sábado, junho 13, 2026

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CNA realiza segundo encontro da Jornada de Liderança Feminina no Agro


CNA realiza segundo encontro da Jornada de Liderança Feminina no Agro

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na terça-feira (9), o segundo encontro da Jornada de Liderança Feminina no Agro. Segundo a entidade, o evento foi promovido em formato de webinar e reuniu mais de 135 mulheres. A atividade marcou o encerramento do primeiro módulo institucional do programa.

De acordo com a CNA, a Jornada de Liderança Feminina no Agro é uma iniciativa da Comissão Nacional das Mulheres do Agro voltada à capacitação de mulheres de diferentes regiões do país. O material informado pela entidade aponta que a proposta é ampliar o conhecimento sobre o Sistema CNA/Senar/ICNA e fortalecer a liderança feminina no setor.

O encontro virtual contou com palestra do coordenador de Relacionamento da CNA, Rafael Diego Costa, com o tema “O Sindicato Rural como espaço de liderança, pertencimento e futuro do agro”. Segundo a confederação, a transmissão teve participação ativa das espectadoras, com perguntas e contribuições sobre desafios e oportunidades ligados à atuação sindical e à representatividade feminina.

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A programação, conforme a CNA, encerra o primeiro módulo institucional da jornada. Os próximos encontros devem ser direcionados aos temas de comunicação, liderança e gestão.

O conteúdo divulgado informa que a live foi estruturada para promover troca de experiências e conhecimentos entre as participantes. A fonte, no entanto, não detalha carga horária, critérios de seleção, duração dos próximos módulos nem metas quantitativas da iniciativa.

O segundo encontro concluiu a etapa institucional da jornada, segundo a CNA. O material divulgado não informa cronograma completo, número total de módulos ou resultados esperados para as próximas fases do programa.

Fonte: cnabrasil.org.br

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IBGE projeta safra recorde de 350,4 milhões de toneladas em 2026


Conab eleva previsão da safra 2025/26 de grãos para 358,64 milhões de toneladas

A safra agrícola brasileira de 2026 deve totalizar 350,4 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa aumento de 1,2% em relação a 2025, com acréscimo de 4,3 milhões de toneladas. Na comparação com o levantamento de abril, a estimativa foi elevada em 0,5%, o equivalente a mais 1,7 milhão de toneladas.

De acordo com o IBGE, o resultado projetado para 2026 configura um recorde na série apresentada no levantamento. Além da revisão positiva da produção, o instituto também estimou expansão da área a ser colhida.

A área colhida da safra agrícola de 2026 deve alcançar 83,2 milhões de hectares. O número representa avanço de 2,0% sobre 2025, com aumento de 1,6 milhão de hectares. Em relação à estimativa de abril, porém, houve redução de 110,463 mil hectares, o que corresponde a ligeira queda de 0,1%.

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Entre os principais produtos, o levantamento indica aumento de área colhida na soja, com alta de 1,1%. No milho, a projeção é de crescimento de 3,3% na área total, com elevação de 10,7% no milho de primeira safra e de 1,5% no milho de segunda safra. O sorgo também aparece com expansão, de 9,3%.

Na direção oposta, o IBGE projeta recuo de 5,0% na área do algodão herbáceo. O arroz em casca tem declínio estimado de 11,6%, enquanto o feijão apresenta redução de 4,4%.

Os dados divulgados pelo instituto mostram, portanto, aumento da produção total e da área colhida na comparação anual, mas com ajustes entre culturas e leve revisão para baixo na área frente ao levantamento anterior. O material fornecido não detalha os volumes por produto nem informa a distribuição regional das estimativas.

A atualização de maio do IBGE mantém a perspectiva de safra recorde em 2026, com 350,4 milhões de toneladas e 83,2 milhões de hectares a serem colhidos. O levantamento disponível não informa, porém, impactos diretos por região, produtividade por cultura ou efeitos esperados para produtores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa Gado de Corte apresenta nova braquiária na Tecnofam 2026


Embrapa Gado de Corte apresenta nova braquiária na Tecnofam 2026

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Gado de Corte participa entre os dias 9 e 11 de junho da 6ª edição da Tecnofam – Tecnologias e Conhecimentos para Agricultura Familiar. O evento é realizado na sede da Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados (MS). Segundo o material divulgado, a unidade apresentará uma nova braquiária durante a programação.

