domingo, março 15, 2026

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Estudo indica que Cerrado pode armazenar até 6 vezes mais carbono que a Amazônia


carbono no cerrado
Foto: Rafael Oliveira/Unicamp

A Amazônia e outras florestas tropicais são conhecidas por serem reservatórios naturais de carbono do planeta e, portanto, aliadas fundamentais no combate às mudanças climáticas.

Um estudo publicado nesta quinta-feira (12) na revista científica New Phytologist mostra que áreas úmidas do Cerrado podem armazenar cerca de 1.200 toneladas métricas de carbono por hectare, até seis vezes mais do que a densidade média na Amazônia.

O trabalho foi liderado pela pesquisadora Larissa Verona, em parceria com cientistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Cary Institute of Ecosystem Studies (Estados Unidos), do Instituto Max Planck (Alemanha) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

É a primeira avaliação detalhada dos estoques de carbono presentes nos solos dessas áreas do Cerrado, conhecidas como veredas e campos úmidos.

Pesquisadores coletaram amostras de solo de até quatro metros de profundidade. Estudos anteriores conseguiram analisar apenas camadas superficiais, de 20 centímetros a um metro de profundidade, o que produziu resultados que subestimaram o carbono total em até 95%.

Acúmulo de carbono

A análise também mostrou que parte desse carbono é extremamente antigo. Testes de datação por radiocarbono indicam que o material orgânico presente nesses solos tem idade média de cerca de 11 mil anos, com registros que ultrapassam 20 mil anos.

“Esse carbono levou muito tempo para se acumular. Se ele for perdido, não podemos reconstruí-lo rapidamente, como ocorre com uma floresta que pode ser replantada”, afirma Larissa Verona.

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando cerca de 26% do território brasileiro. Além de ser considerado a savana mais biodiversa do mundo, abriga as nascentes de aproximadamente dois terços das grandes bacias hidrográficas do país, incluindo sistemas que alimentam o rio Amazonas.

“As condições úmidas dos campos e veredas criam falta de oxigênio, o que desacelera a decomposição de plantas e outros resíduos. Como resultado, a matéria orgânica se acumula ao longo do tempo e permite que esses ambientes armazenem grandes quantidades de carbono”, conta a pesquisadora Amy Zanne, coautora do estudo.

Riscos climáticos

Segundo os pesquisadores, a importância do Cerrado para o clima global ainda é subestimado. “O enorme estoque de carbono do Cerrado não costuma ser incluído nos cálculos climáticos porque, até recentemente, não sabíamos que ele estava ali”, afirma Zanne.

A expansão da agricultura, a drenagem de áreas úmidas e a retirada de água para irrigação estão entre as principais ameaças. Quando o solo seca, o material orgânico se decompõe rapidamente e se transforma em dióxido de carbono e metano, gases responsáveis pelo aquecimento global.

“Se começarmos a drenar essas turfeiras e liberar esse carbono acumulado, lançaremos bombas de carbono na atmosfera. É uma quantidade de carbono orgânico até então desconhecida, em uma grande extensão e em um bioma improvável”, alerta o professor da Unicamp, Rafael Oliveira.

Além disso, medições feitas pela equipe indicam que cerca de 70% das emissões anuais de gases de efeito estufa desses ambientes ocorrem durante a estação seca, período em que o solo perde umidade e a decomposição se acelera.

Com temperaturas mais altas e períodos secos mais longos, a tendência é que uma parcela maior do carbono armazenado no solo seja liberada nos próximos anos.

Cerrado sob pressão

desmatamento cerrado
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O bioma já enfrenta pressões crescentes de mudanças no uso do solo. Grandes áreas do Cerrado vêm sendo convertidas para produção agrícola e pecuária, frequentemente com drenagem de áreas úmidas.

Os autores defendem a ampliação da proteção das áreas úmidas e maior reconhecimento de seu papel climático. Embora a legislação brasileira já preveja proteção para esses ambientes, pesquisadores estimam que até metade dessas áreas já sofreu algum tipo de degradação.

