sexta-feira, março 13, 2026

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Café: Expocacer realiza 1º leilão virtual em plataforma comercial exclusiva


café
Foto: Pixabay.

A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), de Minas Gerais, realizou o seu primeiro leilão virtual de cafés especiais por meio de sua plataforma comercial exclusiva, a Coffee Chain, no dia 12 de dezembro.

O leilão do Programa Essências by Expocacer registrou cerca de US$ 112 mil em faturamento, com um total de 66 lances realizados, informou a cooperativa em comunicado.

Participaram 15 lotes de produtores cooperados, arrematados por compradores de seis países: Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, China, Reino Unido, Austrália e Estados Unidos.

Plataforma própria e estratégia comercial

Segundo a Expocacer, a realização do primeiro leilão virtual representa um marco na estratégia comercial da cooperativa, reforçando seu compromisso com a valorização dos cafeicultores cooperados, a promoção de cafés sustentáveis de excelência e a conexão direta entre origem e mercado, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo no cenário global o posicionamento do Cerrado Mineiro, região reconhecida como a primeira Denominação de Origem de café do Brasil.

A plataforma digital Coffee Chain foi desenvolvida pela empresa AIDDA. O Programa Essências reúne microlotes diferenciados produzidos por cooperados que adotam boas práticas agrícolas, manejo responsável e foco em qualidade.

Valorização da origem e do cooperado

A gerente comercial de cafés especiais da Expocacer, Sandra Moraes, disse na nota: “Com a realização do nosso primeiro leilão virtual do Programa Essências, a Expocacer reafirma seu papel como agente de inovação no agro, integrando tecnologia, mercado e sustentabilidade. Seguimos investindo em soluções que fortalecem a renda dos cooperados, ampliam a visibilidade do café do Cerrado Mineiro e consolidam a conexão entre origem, qualidade e consumidor final.”

Com sede em Patrocínio (MG), a Expocacer apoia cerca de 760 cooperados e tem uma infraestrutura que inclui armazéns com capacidade para cerca de 1 milhão de sacas de café, exportadas para mais de 40 países, em cinco continentes.

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Prazos e etapas das ações do Acordo de Brumadinho ficam disponíveis em portal público


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Foto: Pablo Valler/ Arquivo pessoal

O portal da Auditoria Socioambiental passou a disponibilizar novos painéis públicos com cronogramas das ações de reparação do Acordo de Brumadinho. As ferramentas permitem acompanhar prazos, etapas e metas de três frentes de ações socioambientais em andamento na Bacia do Rio Paraopeba.

A iniciativa amplia a transparência e permite que comunidades atingidas e demais interessados acompanhem, de forma direta, a evolução das medidas previstas no acordo.

Além disso, os cronogramas representam compromissos formais assumidos pela Vale S.A., com marcos e prazos definidos, cujo descumprimento pode gerar sanções à empresa.

Cronogramas apresentados

Os cronogramas divulgados são: Cronograma Geral Integrado das ações de reparação do Ferro Carvão e Casa Branca, região conhecida como Zona Quente; Cronograma da Dragagem do Rio Paraopeba; e Cronograma Detalhado dos Estudos de Risco à saúde humana e risco ecológico.

Todos foram aprovados pelos órgãos estaduais envolvidos e pela auditoria socioambiental, e validados pelos compromitentes do acordo.

“A divulgação desses cronogramas busca garantir que a sociedade tenha acesso claro às informações sobre a reparação. Transparência é permitir que as pessoas acompanhem, entendam os prazos e saibam como cada etapa está avançando”, destacou a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Silvia Listgarten.

Entenda os cronogramas

Os cronogramas das ações de reparação em Ferro Carvão e Casa Branca foram definidos a partir de diagnósticos sobre a situação das áreas antes do rompimento e os impactos causados às regiões atingidas. As ações fazem parte do Plano de Reparação Socioambiental da Bacia do Rio Paraopeba e passam por avaliação técnica, auditoria independente e validação dos responsáveis pelo acordo.

O cronograma da dragagem do Rio Paraopeba refere-se a uma etapa central da reparação ambiental e é acompanhado continuamente por auditoria independente, além de seguir autorizações dos órgãos competentes.

