terça-feira, março 10, 2026

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Com avanço do acordo UE–Mercosul, agricultores franceses retomam protestos


Mercosul-UE, união europeia e mercosul, acordo
Foto: Camex

Agricultores franceses voltaram às ruas nesta quinta-feira (8) para protestar contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo a Reuters, manifestantes bloquearam, ainda antes do amanhecer, rodovias de acesso a Paris e a pontos turísticos da capital francesa.

Os atos foram convocados pelo sindicato Coordination Rurale, que teme que o acordo de livre comércio facilite a entrada de alimentos mais baratos da América do Sul no mercado europeu, ampliando a concorrência sobre os produtores locais.

A França tem liderado a resistência ao tratado e conseguiu, no fim de 2025, adiar a assinatura do acordo, prevista para 20 de dezembro, durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu.

França endurece regras para importação de frutas da América do Sul

Em meio às pressões do setor agrícola, o governo francês anunciou que vai barrar a entrada de produtos agrícolas importados que apresentem resíduos de defensivos proibidos na União Europeia. A medida foi divulgada pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu.

Segundo ele, a decisão será formalizada por meio de uma portaria do Ministério da Agricultura, comandado por Annie Genevard. O texto deve vetar mercadorias com resíduos de mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim.

Frutas como abacate, manga, goiaba, cítricos, uvas e maçãs estão entre os produtos citados. A fiscalização nas fronteiras também será reforçada com a criação de uma brigada especializada.

Itália sinaliza apoio

Apesar da resistência francesa, a Comissão Europeia avançou nas negociações e conquistou o apoio da Itália, que até então se opunha ao tratado, ao lado de França, Polônia e Hungria.

Com a mudança de posição italiana, o bloco europeu pode alcançar a maioria necessária, 15 Estados-membros que representem ao menos 65% da população da União Europeia, para a efetivação do acordo, possivelmente já na próxima segunda-feira (12).

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, havia pedido mais tempo para dialogar com agricultores do país, preocupados com a concorrência de produtos agropecuários de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. O apoio veio após a Comissão Europeia propor a aceleração de € 45 bilhões em recursos para o setor agrícola.

Já o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, destacou que a União Europeia passou a discutir o aumento, e não a redução, dos investimentos no agro no período de 2028 a 2034.

*Com informações da Reuters e RFI

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Anvisa proíbe lote de chá e pomada por irregularidades



Fato evidencia graves falhas no processo de boas práticas de fabricação


Foto: Marcelo Camargo, Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (5), o recolhimento do lote 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea, da marca Água da Serra, proibindo sua comercialização, distribuição, divulgação e consumo. Segundo a agência, a medida ocorreu depois da empresa informar o recolhimento voluntário do lote, depois da detecção de irregularidades em seu produto.

“O ensaio de identificação de elementos histológicos (células, tecidos e matriz extracelular) apontou a presença de talos, ramos e sementes que não são comuns no chá. O ensaio de pesquisa de matérias estranhas acusou 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em 25g do produto, sendo que o limite aceitável é de 90 fragmentos em 25g de produto”, explicou a Anvisa em nota.

Segundo a agência, o fato evidencia graves falhas no processo de boas práticas de fabricação do referido lote.

Também foi proibida a fabricação, distribuição, comercialização, divulgação, importação e utilização da Pomada Cicatrizante Inkdraw Aftercare, indicada para uso pós-tatuagem. Segundo a Anvisa, a origem do produto é desconhecida e não há registro ou notificação da pomada na agência.





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Exportação de carne bovina à China pode cair até 35%, alerta setor


A decisão da China de estabelecer uma cota anual para a importação de carne bovina promete alterar profundamente a dinâmica do comércio global. A partir de 1º de janeiro de 2026, volumes que ultrapassarem esse limite estarão sujeitos a uma tarifa extra de 55%, válida por três anos. A medida visa proteger a produção doméstica chinesa, mas representa um forte desafio para os principais exportadores, especialmente o Brasil.

Segundo Paulo Bellincanta, presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), a maior preocupação do setor está na forma de contabilização da cota. Em artigo, ele aponta que as autoridades chinesas pretendem desconsiderar contratos anteriores, cargas já embarcadas e produtos em trânsito. Isso obrigaria o Brasil a descontar da cota cerca de 350 mil toneladas já comprometidas.

