sexta-feira, março 20, 2026

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Irrigação estratégica do trigo no Cerrado reduz pela metade a emissão de gases de efeito estufa


Estudo inédito da Embrapa Cerrados (DF) revelou que usar a água de forma estratégica na irrigação do trigo pode reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) sem perda de produtividade. O ponto de equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade ambiental encontrado pela pesquisa melhora o manejo do cereal em regiões tropicais em um cenário de mudanças climáticas.

Pense no solo como uma esponja gigante que guarda água para as plantas. Os cientistas descobriram que o momento perfeito para irrigar o trigo é quando essa esponja já usou 40% da água que tinha guardada.

Os pesquisadores testaram quatro estratégias de controle da irrigação, equivalentes a deixar o solo esgotar 20%, 40%, 60% e 80% da água disponível antes de irrigar novamente. O objetivo era encontrar o ponto de equilíbrio entre produtividade da lavoura, economia de água e impacto ambiental.

Os resultados da pesquisa foram divulgados no artigo Sustainable irrigation management of winter wheat and effects on soil gas emissions (N2O and CH4) and enzymatic activity in the Brazilian savannah, publicado na revista Sustainability MDPI.

Após dois anos de experimentos, a equipe da Embrapa Cerrados concluiu que o momento ideal para irrigação do trigo ocorre quando as plantas utilizaram 40% da reserva da água do solo. “Esse é o ponto ideal, com resultado favorável entre produtividade e intensidade de emissão de gases de efeito estufa, alcançando o melhor índice de Potencial de Aquecimento Global”, revela a pesquisadora Alexsandra Oliveira, uma das responsáveis pelo estudo. Esse potencial se refere às emissões de óxido nitroso (N2O) e metano (CH4).

Com a reposição da água após o uso de 40% da capacidade da água disponível (CAD) do solo, o trigo alcançou a maior produtividade – 6,8 toneladas por hectare, com o menor índice de emissão de óxido nitroso (em média, inferior a 3,0 kg por hectare), gás quase 300 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2).

Já o pico de emissão de óxido nitroso foi atingido quando a reposição de água foi feita após o uso de 60% da CAD (5,69 toneladas por hectare), resultando no maior Potencial de Aquecimento Global (PAG) —1.185,8 quilos de CO2 equivalente, (ver tabela abaixo). Em comparação, o tratamento de 40% emitiu quase metade GEEs (-41,3%), ao mesmo tempo em que registrou quase 20% a mais de produtividade.

“O que comprovamos com esse estudo é que um simples ajuste no momento da irrigação pode alterar radicalmente a emissão de gases de efeito estufa e seus efeitos sobre as mudanças climáticas”, justifica Oliveira.

A pesquisadora completa: “Quando o solo era irrigado tardiamente, com o esgotamento de 60% ou 80% da água do solo, as emissões aumentaram consideravelmente. No geral, manter uma umidade intermediária no solo, em torno de 40%, proporcionou o melhor equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade ambiental. Essa é uma estratégia climaticamente inteligente e eficiente em relação ao uso dos recursos naturais para a produção de trigo irrigado em sistemas tropicais”.

Segundo a pesquisa, os ciclos de reumidificação do solo são promotores de emissões de gases de efeito estufa. Ou seja, deixar o solo secar demais e depois irrigá-lo, causando grandes alterações em sua umidade, estimula a ação de microrganismos produtores desses gases.

Para entender o experimento, imagine que o solo é como uma caixa d’água subterrânea. Quando os cientistas falam em “depleção de 60%”, significa que essa caixa foi esvaziada em 60%. Irrigar demais desperdiça água; irrigar de menos causa estresse nas plantas. Portanto, o segredo está em saber a hora certa de reabastecer.

“Quando a caixa d’água do solo fica muito vazia, as plantas sofrem. Quando enchemos demais, perdemos água e aumentamos as emissões de gases”, explica Jorge Antonini, pesquisador da Embrapa Cerrados e participante do estudo. Isso porque o reabastecimento intermitente estimula reações microbianas no solo, que geram especialmente óxido nitroso.