Já o cronograma dos Estudos de Avaliação de Risco à Saúde Humana e de Risco Ecológico detalha as fases dos estudos que buscam identificar riscos à saúde e ao meio ambiente causados pela presença de rejeitos no solo e nas águas do Rio Paraopeba após o rompimento da Barragem B-1.

Todos os cronogramas e informações sobre as ações de reparação e compensação estão disponíveis para consulta pública no portal da Auditoria Socioambiental.

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Estudos finais para arrendamento definitivo do Porto de Itajaí são aprovados


Porto de Itajaí
Fonte: Divulgação/Porto de Itajaí

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) aprovou a versão final dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para o arrendamento definitivo do complexo de Itajaí, em Santa Catarina.

Os documentos foram encaminhados na sexta-feira (26) à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que fará a elaboração das minutas de edital e de contrato. A previsão é que o leilão seja realizado no primeiro semestre de 2026.

No despacho enviado à agência reguladora, a Secretária Nacional de Portos solicita a dispensa de uma nova fase de audiência pública. A justificativa técnica é que a modelagem atual já incorpora as contribuições recebidas pela sociedade e pelo mercado na audiência anterior, não havendo necessidade de reiniciar o ciclo de consultas. A meta do Ministério é obter o aval do Tribunal de Contas da União (TCU) até abril de 2026.

“Nosso foco sempre foi garantir que o Porto de Itajaí tenha um horizonte seguro para crescer. Trabalhamos incansavelmente para superar os desafios recentes e promover essa retomada. Agora, com a concessão definitiva, vamos oferecer a previsibilidade que o setor produtivo espera. Estamos saindo da fase de transição para um ciclo de investimentos de longo prazo, assegurando que o porto tenha a infraestrutura necessária para atender com eficiência a cadeia produtivo nacional e internacional”, afirmou o ministro da pasta, Silvio Costa Filho.

O projeto prevê um montante de R$ 2,8 bilhões em investimentos, com uma cláusula estratégica de celeridade: R$ 920 milhões deverão ser executados já nos primeiros três anos de contrato. Esse aporte inicial tem como foco a modernização de equipamentos e melhorias na infraestrutura para receber e manobrar os navios.

A modelagem estipula a construção de um novo terminal de contêineres, com capacidade estática de 37.152 TEUs e uma ampliação de 90% nas áreas de pátio, resolvendo um dos principais gargalos operacionais do porto.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de milho entra em ciclo de preços mais baixos


Os últimos dois anos do mercado de milho foram marcados por uma mudança significativa de cenário, com a transição de um ambiente altista para um ciclo claramente mais defensivo e pressionado por preços. Segundo análise técnica e fundamental da TF Agroeconômica, esse movimento foi observado tanto no mercado internacional quanto no Brasil, refletindo alterações profundas na dinâmica de oferta, demanda e formação de preços.

Em 2024, o mercado ainda encontrou sustentação em riscos climáticos, estoques mais apertados e incertezas geopolíticas, o que manteve níveis de preços mais elevados e margens positivas ao longo da cadeia. Já em 2025, a recomposição da oferta global, impulsionada por safras robustas nos Estados Unidos e no Brasil, além da forte expansão da safrinha brasileira e da normalização climática, passou a exercer pressão estrutural sobre as cotações. O resultado foi uma queda consistente dos preços, compressão de margens e mudança no poder de barganha entre os agentes.

Do ponto de vista técnico, o mercado formou um topo relevante no primeiro ano e passou a registrar topos descendentes e fundos mais baixos, consolidando uma tendência baixista no segundo período analisado. A volatilidade, elevada no início por fatores climáticos, conflitos e energia, deu lugar a movimentos mais técnicos e ralis curtos, com dificuldade de sustentação acima das resistências. O comportamento dos preços passou a responder mais aos fundamentos de oferta do que a choques de demanda.

Nos fundamentos, a reconstrução gradual dos estoques globais e estoques finais menos apertados reduziram o prêmio de risco climático. A demanda global cresceu em ritmo mais lento, com consumo de ração sensível a preço e perda de protagonismo do etanol como fator de alta. O câmbio ajudou a sustentar os preços internos, mas sem força para reverter a tendência, enquanto o petróleo teve efeito apenas pontual.

