terça-feira, março 17, 2026

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Rastreabilidade bovina: falta de informação e assistência técnica travam avanço entre pecuaristas


Bovinos em área de pastagem. Foto: Reprodução
Bovinos em área de pastagem. Foto: Reprodução

Garantir acesso a mercados exigentes, comprovar sustentabilidade e manter a confiança do consumidor. Esses são alguns dos objetivos da rastreabilidade bovina, ferramenta que cada vez mais deixa de ser um diferencial e passa a ser pré-requisito em países que são grandes exportadores de carne bovina, como é o caso do Brasil.

Lançado em 2024, o Plano Nacional de Identificação de Bovinos e Búfalos (PNIB) tem o objetivo de garantir a rastreabilidade completa de cada animal, desde o nascimento até o abate. Contudo, especialistas alertam que o produtor precisa de mais tempo para entender o processo e conseguir cumprir todas as exigências.

Nesse contexto, o governo do Pará adiou o início da obrigatoriedade de rastreabilidade do rebanho para 2030, que estava previsto para entrar em vigor em janeiro de 2027. Para a gerente executiva da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável (MBPS), Michelle Borges, o adiamento é positivo para os pecuaristas e para o processo como um todo.

“O adiamento dá tempo para entender os desafios e amadurecer o sistema, para que a implementação aconteça no formato adequado. Para os grandes, geralmente não há dificuldade, porque a maioria já faz rastreabilidade. O desafio maior está entre pequenos e médios”, diz.

Como o Brasil pode avançar na rastreabilidade?

As discussões sobre rastreabilidade não são recentes e começaram ainda nos anos 2000, com o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov). Voltada principalmente para exportações específicas e com adesão voluntária, a iniciativa não avançou. Entre os motivos, estão a dificuldade de ações de controle sanitário, auditorias e investigações de origem em casos de fraude ou surtos de doenças.

Sobre o possível impacto negativo do adiamento da implementação do PNIB, a executiva da MBPS destaca que “é preciso separar o joio do trigo”. Segundo ela, há produtores que fazem a lição de casa e que precisam ser diferenciados dos que não fazem. “O mercado e os elos da cadeia têm evoluído muito. Os produtores veem isso como oportunidade tanto para continuar no mercado nacional quanto para acessar novos mercados”, resume.

A especialista também lembra que a decisão não é exclusiva do Brasil. A União Europeia adiou duas vezes a implementação das novas leis antidesmatamento por causa de ajustes necessários no processo. Além disso, ela ressalta que não tem como negar o que o país tem feito em termos de rastreabilidade, mas que é preciso dar as mesmas condições para pequenos e médios produtores se regularizarem.

Rastreamento como ferramenta de gestão

Na avaliação de Borges, a rastreabilidade precisa ser vista como uma medida sanitária e não apenas ambiental. Ela cita que o Brasil, conhecido pela extensão continental, tem diferentes biomas e um Código Florestal consistente. É nesse ponto que, segundo a especialista, a rastreabilidade precisa ser vista como uma ferramenta de gestão.

Nesse sentido, levar a informação correta é crucial para que os rebanhos comecem a ser rastreados. Só que o campo conta com realidades e perfis de produção diferentes, com certa relutância do pecuarista. “Há muita informação equivocada, e o produtor é desconfiado por natureza. Então precisamos que a informação chegue de forma clara, objetiva e transparente, adaptada aos diferentes perfis”, ressalta.

Para Borges, porém, “não adianta ter acesso a um incentivo e não saber aplicar”. Ela aponta que falta assistência técnica constante para que a rastreabilidade avance no país. Outro desafio é que muitos produtores não estão regularizados porque não sabem que há pendências.

Pesquisa aponta possíveis caminhos

Diante de todos esses desafios, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável lançou o estudo “Incentivos à rastreabilidade na pecuária do Pará”, produzido pela equipe técnica da Agroicone com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS). A pesquisa reforça que a rastreabilidade pode se tornar uma ferramenta estratégica no sentido de ampliar sanidade, garantir transparência e destravar mercados.