“Chamamos o Cerrado de bioma de sacrifício, porque o Brasil quer proteger a Amazônia, mas também quer manter a agricultura. Então, o agronegócio acaba convertendo o Cerrado para a produção de commodities”, diz Larissa Verona.

“O Cerrado também é fundamental por seus grandes estoques de carbono de longo prazo, e precisamos lutar para protegê-lo”.

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Onda de calor avança e pode levar temperaturas a 40°C


Uma massa de ar quente deve provocar elevação acentuada das temperaturas no centro-sul do Brasil nos próximos dias. Segundo informações do Meteored Brasil, após o primeiro episódio de frio do outono meteorológico, o calor deve retornar com intensidade a partir de sábado (14), com uma sequência de pelo menos quatro dias de temperaturas elevadas, principalmente na Região Sul e no Mato Grosso do Sul.

De acordo com a análise meteorológica, o índice de previsão extrema do modelo ECMWF indica uma sequência de dias com temperaturas máximas classificadas como incomuns ou extremas entre as regiões Sul e Centro-Oeste. O indicador é baseado na climatologia do próprio modelo e aponta áreas onde as temperaturas previstas ficam muito acima do padrão observado normalmente.

Segundo o Meteored Brasil, valores entre 0,5 e 0,8 no índice indicam temperaturas incomuns, enquanto níveis entre 0,8 e 1 representam condições extremas. Esses valores, segundo a análise, “só ocorrem em 1 a cada 100 previsões”.

Os modelos indicam que o aumento das temperaturas deve começar no sábado (14), inicialmente concentrado no oeste de Santa Catarina e Paraná. A partir de domingo (15), a área de calor deve se ampliar, abrangendo toda a metade oeste desses estados e também a metade norte do Rio Grande do Sul.

Na segunda-feira (16), a previsão indica que a área com temperaturas elevadas deve atingir praticamente toda a Região Sul do país. Segundo o Meteored Brasil, a partir de terça-feira (17) a área de maior intensidade do calor tende a diminuir, concentrando-se novamente entre o norte do Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina e Paraná.

Além da Região Sul, o avanço do ar quente também deve afetar o Mato Grosso do Sul e partes do São Paulo. Nas áreas mais quentes do território paulista, principalmente na faixa oeste do estado, as máximas devem ficar próximas de 35°C.

Nos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as temperaturas podem alcançar 40°C ao longo dos próximos dias. Segundo projeções do modelo GFS, no sábado (14) as maiores máximas devem ocorrer na fronteira oeste de Mato Grosso do Sul, com valores próximos de 39°C.

No domingo (15), o calor deve se intensificar, com possibilidade de máximas de 40°C no oeste e no noroeste do Rio Grande do Sul. Em outras áreas do estado, além da faixa leste de Santa Catarina e Paraná e da metade oeste do Mato Grosso do Sul, as temperaturas podem atingir cerca de 38°C.

Na segunda-feira (16), as projeções indicam que temperaturas próximas ou superiores a 40°C devem se espalhar principalmente pelo território gaúcho, com maior impacto nas regiões Central, Campanha, Oeste e metade norte do Rio Grande do Sul. No oeste do Paraná e no sudoeste do Mato Grosso do Sul, as máximas devem ficar em torno de 38°C.

Na terça-feira (17), o padrão deve continuar semelhante, com temperaturas próximas de 40°C em uma faixa central do Rio Grande do Sul. Já na metade oeste dos estados da Região Sul e também no Mato Grosso do Sul, os termômetros devem marcar entre 36°C e 38°C.

Segundo o Meteored Brasil, o calor deve persistir ao menos até quinta-feira (19), quando a tendência é de redução gradual das temperaturas. Durante o período, a umidade relativa do ar também deve apresentar queda, o que exige cuidados com exposição ao sol, hidratação e atenção redobrada com crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.





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Mercado de vinhos cresce 9% e consumidor passa a optar por rótulos mais caros


Sensor; vinho
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de vinhos e espumantes encerrou 2025 com faturamento estimado em R$ 21,1 bilhões, crescimento de cerca de 9% em relação ao ano anterior, conforme levantamento da Ideal.BI.