Com esse cenário, o país teria aproximadamente 750 mil toneladas disponíveis para exportar à China em 2026 — bem abaixo da média atual, que supera 160 mil toneladas mensais. “Na prática, isso reduz de forma significativa o espaço disponível para novas produções ao longo de 2026”, afirma Bellincanta.

A estimativa de redução, que gira em torno de 35%, segundo dados da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul), levanta um sinal de alerta em toda a cadeia da carne bovina. A discrepância entre os volumes disponíveis e o consumo chinês exigirá, nas palavras do autor, “um entendimento equilibrado, construído de governo para governo”.

Bellincanta ressalta que a pecuária brasileira avançou nos últimos anos com investimentos em genética, manejo e eficiência, enquanto a indústria frigorífica modernizou plantas e ampliou sua capacidade para atender ao mercado chinês. “Uma mudança abrupta dessa magnitude obriga toda a cadeia a revisar expectativas, projeções e investimentos”, pontua.

Ele reconhece o esforço do governo brasileiro na abertura de novos mercados, liderado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Contudo, adverte que os destinos alternativos ainda não têm a mesma capacidade de absorção da China e já possuem fornecedores consolidados, o que torna o reposicionamento mais lento e estratégico.

A urgência, portanto, está no campo diplomático. Sem uma solução que considere os contratos e fluxos já estabelecidos, o impacto sobre o setor virá de forma rápida e profunda. “A eventual redução de volumes incide sobre o setor como uma guilhotina afiada”, alerta o presidente do Sindifrigo-MT.

Para Bellincanta, o setor brasileiro precisará, mais uma vez, adaptar-se e buscar novas formas de atuação diante de um cenário incerto. Os excedentes são grandes demais para serem redirecionados com rapidez, e a única saída realista passa pela negociação internacional e pelo fortalecimento de mercados alternativos. A carne bovina brasileira enfrenta agora não um fim de ciclo, mas um momento de reinvenção.

 





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Frente fria aumenta risco de pancadas fortes de chuva hoje


Chuva
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Rio Grande do Sul continua sob efeito de uma frente fria, levando pancadas de chuva fortes ao estado. Em grande parte do país, o tempo abafado também traz precipitações passageiras, com chance de temporais em algumas áreas. Confira a previsão:

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Sul

O avanço de uma frente fria em alto mar aumenta o risco de pancadas de chuva mais fortes e temporais em áreas do litoral, interior e faixa leste do Rio Grande do Sul, incluindo a capital Porto Alegre desde as primeiras horas da manhã. Ao longo da tarde, as pancadas de chuva aumentam em áreas de Santa Catarina e do Paraná e novas instabilidades, associadas a uma baixa pressão entre o Paraguai e norte da Argentina, também avançam para o oeste gaúcho. Enquanto nas capitais de Florianópolis e Curitiba as máximas ficam próximas dos 30°C, as temperaturas ficam mais agradáveis no Rio Grande do Sul.

Sudeste

O dia começa com tempo mais estável em grande parte da região, com chance de chuvas fracas no Triângulo, sul e nordeste de Minas Gerais desde as primeiras horas da manhã, além do nordeste paulista. Ao longo do dia, a formação de áreas de instabilidade contribui para nuvens mais carregadas em grande parte do estado de São Paulo, incluindo o sul, norte, nordeste e o Triângulo de Minas. No sul do Espírito Santo, além do interior do Rio de Janeiro, a chuva é mais fraca, enquanto nas demais áreas o tempo fica mais firme, e ao longo do dia as temperaturas estarão mais elevadas.

Centro-Oeste

Chove desde as primeiras horas da manhã no norte e interior de Goiás, além de áreas da faixa norte, leste e sudeste de Mato Grosso, com a chuva se espalhando ainda mais ao longo da manhã. Ao longo do dia, as temperaturas sobem e o calor, junto ao tempo abafado, aumenta em grande parte das áreas. A partir da tarde, são esperadas pancadas de chuva de moderada a forte intensidade pela região devido à combinação de calor e umidade na atmosfera, intercaladas com períodos de sol. Já em Mato Grosso do Sul, as instabilidades ganham força ao longo do dia devido à presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, o que favorece pancadas de chuva mais fortes em alguns pontos.