A participação da Embrapa Gado de Corte foi informada no contexto de ações de transferência de tecnologia. A programação está inserida na Tecnofam 2026, evento dedicado à difusão de tecnologias e conhecimentos para a agricultura familiar.

De acordo com o conteúdo fornecido, a apresentação da nova braquiária ocorre durante a feira realizada na sede da Embrapa Agropecuária Oeste. O material, no entanto, não detalha o nome da cultivar, as características técnicas do material forrageiro, o estágio de adoção da tecnologia nem as condições recomendadas de uso.

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A informação disponível também não especifica quais atividades da programação contarão com a apresentação, nem informa se haverá demonstração de campo, orientação técnica ou dados de desempenho produtivo. O texto original não traz estimativas de área, produtividade, investimento ou público esperado para a ação.

Como a braquiária está associada a sistemas de produção pecuária e ao manejo de pastagens, a divulgação tem relação direta com o público rural. Ainda assim, o material fornecido não detalha impactos esperados para produtores, cooperativas ou cadeias produtivas.

A participação da Embrapa Gado de Corte na Tecnofam 2026 está confirmada para o período de 9 a 11 de junho, em Dourados (MS), com a apresentação de uma nova braquiária. O material divulgado não informa especificações técnicas, prazos de disponibilização ou efeitos diretos para os produtores.

Fonte: embrapa.br

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Dia de campo apresenta técnicas de irrigação e conservação do solo em Três de Maio


Programa Irriga+RS recebe 217 projetos na terceira fase

Participantes do 3º Seminário Regional de Irrigação visitaram, na tarde desta terça-feira (10), a propriedade da família Weimer, em Três de Maio, para acompanhar demonstrações sobre irrigação e conservação do solo. A atividade integrou a programação do evento promovido pela Emater/RS-Ascar e pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), com apoio da Setrem e da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

Durante o seminário, a irrigação foi apresentada como estratégia de resiliência diante de adversidades climáticas e como ferramenta para ampliar a estabilidade produtiva e econômica nas propriedades rurais. Entre os temas abordados estiveram manejo da água, infiltração no solo, planejamento e implantação de sistemas de irrigação.

Na propriedade da família Weimer, onde a irrigação é usada na produção de grãos, foram realizadas estações técnicas sobre avaliação das condições físicas do solo, instalação de sistemas de irrigação e retenção da água da chuva na lavoura. O professor da UFFS Douglas Rodrigo Kaiser afirmou que a conservação do solo é central para a sustentabilidade da agricultura familiar e destacou que mais de 80% das propriedades gaúchas têm menos de 50 hectares.

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As avaliações de campo para implantação de sistemas de irrigação foram apresentadas pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar de Santo Cristo, Leandro Seger. Já o técnico agrícola da Emater/RS-Ascar de Tuparendi, Albino Motter, tratou de práticas voltadas à retenção da água da chuva, com foco na integração entre irrigação e conservação do solo.

Entre 2024 e 2025, com apoio do Programa Supera Estiagem II, da Seapi, a propriedade implantou um sistema de irrigação por pivô central em 30 hectares destinados a soja e milho. Segundo o extensionista da Emater/RS-Ascar Fábio Karlec, os resultados observados decorrem da combinação entre irrigação, terraceamento e práticas conservacionistas.

No milho, a área irrigada registrou 228 sacas por hectare, ante 173 sacas por hectare na área não irrigada, diferença de 55 sacas por hectare. Na soja, a produtividade foi de 45,5 sacas por hectare na área irrigada, contra 34 sacas por hectare na área sem irrigação, incremento de 11,5 sacas por hectare.

Durante o evento, também foi informado que as inscrições para a Fase 3 do Programa Irriga + RS seguem abertas até quinta-feira (30 de outubro de 2026). A iniciativa prevê subvenção de 20% do valor dos projetos de irrigação, com devolução de até R$ 150 mil por produtor rural.

O caso apresentado em Três de Maio reuniu dados de produtividade e práticas de manejo em uma propriedade com sistema irrigado. O material divulgado no evento também indica a continuidade de apoio público à implantação de projetos, por meio do Irriga + RS.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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CNA participa do lançamento da Agenda Legislativa Mulheres do Brasil


CNA participa do lançamento da Agenda Legislativa Mulheres do Brasil

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, nesta quarta-feira (10), da sessão solene realizada no Congresso Nacional para o lançamento da Agenda Legislativa Mulheres do Brasil. Segundo o material divulgado nesta quinta-feira (11), a publicação reúne 47 projetos de lei organizados em sete eixos temáticos. A iniciativa é promovida pelo grupo Mulheres do Brasil.

