terça-feira, março 17, 2026

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Ministro dos Transportes prevê 14 leilões rodoviários no país em 2026


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Foto: Pixabay

O governo federal pretende realizar 14 leilões rodoviários no próximo ano, disse nesta quinta-feira (11) o ministro dos Transportes, Renan Filho. O número supera, segundo ele, os 13 leilões de rodovias realizados durante todo o ano de 2025.

“Vamos bater o recorde deste ano”, disse ele, ao participar do leilão da Autopista Fernão Dias, promovido pela B3, na capital paulista.

“A gente já fez 22 [leilões rodoviários deste o início do mandato do presidente Lula]. No ano que vem vamos fazer 14 [novos leilões] e, além de fazer muito mais coisas novas, também estamos resolvendo os problemas do passado que tinham deixado embaixo do tapete. Isso é muito significativo para o Brasil”, destacou o ministro em entrevista a jornalistas.

Segundo Renan Filho, estão previstos ainda leilões de ferrovias. “Também vamos realizar oito leilões ferroviários e vamos dar uma virada no investimento ferroviário no país.”

Na tarde de hoje, a Motiva (antiga CCR) venceu o leilão do contrato otimizado da Autopista Fernão Dias após oferecer 17,05% de deságio sobre a tarifa de pedágio. Com essa oferta, a companhia bateu outros dois concorrentes, a atual concessionária da autopista, a Arteris Fernão Dias, e o Grupo EPR (Consorcio Infraestrutura MG).

Esse leilão de contrato otimizado da BR-381 faz parte da estratégia do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para modernizar contratos antigos de concessão rodoviária e é o quarto do tipo já realizado pelo atual governo. No entanto, esta foi a primeira vez em que houve concorrência e o controle passou para uma outra empresa.

“Hoje, pela primeira vez na história dos contratos de concessão pública do Brasil e por meio de leilão, uma empresa que estava num contrato que não performava saiu do contrato para dar lugar a outro, a fim de aumentar a performance e fortalecer os investimentos”, ressaltou o ministro.

A transição de controle entre a antiga concessionária (a Arteris) e a empresa vencedora do leilão deverá ocorrer de forma rápida, estimou Renan Filho. “Nós vamos combinar com a Arteris essa saída e fazê-la o mais rápido possível. Vamos exigir a integral qualidade e os compromissos da transição para que o cidadão seja respeitado à luz desse novo momento”, disse.

“Uma coisa muito legal [desse contrato] é que quem entra já tem que iniciar fazendo obra. A Motiva vai ter que fazer um conjunto de obras já no primeiro ano, o que vai garantir que as pessoas que passem pela Fernão Dias – entre Belo Horizonte e São Paulo – percebam a melhoria do contrato”, completou.

Segundo o presidente da Motiva Rodovias, Eduardo Camargo, a expectativa é que o contrato de transição seja assinado em abril ou maio do próximo ano.

“O que está previsto no contrato é uma assinatura do contrato entre abril e maio. Como nós temos uma boa relação tanto com a própria concessionária, a Arteris, quanto com a ANTT, nossa intenção é que a gente possa se aproximar, conhecer e saber como está a operação, mas a troca de controle efetivo deve ocorrer entre final de abril e começo de maio”, estimou.

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Programa da Apex Brasil quer internacionalizar 450 cooperativas em 2026


Apex Brasil - programa cooperativas
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou, nesta quinta-feira (11), em Salvador, na Bahia, o Programa Cooperar para Exportar, que vai atender 450 cooperativas em 2026.

A iniciativa, desenvolvida com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), tem o objetivo de ampliar a atuação das cooperativas brasileiras no mercado internacional, especialmente as da agricultura familiar. Assim, prevê capacitação, qualificação para exportação e participação em feiras, missões e rodadas de negócios internacionais.

“Do total de 450 cooperativas incluídas, 200 estarão no Qualifica Exportação, nosso programa de habilitação para a exportação. Outras 250 vamos levar para feiras, eventos internacionais e rodadas de negócios promovidas pela Apex. É uma proposta clara, construída coletivamente”, destacou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

Segundo ele, a Agência levou nesta semana 30 compradores de 22 países para se reunirem com as cooperativas baianas.” Normalmente, os primeiros contratos já surgem nesses encontros, e agora é acompanhar os resultados”, disse.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ressaltou a relevância da presença da ApexBrasil no estado e o apoio às cadeias produtivas afetadas pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos.