O estudo aponta que o avanço foi impulsionado principalmente pela venda de produtos de maior valor agregado, evidenciando um processo de “premiumização” do consumo no país.

Segundo o CEO da Ideal.BIO, Felipe Galtaroça, o crescimento do mercado no último ano revela uma mudança gradual no comportamento do consumidor brasileiro. “A expansão do mercado em 2025 foi sustentada principalmente pelo aumento do tíquete médio e pela maior participação de rótulos de maior valor agregado. Vemos um movimento consistente de valorização do produto, com o consumidor buscando qualidade e novas experiências”, afirma.

Entre as categorias em alta, os espumantes continuam sendo um dos principais destaques do mercado brasileiro. Em 2025, o segmento alcançou o volume de 4,5 milhões de caixas de 9 litros comercializadas, um crescimento de 8% em relação a 2024 e um novo recorde histórico registrado.

Nos últimos anos, os espumantes vêm mantendo uma trajetória contínua de expansão, deixando de estar restrita a datas comemorativas. “O espumante continua sendo uma grande bandeira do Brasil, com qualidade reconhecida também no exterior e crescimento consistente nos últimos anos. É um produto que fortalece a imagem do setor e abre novas oportunidades de mercado”, afirma Panizzi.

As perspectivas, desafios e oportunidades do setor para os próximos anos serão apresentados durante a Wine South America, que reunirá produtores, importadores, distribuidores e especialistas do mercado e ocorre de 12 a 14 de maio, na Serra Gaúcha.

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PAA entrega alimentos a cozinhas solidárias no Rio de Janeiro



Agricultura familiar do RJ abastece cozinhas solidárias via PAA



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acompanhou, na quinta-feira (12), a entrega de 9 toneladas de alimentos da agricultura familiar no estado do Rio de Janeiro. A ação ocorreu no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Cozinhas Solidárias.

Os produtos foram fornecidos por três cooperativas e destinados à organização Ação da Cidadania, responsável pela organização da logística e pela distribuição para cozinhas solidárias em diferentes territórios do estado.

Participaram da entrega a Associação Mista de Produtores Rurais da Agricultura Familiar de Nova Iguaçu, a Cooperativa das Trabalhadoras Rurais da Região Serrana Fluminense RJ e a Associação Serra Velha de Trabalhadores Rurais de Nova Friburgo. As entidades forneceram 4 toneladas de repolho, 3,5 toneladas de abóbora, 1 tonelada de beterraba, 500 quilos de cenoura e 930 dúzias de ovos.

A Ação da Cidadania organizou kits de abastecimento destinados às cozinhas solidárias. Cada conjunto foi montado com aproximadamente 23 quilos de repolho, 40 quilos de abóbora, 11 quilos de beterraba, 5 quilos de cenoura e quatro cartelas de ovos com 30 unidades cada. Segundo as informações da operação, os volumes entregues permitiram preparar cerca de 90 kits, destinados a 90 cozinhas solidárias distribuídas em diferentes regiões do estado.

A modalidade Compra com Doação Simultânea do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) prevê a compra direta de produtos da agricultura familiar para abastecer cozinhas solidárias. A execução dessa modalidade no estado é gerenciada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A iniciativa integra as operações do programa, que adquire alimentos de agricultores familiares e os destina a entidades socioassistenciais, como as cozinhas solidárias. A participação de fornecedores e cozinhas ocorre por meio de chamadas públicas para habilitação.





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Alta do petróleo eleva óleo e puxa soja


As cotações da soja registraram alta na Chicago Board of Trade durante a semana de 6 a 12 de março, impulsionadas principalmente pela valorização do óleo de soja no mercado internacional. A análise consta em relatório semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgado na quinta-feira (12).

Segundo o levantamento, o movimento de alta está relacionado ao cenário geopolítico no Oriente Médio, que tem pressionado os preços do petróleo e influenciado diretamente o mercado de óleos vegetais. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), “o aumento do grão se dá, especialmente, pela forte alta do óleo de soja, puxada pelo petróleo”.