Borges explica que o objetivo era identificar pontos de incentivo que facilitassem a adoção e a eficiência da rastreabilidade. Ao propor caminhos para o Brasil, o material foca no Pará. “O Pará tem grande potencial, tamanho de rebanho expressivo e muitos pequenos e médios produtores — por isso demandava um olhar mais detalhado”, diz.

Na prática, o estudo propõe um conjunto de soluções que combinam incentivos econômicos, integração de dados e fortalecimento institucional. A criação de uma plataforma integrada de rastreabilidade está entre os pontos recomendados pela entidade, com o objetivo de unir informações sobre sanidade, origem, conformidade ambiental e movimentação animal.

Ao conectar incentivos financeiros, políticas públicas e eficiência produtiva, a gerente executiva da MBPS afirma que “a rastreabilidade aparece como espinha dorsal” de todos os elos da cadeia. A partir de dados padronizados e transparentes, as instituições liberam crédito, permitindo investimento na produção. O resultado final, de acordo com ela, é a evolução das políticas públicas e abertura de mercados.

Além disso, é preciso entender que esses elementos formam um ciclo e que parte do ganho é indireto. “A rastreabilidade é uma ferramenta de gestão que abre portas para tudo isso”, conclui Borges.

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Com menor oferta, preços do frango apresentam alta


carne de frango
Foto: Freepik

Dados divulgados nesta semana pelo IBGE e analisados pelo Cepea confirmam a redução na disponibilidade interna de carne de frango entre agosto e setembro, para níveis pré-gripe aviária.

Segundo o instituto, a retomada gradativa dos embarques brasileiros da proteína contribuiu para enxugar a oferta doméstica. Como resultado, levantamentos do Cepea mostram que os preços dos produtos avícolas vêm subindo nos últimos meses.

Entre agosto e setembro, a disponibilidade interna foi de 111 milhões de quilos de carne de frango, bem próxima ao volume registrado antes da confirmação do caso de gripe aviária, de 110 milhões de kg entre janeiro e abril/25.

No ponto mais alto das restrições às exportações nacionais, em maio, a disponibilidade interna superou os 123 milhões de quilos. Os dados se referem ao estado de São Paulo.

Cotações dos ovos seguem enfraquecidas

Por outro lado, o ritmo de crescimento da produção brasileira de ovos para consumo desacelerou no terceiro trimestre, embora siga positivo no balanço do ano.

Dados do IBGE analisados pelo Cepea mostram que, entre julho e setembro, foram produzidas 1,02 bilhão de dúzias de ovos para consumo, queda de 1,4% frente ao trimestre anterior, mas alta de 2,5% na comparação com igual intervalo de 2024.

No acumulado do ano, a produção nacional soma 3,04 bilhões de dúzias, volume recorde para o período de toda a série histórica do Instituto, iniciada em 2012. Assim, pesquisadores do Cepea explicam que, mesmo com a leve retração na quantidade produzida, os valores dos ovos seguiram enfraquecidos ao longo do terceiro trimestre.

De acordo com levantamentos do centro de pesquisas, entre julho e setembro, a média dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB) em Bastos (SP), foi de R$ 149,15/caixa com 30 dúzias, queda de 14% em termos reais (dados deflacionados pelo IGP-DI de nov/25), em relação ao trimestre anterior. Para os ovos vermelhos, houve desvalorização real de 16% em igual comparativo, à média de R$ 164,45/cx na região paulista.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua no mercado brasileiro e sobe em Chicago


O mercado de milho apresentou comportamentos distintos nesta quinta-feira, com queda nos preços na bolsa brasileira e alta nas cotações internacionais, segundo informações da TF Agroeconômica. O cenário reflete ajustes recentes nas variáveis climáticas, cambiais e de demanda, que seguem influenciando a formação de preços no curto prazo.