Esse novo ambiente afetou os agentes de forma distinta. Produtores sentiram a perda de margem no segundo ano, especialmente aqueles que postergaram vendas, enquanto cooperativas adotaram postura defensiva para administrar fluxo e estoques. Comerciantes atuaram de forma mais técnica, com ganhos ligados a arbitragem e logística. Indústrias de amido, etanol e ração foram beneficiadas pelo milho mais barato e maior previsibilidade, e os exportadores ganharam relevância como principal canal de escoamento do excedente. A leitura final aponta para um mercado que deixou o ciclo excepcionalmente altista e passou a exigir disciplina comercial, uso de hedge e foco em margem.

 





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CSN: BNDES libera R$ 1 bilhão para modernização ambiental de usina no RJ


Foto: Pexels.
Foto: Pexels.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 1,13 bilhão para a modernização de três plantas industriais da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), localizadas na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda (RJ).

O projeto envolve a aquisição de máquinas e equipamentos, além da contratação de serviços tecnológicos. Do total aprovado, R$ 625,8 milhões são provenientes da linha Finem. Os recursos foram destinados à modernização ‘das plantas de sinterização de minério de ferro, processo utilizado na produção de aço.

As intervenções incluem a implantação de novos precipitadores eletrostáticos e filtros de manga, com foco na redução de emissões atmosféricas e na melhoria da qualidade do ar no município. Parte do financiamento será utilizada como reembolso de investimentos realizados desde 2023.

“O financiamento aprovado pelo BNDES está alinhado à determinação do governo do presidente Lula de descarbonização da indústria brasileira, com a melhoria da qualidade do ar no entorno da fábrica, beneficiando diretamente a população de Volta Redonda. Além disso, o projeto inclui o reaproveitamento de matéria-prima e fortalece a cadeia produtiva nacional de equipamentos”, afirma o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon, em comunicado.

Redução de emissões e geração de empregos

A implantação integral do projeto prevê redução das emissões nas três unidades de sinterização da usina. Estão incluídos investimentos nos sistemas de despoeiramento, na estocagem e recuperação do sínter produto, com substituição de equipamentos, e na transferência de matérias-primas, por meio da atualização dos chutes do parque industrial.

Durante a execução das obras, a estimativa é de geração de cerca de 1.300 empregos, sendo aproximadamente 99% de mão de obra indireta.

O projeto atende às exigências do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a CSN e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com o objetivo de adequar a operação da usina às normas ambientais vigentes.

“Estamos avançando agora para uma etapa estratégica de modernização da Usina Presidente Vargas, com sistemas de despoeiramento e outras iniciativas voltadas à descarbonização dos nossos processos”, destaca Helena Guerra, diretora de Sustentabilidade e Meio Ambiente da CSN.

Além da linha Finem, o projeto conta com R$ 500 milhões do programa BNDES Mais Inovação. Os recursos serão utilizados na aquisição de máquinas e equipamentos com características inovadoras, bens de informática e serviços tecnológicos voltados à Internet das Coisas (IoT).

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Após onda de calor, tempo muda na virada do ano; veja o que esperar no Ano Novo


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Foto: Freepik

Com o enfraquecimento da recente onda de calor, o cenário climático para as áreas produtoras de soja no final do ano em todo o país começa a apresentar sinais de melhora. De acordo com a análise meteorológica, a umidade do solo caiu em estados como São Paulo, Minas Gerais, áreas do interior do Centro-Oeste e grande parte da Bahia, configurando uma condição desfavorável para a soja em fase de desenvolvimento.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

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A tendência, no entanto, é de mudança nos próximos dias. A previsão indica o retorno das chuvas sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, incluindo áreas do interior de Mato Grosso, com volumes que podem alcançar ao menos 50 mm em um intervalo de 5 dias. Esse acumulado deve contribuir para a recomposição da umidade do solo, amenizando o estresse hídrico observado recentemente.