“A Apex chegou em um momento importante. Algumas cadeias sofreram com o tarifaço, como a fruticultura, a manga, o pescado, o mel e a uva, e conseguimos superar parte disso. Ainda temos desafios para 2026, mas a chegada da Apex nos deu a garantia de apoio na área de exportação, uma agenda essencial para o estado”, afirmou.

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Boi gordo: preços da arroba sofrem queda em ambiente de escalas confortáveis


boi gordo
Foto gerada por IA

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com tentativas de compra em patamares mais baixos, consequência da atual posição das escalas de abate.

“No momento elas aparentam maior conforto, justificando o atual comportamento dos frigoríficos. Sob o prisma da demanda, as exportações ainda apresentam ótimo desempenho no final de 2025”, destaca o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

De acordo com ele, este ano será pautado por mais um recorde de embarques. “Isso porque o Brasil segue como melhor alternativa global para o fornecimento de carne bovina”, completa.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 322,58 — ontem: R$ 324,50
  • Goiás: R$ 314,29 — R$ 315,54
  • Minas Gerais: R$ 310,88 — R$ 320,59
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,95 — R$ 319,09
  • Mato Grosso: R$ 300,62 — R$ 302,04

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com estabilidade em seus preços no decorrer desta quinta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente segue pautado por algum espaço para alta dos preços, considerando o bom momento de consumo no mercado interno.

  • Quarto traseiro: R$ 26,25 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 18,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,11%, sendo negociado a R$ 5,4044 para venda e a R$ 5,4024 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3948 e a máxima de R$ 5,4748.

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AgroNewsPolítica & Agro

Plantio de soja avança no Oeste da Bahia



Apesar do cenário positivo, o clima úmido favorece o surgimento de pragas



Foto: Pixabay

A semeadura da soja na safra 2025/26 entra na reta final no Oeste da Bahia, com 97,9% da área estimada de 2,218 milhões de hectares já concluída. O avanço expressivo, segundo dados divulgados pela Aiba, foi favorecido pelas chuvas abundantes de novembro, que garantiram boa emergência e desenvolvimento inicial das lavouras.

Apesar do cenário positivo, o clima úmido favorece o surgimento de pragas e doenças. A Aiba alerta para o aumento da pressão de percevejos, lagartas do gênero Spodoptera e mosca-branca, especialmente em núcleos produtivos mais adensados. A ferrugem asiática, principal doença da cultura, também demanda ações preventivas com urgência.

A produtividade média projetada para a soja é de 68 sacas por hectare, mantendo o mesmo nível da safra anterior, com estimativa de produção total em 9,049 milhões de toneladas.

Do ponto de vista econômico, 40% da safra 2025/26 já foi comercializada até 30 de novembro, com valor médio de R$ 127,00 por saca. O ritmo está abaixo do registrado no mesmo período da temporada anterior, que fechou com 99% de comercialização. Regionalmente, os maiores incrementos de área cultivada ocorreram nas regiões 03 e 04, com crescimentos de 9,9% e 16%, respectivamente. A única queda foi observada na região 05 (-16%).

 





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‘Superou todas as nossas expectativas’, diz CEO da UPL sobre websérie gravada na COP30


Rogério Castro
Foto: reprodução/Planeta Campo

O Canal Rural lançou no YouTube uma websérie especial chamada Upcast que reúne entrevistas e conteúdos gravados durante a COP30, destacando a pesquisa, a inovação e o trabalho sustentável desenvolvido pelo agronegócio brasileiro.

A produção foi realizada em parceria com a UPL, que montou um espaço exclusivo dentro da Agrizone, a área dedicada ao agro na conferência climática, montada pela primeira vez em uma COP.

De acordo com o CEO da UPL Brasil, Rogério Castro, a websérie foi inicialmente planejada para abordar apenas alguns temas, mas rapidamente superou as expectativas com a participação de convidados de destaque. “Tivemos muitas visitas que traziam exemplos e que eles extrapolaram o nosso roteiro”, afirma Castro.