Na B3, os principais contratos futuros encerraram o dia em baixa. As cotações se acomodaram após a ocorrência de chuvas, reduzindo gradualmente o prêmio de risco climático que vinha sustentando os preços. Ainda há atenção ao atraso no plantio da soja, fator que pode impactar a janela ideal do milho safrinha, mas o mercado passou a reagir de forma mais cautelosa. A acomodação do dólar após o sobressalto recente, motivado por fatores políticos, também pressionou o mercado físico no interior do país. Apesar disso, os portos seguem aproveitando a moeda americana acima de R$ 5,40 para oferecer melhores preços.

Nesse contexto, o contrato janeiro/26 fechou a R$ 72,27, com queda diária de R$ 0,76 e recuo semanal de R$ 2,13. O vencimento março/26 encerrou a R$ 75,15, com baixa de R$ 0,62 no dia e de R$ 0,94 na semana. Já o contrato maio/26 terminou cotado a R$ 74,36, apresentando perda diária de R$ 0,74 e semanal de R$ 1,23.

Em Chicago, o milho fechou em alta, sustentado pela forte demanda externa e interna. O contrato dezembro subiu 1,95%, a US$ 431,75 por bushel, enquanto março avançou 1,60%, para US$ 445,50. O movimento foi apoiado por uma venda relâmpago de 186 mil toneladas e por dados positivos do relatório de oferta e demanda do USDA de dezembro. As vendas de exportação entre 7 e 13 de novembro superaram as expectativas e os compromissos acumulados estão 30% acima do ano anterior. Já o relatório NASS indicou crescimento médio de 9,43% no uso total do cereal no mercado interno.

 





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Anac aprova venda do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão


Foto: Daniel Basil/ Gov Br/Wikipedia

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou, nessa quinta-feira (11), o edital da venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão. O documento, que traz as regras para a repactuação do contrato de concessão do maior terminal aeroportuário do Rio, deve ser publicado no Diário Oficial da União na próxima segunda-feira, (15).

Um dos pontos centrais da venda assistida é a realização de um processo competitivo simplificado, com lance mínimo de R$ 932 milhões. O leilão está agendado para 30 de março de 2026, no auditório da B3, em São Paulo.

A solução, validada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) incorpora melhorias regulatórias e visa assegurar a sustentabilidade da concessão até seu prazo final, a continuidade operacional dos serviços e a preservação dos investimentos já realizados.

O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o crescimento de passageiros no aeroporto.

“Nós saímos, em pouco menos de dois anos, de 4,8 milhões de passageiros no ano de 2023, e este ano vamos passar de 18 milhões”.

Também está prevista a cobrança de uma contribuição variável de 20% do faturamento bruto da concessionária até 2039 e o estabelecimento da saída da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) da administração do aeroporto até março de 2026.

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Dois dias após ciclone, São Paulo ainda sente efeitos do evento climático extremo


Foto: Agência Brasil

A cidade de São Paulo e sua região metropolitana ainda têm mais de 800 mil consumidores sem energia, dois dias depois da forte ventania que causou destruição em diversas localidades.

O fenômeno foi provocado pela chegada de um ciclone extratropical associado a uma frente fria e derrubou mais de 330 árvores, sendo que muitas caíram sobre a rede de cabos, cortando o fornecimento de energia.

No auge do problema, a região metropolitana de São Paulo teve mais de 2,2 milhões de clientes sem energia. No final dessa quinta-feira (11), ainda havia 1,3 milhão de consumidores sem luz.

Neste momento, segundo a Enel, há 802.474 clientes sem energia. Na cidade de São Paulo esse número é de 585 mil consumidores, 10% do total. O município de Juquitiba tem 7.262 clientes sem energia, o que representa 40% do total da cidade. Embu-Guaçu, que ontem ainda tinha praticamente 100% da cidade às escuras, hoje está com 17% dos consumidores ainda sem energia.