A valorização do subproduto foi expressiva ao longo do período. Conforme o relatório, “a libra-peso do subproduto da soja atingindo a 67,34 centavos de dólar no dia 12/03”. O avanço do óleo refletiu também no preço do farelo, que chegou a US$ 319,90 por tonelada curta na mesma data.

Com esse movimento, o preço do grão ultrapassou o patamar de US$ 12,00 por bushel ao longo da semana. O fechamento da quinta-feira (12) foi registrado em US$ 12,13 por bushel, ante US$ 11,63 uma semana antes. Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), a última vez que o primeiro contrato da soja em Chicago havia superado esse nível ocorreu em 6 de junho de 2024.

O relatório também menciona a divulgação do balanço de oferta e demanda pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 10 de março. Segundo o documento, não houve alterações relevantes nas estimativas para a oleaginosa.

A produção dos Estados Unidos foi mantida em 116 milhões de toneladas, enquanto a projeção de colheita no Brasil permanece em 180 milhões de toneladas. Houve apenas ajuste na estimativa de produção da Argentina, que passou a 48 milhões de toneladas.

No cenário global, a produção total para 2025/26 foi reduzida em um milhão de toneladas, alcançando 427,2 milhões de toneladas. Os estoques finais mundiais foram mantidos em 125 milhões de toneladas e as importações da China seguem estimadas em 112 milhões de toneladas.

A análise também destaca o desempenho da safra no Paraguai. Segundo estimativas da StoneX, o país deve registrar uma supersafra, com produção projetada em 11,8 milhões de toneladas no atual ano comercial.

No mercado chinês, as importações de soja apresentaram recuo nos dois primeiros meses do ano. De acordo com o relatório, “refletindo a maioria dos embarques dos EUA que ainda não chegaram, por colheitas mais lentas do Brasil e pela demora no desembaraço aduaneiro”.

A queda no primeiro bimestre foi de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 12,6 milhões de toneladas. A expectativa, segundo dados citados da Reuters, é de recuperação a partir de março, com a previsão de chegada de 6,4 milhões de toneladas da oleaginosa aos portos chineses, ante 3,5 milhões no mesmo mês do ano passado.





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Preço do milho tem leve alta no mercado externo


As cotações do milho registraram alta na Chicago Board of Trade durante a semana de 6 a 12 de março, embora em ritmo inferior ao observado para a soja. A análise consta em relatório semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgado na quinta-feira (12).

Segundo o levantamento, o primeiro contrato do cereal em Chicago encerrou o pregão de quinta-feira (12) cotado a US$ 4,48 por bushel, ante US$ 4,41 registrados uma semana antes. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o conflito no Oriente Médio também influencia esse mercado, mas ainda com impacto limitado nas negociações em Chicago.

O relatório também destaca a divulgação do balanço de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicada em 10 de março. Segundo o documento, não houve alterações nas estimativas de produção e estoques finais do cereal nos Estados Unidos em relação às projeções divulgadas em fevereiro.

No entanto, o órgão revisou as estimativas para a América do Sul. A produção do Brasil foi elevada para 132 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina foi reduzida para 52 milhões de toneladas. Em ambos os casos, a diferença em relação ao relatório anterior é de um milhão de toneladas.

No cenário global, a produção de milho foi revisada para 1,297 bilhão de toneladas. Os estoques finais mundiais também foram elevados, alcançando 292,8 milhões de toneladas, conforme o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No mercado brasileiro, o atraso no plantio da safrinha começa a pressionar os preços do cereal, ainda que de forma gradual. Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o excesso de chuvas no Centro-Oeste gera preocupação quanto ao andamento da semeadura.

Nas principais praças do Rio Grande do Sul, os preços permaneceram em torno de R$ 56,00 por saco durante a semana. Em outras regiões do país, as cotações variaram entre R$ 52,00 e R$ 69,00 por saco.

Na B3, os contratos futuros acompanham parcialmente o movimento de alta observado em Chicago. No meio da semana, o contrato com vencimento em março era negociado a R$ 71,62 por saco, enquanto os contratos de maio e setembro estavam cotados a R$ 75,30 e R$ 71,25 por saco, respectivamente.