Os dados consolidados mostraram que é possível produzir a mesma quantidade de alimento com maior eficiência, considerando-se a relação emissão/produto. “Não se trata apenas de irrigar mais ou menos — e sim de irrigar com precisão. Esses achados mostram que é possível produzir trigo no Cerrado com alto rendimento e baixo impacto climático. Basta respeitar o limite do solo e saber o momento certo de irrigar. A agricultura tropical precisa trabalhar com precisão hídrica para ser produtiva e sustentável”, resume o pesquisador Jorge Antonini.

Portanto, manter a irrigação com o índice de uso da CAD em 40% é uma estratégia eficiente para os produtores do Cerrado: “Assim a produtividade se mantém alta, com quase 7 toneladas por hectare, e o impacto ambiental é o menor possível”, enfatiza.

Com as informações geradas pelo estudo, os produtores rurais podem aproveitar melhor a água da irrigação sem comprometer a rentabilidade da lavoura e com o mínimo impacto na condição climática do planeta.

Outra constatação importante foi quanto ao comportamento do metano (CH4). “Em vez de liberar esse gás, em condições ideais de irrigação, o solo do Cerrado atuou como um dreno, absorvendo metano da atmosfera, um achado em sistemas agrícolas irrigados”, ressalta Oliveira.

A explicação está nas características do solo tropical: boa drenagem, aeração e ausência de encharcamento. Essas condições favorecem a atuação de microrganismos que consomem metano, transformando um vilão climático em aliado.

O experimento foi realizado entre 2022 e 2024, na área da Embrapa Cerrados, em Planaltina, Distrito Federal. As parcelas foram plantadas em sistema de plantio direto, com sucessão soja-trigo. As cultivares usadas foram as BRS 4782 RR e BRS 264, respectivamente. O trigo plantado no inverno, após a colheita da soja, é uma combinação bastante adotada pelos produtores rurais da região.

“Para monitorar a umidade do solo em tempo real, foram instaladas sondas a 70 centímetros de profundidade, altura onde estão concentradas as raízes do trigo”, explica Artur Müller, também pesquisador e integrante da equipe.

Já para as emissões de gases de efeito estufa, foram usadas câmaras estáticas fechadas. Esse método é aceito pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além da produtividade e do óxido nitroso e metano, os cientistas analisaram a atividade enzimática do solo, como indicativo de sua saúde biológica. Os resultados não mostraram variações significativas em relação à atividade das enzimas, o que indica que pode não existir uma relação direta entre elas e o momento da irrigação do trigo em sucessão à soja.

Uma explicação possível, segundo Oliveira, pode ser a ausência de umidade em excesso, já que, no estudo, a irrigação apenas repôs a água até a capacidade de campo, sem excesso. Outro fator pode estar relacionado ao plantio direto, que mantém, na sucessão de cultivos, a palhada na lavoura, reduzindo a perda de umidade do solo.

O trigo irrigado do Cerrado ocupa mais de 30 mil hectares e é uma das apostas na expansão das lavouras para reduzir a dependência brasileira de importações. Esse estudo avaliou de forma inédita o sistema de trigo irrigado em sucessão, cultura estratégica para o Bioma e para uma intensificação agrícola sustentável nos trópicos. Seus resultados mostram que é possível alcançar o equilíbrio entre produtividade da cultura e a mitigação dos gases de efeito estufa, em especial do óxido nitroso.

“O estudo mostrou que a emissão de gases de efeito estufa é reduzida quando ajustamos o momento da irrigação, indicando um sistema de produção otimizado, que equilibra uso racional da água, ótimo rendimento da lavoura e baixo impacto ambiental. Com o nível de depleção de água no solo a 40%, o sistema converteu eficientemente insumos, como água e nitrogênio, em grãos de trigo, apontando para um manejo eficiente da irrigação”, esclarece Oliveira.

A partir desses resultados, a equipe planeja continuar os estudos com outros sistemas agrícolas que incluam milho, soja e café, para avaliar os efeitos de longo prazo da influência da irrigação na emissão de gases de efeito estufa. Com o avanço da mudança climática, os pesquisadores apostam no uso eficiente dos recursos naturais para tornar o País referência em agricultura de baixo carbono, conciliando segurança alimentar e conservação ambiental.