Sem previsão
A Enel informou que restabeleceu o fornecimento de energia para cerca de 1,2 milhão de clientes do total de 2 milhões de afetados. A empresa não deu uma previsão de quando os mais de 800 mil consumidores terão a energia de volta. Segundo a concessionária, há alguns casos complexos que exigem a substituição de postes e transformadores, o que demanda mais tempo de trabalho.

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A mudança da escala 6×1 e o risco de um tiro no pé na economia brasileira


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Foto: Agência Brasil

O Brasil vive um paradoxo com o custo do trabalho formal tão alto que quase 50% dos trabalhadores estão na informalidade. Isso não acontece por preferência do empresário.

Acontece porque o modelo atual se tornou pesado, burocrático e caro demais para quem gera emprego, especialmente pequenos e médios empregadores. É nesse contexto que avança a proposta de mudança da escala 6×1.

E é importante afirmar que a discussão é necessária. A jornada de 44 horas semanais, em muitos setores, está associada a desgaste, problemas de saúde e queda da qualidade de vida. O debate internacional caminha nessa direção, como já discutido pelo Financial Times e outras revistas de economia.

Mas a questão central não é debater, é como implementar. Porque alterações mal desenhadas podem criar efeitos colaterais graves para o emprego, a economia e até para a previdência social.

Qualquer mudança brusca na jornada aumenta custos diretos e indiretos. Se nada vier na outra ponta para compensar, o resultado pode ser:

  • Menos contratações formais
  • Mais informalidade
  • Aumento do desemprego em setores de baixa margem

Ou seja, o inverso do objetivo de fortalecer o trabalhador. E o impacto final depende de quatro pilares:

  • Transição gradual vs. mudança abrupta: mudanças rápidas desorganizam setores inteiros, comércio, serviços, agroindústria e logística.
  • Incentivos para pequenos e médios empregadores: sem estímulos reais, eles não absorvem o custo adicional.
  • Políticas de redução de custos trabalhistas e tributários: não se amplia proteção social apenas no papel: é preciso desonerar a contratação.
  • Formação profissional e aumento de produtividade: países que reduziram a jornada com sucesso aumentaram produtividade, não apenas redistribuir horas.

A informalidade ameaça também a previdência, e esse é o ponto esquecido no debate
Há um problema ainda maior e pouco discutido: a informalidade crônica está destruindo as bases de financiamento da Previdência Social.

O sistema previdenciário brasileiro é de repartição: os trabalhadores ativos financiam os aposentados. Se metade dos trabalhadores está fora do sistema, e se jovens deixam de contribuir por longos períodos, a conta não fecha.

Hoje, o grande gargalo é justamente esse:

  • faltam jovens contribuindo,
  • as contribuições são intermitentes,
  • e a base ativa não cresce no ritmo necessário para oxigenar o sistema no longo prazo.

Qualquer reforma trabalhista que aumente o custo de contratação, mesmo com boas intenções, pode ampliar a informalidade e agravar ainda mais o problema previdenciário.

Ou seja: sem mais jovens dentro do mercado formal, a Previdência entra em modo de asfixia gradual.

Esse risco precisa ser parte central das discussões, e não um detalhe periférico. A mudança da escala 6×1 merece debate, mas exige cuidado. Sem transição gradual, incentivos reais, desoneração e políticas de produtividade, o país corre o risco de:

  • reduzir o emprego formal,
  • aumentar a informalidade,
  • encarecer o custo das empresas,
  • e fragilizar ainda mais o sistema previdenciário, que depende justamente dos jovens formais para sobreviver.

Reforma trabalhista bem feita protege o trabalhador sem matar o emprego, e ajuda a reconstruir a base da Previdência. Qualquer caminho diferente disso empurra o Brasil para um círculo vicioso: crescimento baixo, informalidade alta e um sistema social que perde fôlego ano após ano.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Soja e milho ganham força nos portos do Arco Norte e mudam logística nacional


Foto: Ministério do Portos e Aeroportos

A navegação fluvial na região Norte deixou de ser apenas um meio de transporte regional para se consolidar como um dos pilares da logística brasileira. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que os corredores hidroviários do Arco Norte movimentaram 49,7 milhões de toneladas de soja e milho entre janeiro e outubro de 2025.

