segunda-feira, março 16, 2026

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França e Itália se unem para tentar adiar votação sobre acordo UE-Mercosul, diz agência


Mercosul-UE, união europeia e mercosul, acordo
Foto: Camex

Segundo a Reuters, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o presidente da França, Emmanuel Macron, concordaram sobre a necessidade de adiar a votação final da União Europeia a respeito do acordo comercial com o Mercosul. A informação foi confirmada por duas fontes familiarizadas com a conversa, ouvidas pela agência nesta segunda-feira.

De acordo com a Reuters, a França tem atuado para reunir outros países do bloco com o objetivo de formar uma minoria capaz de barrar o acordo negociado pela Comissão Europeia. A previsão é de que a votação ocorra ainda nesta semana, em Bruxelas.

Defensores do pacto argumentam que o acordo pode reduzir a dependência europeia da China, sobretudo no fornecimento de minerais estratégicos, além de amenizar os impactos das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos europeus.

Uma terceira fonte citada pela Reuters avaliou que a França poderia alcançar uma minoria de bloqueio caso a Dinamarca, que ocupa a presidência rotativa da União Europeia, leve o tema à votação. Para barrar a proposta, é necessário o apoio de ao menos quatro Estados-membros que representem, juntos, 35% da população do bloco.

Ainda segundo a agência, Polônia e Hungria se posicionam contra o acordo com o Mercosul, enquanto Áustria e Irlanda demonstraram alinhamento com a postura francesa. Até o momento, o Palácio do Eliseu e o gabinete de Giorgia Meloni não responderam aos pedidos de comentário da Reuters.

No domingo, o governo francês já havia anunciado que buscava adiar a votação, alegando a necessidade de garantir “proteções legítimas” aos agricultores europeus.

O acordo comercial com o Mercosul, que envolve Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, precisa de aprovação final da União Europeia antes de ser ratificado pelos Estados-membros. Firmado há cerca de um ano, o pacto ampliaria o acesso de exportadores europeus a novos mercados, em um contexto de maior concorrência chinesa e de tensões comerciais com os Estados Unidos.

Apesar disso, o acordo enfrenta forte resistência de agricultores europeus, que temem a entrada de produtos mais baratos, com regras ambientais consideradas menos rigorosas, especialmente carnes bovina e de frango. A Comissão Europeia chegou a apresentar salvaguardas ao setor agrícola em outubro, mas, segundo a Reuters, a França classificou as medidas como insuficientes.

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Indicadores econômicos do Brasil e EUA são destaques desta terça-feira no mercado financeiro


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta terça-feira (16), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que bolsas de NY caíram com realização em ações de tecnologia e temor de bolha em IA, enquanto o petróleo recuou 1%.

No Brasil, dólar fechou a R$ 5,42, bolsa subiu mais de 1% e juros perderam inclinação após Focus e IBC-Br fracos. Hoje, destaque para ata do Copom, indicadores da FGV e CNI, IPC-S, além de PMIs e ZEW na Europa e dados econômicos nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho encerra semana de queda com ritmo lento de negócios


Os contratos futuros de milho encerraram a sexta-feira e o acumulado da semana em queda na B3, em um cenário marcado por negociações lentas e menor interesse comprador no encerramento do ano. De acordo com a TF Agroeconômica, a retração da demanda pelo cereal tem limitado os negócios no mercado futuro e também se reflete no mercado físico, que vinha de um período prolongado de valorização.

Na comparação semanal, a Média Cepea registrou recuo de 1,19%, sinalizando arrefecimento nos preços internos. O movimento negativo foi reforçado pela desvalorização do dólar, que caiu 0,41%, e pelo desempenho da Bolsa de Chicago, que recuou 0,72% no dia, adicionando pressão às cotações domésticas. Ainda assim, os preços nos portos seguem sustentados pela taxa de câmbio acima de R$ 5,40, o que permitiu avanço de 0,89% no valor FOB do milho destinado à exportação.