 





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Taxa paga ao Irga será direcionada para socorrer produtores de arroz



A utilização dos recursos da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (Taxa CDO) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) para o financiamento, subvenção ou apoio a produtores do Rio Grande do Sul foi aprovada pela Assembleia Legislativa na terça-feira (2).

Assim, o Projeto de Lei 472/2025, enviado pelo governo do estado, altera a Lei 13.697/2011 e permite que os recursos da taxa, atualmente em cerca de R$ 38 milhões, repassada integralmente ao Irga desde 2025, possam ser utilizados para combater os desafios da cadeia orizícola, que tem convivido com estoques elevados, preços em queda e renda comprimida.

Desses quase R$ 40 milhões, o texto determina que cerca de R$ 20 milhões serão encaminhados para bonificações em vendas externas e escoamento, e aproximadamente R$ 18 milhões sejam voltados para o auxílio a produtores atingidos por eventos climáticos adversos.

A Taxa CDO, definida por saca de 50kg de arroz em casca, tendo o custo atual de R$ 0,89 por unidade, é paga pelos produtores de arroz para financiar ações de fomento, pesquisa e defesa da orizicultura do Rio Grande do Sul.

A nova legislação possibilita que alternativas relacionadas à comercialização, exportação e escoamento de excedentes de arroz contem com suporte financeiro, contribuindo para a estabilidade econômica da cadeia produtiva.

O texto também determina que o governo fica autorizado a promover ajustes no Plano Plurianual para abrir créditos adicionais necessários para execução dessas ações.

Segurança jurídica

Para o presidente do Irga, Eduardo Bonotto, a aprovação do projeto de lei por unanimidade – 48 votos – traz maior clareza e segurança jurídica para a utilização dos recursos da Taxa CDO.

“A alteração garante maior transparência e reforça o alinhamento entre as ações do governo e os interesses dos produtores, contribuindo para políticas cada vez mais eficazes para a cadeia produtiva do arroz”, enfatiza.

Segundo ele, a iniciativa também representa um importante passo no fortalecimento da orizicultura gaúcha, no apoio à economia rural e no compromisso com a continuidade das ações que garantam competitividade ao agronegócio, responsável por movimentar em média 40% do PIB do Rio Grande do Sul.

Pressão sobre os produtores

A aprovação ocorre em um cenário de forte pressão econômica sobre os produtores. Os custos de produção da safra 2024/25 chegaram a R$ 95,04 por saca de 50 kg, enquanto o preço médio de mercado registrado em novembro de 2025 foi de R$ 55,42, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Irga).

Essa defasagem impacta diretamente a renda dos produtores e reflete na estimativa de redução de 5,17% da área semeada para a safra 2025/2026.

Nesse contexto, a possibilidade de destinar recursos da Taxa CDO para ações estruturantes e emergenciais é vista pelo setor como fundamental para garantir mais equilíbrio ao mercado, apoiar os produtores e preservar a competitividade da cadeia. O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz.

‘Pesquisa não será comprometida’

As atividades do Irga, mantidas com a arrecadação da Taxa CDO, são responsáveis pelo desenvolvimento genético de 65% do arroz produzido no Rio Grande do Sul. Além disso, 50% da produção do país utilizam cultivares desenvolvidas pelo Instituto.

Em depoimento enviado à reportagem, Bonotto garantiu que os recursos destinados à pesquisa, extensão e pagamento dos colaboradores do Irga estão assegurados porque o orçamento da instituição é aprovado anualmente pelo Conselho Deliberativo, prevendo esses dispêndios.

“A intenção desse PL é para que, obviamente, dentro das condições anuais de recursos que o Irga tenha e que possam ser utilizados respeitando essas atividades essenciais da instituição, se possa dar um retorno através dessa autorização legislativa para ações de fomendo, subsídio, programas e ações no sentido de apoiar a cadeia orizícola, sempre observando que os recursos que hoje mantém o Irga são oriundos da cobrança da Taxa CDO que vem do produtor, de cada saca de 50 kg de arroz, então essa é uma forma de apoiar e fomentar a cadeia orizícola”, afirma.