Essa infraestrutura conecta as áreas produtoras do Centro-Oeste aos portos exportadores da Amazônia e vem redesenhando a geografia econômica do país. De acordo com o Boletim Logístico da Conab, divulgado em novembro de 2025, os portos do Arco Norte foram responsáveis por 37,2% das exportações brasileiras de soja e por 41,3% das de milho nos dez primeiros meses do ano.

Os números confirmam que a região deixou de ter um papel complementar em relação aos terminais do Sul e Sudeste. Em muitos fluxos, o Arco Norte já se apresenta como a rota mais eficiente para o escoamento da safra.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, trata-se de uma mudança estrutural. Segundo ele, os dados comprovam que o Arco Norte superou a fase de expectativa e se firmou como realidade logística. De acordo com informações de fontes próximas ao governo, o fortalecimento das hidrovias é visto como decisivo para ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional, ao reduzir custos e encurtar prazos de transporte.

Integração multimodal fortalece competitividade

O funcionamento do Arco Norte se apoia em um sistema multimodal. As cargas chegam por rodovias a polos estratégicos como Miritituba e Itaituba, no Pará, Porto Velho, em Rondônia, e o novo polo de Caracaraí, em Roraima. A partir desses pontos, os grãos seguem em comboios de barcaças pelos rios Tapajós, Madeira e Amazonas até portos exportadores como Itacoatiara (AM), Santarém (PA) e Barcarena (PA).

Essa integração reduz a dependência histórica de longos trechos rodoviários em direção ao Sul do país. Além disso, a saída pelo Norte encurta o tempo de viagem até mercados consumidores da Europa e da Ásia, o que se reflete em ganhos logísticos relevantes.

Outro diferencial é o custo do transporte fluvial. Em longas distâncias, a navegação por barcaças pode ser até 50% mais econômica do que o transporte exclusivamente rodoviário, segundo estimativas do setor.

Previsibilidade e contratos de longo prazo

A ampliação do uso das hidrovias exige previsibilidade operacional. O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, afirmou que a estratégia atual é substituir ações emergenciais por contratos de longo prazo, garantindo manutenção contínua da navegabilidade dos rios.

Segundo ele, o objetivo é assegurar que o sistema funcione ao longo de todo o ano, oferecendo segurança ao escoamento da safra e maior sustentabilidade à matriz de transportes brasileira.

A atuação da Secretaria Nacional de Hidrovias está concentrada em três frentes: manutenção da navegabilidade, expansão da infraestrutura e modernização da frota.

Investimentos impulsionam indústria naval

No campo dos investimentos, novos contratos plurianuais de dragagem e sinalização nos rios Amazonas e Solimões somam mais de R$ 370 milhões ao longo de cinco anos. A medida busca garantir condições adequadas de navegação mesmo em períodos críticos do regime dos rios.

Paralelamente, o Fundo da Marinha Mercante tem estimulado a renovação da frota logística. Estão em andamento projetos para a construção de centenas de barcaças e dezenas de empurradores, muitos deles em estaleiros localizados no Amazonas. Além de ampliar a capacidade de transporte, a iniciativa contribui para a geração de empregos e o fortalecimento da indústria naval na região Norte.

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AgroNewsPolítica & Agro

Incertezas pautam mercado da soja


No mercado da soja do Rio Grande do Sul, a combinação de incerteza produtiva e retenção de oferta sustenta a demanda portuária, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 132,14/sc semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 136,00. Já em Panambi, o mercado físico apresentou manutenção, com o preço de pedra recuando para R$ 121,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Em Santa Catarina, mesmo com o plantio de soja finalizado, a instabilidade climática persiste como fator de preocupação após danos por granizo em novembro. “O porto registrou alta nos preços, enquanto o restante do estado permaneceu mais estável diante do foco total na logística. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,63 (+0,31%)”, completa.

