado caiu de R$ 111,9 bilhões, entre março de 2024 e março de 2025, para R$ 90,5 bilhões entre março de 2025 e março de 2026. A redução foi de R$ 21,4 bilhões, equivalente a 19,1%.

Na avaliação da entidade, o quadro resulta da combinação entre problemas climáticos sucessivos, volatilidade das commodities, alta de custos e falhas na gestão de riscos. Com menos crédito e condições mais rígidas, produtores já sinalizam redução de pacote tecnológico e possível diminuição de área plantada, movimento que pode afetar produtividade e investimento na safra 2026/2027.

As fontes ouvidas convergem no diagnóstico de que a renegociação mais ágil das dívidas será um ponto central para a próxima safra. Sem esse ajuste, a tendência indicada por Serasa Experian e CNA é de manutenção de um mercado de crédito mais seletivo, com custo financeiro elevado e menor capacidade de investimento no campo.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Margem positiva abre chance para vender soja, diz consultoria



Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa


Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa
Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa – Foto: Pixabay

O mercado da soja atravessa um período de indefinição, com preços sem tendência clara no exterior e no Brasil. A combinação entre expectativas de demanda, clima nos Estados Unidos e ampla oferta sul-americana mantém as cotações em faixas estreitas, exigindo maior disciplina na comercialização e foco na proteção de margens.

Segundo análise da TF Agroeconômica, Chicago segue lateralizada, com o contrato julho de 2026 oscilando entre US$ 11,70 e US$ 12,25 por bushel. No Brasil, o indicador CEPEA/ESALQ do Paraná permanece há cerca de 60 dias próximo de R$ 121 a R$ 123,50 por saca. A estabilidade reflete Chicago sem direção definida, prêmios relativamente estáveis, dólar sem grandes movimentos e forte oferta doméstica.

Para agricultores com soja disponível da safra 2025/26, a orientação é aproveitar os momentos em que o mercado ainda permite margens positivas, especialmente para quem travou custos anteriormente. A consultoria avalia que referências próximas de R$ 131,85 por saca e, principalmente, R$ 135 por saca representam oportunidades para vendas parciais. A recomendação é avançar de forma escalonada, proteger margens e evitar exposição total à espera de novas altas sem confirmação efetiva da demanda chinesa.

Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa. A possibilidade de produção recorde no Brasil, o aumento da competitividade argentina e os estoques globais confortáveis mantêm o risco de preços pressionados no segundo semestre. Nesse cenário, vendas futuras parciais em momentos de alta podem ser estratégicas, assim como operações de hedge. O foco deve estar menos na aposta por preços maiores e mais na preservação da rentabilidade.

Para cooperativas, empresas consumidoras e exportadores, a orientação é manter postura oportunista, aproveitando retrações em Chicago, acompanhando o câmbio e monitorando possíveis mudanças na relação entre Estados Unidos e China. O mercado tende a seguir volátil e sensível ao clima americano, às políticas comerciais dos EUA e ao comportamento da demanda chinesa.

 





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Juros futuros sobem com avanço do petróleo e tensão entre Estados Unidos e Irã


Fazenda afirma que quadro fiscal ajuda a mitigar efeitos da guerra na economia

Os juros futuros operavam em alta na manhã desta terça-feira (26), após recuo na sessão anterior, em um ambiente de cautela no mercado internacional. A movimentação acompanha a valorização de mais de 3% do petróleo, em meio a dúvidas sobre o desfecho das relações entre Estados Unidos e Irã. No mercado doméstico, os investidores também monitoram os leilões de NTN-B e Letras Financeiras do Tesouro (LFT), marcados para 11h.

Às 9h08 desta terça-feira (26), a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia a 14,065%, acima dos 14,006% do ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 avançava a 13,775%, ante 13,674%, enquanto o DI para janeiro de 2031 marcava 13,885%, contra 13,801% na segunda-feira (25).

O movimento ocorreu em um cenário de maior percepção de risco no exterior. A alta do petróleo reflete as incertezas sobre o quadro geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã, fator que costuma influenciar expectativas de inflação e custo de energia. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries recuavam na volta do feriado nos Estados Unidos, indicando leitura mista dos investidores sobre os próximos passos da política monetária americana.

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No Brasil, a agenda do dia inclui a oferta de títulos públicos prefixados e atrelados à inflação. Os leilões de NTN-B e LFT são acompanhados de perto porque ajudam a medir a demanda por papéis públicos e a percepção do mercado sobre juros e inflação nos prazos mais longos.

Para o setor agropecuário, oscilações nos juros e no petróleo entram no radar por influenciarem o custo do financiamento, do diesel e do transporte. No entanto, o alcance desse efeito depende da duração do movimento no mercado e de repasses efetivos para crédito, frete e insumos, o que ainda não estava detalhado no material disponível nesta manhã.