Com a nova legislação, o uso desses valores passa a incluir também medidas emergenciais de apoio à iniciativas de apoio a comercialização e escoamento com o objetivo de garantir mais segurança e auxílio aos agricultores gaúchos.



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Gado franqueiro, símbolo gaúcho, enfrenta risco de desaparecimento


Símbolo da cultura gaúcha e patrimônio genético do Rio Grande do Sul, o gado franqueiro, fundamental na formação dos Campos de Cima da Serra, hoje resiste em risco, com poucos exemplares ainda presentes em São José dos Ausentes e São Francisco de Paula.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Franqueiros (ABCBF), Sebastião Fonseca de Oliveira, é um dos criadores raça, em sua propriedade há cerca de 30 animais.

Segundo Oliveira, existe um conhecimento tradicional sobre o gado franqueiro, transmitido por tropeiros e pelos antigos moradores da região, e esse saber, está se perdendo pela ausência de registros sobre a raça.

De acordo com ele, outras raças que chegaram depois substituíram esta criação. “Mas o gado franqueiro tem um valor maior, histórico, e ele é igual aos demais em produção. Com o leite, antigamente, se fazia o queijo serrano e a coalhada, por exemplo”, explica.

Gado franqueiroGado franqueiro
Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

Registro

Nesta segunda-feira (1°), Oliveira recebeu do fotógrafo da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Fernando Kluwe Dias, um painel com a foto do gado franqueiro registrada no livro “Queijo Artesanal Serrano: identidade cultural nos Campos de Cima da Serra”.

A entrega ocorreu na Fazenda do Faxinal, em São Francisco de Paula, e contou com a participação da professora e autora do livro sobre o queijo artesanal serrano Saionara Wagner. “Toda a nossa formação, nossa história, nossa cultura, é ligada ao campo, à terra, e a este gado franqueiro”, destaca Oliveira.

Gado FranqueiroGado Franqueiro
Foto: divulgação/Seapi

Lançamento do livro

Na mesma tarde de segunda-feira, ocorreu o lançamento do livro “O gado franqueiro do Rio Grande do Sul: cartografia afetiva”, que registra as memórias, saberes e práticas relacionadas à criação do gado franqueiro gaúcho. A publicação é assinada pela jornalista Alessandra Rech, pelo designer Diego Santos e tem fotografia de Antônio Valiente.



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preço da arroba sobe com expectativa de demanda dos EUA



O mercado físico do boi gordo ainda se depara com algumas negociações acima da referência média.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a expectativa ainda é de boa demanda no decorrer do mês de dezembro, considerando o auge do consumo interno, somado a expectativa de ótima demanda por parte dos Estados Unidos.

“Essas variáveis são os principais fatores que motivam a elevação dos preços da arroba do boi gordo, mesmo que isso ocorra de maneira comedida, pois o ano ainda é pautado por grande disponibilidade de animais para o abate”, conta.

Preços da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 323,42 — ontem: R$ 322,92
  • Goiás: R$ 315,89 — R$ 315,54
  • Minas Gerais: R$ 320,18 — R$ 319,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,00 — R$ 319,32
  • Mato Grosso: R$ 301,49 — R$ 301,15

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços mistos para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes dos preços, em especial dos cortes do traseiro bovino, muito demandados nessa época do ano, considerando o impacto da entrada do 13º salário, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações do período.

  • Quarto traseiro: precificado a R$ 26,00 por quilo, alta de R$ 0,50
  • Quarto dianteiro: cotado a R$ 18,50, queda de R$ 0,50
  • Ponta de agulha: indicado em R$ 18,50 por quilo, baixa de R$ 0,50

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,3141 para venda e a R$ 5,3108 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2988 e a máxima de R$ 5,3238.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercados ajustam ritmo com oferta global



A soja registrou recuperação em Chicago


A soja registrou recuperação em Chicago
A soja registrou recuperação em Chicago – Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciaram a terça-feira com variações moderadas, acompanhando ajustes derivados do comportamento recente das cotações internacionais, de acordo com a TF Agroeconômica. No trigo, os preços recuaram em Chicago após a valorização da semana anterior, influenciados pelo baixo volume adquirido pela China nos Estados Unidos e pelo avanço das estimativas de produção na Argentina e na Austrália. 

