quarta-feira, março 18, 2026

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Brasil amplia importações de fertilizantes em 2025


O volume de fertilizantes importados pelo Brasil registrou queda em novembro de 2025, de acordo com dados oficiais do governo brasileiro. Segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros, o movimento é típico desta época do ano e segue o padrão sazonal histórico das compras nacionais.

No mês, o país importou cerca de 3,3 milhões de toneladas dos principais produtos¹, volume inferior ao observado entre agosto e outubro. “O comportamento das importações em 2025 está alinhado ao histórico: os maiores volumes ocorrem nos meses que antecedem a safra de verão. À medida que o ano avança, especialmente no final do segundo semestre, é natural vermos uma desaceleração”, explica o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías.

Apesar da queda mensal, o acumulado de janeiro a novembro de 2025 permanece acima dos níveis registrados em 2024, demonstrando a resiliência do mercado brasileiro. De acordo com Pernías, esse desempenho ocorreu mesmo diante de um cenário desafiador para os compradores. “Em boa parte do ano, as decisões de compra foram tomadas em meio a preços elevados, relações de troca pouco atrativas e preocupações relacionadas a conflitos, riscos de sanções e tarifas impostas pelos Estados Unidos”, afirma.

Outro ponto relevante observado pela StoneX é a mudança no perfil das aquisições. Com preços altos e oferta limitada de produtos como ureia e MAP, os importadores brasileiros intensificaram a compra de fertilizantes menos concentrados, como sulfato de amônio (SAM) e SSP, buscando alternativas mais econômicas para reduzir custos de produção.

Entre janeiro e novembro de 2025, as importações de ureia somaram 6,6 milhões de toneladas, cerca de 12% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. Já as compras de SAM cresceram 31% no ano. “Esses números mostram uma clara mudança estratégica dos compradores, que passaram a priorizar produtos com melhor custo-benefício diante do cenário global”, conclui o analista.

¹Amônia, Ureia, SAM, NAM, dap, map, SSP, TSP, NP, Enxofre e KCl.





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Expectativa de manutenção de juros no Brasil e corte nos EUA mexem com o mercado


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que, na véspera da decisão do Fed, bolsas de NY recuaram e o dólar se fortaleceu, enquanto o petróleo ampliou perdas com excesso de oferta.

No Brasil, Ibovespa oscilou com impasse na votação do PL da Dosimetria e dólar tocou R$ 5,50 antes de recuar. Hoje, Copom deve manter Selic em 15% e Fed cortar 0,25 p.p., com divulgação do IPCA de novembro.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Clima e câmbio determinam ritmo do milho no início da semana



Milho inicia a semana com viés de estabilidade



Foto: Canva

Segundo análise divulgada nesta segunda-feira (8) pela Grão Direto, o mercado de milho iniciou a semana refletindo a interação entre a volatilidade externa e ajustes domésticos ligados ao clima e ao câmbio. Conforme o relatório, “o fechamento da última semana indicou certa fragilidade dos contratos”, influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do USDA e pelo movimento de queda observado nos grãos.

O documento aponta que, nos primeiros dias da semana, os preços internacionais tendem a permanecer sensíveis à formação de expectativas sobre a oferta global. O especialista afirma que o mercado deve manter “comportamento lateralizado ou levemente pressionado”, enquanto aguarda novos dados oficiais. Ainda assim, destaca que não está descartado “algum ajuste técnico intermediário”, sem indicar mudança de tendência.

No campo climático, o relatório afirma que esse fator tende a ganhar relevância com o avanço do calendário do milho de segunda safra. A análise registra “preocupações com janelas apertadas de plantio e condições irregulares em algumas regiões”, o que já vem sendo incorporado às curvas futuras brasileiras como “prêmio de risco”.