Diante desse quadro, os principais vencimentos negociados na B3 fecharam em baixa. O contrato janeiro de 2026 encerrou cotado a R$ 71,91, com perda diária de R$ 0,36 e recuo semanal de R$ 2,32. O vencimento março de 2026 terminou a sessão a R$ 74,88, apresentando queda de R$ 0,27 no dia e de R$ 1,26 na semana. Já o contrato de maio de 2026 fechou a R$ 74,25, com baixa diária de R$ 0,11 e desvalorização semanal de R$ 1,27.

No mercado internacional, o milho negociado na Bolsa de Chicago também encerrou o dia e a semana em baixa. O contrato dezembro caiu 0,86%, a US$ 4,31 por bushel, enquanto março recuou 1,29%, para US$ 4,40 por bushel. A pressão veio principalmente da forte queda da soja, apesar do equilíbrio entre a ampla oferta e a boa demanda interna e externa.

Dados do censo indicaram que as exportações americanas de milho somaram 6,29 milhões de toneladas em setembro, alta de 9,1% frente ao mês anterior e avanço expressivo de 60,9% na comparação anual. Os embarques de etanol alcançaram 148,4 milhões de galões no mesmo período, refletindo demanda firme no mercado internacional. Mesmo com esses indicadores positivos, o milho em Chicago acumulou queda semanal de 0,90%.

 





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Frente fria se desloca e leva chuva forte para 3 regiões do país


chuva forte e frente fria - guarda-chuva - inmet - chuvas -temporais
Foto: Inmet

A presença de uma frente fria deve trazer chuva forte, com risco de temporais, para o Sul, parte do Sudeste e também em áreas do Centro-Oeste. Confira a previsão da Climatempo para esta terça-feira (16):

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A frente fria segue se deslocando pela região Sul do país, provocando pancadas de chuva ao longo do dia. No norte e nordeste do Rio Grande do Sul, além da Serra Gaúcha, litoral norte e Região Metropolitana de Porto Alegre, grande parte de Santa Catarina e também do Paraná, chove de maneira moderada a forte intensidade, com risco de temporais nessas áreas. As temperaturas diminuem um pouco em relação ao dia anterior, mas o tempo ainda segue abafado, enquanto na Serra as temperaturas ficam mais amenas.

Sudeste

Nas primeiras horas do dia, há chance de chuva em áreas do noroeste de Minas Gerais. Com a aproximação da frente fria pela região, as pancadas de chuva aumentam ao longo do dia, e a presença de calor e umidade também mantém as instabilidades pela região, com chuva moderada a forte intensidade em São Paulo, Rio de Janeiro, grande parte de Minas Gerais e no extremo sul do Espírito Santo. Já no restante do território capixaba e também no nordeste mineiro, o tempo segue mais firme.

Centro-Oeste

A presença de uma baixa pressão sobre o Paraguai e também a atuação da frente fria no Sul e Sudeste do país, que ajuda a canalizar a umidade vinda da região Norte, favorece fortes pancadas de chuva desde o começo do dia em Mato Grosso do Sul. Ainda pela manhã, as pancadas também ocorrem em Mato Grosso e em Goiás e, ao longo do dia, ganham força. Chove de maneira moderada a forte intensidade e há chance de temporais pela região.

Nordeste

No oeste da Bahia, além de grande parte do Maranhão e metade sul do Piauí, chove de maneira moderada e pontualmente mais forte. No Ceará e na faixa litorânea do Rio Grande do Norte, chuvas mais fracas, enquanto o restante da região o tempo segue mais aberto e o calor continua predominando.

Norte

As pancadas de chuva seguem ocorrendo pelo Amazonas, Acre, Rondônia e Amapá, e ganham força pela região, ocorrendo de maneira moderada a forte intensidade. Em Roraima, no sul e oeste do Pará, além do Tocantins, as instabilidades seguem ocorrendo. As temperaturas permanecem elevadas.

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Soja se valoriza com demanda nos portos e revisão de estoques, aponta Cepea



As negociações com soja no mercado spot brasileiro ganharam ritmo



Foto: Pixabay

As negociações com soja no mercado spot brasileiro ganharam ritmo na última semana, impulsionadas por fatores logísticos e revisões nas estimativas de oferta. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o cenário atual estimulou a valorização dos prêmios de exportação e elevou os preços internos do grão.