Entre as visitas que enriqueceram o conteúdo estão nomes como Roberto Rodrigues, Gilberto Tomasoni, além do presidente da Frigol e da presidente da Embrapa. “Só personalidades de peso”, destaca Castro.

Dividida em 11 episódios, a série aborda temas como:

  • Soja de baixo carbono
  • Vinhos e cafés de baixo carbono
  • Pecuária sustentável
  • Uso da terra no Brasil
  • Biocombustíveis
  • Agricultura regenerativa
  • Pacto Agrosustentável (PAS)

A websérie já está disponível no YouTube do Canal Rural, trazendo informações exclusivas e exemplos práticos de sustentabilidade aplicados ao campo. “É um conteúdo feito para inspirar e mostrar que é possível produzir bem e de forma sustentável”, concluiu Castro.

Iniciativa durante a COP30

Durante a COP30, a UPL também apresentou duas iniciativas que chamaram a atenção do público. A empresa patrocinou todo o café servido tanto na Agrizone quanto na Blue Zone, garantindo que os mais de 30 mil visitantes da conferência experimentassem um café de baixo carbono produzido por um de seus clientes.

Além disso, promoveu um coquetel especial para apresentar o vinho de baixo carbono da vinícola Guatambu, de Dom Pedrito, Rio Grande do Sul, considerado um dos três únicos rótulos desse tipo identificados no mundo. As ações reforçaram a mensagem de que é possível produzir com qualidade e sustentabilidade.

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Em dia de levantamento da Conab, confira as cotações da soja no Brasil e em Chicago


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Foto: Loren King/Pixabay

O mercado brasileiro de soja segue operando sem grandes definições. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário continua marcado por baixa efetivação de negócios. “O mercado voltou a ficar travado, com o porto sem referência de grandes ofertas”, relata. No interno, a lógica é semelhante: produtores seguem segurando a soja, enquanto os preços da safra nova não despertam interesse para avançar nas vendas.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago operou praticamente de lado ao longo do dia, sem movimentos expressivos, enquanto o dólar recuou e os prêmios mantiveram-se positivos no porto. “No geral, o que se observa são cotações mistas, com muitas ofertas apenas nominais”, resume.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 122,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 128,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 143,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 144,00 para R$ 143,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O anúncio de vendas de soja americana para a China e destinos não revelados, provavelmente o país asiático — ajudou a consolidar uma recuperação técnica.

Mas a alta foi mais uma vez limitada pelas dúvidas em torno do ritmo da demanda chinesa e pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 264.000 toneladas de soja à China, a serem entregues na temporada 2025/26. Outras 226.000 toneladas foram vendidas a destinos não revelados para a mesma temporada.

A estatal chinesa Sinograin vendeu nesta quinta-feira cerca de 397 mil toneladas de soja importada, o equivalente a 77,5% do volume total ofertado. A Sinograin havia anunciado na segunda-feira (8) o leilão de 512,500 mil toneladas, marcando sua primeira venda desse tipo em três meses, após a trégua comercial com Washington impulsionar as compras chinesas de soja dos Estados Unidos.

A produção brasileira de soja deverá totalizar 177,124 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com aumento de 3,3% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 3º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 177,602 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar, ou 0,20%, a US$ 10,93 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,02 3/4 por bushel, com elevação de 1,75 centavo de dólar ou 0,15%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,29% a US$ 302,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 50,82 centavos de dólar, com perda de 0,27 centavo ou 0,52%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,11%, sendo negociado a R$ 5,4044 para venda e a R$ 5,4024 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3948 e a máxima de R$ 5,4748.

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Fim da jornada 6×1 compromete produção de alimentos no Brasil, afirma Sistema Faep


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Foto: Agência Brasil

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim à escala de jornada de trabalho 6×1, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta quinta-feira (11), vai colocar em risco a produção de alimentos no Brasil, afirma nota do Sistema da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).

A entidade argumenta que a mudança provocaria o aumento significativo dos custos de produção e do problema de disponibilidade de mão de obra no meio rural, com a consequente elevação dos preços das refeições à população.

“Diante da possibilidade de mudança, o Sistema Faep encaminhou ofício aos deputados federais e senadores pedindo que os setores produtivos sejam consultados”, destaca.