A percepção de possíveis atrasos ou necessidade de substituição de área na segunda safra cria um elemento de sustentação para os preços, apesar de a colheita atual e dos estoques oferecerem algum alívio no curto prazo. Segundo a análise, o mercado começa a testar cenários em que a oferta de 2026 possa ser menos confortável, tornando o preço mais sensível às previsões meteorológicas e às oscilações cambiais nas próximas semanas.

O especialista avalia que o milho inicia a semana com viés de estabilidade. Ele afirma que o setor mantém o “radar ligado para o clima e os próximos dados do USDA”, ressaltando que a combinação entre pressão externa e preocupação com a safrinha de 2026 sustenta as curvas futuras e limita recuos mais intensos.





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Queda prevista na safra europeia de grãos em 2026


A projeção inicial para a safra de 2026 indica redução na produção total de grãos na União Europeia e no Reino Unido, com estimativa de 296,7 milhões de toneladas. O volume fica abaixo das 306,6 milhões de toneladas colhidas em 2025, em um movimento atribuído ao retorno dos rendimentos a patamares considerados normais após um ano de resultados excepcionais.

A produção de trigo, excluindo o trigo duro, deve alcançar 143,9 milhões de toneladas, frente às 147,5 milhões registradas no ano anterior. A expectativa de queda nos rendimentos ocorre apesar das chuvas recentes, que favoreceram a umidade do solo e garantiram bom desenvolvimento das lavouras antes do inverno. As áreas destinadas ao cereal tendem a ficar ligeiramente maiores que as do ciclo anterior.

No caso da cevada, a previsão aponta recuo para 58,2 milhões de toneladas, ante 63,2 milhões em 2025. A entidade destaca que o declínio é reflexo direto de produtividades menores, com destaque para a Espanha, que teve desempenho atípico no ano anterior, e para o Reino Unido, onde a área cultivada deve diminuir.

O milho aparece como uma das poucas culturas com recuperação esperada após a seca que afetou 2025. Mesmo assim, a área tende a seguir em retração, já que muitos produtores se frustraram com os resultados recentes e devem migrar para outras alternativas de primavera, como girassol e soja, especialmente nos países balcânicos e na França. Caso o cenário se confirme, a região terá reduzido em cerca de 15% sua área de milho desde 2020. A produção prevista é de 58,9 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 57,1 milhões do ciclo anterior.

Para a canola, a projeção é de 21,8 milhões de toneladas, repetindo o desempenho de 2025. A queda nos rendimentos deve ser compensada pela ampliação do plantio, que passa de 7,1 milhões para 7,5 milhões de hectares, movimento impulsionado pelos preços atrativos durante a janela normal de semeadura.

 





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Exportações de feijão batem recorde anual


As exportações brasileiras de feijão superaram 500 mil toneladas entre janeiro e novembro de 2025, alcançando o maior volume desde o início da série da Secretaria de Comércio Exterior, em 1997. O levantamento indica que, apesar do avanço no mercado externo, o consumo doméstico segue com negociações pontuais. Segundo o documento, essas operações têm ocorrido “principalmente para reposição de estoques”.

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, no mercado interno, os preços do feijão carioca continuam influenciados por um comportamento “seletivo da demanda”, já que a oferta recente tem sido formada por produtos de qualidade superior. Em relação ao feijão preto, o levantamento afirma que o grão “permanece pressionado pela elevada disponibilidade de grãos remanescentes da safra 2024/2025”.

A CNA destaca que, no caso do feijão carioca de notas 9 ou superiores, a oferta de grãos de coloração clara, boa peneira e baixa umidade permanece concentrada na colheita paulista, o que tem contribuído para a estabilidade das cotações. Entre 28 de novembro e 5 de dezembro, a saca apresentou alta de 0,42% em Itapeva (SP). O documento ainda aponta que “a postura mais firme dos produtores”, principalmente entre os irrigantes da terceira safra, sustentou altas de 1,03% em Sorriso (MT) e de 0,54% no Noroeste de Minas. No Centro e no Noroeste Goiano, houve pequena retração.