De acordo com a CNA, a sessão ocorreu em Brasília e contou com a participação da presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da entidade, Stéphanie Ferreira Gobato. Durante o evento, ela afirmou que a estruturação de propostas de políticas públicas para a pauta feminina em diferentes segmentos é uma ferramenta para ampliar a participação de mais mulheres em espaços de tomada de decisão.

O grupo Mulheres do Brasil, responsável pela iniciativa, foi criado em 2013 e, segundo o material de origem, reúne mais de 140 mil integrantes em todo o país. A proposta da agenda é consolidar pautas voltadas ao fortalecimento de políticas públicas para mulheres.

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A publicação apresentada no Congresso Nacional reúne 47 projetos de lei. O texto informa que esses projetos estão organizados em sete eixos temáticos. No entanto, no material fornecido, foram listados os seguintes temas: combate à violência contra a mulher; participação política e representatividade; autonomia econômica e trabalho; saúde da mulher; educação e formação; e violência digital e inteligência artificial. A fonte não detalha, no conteúdo enviado, o sétimo eixo mencionado.

A líder da bancada feminina no Senado e autora do requerimento da sessão, senadora Dorinha Seabra, do União Brasil de Tocantins, afirmou que a construção da agenda legislativa resulta da mobilização de mulheres que conhecem os desafios enfrentados por brasileiras em diferentes realidades. Segundo a parlamentar, o documento busca avançar em direitos, oportunidades e maior representatividade.

O material divulgado informa a participação da CNA no lançamento da agenda e destaca o foco em políticas públicas e representatividade feminina. O texto original não detalha quais dos 47 projetos de lei têm relação direta com o setor agropecuário nem informa prazos de tramitação das propostas.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Embrapa Pesca e Aquicultura conquista quatro prêmios na Aquishow Brasil 2026


Embrapa apresenta soluções para a aquicultura na Aquishow 2026

A Embrapa Pesca e Aquicultura conquistou quatro premiações na Aquishow Brasil 2026, segundo o material divulgado em 11/06/26. De acordo com a fonte, os trabalhos da unidade foram reconhecidos nas três categorias do Prêmio Inovação Aquícola 2026: Sustentabilidade, Academia e Produção. O conteúdo original, porém, não detalha quais projetos foram premiados nem informa a distribuição exata dos quatro reconhecimentos por categoria.

O destaque da unidade na premiação abrangeu as três frentes previstas no Prêmio Inovação Aquícola 2026. Pelo material fornecido, a Embrapa Pesca e Aquicultura recebeu ao todo quatro premiações, com reconhecimento em Sustentabilidade, Academia e Produção.

A informação indica presença da unidade em diferentes áreas da inovação aquícola, reunindo pesquisa, desenvolvimento e aplicação produtiva. No entanto, a fonte não informa os títulos dos trabalhos vencedores, os critérios de avaliação adotados, os responsáveis pelos projetos nem a colocação obtida em cada uma das categorias.

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Também não há, no material fornecido, detalhamento sobre local do evento, número de concorrentes, impacto técnico dos trabalhos reconhecidos ou efeitos diretos para produtores, empresas, cooperativas ou demais segmentos da cadeia aquícola.

Ainda assim, o resultado registra o reconhecimento institucional de iniciativas ligadas à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação dentro da aquicultura. Como a fonte não traz descrição técnica dos estudos ou tecnologias premiadas, não é possível avançar para uma análise mais específica sobre adoção no campo, ganhos de produtividade, redução de custos ou efeitos sobre sustentabilidade da produção.

O material divulgado confirma as quatro premiações da Embrapa Pesca e Aquicultura na Aquishow Brasil 2026, com reconhecimento nas categorias Sustentabilidade, Academia e Produção. A fonte não informa prazos, projetos, autores ou impactos diretos para o setor.

Fonte: embrapa.br

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Safra de grãos 2025/26 é estimada em 358,6 milhões de toneladas


Colheita de soja chega a 99% no Brasil e milho safrinha começa, diz Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou em 358,6 milhões de toneladas a produção brasileira de grãos na safra 2025/26, segundo o 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11). O volume representa alta de 1,8% sobre o ciclo anterior, com acréscimo de 6,4 milhões de toneladas. A área cultivada foi projetada em 83,5 milhões de hectares, com produtividade média nacional de 4.295 quilos por hectare.