Mudança na jornada de trabalho

O texto da PEC limita o trabalho diário a 8 horas, com carga máxima semanal de 36 horas, distribuídas em até cinco dias por semana, sem possibilidade de redução de salário. Atualmente, o limite da jornada é de 44 horas por semana.

A nota do Sistema Faep cita estudos recentes da Fundação Getulio Vargas (FGV), que apontam que a redução da jornada semanal, sem compensação proporcional na produtividade, eleva o “custo de hora trabalhada” e reduz a eficiência agregada da economia, provocando retração da competitividade e queda na capacidade de geração de riqueza.

Segundo a entidade, o estudo mostra que setores intensivos em mão de obra, como a agropecuária, seriam os mais afetados, com impactos diretos no PIB, nos custos logísticos e no preço final dos alimentos.

“O produtor rural já convive com diversos problemas e a redução da jornada seria um golpe duro, que vai impactar diretamente a produção rural e, consequentemente, a sociedade. O impacto no meio urbano seria a alta da inflação, fazendo com que a população pague mais caro pelos alimentos”, destaca o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Aumento dos custos de produção

A adoção de outro modelo de jornada de trabalho, segundo levantamento do Sistema Faep, faria com que os produtores rurais tivessem que contratar mais trabalhadores para desempenhar as atividades.

“Por conta disso haveria o aumento dos custos de produção, impactando diretamente na competitividade dos produtos agropecuários e elevação do preço de alimentos básicos como leite, ovos, carnes e hortifrútis”, destaca a nota.

A Federação ainda adiciona outra complicação na redução da jornada 6×1: potencializaria o problema de escassez de mão de obra no campo. “Atualmente, a agropecuária paranaense emprega diretamente mais de 115 mil pessoas. Mesmo o produtor rural paranaense pagando o maior piso salarial do Brasil, há dificuldades em encontrar mão de obra”.

Por fim, a entidade cita levantamento do Global Talent Competitiveness Index (GTCI), que mostra o Brasil ocupando a 67°posição no ranking de produtividade e o 68° lugar em capacitação de mão de obra. “Certamente, o Brasil vai perder posição caso a jornada de trabalho seja reduzida”, afirma Meneguette.

Após aprovação na Comissão do Senado, o texto que propõe o fim da jornada 6×1 agora aguarda análise no plenário, mas o calendário apertado de votações até o fim do ano prevê que o texto só avance a partir de fevereiro, quando os trabalhos no Legislativo forem retomados.

No plenário, serão cinco sessões de debate e deliberação em dois turnos. Para ser aprovada, são necessários os votos de 49 senadores, nas duas etapas. Caso seja aprovado no Senado, o texto segue para a análise dos deputados, onde também é analisada pela CCJ e depois por uma comissão especial antes de ir ao plenário, onde também precisa ser votada em dois turnos.

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Ex-presidente do Incra vai assumir secretaria de Agricultura em SP


Geraldo Melo Filho
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governo de São Paulo vai nomear Geraldo Melo Filho, ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para comandar a Secretaria de Agricultura e Abastecimento a partir de 2026.

A escolha, de acordo com informações de fontes próximas ao governo, ocorre em meio ao processo de transição provocado pela saída do atual secretário, Guilherme Piai (Republicanos), que deixará o cargo no fim deste ano para concentrar esforços em sua pré-campanha para deputado federal.

Geraldo Melo Filho presidiu o Incra entre 2019 e 2022, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Atualmente, ele dirige o Instituto Pensar Agropecuária (IPA), entidade sem fins lucrativos que atua na articulação política do setor agrícola, ligada à Frente Parlamentar da Agricultura (FPA).

Piai deve permanecer à frente da pasta até 31 de dezembro. A mudança busca garantir continuidade às políticas em andamento e manter diálogo com o setor produtivo.

No dia 15 de dezembro, o Palácio dos Bandeirantes sediará um evento que marcará a despedida de Piai e apresentará um pacote de entregas da secretaria.

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Marco temporal: STF deixa votação para o ano que vem


marco temporal
Fonte: Marcelo Camargo/Agência Brasil Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta quinta-feira (11) a fase de sustentações das partes envolvidas em quatro processos que tratam do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Com o encerramento, a fase de votação dos ministros ficará para 2026, em uma data que ainda será definida.