Nordeste

O dia começa com calor e tempo abafado no interior nordestino, enquanto em áreas do litoral e no interior do Piauí e do Maranhão, além do sul e faixa litorânea da Bahia, há chance de chuvas fracas a moderadas nas primeiras horas da manhã. Ao longo do dia, o sol e o tempo firme predominam na maior parte, com chance de pancadas de chuva moderada a forte na metade oeste e interior do Maranhão, entre Salvador e Porto Seguro, além do litoral entre Sergipe e a Paraíba.

Norte

O dia começa com chuvas em boa parte do Amazonas, Rondônia e Pará. À tarde, as temperaturas sobem, ocasionando sensação de calor e abafado na maior parte da região. Porém são esperados temporais de moderada a forte intensidade em grande parte do Amazonas, Pará, Rondônia, Acre, Tocantins, além do norte do Amapá.

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preços firmes apesar de escalas fechadas



Pará registra altas pontuais no mercado do boi



Foto: Canva

O mercado do boi gordo apresentou firmeza em São Paulo na terça-feira (6), segundo a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. Mesmo com menor necessidade de compras imediatas por parte dos frigoríficos, reflexo das programações de abate fechadas no fim do ano passado, o cenário foi sustentado pelo bom escoamento da carne bovina no mercado interno e pelas exportações. De acordo com a Scot Consultoria, “o mercado esteve firme”, com escalas de abate atendendo, em média, a seis dias.

No Pará, o início das negociações foi descrito como mais lento, com oferta ajustada e escalas curtas influenciando o comportamento dos preços ao longo do dia. Na região de Redenção, as cotações permaneceram estáveis na comparação diária. Já em Paragominas, houve valorização de R$ 2,00 por arroba para todas as categorias. Em Marabá, o preço do boi gordo avançou R$ 2,00 por arroba, enquanto a vaca registrou alta de R$ 1,00 por arroba.

Ainda no estado, a arroba do boi China subiu R$ 1,00 em Paragominas, sem ágio. Em Redenção e Marabá, os valores permaneceram estáveis. O ágio foi mantido em R$ 3,00 por arroba em Marabá e em R$ 10,00 por arroba em Redenção. Segundo o informativo, todos os preços considerados são brutos e com prazo.

Em Goiás, o mercado apresentou estabilidade. A Scot Consultoria aponta que a oferta seguiu contida e que a demanda “não mostrou força para elevar os preços”, resultando em manutenção das cotações.





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Mercado futuro de milho abre semana em campo positivo



Mercado interno de milho deve ter semana estável



Foto: Pixabay

O mercado futuro de milho iniciou a semana em leve alta na B3, segundo a análise do especialista da Grão Direto divulgada nesta segunda-feira (5). Na abertura do pregão, por volta das 9h56 (horário de Brasília), as principais cotações operavam em campo positivo, com preços entre R$ 70,05 e R$ 74,14. O contrato janeiro/26 era negociado a R$ 70,05, com valorização de 0,14%, enquanto o março/26 registrava R$ 74,14, alta de 0,05%. Já o vencimento maio/26 operava a R$ 73,34, avanço de 0,15%, em um movimento descrito pela Grão Direto como um “ambiente mais firme” logo no início da sessão.

De acordo com a Grão Direto, o comportamento das cotações indica que o mercado doméstico segue encontrando suporte, influenciado pelo câmbio, pelas incertezas em relação à safrinha e por uma postura mais defensiva dos vendedores. Mesmo diante de oscilações no mercado internacional, a análise aponta que o milho negociado na B3 “demonstra resiliência”, reforçando a percepção de sustentação dos preços internos no curto prazo, especialmente enquanto persistirem dúvidas sobre a oferta futura.

Diante desse cenário, a avaliação do especialista é de que o milho deve atravessar a semana “sem grandes movimentações” no mercado interno, com tendência de estabilidade nas negociações.