A demanda da proteína animal garante base firme no Paraná, mas o mercado físico opera com cautela, ajustando prêmios e reduzindo agressividade nas origens. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,82 (-0,17%). Em Cascavel, o preço foi R$ 131,65. Em Maringá, o preço foi de R$ 130,95. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,22 por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 142,19. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul ampliou de forma agressiva sua área de grãos, mas a produtividade recuou diante do estresse hídrico. “A estratégia dominante passa a ser o armazenamento, com o produtor tentando segurar o físico diante de custos crescentes e incerteza no campo. A comercialização segue limitada, e os preços subiram pontualmente em Eldorado. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,82, Campo Grande em R$ 126,82, Maracaju em R$ 126,82, Chapadão do Sul a R$ 123,24, Sidrolândia a em R$ 126,82”, informa.

No Mato Grosso, a pressão logística e a proximidade da colheita criam um ambiente de comercialização defensivo, no qual armazenar o grão e segurar o volume físico torna-se a principal estratégia para evitar negociações em níveis deprimidos. “Campo Verde: R$ 122,68. Lucas do Rio Verde: R$ 118,72, Nova Mutum: R$ 118,72. Primavera do Leste R$ 122,68. Rondonópolis: R$ 122,68. Sorriso: R$ 118,72”, conclui.


 





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Corte de juros nos EUA e no Brasil estão no radar do mercado


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta sexta-feira (12), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o Fed cortou juros e retomou a expansão do balanço, enfraquecendo o dólar e impulsionando bolsas, com Dow Jones e S&P 500 em recordes.

No Brasil, Copom manteve Selic em 15% e reduziu aposta de corte para março, derrubando juros futuros. O real liderou ganhos entre emergentes e o Ibovespa ficou estável, perto de 160 mil pontos. Hoje, destaque para a Pesquisa Mensal de Serviços e discursos do Fed.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Zona de baixa pressão leva chuva forte para quase todo o país


No Sul, a combinação de uma zona de baixa pressão com a atuação de um cavado meteorológico traz muita instabilidade ao longo do dia. As demais regiões do país seguem praticamente o mesmo enredo. Confira a previsão da Climatempo:

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Sul

A presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai e a atuação de um cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera favorecem novas áreas de instabilidades sobre o Paraná, com pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, além do oeste de Santa Catarina e do norte do Rio Grande do Sul. No sudeste paranaense, os volumes de chuva podem ser mais elevados.

Sudeste

Novas áreas de instabilidades avançam pelo oeste e norte de São Paulo e ganham força pelo estado à tarde. As pancadas também avançam por grande parte de Minas Gerais e pelo Espírito Santo, e as chuvas devem ocorrer de maneira moderada a forte intensidade. As temperaturas continuam elevadas pela Região, enquanto no sul paulista devem diminuir.

Centro-Oeste

Com a presença da baixa pressão além do calor e umidade, as instabilidades continuam ocorrendo desde o início da manhã, com chance de chuvas mais fortes e risco de temporais em alguns pontos do sul, sudoeste, oeste e áreas do interior de Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso e em Goiás, as pancadas de chuva seguem de maneira mais espalhada e com moderada a forte intensidade.

Nordeste

As instabilidades se espalham mais pelo Maranhão, e também pelo Piauí e oeste da Bahia. Nessas áreas, as chuvas devem ocorrer de maneira moderada e pontualmente mais fortes. No litoral do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, há chance de chuvas mais fracas, enquanto no restante da Região o tempo segue mais firme. O calor predomina e as temperaturas seguem elevadas.

Norte

As instabilidades seguem mais espalhadas pela Região desde o começo do dia. No Amazonas, em grande parte do Pará, no Tocantins e norte de Rondônia, há chance de pancadas moderadas, com possibilidade de serem mais fortes em alguns pontos. Já em Roraima e no noroeste do Pará, o tempo segue mais firme.

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