Em estados como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, os volumes previstos são ainda mais expressivos, podendo ultrapassar 100 mm no mesmo período. Entre os primeiros dias de janeiro, há inclusive a possibilidade de excesso pontual de chuva em algumas localidades. Apesar disso, o contexto geral é considerado positivo, já que os solos vinham mais ressecados após o calor intenso, favorecendo a absorção da água e o desenvolvimento das lavouras.

No Sul do país, após um longo período de precipitações frequentes, a expectativa é de tempo mais firme nos próximos dias. Essa condição deve favorecer o avanço dos trabalhos de campo, que vinham sendo prejudicados pelo excesso de umidade.

Na sequência, a previsão indica novo retorno das chuvas para a região Sul, interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul, com acumulados adicionais entre 30 mm e 40 mm em 5 dias. O padrão climático reforça um cenário mais equilibrado, trazendo alívio para as áreas que sofreram com a falta de chuva e mantendo boas perspectivas para a safra de soja no país.

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Preço do leite no RS recua em dezembro, mas Conseleite sinaliza possível recuperação em 2026


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Foto: Pixabay

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite-RS) projetou o valor de referência do leite em R$ 2,0180 para dezembro no estado, o que representa queda de 0,28% em relação à estimativa de novembro, de R$ 2,0237.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29), durante a última reunião do colegiado em 2025, realizada de forma virtual. Os números indicam uma possível desaceleração do movimento de baixa, com expectativa de recuperação dos preços a partir do primeiro trimestre de 2026, aponta o Conseleite, em nota.

Na mesma reunião, o Conseleite anunciou o valor consolidado do leite em novembro de 2025, fixado em R$ 2,0601, recuo de 6,38% frente ao consolidado de outubro, que havia sido de R$ 2,2006. O cálculo é elaborado mensalmente pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em informações repassadas pelas indústrias e considerando a movimentação dos primeiros 20 dias do mês, além de parâmetros atualizados pela Câmara Técnica em 2023.

O coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, afirmou que a entidade segue acompanhando de perto a evolução do mercado e mantendo o diálogo entre produtores e indústria. Durante o encontro, também foi definida a coordenação do colegiado para 2026.

Pelo sistema de rodízio adotado pela entidade, o comando passa do setor industrial para o produtivo, e Kaliton Prestes, secretário executivo da Fetag-RS, assume como novo coordenador do Conseleite no próximo ano.

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Economia de Goiás é a segunda que mais cresce no país, aponta Banco Central


Economia; Industria
Foto: Edinan Ferreira/ Agência Cora Coralina de Notícias

A economia em Goiás foi a segunda que mais cresceu no país, registrando alta de 4,8% no acumulado deste ano, de acordo com o Índice de Atividade Econômica (IBCR), medido pelo Banco Central (BC) e analisado pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB).

O número só está abaixo do registrado pelo Pará e representa o dobro da média nacional para o período, correspondente a 2,4%.

O cenário também é favorável no acumulado em 12 meses, quando Goiás atingiu 4,6% e ocupou a terceira posição no ranking nacional, enquanto o Brasil alcançou o índice de 2,5%.

O secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, afirma que os resultados se devem às políticas voltadas para o crescimento econômico.

“Os números refletem um conjunto de ações estratégicas adotadas pelo Governo de Goiás: responsabilidade fiscal, ambiente de negócios mais simples e seguro, incentivos ao setor produtivo. Também temos apostado fortemente em inovação, qualificação profissional e atração de novos empreendimentos”, destaca.

Na variação mensal interanual, que abrange a comparação entre outubro de 2025 e outubro de 2024, Goiás cresceu 4,7%, enquanto o país registrou um crescimento tímido de 0,4%. No ranking nacional, o estado também ocupa o terceiro lugar.

Já quando se trata de variação mensal com ajuste sazonal entre outubro de 2025 e setembro de 2025, Goiás chega a 2,7%, enquanto o Brasil apresentou queda de 0,2%.

Sobre o IBCR

O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), medido pelo Banco Central, é divulgado mensalmente. De acordo com a instituição financeira, ele permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, enquanto o PIB, de frequência trimestral, descreve o quadro abrangente da economia.

O IBCR é baseado na Pesquisa Industrial Anual (PIA), Pesquisa Anual de Serviços (PAS) e Produção Agrícola Municipal (PAM), entre outros.