Em relação ao feijão carioca de notas 8 e 8,5, o boletim indica maior aproximação dos preços em relação aos produtos superiores, reduzindo a diferença para cerca de 5,5% no início de dezembro. De acordo com a CNA, o levantamento registra alta de 3,24% em Itapeva (SP), seguida por avanços de 3,21% no Noroeste de Minas, 2,72% no Centro/Noroeste Goiano e 0,88% no Leste Goiano. Segundo o relatório, a “postura mais cautelosa dos compradores” levou a quedas no Sul Goiano (-3,44%), em Barreiras (BA) (-0,90%) e em Sorriso (MT) (-0,51%).

Para o feijão preto tipo 1, o documento reforça que a oferta elevada da safra anterior mantém pressão sobre os preços. O boletim afirma que produtores têm negociado conforme “necessidade de caixa ou liberação de espaço nos armazéns”, enquanto compradores demonstram baixa disposição de compra. Os preços registraram alta de 0,9% em Curitiba e leve queda de 0,4% na Metade Sul do Paraná.





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Projeto com sojicultores e apicultores para impulsionar agricultura sustentável


Apesar de parecerem práticas totalmente diferentes, agricultura e apicultura podem ter uma conexão que beneficia ambas as atividades, e a BASF Soluções para Agricultura é uma grande incentivadora desta ideia. Para promover essa conexão, a empresa desenvolve projetos que aliam a conservação de polinizadores com o aumento da produtividade agrícola. Nesta safra 2025/26, por exemplo, o projeto Coexistência entre Agricultura e Apicultura, vem sendo realizado em áreas de produção de soja no Rio Grande do Sul.

A primeira fase da iniciativa ocorre entre novembro de 2025 e abril de 2026, na cidade de São Gabriel, no Rio grande do Sul. A primeira etapa contará com a participação de 24 apicultores e 6 sojicultores parceiros, que receberão treinamentos e suporte técnico para garantir o sucesso da integração das atividades. O pesquisador da Embrapa Soja, Décio Gazzoni, vai acompanhar a iniciativa e dar apoio especializado aos produtores.

O programa busca promover maior integração entre as atividades. De um lado, os sojicultores abrem espaço em suas lavouras para as caixas com enxames de abelhas. Do outro, os apicultores produzem um mel de alta qualidade, vindo da florada da soja. E todos saem ganhando com a possibilidade de aumento da produtividade. Estudos já comprovaram que a produtividade da soja pode ser, em média, 13% maior na presença de abelhas no entorno da lavoura. E a produtividade dos apiários pode até triplicar durante a floração da soja.

Essa realidade é confirmada na prática pelo apicultor Aldo Machado, que alcançou resultados expressivos ao posicionar seus apiários próximos às áreas de soja. “Tivemos apiários que produziram mais de 50 kg só na florada da soja, o que representa o dobro da média nacional. E é um mel claro, aromático e de excelente qualidade”. Para ele, o sucesso da integração entre agricultura e apicultura depende de diálogo e manejo correto.

“Acreditamos que a colaboração é a chave para superar os desafios da produção de alimentos. Este novo projeto reforça esse compromisso ao unir a cadeia produtiva, conectando agricultores e apicultores para construir um legado de sustentabilidade. Conservar as abelhas é fundamental para o equilíbrio na natureza e para uma agricultura mais produtiva, garantindo a segurança alimentar de forma cada vez mais responsável”, afirma José Eduardo Moraes, diretor de Assuntos Regulatórios e Stewardship da BASF Soluções para Agricultura na América Latina.

O projeto realizado com produtores gaúchos faz parte da iniciativa Starting Ventures, programa global da BASF que apoia modelos de negócio inovadores e com impacto positivo para a sociedade e o meio ambiente.