De acordo com a Conab, a projeção de novo recorde na série histórica é sustentada pelo aumento da área cultivada e por condições climáticas favoráveis. Entre as culturas, a soja apresenta o maior crescimento em volume. A produção da oleaginosa foi estimada em 180,3 milhões de toneladas, com incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação à safra anterior. Segundo o boletim, o resultado reflete a expansão da área, o pacote tecnológico adotado e o clima favorável.

No milho, a estimativa total, considerando as três safras, é de 140,5 milhões de toneladas. A primeira safra já teve 87,7% da área colhida e deve alcançar 29,3 milhões de toneladas, alta de 17,7% em relação à temporada 2024/25. A produtividade foi estimada em 7.110 quilos por hectare, avanço de 7,6% e novo recorde da série histórica da Companhia para essa etapa. Para a segunda safra, a expectativa é de 107,9 milhões de toneladas, enquanto a terceira safra deve somar 3,3 milhões de toneladas.

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Entre outros grãos, a produção de algodão foi estimada em cerca de 4 milhões de toneladas, recuo de 2,5% ante 2024/25, influenciado pela menor área semeada. O sorgo deve atingir 7,62 milhões de toneladas, alta de 24,9% na comparação com a safra passada. No arroz, a estimativa é de 11,1 milhões de toneladas, queda de 13,2% em razão da menor área destinada à cultura. Para o feijão, a previsão é de quase 3 milhões de toneladas, recuo de 0,5%.

No mercado, a Conab projetou exportações de soja em 116,1 milhões de toneladas e processamento de 61,58 milhões de toneladas. O estoque de passagem da soja foi estimado em 9,2 milhões de toneladas. Para o milho, os estoques de passagem podem chegar a 13,25 milhões de toneladas no fim de janeiro de 2027. No feijão, o estoque final esperado no fim de dezembro foi atualizado para 288,5 mil toneladas.

Para o trigo, cultura de inverno, a semeadura avança em todas as regiões produtoras e atingia 45,3% da área prevista no levantamento. A Conab projeta produção em torno de 6,3 milhões de toneladas, com redução associada à menor área destinada ao cereal. O material divulgado não detalha impactos regionais adicionais para produtores além dos dados de área, produção e mercado apresentados no levantamento.

Fonte: gov.br

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Seminário em Três de Maio debate irrigação e apresenta edital do Irriga+RS


Programa Irriga+RS recebe 217 projetos na terceira fase

O 3º Seminário de Irrigação, realizado nesta quarta-feira (10), em Três de Maio, na região de Santa Rosa, discutiu a irrigação como estratégia de resiliência diante de adversidades climáticas e de estabilidade da produção. O encontro também apresentou orientações sobre políticas públicas para implantação de sistemas de irrigação, com destaque para a fase 3 do Programa Irriga+RS. Segundo a organização, mais de 100 participantes acompanharam as atividades.

O evento foi promovido pela Emater/RS-Ascar e pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), com apoio da Setrem e da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Durante a programação, foram apresentadas informações técnicas sobre disponibilidade de água, infiltração no solo, planejamento de sistemas e retenção da água da chuva na lavoura.

De acordo com o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar Marco André Junges, as regiões abrangidas pelos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) Fronteira Noroeste e Missões somam cerca de 180 milhões de metros cúbicos de água acumulados em pequenos e médios açudes. Segundo ele, esse volume seria suficiente para irrigar aproximadamente 60 mil hectares, dentro das legislações vigentes. Junges afirmou ainda que a rede de rios e riachos amplia em mais de 150% as possibilidades de áreas irrigadas.

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A programação incluiu palestra do professor da UFFS Douglas Rodrigo Kaiser sobre disponibilização de água às plantas e importância da infiltração, além de explanação do engenheiro agrícola Valberto Müller, professor da Setrem, sobre o planejamento e a implantação da irrigação. Houve ainda apresentação de experiência no município com os produtores Gelson e Erick Weimer e atividades de campo sobre solo, instalação de irrigação e retenção de água da chuva.

No eixo de política pública, o subsecretário de Irrigação da Seapi, Márcio Amaral, apresentou a fase 3 do Programa Irriga+RS. Lançado em março deste ano, o edital recebe projetos até 30 de outubro de 2026. A etapa prevê subvenção de 20% do valor do projeto, com devolutiva de até R$ 150 mil por produtor rural. Para participar, o interessado deve procurar um técnico para elaborar e enviar o projeto com a documentação exigida. O material fornecido não informa o volume de recursos disponível nesta fase.