A revisão da ABARES elevou as previsões australianas para trigo, cevada e canola, enquanto análises privadas projetaram redução da oferta russa até 2026 e ligeiro crescimento na Ucrânia. No mercado brasileiro, os valores físicos apresentaram pequenas quedas no Paraná e no Rio Grande do Sul.

A soja registrou recuperação em Chicago, acompanhando a alta do óleo e reagindo às mínimas da sessão anterior. O mercado segue volátil, pressionado pela necessidade de avaliar dados divulgados no início do mês e pelas incertezas nos equilíbrios globais, em que fatores geopolíticos mantêm relevância. As exportações dos Estados Unidos avançaram, mas ainda dependem da confirmação pelos embarques, enquanto persistem dúvidas sobre o volume efetivo prometido pela China. A consultoria StoneX reduziu a estimativa para a safra brasileira e fontes do setor apontaram possibilidade de estoques globais recordes em 2026.

O milho teve leve alta em Chicago, sustentado pelo ritmo firme das exportações e dos embarques dos EUA, mesmo diante da oferta americana considerada sem precedentes. No Brasil, a Conab informou que o plantio da primeira safra atingiu 65,9% da área estimada, superando a semana anterior e a média recente.

 





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SC libera autorizações excepcionais para plantio de soja fora do calendário oficial



A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Sape) publicou a Portaria Sape nº 66/2025, que regulamenta autorizações excepcionais para o plantio de soja no estado. Válida desde 1º de dezembro, a medida tem como objetivo conciliar produção, pesquisa e inovação com a segurança fitossanitária das lavouras. A Cidasc ficará responsável pela análise e concessão das autorizações, seguindo critérios técnicos definidos na norma.

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Os plantios excepcionais abrangem casos de pesquisa, ensino, produção de sementes, unidades demonstrativas em eventos agropecuários e, em situações especiais, produção de grãos impactada por condições climáticas atípicas. Para pesquisas em ambiente protegido, a autorização é automática. Já para produção comercial de sementes e grãos, os produtores devem respeitar o vazio sanitário e regras do Ministério da Agricultura, incluindo registro no Renasem.

Segundo o secretário Carlos Chiodini, a portaria busca equilibrar a competitividade da soja catarinense com o controle da ferrugem asiática. ”A norma garante regras claras e seguras, permitindo que pesquisa, inovação e produção avancem sem comprometer a sustentabilidade do setor”, afirmou.

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, ressalta que o plantio excepcional implica maior responsabilidade do produtor, que deve monitorar e controlar rigorosamente a ferrugem asiática. A medida está prevista no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática (PNCFA) e reforça o compromisso sanitário como condição para as autorizações.

As solicitações devem ser feitas pela plataforma Conecta Cidasc, com justificativa técnica e plano de manejo fitossanitário, com antecedência mínima de 30 dias, exceto em situações emergenciais. O cadastro de produtores deve ser atualizado em até 10 dias após o término da semeadura, e Sape e Cidasc orientam buscar apoio técnico junto a cooperativas e escritórios regionais.



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Arroba do boi gordo na Bahia tem aumento de quase R$ 6 em um dia



Entre as nove praças de comercialização de boi gordo monitoradas pelo Indicador do Boi Datagro, a Bahia é a que registrou a alta mais contundente nesta quarta-feira (3).

A arroba foi comercializada a uma média de R$ 321,38, ao passo que na terça (2) estava a R$ R$ 315,43, incremento de R$ 5,95 em apenas um dia. Assim, o valor praticado no estado nordestino se aproxima ao de São Paulo, que fechou hoje a R$ 322,34.

O aumento de preço se deve, basicamente, à oferta limitada e a demanda forte, incluindo as exportações para a Ásia, fatores que sustentam o preço.