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FPA promete empenho máximo na derrubada de veto à subvenção do seguro rural


Foto: FPA/Créditos

O deputado federal e integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Arnaldo Jardim, disse nesta quarta-feira (7) que a bancada vai trabalhar para derrubar o veto do presidente Lula ao dispositivo aprovado pelo Congresso Nacional na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que impede o governo de fazer cortes nos recursos destinados à subvenção do seguro rural.

“Nós tivemos nos últimos anos um decréscimo muito grave, preocupante da área coberta por seguros no nosso país. Nós chegamos na última safra a uma cobertura que não ultrapassou 8% da área cultivada. Avançar na formatação e no conceito do seguro, ter recursos e fluxo adequado, ampliar a cobertura e ampliar o conceito do seguro agrícola são prioridades absolutas para esse ano de 2026”, disse.

Por outro lado, o secretário de política agrícola do Ministério do Meio Ambiente (Mapa), Guilherme Campos, afirmou que o governo pretende tornar o seguro obrigatório para aqueles que têm empréstimo agrícola com apoio financeiro federal.

Segundo ele, a atual taxa básica de juros de 15% ao ano inviabiliza o aumento do subsídio ao prêmio do seguro agrícola. Assim, o governo defende a junção das duas modalidades de seguro disponíveis hoje no mercado, ou seja, a subvenção do prêmio de seguro na agricultura empresarial e o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

“Se nós pudéssemos fazer um ‘bem bolado’ e déssemos a oportunidade de oferecer para o mercado, dentro do princípio do mutualismo, da massificação, do rateio dos riscos, essa sim é, de todas as alternativas, a mais próxima de ser viabilizada e de ser colocada em prática já neste ano para que o produtor rural brasileiro possa ter essa tranquilidade”, considera.

Além do seguro rural, o veto do presidente Lula pode impactar os recursos destinados à defesa agropecuária, bem como à regulação e fiscalização. Caso o veto não seja derrubado pelo Congresso, estima-se que o Paraná será o mais prejudicado, visto que apenas em 2025, 40% das apólices contratadas vieram de produtores rurais do estado.

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Passarela liga estacionamento, para 22 mil veículos, ao parque do Show Rural


Uma passarela com 70 metros de extensão vai ligar o novo estacionamento do Show Rural ao parque que desde 1989 abriga um dos maiores eventos técnicos do mundo em transmissão de conhecimentos e inovações para a agropecuária. Essa é uma de muitas novidades que serão colocadas em atividade de 9 a 13 de fevereiro de 2026, quando será realizada a 38ª edição do evento, em Cascavel, no Oeste do Paraná.

Toda em metal e elevada, a estrutura vai ligar uma área que em fevereiro passado recebeu ônibus das mais diferentes regiões do País, que trouxeram produtores para conhecer as novidades apresentadas por 600 expositores da cadeia do agro. Com a cessão de uma nova área, de 45 mil metros quadrados, o estacionamento passa a ter capacidade para 22 mil veículos (cinco mil a mais que na 37ª edição) e 700 ônibus, diariamente – 300 a mais do que na realização anterior, enumera o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.

“As obras de preparação do estacionamento e da passarela estão adiantadas. Vamos deixar tudo pronto em alguns dias”, comenta o coordenador geral Rogério Rizzardi. Com a mudança e ampliação, o espaço vai abrigar também expositores e imprensa. O antigo ambiente de recepção de expositores e imprensa passa a ser ocupado por empresas que há anos reivindicavam espaços maiores para instalar estandes com dimensões diferenciadas, conforme Rizzardi. “Precisamos agradecer ao empresário Assis Gurgacz que, gentilmente, cedeu essa nova área, viabilizando assim alterações importantes no estacionamento do evento”.

Gratuito

O Show Rural Coopavel tem um diferencial importante: as vagas de estacionamento podem ser ocupadas pelos visitantes sem nenhum custo. O mesmo acontece com o acesso ao parque, também gratuito. “Esse é mais um dos muitos investimentos que fazemos nesse grande evento, que tem por premissa o compartilhamento de inovações e conhecimentos que permitem ao produtor, com as novidades aprendidas, produzir mais, com menos custos, com qualidade superior e conectado aos critérios da sustentabilidade”, comenta Dilvo Grolli.