Segundo o conteúdo apresentado no seminário, a irrigação foi tratada como ferramenta para ampliar a eficiência no uso da água e dar mais segurança à produção. O material divulgado destaca o prazo do edital e as condições da subvenção, mas não detalha quantos projetos poderão ser atendidos nesta etapa.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Aprovação da PL da renegociação de dívidas rurais é celebrada pelo agro


Foto: Agência FPA

A aprovação do Projeto de Lei 5.122/2023 pelo Senado Federal nesta quarta-feira (10) foi recebida com entusiasmo por entidades do agronegócio e parlamentares ligados ao setor, mas gerou preocupação dentro do governo federal.

Enquanto produtores e representantes da agropecuária comemoram o avanço da proposta que cria mecanismos para renegociar dívidas rurais, o Ministério da Fazenda avalia que a medida pode gerar um impacto de até R$ 140 bilhões aos cofres públicos nos próximos anos.

O texto, que agora retorna para análise da Câmara dos Deputados, prevê a criação de uma linha especial de financiamento com recursos do Fundo Social do Pré-Sal para permitir a quitação e o alongamento de débitos de produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos ou por impactos econômicos decorrentes de crises internacionais.

Entre as condições previstas estão juros subsidiados entre 3,5% e 7,5% ao ano, prazo de pagamento de até 10 anos, com três anos de carência, além de limite de até R$ 10 milhões por produtor e R$ 50 milhões para cooperativas e associações.

Agro comemora avanço da proposta

A aprovação foi celebrada por entidades representativas do setor. O presidente do Sistema Faep ( Federação da Agricultura do Estado do Paraná), Ágide Meneguette, classificou o projeto como “uma luz no fim do túnel” para produtores que enfrentam dificuldades financeiras após sucessivas perdas climáticas.

“O PL trará fôlego e condições para a continuidade da produção de alimento. Por isso, precisa avançar”, afirmou. Segundo a entidade, o Paraná registrava R$ 10,8 bilhões em endividamento rural no início deste ano, enquanto os saldos problemáticos de crédito rural no país somavam R$ 153,6 bilhões.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também comemorou a aprovação. O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que a proposta representa uma vitória importante para os produtores.

“Uma vitória extremamente importante da possibilidade de renegociar as dívidas dos produtores rurais. São 10 anos para pagar e mais três anos de carência”, declarou.

Durante a votação, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) argumentou que a agricultura enfrenta um cenário desafiador, marcado por preços mais baixos das commodities, juros elevados, valorização do real frente ao dólar e perdas provocadas por eventos climáticos, especialmente no Rio Grande do Sul.

O governador gaúcho Eduardo Leite (PSD) também elogiou o texto aprovado. Segundo ele, o relatório incorporou demandas tanto dos produtores quanto do Ministério da Fazenda, ao estabelecer critérios mais restritivos para acesso ao benefício, como a comprovação de perdas em duas safras e o limite de enquadramento de até R$ 10 milhões por produtor.

Fazenda vê risco fiscal

Do lado do governo, porém, o clima é de cautela. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que uma análise preliminar da equipe econômica aponta potencial impacto de aproximadamente R$ 140 bilhões ao Tesouro Nacional.

Segundo Durigan, a estimativa considera um universo de cerca de R$ 200 bilhões em operações passíveis de enquadramento na proposta, com custo equivalente a 70% desse valor para os cofres públicos. O secretário ressaltou, entretanto, que o cálculo foi realizado antes da análise detalhada da versão final aprovada pelos senadores.

A equipe econômica defendia uma solução mais focalizada, direcionada apenas a produtores com perdas comprovadas e efetiva incapacidade de pagamento, especialmente em decorrência de eventos climáticos extremos.

Mesmo após negociações entre representantes da Fazenda, integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária e o relator da proposta, senador Renan Calheiros (MDB-AL), não houve consenso sobre o texto final.

Próximo passo

Com a aprovação no Senado, o projeto retorna à Câmara dos Deputados para análise das alterações promovidas pelos senadores. A expectativa da bancada ruralista é acelerar a tramitação para que as novas regras possam entrar em vigor ainda em 2026.

O debate, no entanto, deve continuar marcado pela disputa entre a necessidade de socorro financeiro a produtores afetados por sucessivas crises climáticas e a preocupação do governo com os impactos fiscais da medida.

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