A intensificação da demanda para fechamento de cargas nos portos brasileiros foi um dos principais motores desse movimento. Ao mesmo tempo, novas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontaram uma redução nos estoques de passagem da safra 2024/25, em comparação ao relatório anterior. Essas duas variáveis aumentaram a atratividade do produto nacional no mercado internacional.

Com o novo ajuste, os embarques da safra 2024/25 foram projetados pela Conab para o recorde de 106,97 milhões de toneladas — um aumento de 0,3% frente à projeção anterior. Esse volume histórico reforça o protagonismo do Brasil no comércio global de soja, mesmo diante de um ano marcado por desafios climáticos e logísticos.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até o dia 5 de dezembro, 98,88% desse volume já havia sido embarcado, demonstrando o forte ritmo das exportações neste ciclo. A antecipação e fluidez nos embarques também colaboraram para a pressão altista sobre os preços no mercado interno.

Pesquisadores do Cepea destacam que esse conjunto de fatores sustentou a valorização dos prêmios de exportação, beneficiando diretamente os produtores e comerciantes brasileiros. A alta no mercado físico se estende a diversas praças do país, acompanhando o aquecimento da demanda externa.

Para os próximos dias, a expectativa é de continuidade nesse cenário de firmeza, especialmente diante da proximidade do encerramento do ciclo 2024/25 e da necessidade de finalização de contratos. No entanto, o comportamento do mercado internacional e a logística nos portos ainda serão determinantes para o fôlego dos preços internos.





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Tambaqui e curimba juntos: estudo da Embrapa revela sistema mais sustentável e eficiente


Curimba (em cima) e tambaqui
Fotos: Embrapa

A criação integrada de tambaqui com curimba, também chamado de curimbatá, é uma alternativa mais sustentável e eficiente para a produção de proteína no bioma amazônico. A conclusão é de um levantamento conduzido pela Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), que apontou aumento de 25% na produtividade quando as duas espécies são cultivadas juntas.

Os resultados foram publicados na revista Aquaculture e reforçam o potencial desse sistema, chamado de aquicultura multitrófica integrada (AMTI) para reduzir impactos ambientais e melhorar o desempenho econômico dos sistemas produtivos.

O estudo avaliou o modelo AMTI, que combina espécies com funções ecológicas complementares no mesmo viveiro. Na prática, o sistema imita o funcionamento dos ecossistemas naturais e recicla nutrientes que seriam desperdiçados em cultivos convencionais. Assim, reduz a geração de resíduos, melhora o aproveitamento alimentar e entrega mais proteína por hectare.

A comparação com outras cadeias produtivas também chamou atenção. Para produzir 1 quilo de proteína, a pecuária bovina exige 434% mais terra que a piscicultura do tambaqui. Na avicultura, o uso de área é 48% maior e, na suinocultura, 72% superior. “A aquicultura surge como alternativa real para diminuir a pressão por abertura de novas áreas no bioma amazônico”, afirma a pesquisadora Adriana Ferreira Lima, líder do estudo.

A pesquisa confirma achados recentes publicados na Nature Sustainability, que destacaram vantagens do cultivo de peixes amazônicos em relação ao gado na região. Os impactos ambientais da piscicultura, segundo Lima, permanecem menores mesmo quando todos os insumos necessários à produção — como grãos usados na ração — são considerados na análise do ciclo de vida. Além disso, a liberação de gases de efeito estufa é reduzida quando comparada a outras atividades agropecuárias.

Por que o curimba

A escolha do curimba para integrar o sistema não foi aleatória. O peixe, menor e de hábitos alimentares diferentes do tambaqui, consome plâncton, sobras de ração e sedimentos do fundo dos viveiros. Essa característica o torna um “reciclador natural” dentro do ambiente de cultivo. Apesar disso, não interfere no crescimento do tambaqui, que segue atingindo o peso comercial de 1,8 quilo nas condições avaliadas. O curimba, nessa proporção utilizada, alcançou 200 gramas, mas pode permanecer no viveiro até chegar ao tamanho ideal de mercado.

O estudo também desmonta dúvidas frequentes entre produtores. A inserção do curimba não exige aumento de ração, não reduz o desempenho do tambaqui e não altera o manejo cotidiano. Para pequenos produtores, a diferença no ritmo de crescimento entre espécies não compromete a viabilidade da produção integrada, já que ambas têm tamanhos de comercialização distintos e podem ser despescadas em momentos diferentes.