Com o tema A força que vem de dentro, o 38º Show Rural terá também, como novidades, a ampliação na cobertura de ruas (que alcançará 11 dos 15 quilômetros de vias que conectam todo o parque), ampliação dos prédios da administração e do Espaço Impulso (parceria com o Itaipu Parquetec) e criação de um boulevard entre esses ambientes, bem como ampliação do pavilhão da agricultura familiar (convênio com a Itaipu), implantação de duas novas lanchonetes, pavimentação asfáltica em mais 2,5 quilômetros de vias, reforma nos 14 conjuntos de banheiros e relocação da área de embarque e desembarque de máquinas e equipamentos.





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Brasil tem segunda maior saída de dólares da história em 2025


notas de dólar
Foto: Pixabay

O Brasil registrou em 2025 a segunda maior saída líquida de dólares da série histórica, iniciada em 1982, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Banco Central.

O fluxo cambial total ficou negativo em US$ 33,316 bilhões, volume inferior apenas ao registrado em 2019, quando a saída somou US$ 44,768 bilhões.

Apesar do resultado expressivo, o real se valorizou ao longo do ano, sustentado por juros elevados no país e pela queda do dólar no mercado internacional.

O desempenho negativo foi provocado principalmente pelo canal financeiro, que acumulou saída líquida de US$ 82,467 bilhões em 2025, a segunda maior da série histórica, atrás apenas de 2024. Esse canal inclui investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros, pagamento de juros e outras operações financeiras.

Já o canal comercial apresentou entrada líquida de US$ 49,151 bilhões, insuficiente para compensar a forte evasão financeira. O saldo positivo ficou abaixo do pico registrado em 2007 e também menor que o observado em 2024.

Avanço das importações

Segundo o BC, o principal fator para a menor entrada de dólares pela via comercial foi o avanço das importações. O volume de câmbio contratado para compras externas alcançou US$ 238 bilhões, o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2022.

As exportações somaram US$ 287,5 bilhões no ano. Diferentemente da balança comercial, que inclui apenas exportações e importações já realizadas, o fluxo cambial inclui operações como pagamentos antecipados e adiantamentos de contrato de câmbio.

Apreciação do real

Mesmo com a saída expressiva de dólares no mercado à vista, o real apreciou-se em 2025. Os juros elevados no Brasil e o enfraquecimento global do dólar estimularam posições favoráveis à moeda brasileira no mercado de derivativos (ativos que derivam de outros ativos), compensando o fluxo cambial negativo.

O Banco Central, por sua vez, teve atuação limitada no mercado à vista, realizando apenas duas intervenções de US$ 1 bilhão cada, por meio do mecanismo conhecido como “casadão”.

Nessas operações, o BC vende dólares das reservas internacionais, combinando com swaps cambiais reversos, compra de dólares no mercado futuro, na mesma quantia. O casadão permite que a autoridade monetária alivie a taxa de juros em dólar, sem mexer no câmbio.

Saída em dezembro

Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 13,562 bilhões, valor inferior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando a saída chegou a US$ 27 bilhões.

O resultado refletiu uma saída de US$ 20,982 bilhões pela conta financeira, parcialmente compensada por uma entrada de US$ 7,421 bilhões pela conta comercial.

Tradicionalmente, dezembro concentra remessas ao exterior para pagamento de dividendos. Em 2025, os envios foram intensificados por empresas e investidores que buscaram se antecipar ao fim da isenção do imposto de renda sobre remessas internacionais, que passou a ser tributada a partir de janeiro de 2026.

As relações monetárias e financeiras entre residentes e não residentes são medidas pelo balanço de pagamentos, divulgado no fim de cada mês pelo Banco Central. O fluxo cambial, no entanto, funciona como uma prévia dos números, ao contabilizar adiantamentos de contratos de câmbio e pagamentos antecipados.

O fluxo cambial é composto de duas partes: o fluxo comercial, que mede o fechamento de câmbio para exportações e importações, e o fluxo financeiro, que mede investimentos em empresas, empréstimos e transações no mercado financeiro. Os dados do Banco Central mostram que, no ano passado, a fuga de dólares ocorreu no canal financeiro.

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