A atenção do mercado permanece concentrada na evolução do petróleo, na resposta dos títulos públicos ao leilão desta terça-feira (26) e na trajetória das taxas longas. Sem novas sinalizações sobre o cenário internacional ou sobre o resultado das operações do Tesouro Nacional, ainda não há base suficiente para indicar mudança estrutural na curva de juros.

Fonte: Estadão Conteúdo

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MBRF anuncia R$ 500 milhões para expandir produção de gelatina e colágeno da Gelprime


MBRF anuncia R$ 500 milhões para expandir produção de gelatina e colágeno da Gelprime

A MBRF anunciou nesta terça-feira (26) investimento de R$ 500 milhões na Gelprime, empresa de gelatina e colágeno da qual detém 50% de participação. Segundo comunicado da companhia, os recursos serão destinados à expansão produtiva da operação em Londrina (PR), com previsão de inauguração de uma nova linha de colágeno funcional no segundo semestre de 2026.

De acordo com a empresa, o investimento inclui a aquisição de equipamentos para produção de colágeno funcional, ingrediente usado pela indústria alimentícia para enriquecimento nutricional e desenvolvimento de produtos de maior valor agregado. O plano também prevê a ampliação da linha de colágeno hidrolisado, com entrada em operação prevista para 2027.

A MBRF informou que, com as novas entregas, a Gelprime deve dobrar a capacidade de produção e alcançar cerca de 30 mil toneladas até 2030. A companhia afirma que, nesse cenário, a empresa passará a figurar entre as cinco maiores produtoras globais de gelatina e colágeno. O comunicado não detalha a capacidade atual da unidade nem a distribuição do investimento por etapa do projeto.

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Na cadeia agroindustrial, o movimento reforça o uso de matérias-primas derivadas do abate bovino, base para a produção de colágeno. Segundo a MBRF, a operação amplia a verticalização do processamento e o aproveitamento integral da cadeia da carne, com foco em ingredientes destinados à indústria de alimentos, suplementação e bebidas.

A expansão também deve gerar cerca de 300 novas vagas na região de Londrina, que hoje concentra 220 colaboradores da Gelprime, conforme a empresa. Em nota, o chairman da MBRF, Marcos Molina, afirmou que a estratégia está associada ao aumento da demanda global por proteínas e por itens de maior valor agregado. Já o CEO da Gelprime, Vinícius Vanzella, disse que a operação busca ampliar a oferta de soluções proteicas derivadas da cadeia bovina.

Do ponto de vista técnico, o investimento sinaliza avanço na agregação de valor dentro da agroindústria de proteínas, com foco em ingredientes industriais e maior aproveitamento de subprodutos do abate. Ainda assim, o impacto comercial e produtivo dependerá da execução do cronograma, da entrada efetiva das novas linhas e da evolução da demanda interna e externa por gelatina e colágeno.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão da Câmara debate concessão da BR-364 em Rondônia


Ministro cita R$ 240 bilhões contratados em obras rodoviárias em três anos

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (26), às 11 horas, um debate sobre a concessão da BR-364, rodovia que liga Mato Grosso a Rondônia. Segundo a Câmara, a discussão será interativa e tratará de pontos como cobrança de pedágio, execução de obras e cumprimento das obrigações previstas no contrato. A rodovia é apontada como eixo logístico relevante para o escoamento da produção rondoniense.

O debate foi solicitado pelo deputado Rafael Fera (Pode-RO). De acordo com o parlamentar, a BR-364 integra um vetor logístico importante para o país, especialmente na conexão de Rondônia com a região Centro-Oeste. Na avaliação dele, após a conclusão do processo de concessão em 2025, houve cobrança antecipada de pedágio sem a realização prévia de obras de infraestrutura no trecho concedido.

Entre os pontos que o deputado pretende discutir estão o acesso ao plano de execução das obras, os documentos que embasaram os valores das tarifas autorizadas em contrato e a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a cobrança antecipada da tarifa com valores corrigidos.

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Também devem entrar na pauta as obrigações previstas na concessão, como duplicação de trechos, implantação de faixas adicionais, acostamentos, passarelas, pontos de parada de ônibus e áreas de descanso para caminhoneiros. Esses itens têm relação direta com fluidez operacional, segurança viária e regularidade do transporte de cargas.

Para o setor agropecuário, o debate tem relevância por envolver uma rota utilizada no deslocamento de insumos e na saída de produtos do campo. Mudanças em pedágio e infraestrutura podem influenciar o custo do frete e o tempo de viagem. O material divulgado pela Câmara não informa, porém, a lista completa de convidados nem apresenta detalhamento técnico do cronograma de obras ou dos valores contratuais em discussão.

A audiência deve servir para esclarecer as condições da concessão e o estágio das obrigações contratuais. Sem a apresentação dos documentos técnicos e do cronograma executivo, não há base suficiente para dimensionar, neste momento, os efeitos operacionais e econômicos da concessão sobre o transporte rodoviário na região.

Fonte: camara.leg.br

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