O mercado de reposição tem igualmente reagido a essa tendência, impulsionando as cotações de animais mais jovens.

Outros estados também tiveram altas na arroba no dia, porém, mais tímidas, casos de Minas Gerais (de R$ 315,71 para R$ 316,01), Mato Grosso do Sul (de R$ 313,16 para R$ 313,77), Mato Grosso (de R$ 301,42 para R$ 302,14), Pará (de R$ 298,76 para R$ 299,35) e Tocantins (de R$ 301,97 para R$ 302,24).



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Crédito destinado à agricultura familiar registra queda de 30% no RS



O acesso ao crédito rural para a agricultura familiar despencou quase 30% no Rio Grande do Sul entre julho e novembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024. Os dados foram divulgados pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag-RS), que aponta uma combinação de fatores para a retração, endividamento crescente, preços baixos e sucessivas perdas causadas por eventos climáticos.

“Os produtores já vêm há 5 anos com prejuízo de safra, não tendo safra cheia, que perderam para as enchentes ou pela seca. E agora este ano temos uma produção boa, uma boa produção de arroz, boa produção de trigo e uma ótima produção de leite, mas ao mesmo tempo não temos preço pelos produtos”, explica o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva,

Segundo Joel da Silva, o arroz está sendo comercializado entre R$ 54 e R$ 55, enquanto o custo de produção varia de R$ 87 a R$ 90. No trigo, o cenário é semelhante: o valor pago ao produtor não cobre os gastos da lavoura. O leite, que deveria girar em torno de R$ 2,30, tem sido vendido por R$ 1,80 o litro por parte dos agricultores.

O presidente da federação reforça que o endividamento permanece sem solução. A liberação de recursos pelo governo, estimada em R$ 12 bilhões, cobre apenas cerca de 30% das pendências, bem abaixo dos R$ 25 bilhões considerados necessários para reequilibrar a situação financeira das famílias rurais.

O endividamento dos produtores impactou diretamente o acesso ao crédito rural. De julho a novembro, a área financiada no Rio Grande do Sul caiu cerca de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. E o recurso liberado pelo governo resolve só uma parte das dívidas.

‘Agricultores que não estão conseguindo plantar, e outros estão plantando com uma tecnologia baixa. Isso compromete a próxima safra e, ao mesmo tempo, a nossa preocupação é o que vai acontecer daqui para frente”, destaca o presidente da federação.

Apenas cerca de 10% da produção gaúcha está amparada por mecanismos como Proagro ou seguro rural. De acordo com a Fetag, com a chegada de uma nova estiagem e menor proteção, a tendência, é de risco ainda maior nas próximas safras. 

Segundo a entidade, o estado segue “na contramão”, já que o endividamento crescente e a falta de garantias têm afastado os produtores do financiamento bancário. Além disso, a escassez de recursos no Plano Safra agrava o cenário, limitando o acesso ao crédito justamente no momento em que os agricultores mais precisam de apoio para seguir produzindo.



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Com produtor de olho no fim do plantio, preços ainda não chamam atenção; confira as cotações



O mercado brasileiro de soja operou fraco nesta quarta-feira (3). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado teve queda de preços na maioria das praças, com poucas ofertas e cotações cedendo tanto no porto quanto na indústria.

Segundo ele, a CBOT recuou junto ao dólar. Apesar de os prêmios terem subido um pouco, não foi suficiente para ajustar as quedas dos outros formadores de preço. Silveira destaca ainda que a comercialização segue lenta e que a safra nova permanece com pouca fixação. “O produtor quer basicamente terminar o plantio, e os preços atuais não chamam a atenção. Eles seguem esperando melhores indicações”, afirmou.

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No mercado físico, os preços no Brasil ficaram da seguinte forma:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 137,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 138,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 143,00 para R$ 141,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 145,00 para R$ 143,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira (3) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). As incertezas sobre o ritmo das compras de soja americana pelos chineses e as expectativas positivas em torno da safra da América do Sul pressionaram as cotações.