O compromisso com a sustentabilidade se estende ainda mais com uma contrapartida ambiental: para cada quilo de mel de florada de soja produzido pelos parceiros, mudas de árvores nativas serão plantadas. Essa ação reforça a pastagem apícola, ou seja, a oferta de alimento para as abelhas, e ainda contribui para a estratégia de reflorestamento da região.

“Esta iniciativa mostra na prática como é possível aliar produtividade agrícola e conservação ambiental. Ao incentivarmos as boas práticas no campo e o diálogo entre os produtores, não apenas fortalecemos a economia local com a produção de mel, mas também geramos um impacto positivo direto na biodiversidade. É um modelo de negócio que gera valor para os agricultores, para a comunidade e para o meio ambiente”, complementa Maurício do Carmo Fernandes, gerente de Stewardship e Sustentabilidade da BASF Soluções para Agricultura.

Cartilha de boas práticas

E essa preocupação com a coexistência harmônica entre as abelhas e a agricultura não é de hoje. Em parceria com a Embrapa e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), foi produzida cartilha Boas Práticas para Integração entre Apicultura e Sojicultura. Esse guia é o resultado de um extenso projeto conduzido ao longo de três safras para validar em campo as melhores práticas para que a produção de soja e de mel pudessem caminhar lado a lado.

Iniciativas como a cartilha e o projeto Coexistência entre Agricultura e Apicultura, reforçam a visão da BASF Soluções para Agricultura de que é possível aliar alta produtividade no campo com a proteção da biodiversidade. São ações que conectam inovação, clientes e a sociedade, construindo um legado de sustentabilidade e gerando valor para toda a cadeia do agronegócio. 





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Brasil passará a exportar carne bovina à Guatemala, anuncia Mapa


carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

O Brasil passará a exportar carne bovina à Guatemala, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (9).

Com uma população de aproximadamente 18 milhões de habitantes, o país da América Central importou mais de US$ 192 milhões em produtos agropecuários brasileiros entre janeiro e outubro de 2025, com destaque para os cereais.

No último ano, a Guatemala importou US$ 155,6 milhões em carne bovina, aproximadamente 8,6% do consumo interno. Se comparado aos anos anteriores, o valor representa um crescimento de 122% em relação aos anos anteriores, demonstrando o potencial crescente do mercado centro-americano.

“A aprovação da carne bovina brasileira ocorre em um momento de forte desempenho do setor. O Brasil segue como o maior exportador mundial, tendo embarcado mais de US$ 12 bilhões em 2024, o equivalente a 2,8 milhões de toneladas destinadas a mais de 150 mercados. Em 2025, o ritmo segue acelerado: até outubro, as exportações brasileiras de carne bovina já superaram US$ 14 bilhões”, destaca o Mapa, em nota.

De acordo com a pasta, a abertura de mercado para a Guatemala cria novas oportunidades para o Brasil em um mercado regional estratégico, com potencial de expansão especialmente para cortes congelados, categoria que representa mais de 70% das importações guatemaltecas do produto.

“Para o país parceiro, a chegada da carne bovina brasileira contribui para maior estabilidade de oferta, fortalecendo a segurança alimentar e ampliando o acesso de consumidores e da indústria local a proteínas de qualidade.

Com o anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 500 novas oportunidades de comércio desde o início de 2023.

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Senado aprova tese do marco temporal em votação de dois turnos


Senado
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Senado aprovou nesta terça-feira (9) a tese do marco temporal, determinando que somente poderão ser demarcadas as terras indígenas ocupadas ou disputadas até a data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.

A proposta foi aprovada com 52 votos favoráveis, 14 contrários e uma abstenção, em primeiro turno, e com 52 votos favoráveis, 15 contrários e uma abstenção, em segundo turno. Agora, segue para a Câmara dos Deputados, onde tem amplo apoio.