A partir do próximo dia 20 de dezembro, a Corte vai entrar no período de recesso e retomará os trabalhos em fevereiro do ano que vem.

Já estava previsto que os ministros não iriam realizar a votação. O procedimento passou a ser adotado pela Corte durante a gestão do ex-presidente Luís Roberto Barroso.

Com o mecanismo, os ministros ouvem os argumentos apresentados pelas partes e proferem os votos em uma nova sessão. Dessa forma, membros da Corte podem refletir sobre as argumentações das defesas. A medida é usada em julgamentos de grande relevância para o país.

Marco temporal

Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema.

Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023, na qual o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

Em paralelo ao julgamento do Supremo, o Senado aprovou nesta semana a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

Sustentações

Na sessão de ontem, a Corte ouviu as primeiras sustentações das partes envolvidas nos quatro processos que são analisados, entre elas, as argumentações de representantes do PP e do Senado, que defendem o marco, e da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e do PSOL, que são contra a restrição.

Na tarde de hoje, o julgamento foi retomado para finalização da fase de sustentações.

A advogada Paloma Gomes, representante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), disse que a entidade presencia há 50 anos a violência sistêmica cometida por setores contrários aos povos indígenas. Segundo a defensora, números colhidos pelo Cimi registraram que 211 indígenas foram assassinados no país em 2024.

“A Lei 14.701 nada mais é do que um dos tantos artifícios que foram criados para dificultar a posse indígena no nosso país, o que denota a continuidade de uma prática colonialista para manutenção da apropriação dessas terras, disfarçadas de aparente legalidade”, afirmou.

O advogado Gabriel de Carvalho Sampaio se manifestou pela Conectas Direitos Humanos e afirmou que a lei do marco temporal não levou em conta o diálogo institucional e tratou os indígenas como “sujeitos ocultos”.

“Cada termo da Constituição precisa ser valorizado. Se quer estabelecer diálogo, se quer construir uma legislação a partir do diálogo, por que não se busca respeitar a cultura dos povos indígenas, que devem estar envolvidos na defesa e na construção de qualquer norma”, completou.

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Sistema OCB elege Tania Zanella como primeira mulher presidente-executiva


Tania Zanella
Foto: Divulgação

O Sistema OCB elegeu a primeira mulher como presidente-executiva da história da entidade. A nomeação de Tania Zanella foi aprovada na última terça-feira (9) como parte de uma reforma de governança que tem o objetivo de trazer modernização institucional à organização.

A executiva ocupava, desde dezembro de 2024, o cargo de presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), além de ser superintendente nacional do Sistema OCB desde setembro de 2021.

Agora, o novo estatuto do Sistema OCB consolida o modelo dual de governança, separando de forma mais clara as funções estratégicas e institucionais — agora sob comando do presidente do Conselho de Administração, Márcio Lopes de Freitas — das funções executivas, assumidas por Tania.

“É uma honra assumir esta missão. Sei da responsabilidade, especialmente por ser a primeira mulher nessa posição. Estou pronta para conduzir a gestão com coragem, diálogo e foco em resultados para as cooperativas. Vocês podem contar comigo”, afirmou a nova presidente, durante a 28ª Assembleia Geral Extraordinária, realizada na Casa do Cooperativismo, em Brasília, onde o anúncio foi oficializado.

De acordo com nota do Sistema OCB, a escolha de Tania foi amplamente celebrada pelas lideranças regionais. Conselheiros destacaram sua capacidade técnica, trajetória no Sistema OCB e postura dialogada.

“Ter a Tania como presidente executiva é um reconhecimento merecido — não apenas pelo seu trabalho, mas pela liderança exercida com competência, serenidade e diálogo”, afirmou Luís Alberto Pereira, representante do Centro-Oeste. Para André Pacelli, do Nordeste, o momento simboliza “um avanço na profissionalização e na inovação que o cooperativismo exige para os próximos anos”.

Além da nova governança, a Assembleia aprovou o plano de trabalho para 2026. Entre as prioridades estão educação política, acompanhamento da aplicação da reforma tributária, uso estratégico de inteligência artificial, fortalecimento do marketplace do cooperativismo e ampliação de ferramentas de inteligência de dados.

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