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1º de janeiro de 2026: começa a reforma tributária com o Leão dentro da maquininha


produtor rural cartão de crédito
Imagem gerada por IA

A partir de 1º de janeiro de 2026, o jeito de cobrar imposto no Brasil mudou de vez. Toda nota fiscal emitida, da padaria da esquina ao grande frigorífico, passa a cair dentro de um sistema único, totalmente digital, que calcula e distribui os tributos em tempo real.

Esse novo sistema não é qualquer programa. Ele é considerado o maior software tributário já criado no mundo, com capacidade de processamento dezenas de vezes superior à de qualquer sistema financeiro já utilizado no país.

Desenvolvido pela Receita Federal em parceria com o Serpro, ele vai substituir impostos antigos e conhecidos do brasileiro, como PIS, Cofins, IPI e boa parte do ICMS. Para ter dimensão do tamanho da mudança, trata-se de uma infraestrutura digital capaz de analisar, calcular e distribuir tributos em cada operação de compra e venda, em tempo real, de forma automática e integrada em todo o território nacional.

Na prática, o imposto deixa de ser algo “para depois”. Ele passa a ser separado no exato momento do pagamento, no chamado split payment. Funciona assim: o cliente paga R$ 200 numa loja. A maior parte vai direto para o caixa da empresa e uma pequena fatia é automaticamente enviada para União, estado e município. Tudo sem guia, sem boleto e sem aquela correria no fim do mês.

Outra mudança importante está no crédito. Hoje, empresas e produtores pagam imposto na compra e podem levar meses — às vezes anos — para receber esse dinheiro de volta. Com o novo sistema, o crédito entra sozinho, de forma automática, poucos dias depois da operação.

No delivery acontece a mesma coisa. O aplicativo emite uma única nota fiscal e o sistema se encarrega de dividir o imposto entre o estado do restaurante, do entregador e do consumidor.

Nas exportações, o ganho é ainda mais claro: a nota já sai com imposto zero, sem necessidade de provar nada depois. A papelada simplesmente deixa de existir.

E no agro, o que muda?

Muita coisa melhora, e quase nada piora.

A agricultura e a pecuária entram no novo modelo com benefícios preservados. O produtor rural pessoa física continua vendendo a maior parte dos produtos da cesta básica — como arroz, feijão, leite in natura e carnes, com alíquota zero. Grãos como soja, milho e algodão destinados à exportação ou à indústria também seguem sem imposto na saída.

O grande avanço está no crédito. Fertilizantes, ração, diesel e máquinas passam a gerar crédito automático, devolvido em poucos dias. Antes, esse dinheiro ficava preso em processos que podiam levar até dois anos. Agora, ele volta rápido para o caixa, o que faz diferença antes da próxima safra.

Frigoríficos e laticínios também ganham previsibilidade. A velha guerra fiscal do ICMS perde força, porque passa a existir uma nota fiscal nacional, com o imposto dividido corretamente entre os estados de origem da produção e de destino do consumo. Menos briga política, mais clareza nas regras.

Durante todo o ano de 2026, o novo sistema entra em funcionamento como um grande teste nacional. É um período criado justamente para identificar falhas, fazer correções e ajustar o que for necessário antes da implantação definitiva.

E é importante deixar claro: todos serão atingidos por esse teste. Toda nota fiscal emitida já passará pelo novo sistema, será analisada, calculada e registrada. A diferença é que, nessa fase, a alíquota será simbólica — 0,9% de IBS e 0,1% de CBS — totalmente rebatível. Se houver algum erro no preenchimento, o sistema apenas avisa. Não há punição nem bloqueio. É um treino geral do país inteiro.

A partir de 2027, com os ajustes feitos, as alíquotas começam a subir de forma gradual, até que, em 2033, o sistema antigo seja desligado de vez.

No resumo da ópera, o recado é simples: a partir de 2026, tudo o que você vender ou comprar será visto, calculado e registrado na hora. A sonegação perde espaço, a burocracia diminui e o crédito chega mais rápido.