Entre os fatores que influenciam o mercado brasileiro de milho estão as condições climáticas para o plantio da safrinha, a perda da janela ideal de semeadura em algumas regiões produtoras, o aumento dos preços do diesel e dos fertilizantes e os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os custos de produção.





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Ciclone intensifica chuvas e riscos no fim de semana


A atuação de um ciclone próximo à costa do Brasil deve manter um corredor de umidade ativo sobre o país neste fim de semana, aumentando o risco de chuvas fortes em diferentes regiões. As informações foram divulgadas pelo Meteored, que aponta potencial para precipitações volumosas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

Segundo a análise meteorológica, o sistema de baixa pressão próximo ao litoral do Sudeste contribui para organizar a faixa de umidade que atua sobre o país há vários dias. De acordo com o Meteored, “a presença de um ciclone próximo à costa Sudeste do Brasil ajuda a organizar um corredor de umidade sobre o país onde deixa o tempo fechado e aumenta as chances de chuvas fortes”.

As imagens de satélite indicam que essa faixa de umidade se estende desde a Região Norte até áreas do Sudeste, onde há grande presença de vapor d’água e convergência de ventos nos níveis mais baixos da atmosfera. Esse processo favorece a formação de nuvens carregadas e aumenta a probabilidade de precipitações intensas.

De acordo com a previsão, os maiores volumes de chuva podem atingir áreas de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás, Amazonas e Rondônia.

Durante a manhã, pancadas de chuva devem ocorrer de forma irregular no interior de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Já no Norte do país, especialmente no oeste do Amazonas, a previsão indica precipitações moderadas a fortes.

À tarde, as instabilidades tendem a se espalhar por estados do Sudeste, pelo Centro-Oeste — com exceção do Mato Grosso do Sul — e por parte da Região Norte, incluindo Rondônia e Amazonas.

O modelo de confiança do Meteored indica que as chuvas mais intensas devem ocorrer no leste de Minas Gerais, no norte do Rio de Janeiro e na divisa com o Espírito Santo. Também há risco de precipitações intensas no noroeste e no sul do Mato Grosso.

No domingo (15), o ciclone deve se afastar gradualmente em direção ao Oceano Atlântico. Mesmo com esse deslocamento, o corredor de umidade continuará ativo, com leve mudança de posição e maior influência sobre a região central de Minas Gerais, o Vale do Aço, o norte do Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

No Centro-Oeste, as chuvas voltam a atingir o Mato Grosso do Sul, principalmente nas áreas próximas à divisa com Mato Grosso e Goiás. Nos demais estados da região, a previsão indica precipitações de intensidade moderada, com possibilidade de pancadas localizadas mais intensas, especialmente no norte de Mato Grosso.

Entre os maiores volumes previstos estão cerca de 60 milímetros em Alegre, no Espírito Santo, aproximadamente 52 milímetros em Belo Horizonte, em Minas Gerais, cerca de 88 milímetros em Barra dos Garças, no Mato Grosso, e cerca de 40 milímetros em Cuiabá, também em Mato Grosso.

Segundo o Meteored, o cenário meteorológico deve manter o tempo instável ao longo do fim de semana, com acumulados que podem se aproximar de 90 milímetros em áreas pontuais de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.





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Preço do trigo sobe e volta a recuar em Chicago


A cotação internacional do trigo registrou alta no início de março e alcançou o maior nível desde outubro de 2024, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema). O levantamento considera o período de 6 a 12 de março e foi divulgado na quinta-feira (12).

De acordo com a entidade, o contrato para o primeiro mês cotado atingiu US$ 6,11 por bushel em 6 de março, o maior valor observado desde o início de outubro de 2024. Posteriormente, o mercado apresentou recuo e encerrou a quinta-feira (12) em US$ 5,92 por bushel.

O relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve os dados referentes à última safra norte-americana. Segundo o documento, a colheita nos Estados Unidos foi confirmada em 54 milhões de toneladas, com estoques finais estimados em 25,3 milhões de toneladas.

O mesmo relatório elevou ligeiramente a projeção de produção mundial de trigo para 842,1 milhões de toneladas e indicou estoques finais globais de 277 milhões de toneladas para o ano comercial 2025/26. Para a Brasil, a estimativa de produção foi mantida em 8 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina permaneceu em 27,8 milhões de toneladas. As importações brasileiras do cereal foram revisadas para 7,1 milhões de toneladas.