A PEC 48/2023, apresentada pelo senador Dr. Hiran (PP-RR), ratifica os termos do marco temporal, tema da Lei 14.701, de 2023. Segundo o parlamentar, o objetivo declarado da emenda é conferir segurança jurídica para o processo de demarcação de terras indígenas.

“Essa emenda não visa negar o direito dos povos indígenas às suas terras, mas, sim, oferecer uma base sólida para a demarcação, evitando conflitos e incertezas que prejudicam tanto as comunidades indígenas quanto outros setores da sociedade”, diz a justificação da proposta.

A PEC foi aprovada na forma de substitutivo oferecido pelo relator, senador Esperidião Amin (PP-SC). O texto ampliou as ressalvas à demarcação e acrescentou dispositivos que garantem prévia indenização aos ocupantes regulares de terras que serão demarcadas.

Tema polêmico

A tese do marco temporal surgiu em 2009, em parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a demarcação da reserva Raposa-Serra do Sol, em Roraima. O critério temporal foi utilizado nesse caso.

Em setembro de 2023, o Senado aprovou um projeto de lei (PL 2.903/2023) que regulava a demarcação de terras indígenas de acordo com o marco temporal. No mesmo mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu contra a tese, e o governo vetou o trecho da lei que instituía o marco temporal.

No entanto, o veto presidencial foi derrubado pelo Congresso Nacional logo depois. Assim, o marco temporal virou lei em outubro de 2023.

Já em abril de 2025, o ministro Gilmar Mendes, decano do Suprema Corte, estabeleceu a suspensão das ações que tratam da questão no Supremo, até que haja uma decisão final dos ministros. Na ocasião, foi estabelecido pelo STF um grupo de trabalho para discussão do tema com o Executivo e o Legislativo, o que levou à suspensão da tramitação da PEC 48/2023 no Senado.

Resistência dos indígenas

Grupos indígenas são contrários ao marco temporal e afirmam que a tese desconsidera, por exemplo, povos nômades e comunidades que foram expulsas de suas terras antes da promulgação da Constituição.

Ao apresentar seu relatório, Amin lembrou que, desde 1934, todas as Constituições reconheceram implicitamente o princípio do marco temporal, estabelecendo que os povos indígenas têm direito à posse da terra “em que eles se encontram”. Ele elogiou a conduta do ministro Gilmar Mendes na busca de “uma luz de harmonia, de bom senso e de acordo”.

“O marco temporal, por mais vezes que o Supremo decida que ele não existe ou não vale, ele vale, sim, porque tudo que nós fazemos na nossa vida respeita o marco temporal”, enfatizou.

‘Insegurança jurídica insuportável’

Na discussão da matéria, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), apelou por um acordo, admitindo que a insegurança jurídica é “insuportável”. Para ele, o marco temporal não resolve o problema e põe os indígenas em desvantagem na regularização de terras.

“A culpa não é dos indígenas. A culpa é do Estado brasileiro, que não cumpriu o desígnio do Constituinte, que em cinco anos deveria ter regulamentado [as demarcações]”, disse.

Já Dr. Hiran criticou a judicialização do marco temporal no STF e chamou a atenção para a responsabilidade sobre demarcações no campo e em áreas urbanas. “A lei do marco temporal, a meu juízo, não tem nenhuma inconstitucionalidade, mas, quando nós demos esse tempo de mais de um ano para discutir no Supremo, durante esse tempo, o governo continuou sinalizando a demarcação de terra indígena no país, concedendo insegurança jurídica”, ponderou.

*Com informações da Agência Senado

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Energia solar abre espaço para soluções como armazenamento de hidrogênio renovável


soja energia solar
Foto: Pixabay

A expansão da energia solar no Brasil segue acelerada e, em 2025, consolidou novos avanços mesmo diante de desafios econômicos.

Segundo o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, o setor registra crescimento robusto e ganha espaço como pilar da transição energética nacional especialmente no agronegócio.