Do ponto de vista ambiental, os ganhos são expressivos. Com a integração, a emissão de dióxido de carbono por quilo de peixe caiu de 4,2 quilos para 3,9 quilos. Houve ainda redução de 17% no uso da terra, 12% na acidificação, 38,5% na dependência de água, 13,3% na demanda energética, 21% na eutrofização de água doce e 9% nas mudanças climáticas em relação ao monocultivo de tambaqui.

O experimento foi realizado em viveiros de 600 metros quadrados, com insumos e densidades semelhantes aos utilizados comercialmente. Os alevinos das duas espécies foram inseridos simultaneamente, em proporções equivalentes. A partir dos dados de campo, os pesquisadores avançaram com análises detalhadas do ciclo de vida, incluindo todos os custos envolvidos na produção.

Para Lima, os resultados mostram que os cultivos integrados representam o futuro da aquicultura brasileira. Outras combinações, como tilápia com camarão-gigante-da-malásia, já são testadas no Paraná e no Sudeste. Em algumas regiões, a água de piscicultura também vem sendo aproveitada para irrigação, unindo cadeias em modelos circulares de produção.

A pesquisadora lembra que o tambaqui, segunda espécie nativa mais produzida no Brasil, aproveita apenas de 30% a 40% do nitrogênio e fósforo inseridos na alimentação. O restante se perde. A inclusão do curimba transforma parte desse resíduo em proteína comercializável. “Avançamos um passo importante no estudo do cultivo integrado. Quanto maior a diversidade de espécies, desde que compatível com o tambaqui, maior a eficiência do sistema”, afirma.

Mesmo com os avanços, Lima destaca que ainda há desafios científicos e técnicos a serem explorados. Estudos futuros devem avaliar impactos de sistemas com mais espécies, potencial de irrigação com água de piscicultura e novos arranjos produtivos. “Há um longo caminho pela frente”, conclui.

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Trigo deve manter preços pressionados no curto prazo



Apesar do viés negativo, alguns fatores podem limitar quedas


Apesar do viés negativo, alguns fatores podem limitar quedas
Apesar do viés negativo, alguns fatores podem limitar quedas – Foto: Seane Lennon

O mercado internacional de trigo apresenta um cenário de preços pressionados no curto prazo, refletindo principalmente a ampla disponibilidade do cereal no cenário global. Para os próximos 30 dias, a expectativa aponta para um movimento de preços lateral a levemente baixista, com eventuais repiques técnicos, em um ambiente marcado pela predominância dos fatores de oferta sobre a demanda.

Segundo a TF Agroeconômica, a análise do contrato de trigo com vencimento em março de 2026 na CBOT indica que as cotações seguem próximas das mínimas recentes, girando entre 529 e 534 centavos de dólar por bushel. O comportamento recente mostra pressão vendedora e dificuldade de recuperação mais consistente, reforçada pelo fechamento fraco observado nas últimas sessões e pela ausência de força direcional clara no mercado.

Entre os principais fatores de baixa estão as revisões positivas das estimativas de produção em grandes países exportadores. A safra argentina foi elevada para cerca de 27,7 milhões de toneladas, nível considerado recorde ou muito acima da média, somando-se aos volumes elevados registrados na Austrália e na Rússia. Relatórios internacionais também apontam estoques globais elevados, conforme indicado pelo USDA, enquanto a maior competitividade do trigo argentino pressiona as exportações de outros fornecedores. No Brasil, a Conab revisou a produção para 7,96 milhões de toneladas, reduzindo a necessidade de importações e contribuindo para aliviar os preços internos, com reflexos no mercado internacional.

Apesar do viés negativo, alguns fatores podem limitar quedas mais acentuadas. As exportações americanas seguem positivas, indicando demanda consistente nos Estados Unidos, enquanto questões geopolíticas, especialmente na região do Mar Negro, podem gerar volatilidade pontual. O dólar mais fraco frente ao euro atua como suporte técnico moderado, mas insuficiente para reverter o quadro de oferta abundante. Nesse contexto, a expectativa é de negociação entre 520 e 550 centavos por bushel, com movimentos mais fortes dependendo de revisões adicionais de oferta, surpresas na demanda ou eventos climáticos e geopolíticos inesperados.