A ausência de anúncio de novas vendas para a China pressionou o mercado. Os agentes esperavam a confirmação de rumores que circularam durante a madrugada de que seis cargas haviam sido negociadas. A maior parte do mercado acha difícil que o acordo envolvendo 12 milhões de toneladas anunciado no final de outubro seja cumprido até dezembro.

Em relação à oferta, o clima tem beneficiado o desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina, o que deve trazer mais soja para o mercado.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 9,00 centavos de dólar, ou 0,80%, a US$ 11,15 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,25 1/2 por bushel, com retração de 9,50 centavos de dólar ou 0,83%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 0,30 ou 0,09% a US$ 311,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,67 centavos de dólar, com perda de 1,01 centavo ou 1,91%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,3141 para venda e a R$ 5,3108 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2988 e a máxima de R$ 5,3238.



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ENMCOOP 2025 reúne mais de 1.200 mulheres do agro e reforça poder feminino no cooperativismo



O Encontro Nacional de Mulheres Cooperativistas (ENMCOOP 2025) terminou nesta quarta-feira (3) reunindo mais de 1.200 produtoras rurais, lideranças de cooperativas, executivas e empreendedoras em Itupeva (SP). Em sua sétima edição, o evento consolida-se como um dos maiores movimentos de fortalecimento feminino dentro do cooperativismo brasileiro.

Durante dois dias de programação intensa, o ENMCOOP ofereceu palestras sobre gestão, espiritualidade, saúde mental, autoconhecimento e protagonismo, além de um espaço robusto dedicado a negócios.

Segundo Luciana Martins, CEO do Grupo Conecta, a feira e a rodada de negociações se tornaram ponto estratégico para as participantes.

“Trouxemos compradores, oficinas de posicionamento de mercado, gestão tributária e uma base importante para que essas mulheres ampliem seu alcance”, afirmou.

Liderança feminina cresce, mas ainda enfrenta desafios

A presença feminina no campo também foi tema central. Dados do último Censo Agropecuário do IBGE mostram que as mulheres estão à frente de quase 1 milhão de propriedades rurais, somando cerca de 30 milhões de hectares — menos de 10% da área produtiva do país.

Para Juliana Farah, presidente do Semeadoras do Agro, os números subestimam a realidade.

“Os dados ainda são antigos. A participação das mulheres cresce, mas ainda precisamos de políticas públicas que reconheçam a mulher como proprietária rural. Hoje, mesmo com divisão igualitária, o registro segue no nome do marido”, destacou.

O evento também recebeu participantes internacionais do Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile, ampliando o intercâmbio sobre gestão, tecnologia e autonomia financeira no agro.

União e cooperativismo como estratégia de força

Produtora rural em Mato Grosso do Sul e no Paraguai, Ana Maria participou pela primeira vez e destacou a importância da troca entre mulheres.

“Todas enfrentamos desafios. O mais importante é compartilhar como superamos cada dificuldade. Uma apoia e incentiva a outra”, disse.

Para Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura de São Paulo (Faesp), o encontro reforça o papel essencial das cooperadas no desenvolvimento do agro.
“A liderança feminina é fundamental. São 25 estados representados aqui, além de países vizinhos, consgrando a importãncia da gestão e da independência financeira”, afirmou.

A Protagonista leva entrevistas, oficinas e lançamento de curso

A plataforma A Protagonista, do Canal Rural, marcou presença com o espaço “O palco é seu”, comandado por Jaqueline Silva, diretora do Canal Rural. No local, mulheres compartilharam histórias de vida e carreira em entrevistas que irão ao ar na programação da emissora.

Além disso, A Protagonista lançou, no evento, uma oficina de educação financeira e anunciou o novo curso de economia financeira em parceria com a Esalq, que será disponibilizado para mulheres de todo o país.

“Nossos pilares para 2025 são sororidade e profissionalização, com foco em inteligência emocional e formação técnica”, afirmou Jaqueline.

O ENMCOOP 2025 encerrou reforçando a mensagem que se tornou marca do evento: quando mulheres se unem, negócios, territórios e cooperativas avançam.



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