Sauaia destacou que mais de 10 GW foram adicionados à matriz elétrica brasileira ao longo do ano. Com isso, a energia solar se tornou a segunda maior fonte do país, representando 24% da capacidade instalada.

No campo, o movimento é ainda mais significativo, já são 330 mil sistemas solares instalados em propriedades rurais, beneficiando mais de 72 mil consumidores e movimentando R$ 25 bilhões em investimentos nos últimos anos.

De acordo com Sauaia, a taxa de juros elevada tem dificultado o acesso de pequenos produtores ao financiamento para aquisição de sistemas solares e baterias.

Ainda assim, o campo segue como protagonista da expansão fotovoltaica, com maior concentração no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, sem deixar de abrir oportunidades no Norte e Nordeste, regiões com enorme potencial de crescimento.

Sauaia destaca que, em áreas isoladas da região Norte, onde o fornecimento de energia é precário, a combinação entre painéis solares e sistemas de armazenamento já traz autonomia e segurança energética para produtores e comunidades.

Transição energética impulsiona novas tecnologias

A Absolar realiza nesta semana, em São Paulo, o Encontro Nacional Absolar, evento que reúne especialistas, empresários e produtores para discutir resultados de 2025 e traçar projeções inéditas para 2026.

“Para o nosso evento, nós esperamos poder abordar um pouco mais sobre essas novas tecnologias e como elas se conectam com a realidade dos consumidores brasileiros”, destaca Sauaia.

O executivo reforça que o hidrogênio verde pode se tornar matéria-prima para produção nacional de fertilizantes, reduzindo a dependência externa, hoje superior a 90% e contribuindo para baratear custos no campo.

Desafios regulatórios e econômicos

Apesar do otimismo, o setor mira 2026 com atenção redobrada. O próximo ano será eleitoral, o que tende a impactar decisões políticas e regulatórias. Sauaia ressalta que o principal entrave atual é o custo de capital, que encarece investimentos em energia solar e armazenamento.

Ele defende que políticas públicas sejam fortalecidas, especialmente no Plano Safra, no Fundo Clima e em linhas de financiamento com juros mais acessíveis. Também reforça a necessidade de acompanhar a implementação do novo marco legal do setor elétrico, cujas mudanças afetam diretamente a expansão da energia solar no país.

Olhar para o futuro

Mesmo com desafios, o setor fotovoltaico segue como uma das principais apostas para ampliar a competitividade brasileira, reduzir custos de energia para o agro e acelerar a transição para uma matriz mais limpa. Combinada a fontes como vento, água, biomassa e biogás, a energia solar deve ampliar ainda mais sua participação no abastecimento nacional nos próximos anos.

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Mercado do boi inicia semana com estabilidade



Exportações de carne bovina crescem 59% na média diária



Foto: Divulgação

De acordo com a análise divulgada nesta terça-feira (9) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou estabilidade nas praças paulistas. O boletim aponta que “uma parte dos compradores estava com escalas prontas para o começo da segunda semana de janeiro e testavam preços menores, mas sem negócios concretizados”. As empresas que não contavam com escalas longas “mantinham as ofertas dentro das referências”, o que resultou em preços estáveis para todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, em 11 dias.

Na Bahia, o cenário variou conforme a região. No Sul do estado, parte da indústria ficou fora das compras e houve redução na oferta de bovinos, mas o informativo ressalta que “ainda sem alterar o preço de todas as categorias”. As escalas de abate estavam, em média, em cinco dias. No Oeste baiano, a retração dos vendedores reduziu a oferta e elevou em R$ 3,00/@ a cotação do boi gordo. Já a cotação da vaca e da novilha permaneceu inalterada.

Em Alagoas, a análise registra que não houve mudanças nos preços.

O boletim também destaca o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura. Até a primeira semana de dezembro, o volume embarcado chegou a 76,7 mil toneladas, com média diária de 15,3 mil toneladas, “aumento de 59,1% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024”. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 13,4% na comparação anual.





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