 





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Preços do milho caem após compras antecipadas e oferta elevada



Cenário para o milho no curto prazo tende a ser de preços mais baixos



Foto: Divulgação

Os preços do milho passaram por uma queda ao longo da última semana, após iniciarem o período em patamares mais elevados, conforme aponta levantamento do Cepea. Segundo dados divulgados pelo Centro de Pesquisas, o enfraquecimento da demanda interna foi o principal fator responsável pelos recuos nos preços, já que parte dos consumidores optou por compras antecipadas. Com isso, muitos se afastaram das negociações no mercado spot, o que gerou um alívio temporário nos valores.

Além disso, as estimativas para a safra brasileira de milho 2025/26 seguem indicando uma oferta nacional elevada, o que também colaborou para reforçar a pressão sobre os preços domésticos. A expectativa de uma safra grande para o próximo ciclo deixou os vendedores em uma posição mais retraída nas negociações, aguardando uma possível recuperação nos preços em 2026. A perspectiva é de que, após o recesso de fim de ano, o retorno dos compradores traga novos estímulos para o mercado.

No campo, o cenário se mostra mais favorável para os agricultores. A volta das chuvas em importantes regiões produtoras foi recebida com alívio pelos produtores, que estavam apreensivos quanto aos impactos das condições climáticas sobre o desenvolvimento das lavouras de verão e sobre a semeadura da segunda safra. Com a chegada das precipitações, as expectativas de uma boa colheita aumentaram, o que pode refletir positivamente no fornecimento de milho nos próximos meses.

Em relação à safra 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou recentemente um relatório no qual estima uma produção de 138,87 milhões de toneladas de milho no Brasil. Embora essa projeção represente uma leve queda de 1,5% em comparação à temporada anterior, ela ainda representa a segunda maior produção de milho da história da Companhia, que iniciou suas medições em 1976.

Com o aumento da oferta esperada e a retração dos consumidores no mercado interno, o cenário para o milho no curto prazo tende a ser de preços mais baixos. O movimento de espera por uma reação nos preços no começo de 2026, conforme especulado por muitos vendedores, está diretamente ligado à expectativa de recuperação na demanda. A volta do consumo de milho, principalmente no setor industrial e para a ração animal, pode ser um ponto de virada para o mercado.

 





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Confira como está o mercado do milho



O mercado catarinense de milho segue sem reação


O mercado catarinense de milho segue sem reação
O mercado catarinense de milho segue sem reação – Foto: Divulgação

O mercado de milho no Rio Grande do Sul segue pouco dinâmico, segundo informações da TF Agroeconômica. “A demanda doméstica segue moderada e muito seletiva, e as exportações avançam de forma tímida, o custo logístico e os gargalos de armazenagem continuam limitando o escoamento.As referências variam entre R$ 58,00 e R$ 75,00/saca, enquanto a média estadual recuou para R$ 62,17 (-0,81%). A falta de estímulos mantém o spot com liquidez reduzida”, comenta.

O mercado catarinense de milho segue sem reação, ainda marcado pelo forte descompasso entre pedidas e ofertas. “Produtores mantêm indicações próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias seguem ofertando em torno de R$ 70,00/saca, o que impede avanços nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados variam entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, mas a falta de consenso continua bloqueando a liquidez”, completa.

O mercado de milho no Paraná segue com poucas negociações. “Produtores continuam buscando cerca de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias indicam interesse próximo de R$ 70,00/saca CIF, o que sustenta o impasse e impede avanços mais consistentes nas negociações”, indica a consultoria.

Cotações desiguais no estado do Mato Grosso do Sul e bioenergia como foco. “O mercado de milho no Mato Grosso do Sul continua com liquidez limitada, mas várias regiões registraram novas altas, com cotações agora entre R$ 52,00 e R$ 57,00/saca. O setor de bioenergia segue dando sustentação às cotações, com usinas absorvendo boa parte da oferta disponível e reforço adicional do biogás e biometano na demanda estadual”, conclui.

 





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