O ambiente de testes já está disponível aqui. Vale entrar, entender e se preparar. Porque, desta vez, o Leão não vai correr atrás de ninguém. Ele vai estar dentro da maquininha.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Conab: tabelamento de fretes da ANTT causa distorções; pressão deve crescer


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Foto: Gervásio Baptista/Agência Brasil

O tabelamento de fretes rodoviários implementado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem provocado distorções no mercado logístico agrícola e tende a ampliar a pressão sobre o escoamento de grãos no início de 2026, segundo avaliação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu Boletim Logístico de dezembro.

A medida passa a valer em um momento sensível do calendário agrícola, marcado por grandes estoques de milho, início da colheita da soja e necessidade de liberar capacidade dos armazéns.

De acordo com a Conab, o mercado de fretes apresentou comportamento relativamente estável em novembro, com variações moderadas nas principais regiões produtoras. Em Mato Grosso, maior produtor nacional de grãos, a estatal observa que o tabelamento tem interferido na formação dos preços em período de entressafra, reduzindo a fluidez logística e afetando a alocação de caminhões.

“O tabelamento cria, na conjuntura vigente, maiores incentivos para determinadas rotas”, avalia o boletim, ao destacar a concentração do fluxo em trajetos mais curtos, como os que têm Rondonópolis (MT) como destino.

Esse rearranjo ocorre em um momento em que ainda há volume expressivo de milho a ser escoado no estado. A Conab alerta que grande parte desse produto deverá ser movimentada em janeiro e fevereiro, período em que a colheita da soja tende a se intensificar.

Segundo a estatal, a combinação entre grandes estoques remanescentes e o avanço da nova safra “agrava os gargalos logísticos” e eleva o risco de pressão adicional sobre os fretes no início de 2026.

A situação se repete em outros estados do Centro-Oeste. Em Goiás, apesar da queda pontual dos fretes ao longo de novembro, a Conab aponta que o atraso e a posterior concentração da colheita da soja devem comprimir a janela logística. “Essa dinâmica tende a forçar uma maior concentração da demanda por transporte em um curto espaço de tempo”, observa o relatório, indicando aumento da pressão sobre custos e disponibilidade de caminhões.

Apesar das distorções apontadas, a Conab avalia que não há risco de paralisações no setor. “Mesmo com o descontentamento de parcela dos transportadores, o setor como um todo entende que não haverá manifestações ou paralisações, uma vez que o tabelamento sempre foi uma demanda do setor”, informou a estatal, ressalvando deficiências no funcionamento prático da medida.

Segundo a companhia, o ambiente favorável ao escoamento, com demanda firme tanto do mercado interno quanto externo, tem contribuído para a continuidade das operações, em um contexto internacional ainda marcado por tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

No Distrito Federal, o boletim registra retração nos fretes no fim de 2025, mas projeta retomada gradual da demanda nos próximos meses. A expectativa da Conab é de que o avanço da safra 2025/26 gere um novo ciclo de contratação de transporte à medida que a produção seja colhida e destinada ao mercado interno e às exportações ao longo de 2026.

No Matopiba (que abrange áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia), o comportamento foi heterogêneo. Na Bahia, os fretes permaneceram sustentados em rotas com destino aos portos, apoiados pelo fluxo de retorno associado à importação de fertilizantes. Já no Maranhão e no Piauí, a entressafra reduziu significativamente a oferta de cargas de soja e milho, pressionando as cotações para baixo em novembro, em linha com a menor movimentação logística observada no período.

No Sul, o Paraná apresentou demanda mais moderada por transporte, reflexo do elevado nível de comercialização da safra anterior, o que reduziu a necessidade imediata de escoamento. Ainda assim, a Conab avalia que o cenário logístico pode se alterar com o avanço do novo ciclo produtivo. Para a estatal, o pano de fundo ainda é a safra volumosa.

A primeira estimativa da Conab para 2025/26 aponta produção total de 354,4 milhões de toneladas de grãos. A soja deve atingir 177,1 milhões de toneladas, enquanto o milho somará 138,9 milhões de toneladas nas três safras.

Diante desse volume, da proximidade da colheita da soja e das distorções associadas ao tabelamento, a companhia avalia que “as cotações dos fretes rodoviários devem permanecer em nível relativamente elevado” no início de 2026, com pressão concentrada nos meses de janeiro e fevereiro.

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