Segundo a análise da Ceema, fatores geopolíticos também influenciam o mercado internacional do trigo. A guerra no Oriente Médio impacta o comércio global, já que a região é grande consumidora do cereal e funciona como corredor de transporte entre a Europa e a Ásia. Ainda assim, a influência do conflito é considerada menor do que a gerada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, dois dos principais produtores mundiais de trigo.

A entidade lembra que, no início do conflito entre Rússia e Ucrânia, no final de fevereiro de 2022, o preço do bushel de trigo ultrapassou US$ 12. Atualmente, o valor do cereal gira em torno de US$ 6 no mercado internacional.





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Cotações do boi variam entre estados do país


O mercado do boi gordo iniciou a sexta-feira (13) com estabilidade nas cotações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria.

De acordo com o levantamento, “o mercado abriu estável para todas as categorias”. A consultoria apontou que a oferta de boiadas havia diminuído no dia anterior e que algumas indústrias elevaram as ofertas com o objetivo de completar as escalas de abate para a próxima semana. Ainda conforme o relatório, “as escalas de abate atendiam, em média, oito dias”.

Na região Sul da Bahia, o aumento na oferta de animais pressionou os preços. Segundo a análise, “a oferta de boiadas havia aumentado, o que pressionou a cotação de todas as categorias, que caíram R$2,00/@ na comparação feita dia a dia”. Nesse mercado, as escalas de abate também atendiam, em média, oito dias.

Já na região Oeste da Bahia, o cenário foi diferente. A consultoria informou que, “na mesma comparação, a cotação de todas as categorias não havia mudado”. As escalas de abate nessa praça atendiam, em média, 12 dias.

Em Roraima, o levantamento indicou recuo no preço do boi gordo. “Na comparação feita dia a dia, a cotação do boi gordo havia recuado R$3,00/@, demais categorias ficaram estáveis”, apontou o informativo.

No oeste do Maranhão, a segunda semana de março foi marcada por queda nas cotações. Segundo a análise, “a cotação do boi gordo e a da vaca caiu R$2,00/@, e a da novilha caiu R$3,00/@”. Apesar disso, na comparação diária, o mercado iniciou a sexta-feira com preços estáveis, sustentados pela postura dos vendedores. Nessa região, as escalas de abate atendiam, em média, seis dias.





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Custos caem para suínos e se mantêm para frango em fevereiro


Os custos de produção de suínos e de frangos de corte tiveram comportamentos diferentes em fevereiro conforme os levantamentos mensais da Embrapa Suínos e Aves divulgados por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).

Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo passou de R$ 6,45 em janeiro para R$ 6,36, queda de 1,39%, com o ICPSuíno recuando para 364,12 pontos. No ano, o índice acumula uma diminuição de 1,77%. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação é de -0,04%. A ração, responsável por 71,92% do custo total de produção em fevereiro, baixou 1,08% no mês e acumula -1,42% no ano.

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte em fevereiro se manteve praticamente estável em relação a janeiro, subindo R$ 0,01, chegando aos R$ 4,72, alta de 0,16%. No ano, o índice acumula alta de1,40%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a variação é negativa: -3,15%. Os custos com aquisição de pintos de 1 dia de vida (18,92% do total), caíram 0,04% em fevereiro, mas têm um aumento acumulado de 18,56% nos últimos 12 meses.

Santa Catarina e Paraná são estados de referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS, devido à sua relevância como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas de custos para os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, fornecendo subsídios importantes para a gestão técnica e econômica dos sistemas produtivos de suínos e aves de corte.

Como apoio aos produtores, a Embrapa disponibiliza ferramentas gratuitas de gestão, como o aplicativo Custo Fácil, para dispositivos Android e com download pela Play Store, que gera relatórios personalizados e diferencia despesas com mão de obra familiar, além de uma planilha de custos voltada à gestão de granjas integradas de suínos e frangos de corte, disponível no site da CIAS.





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