sexta-feira, março 13, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Inpasa anuncia nova biorrefinaria em Rondonópolis (MT) e ampliação em Nova…


A nova unidade receberá R$ 2,77 bilhões; a expansão de Nova Mutum, outros R$ 704 milhões.

A Inpasa, maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina, anuncia um novo ciclo de investimentos no Mato Grosso, totalizando R$ 3,48 bilhões. O pacote contempla a construção de uma nova unidade em Rondonópolis e a ampliação da biorrefinaria de Nova Mutum, consolidando a presença da companhia em um dos principais polos agroenergéticos do país.

A nova unidade, localizada no sudeste mato-grossense, será a 10ª unidade da companhia e a 3ª no estado. Com investimento de R$ 2,77 bilhões, o projeto prevê a geração de até 2.500 empregos diretos e indiretos durante a construção e 400 empregos fixos na operação. A inauguração está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

A biorrefinaria terá capacidade anual para processar 2 milhões de toneladas de grãos, resultando na produção de 1 bilhão de litros de etanol490 mil toneladas de DDGS (ingrediente para nutrição animal), 47 mil toneladas de óleo vegetal e 345 mil GWh de de energia elétrica.

Em Nova Mutum, com investimento de R$ 704 milhões, a expansão adicionará 1 milhão de toneladas de grãos na capacidade anual, totalizando 3 milhões de toneladas. A produção adicional será de 350 milhões de litros de etanol, totalizando a produção de 1,4 bilhão de litros, +183 mil toneladas de DDGS. A obra deve gerar cerca de 800 empregos e tem previsão de conclusão no final de 2026.

“Estamos avançando em um dos maiores ciclos de expansão da história da Inpasa. A nova unidade em Rondonópolis e a expansão em Nova Mutum fortalecem nossa estratégia de integrar agricultura, energia e indústria, ampliando a oferta de biocombustíveis e coprodutos de alto valor agregado. Este anúncio marca mais um passo decisivo na consolidação da companhia como a maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina”, destaca Éder Odvar Lopes, presidente da Inpasa.

Expansão no Brasil

Fundada em 2006, a Inpasa iniciou suas atividades no Paraguai e hoje possui sete unidades em operação no Paraguai e no Brasil — nos estados de Mato Grosso (Sinop e Nova Mutum), Mato Grosso do Sul (Dourados e Sidrolândia) e Maranhão (Balsas), além de duas plantas em construção: Luís Eduardo Magalhães (BA), com previsão de inauguração no primeiro trimestre de 2026, e Rio Verde (GO), anunciada em outubro deste ano, com investimento de R$ 2,5 bilhões e previsão para o primeiro trimestre de 2027. Com a chegada a Rondonópolis (MT), a companhia amplia sua presença nacional e reafirma o compromisso com a produção sustentável de energia e com a segurança alimentar global.

Com aproveitamento integral da matéria-prima, a Inpasa transforma grãos em produtos de alto valor agregado que abastecem o mercado interno e chegam a cinco continentes — entre eles etanol, DDGS, óleos vegetais, bioeletricidade e biogás — reforçando sua liderança em bioeconomia e transição energética.





Source link

News

Governo zera PIS e Cofins sobre diesel após pressão do agro e temor de alta nos combustíveis


Haddad
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (12) um decreto que zera os impostos federais PIS e Cofins sobre o óleo diesel, medida anunciada após pressões de entidades do agronegócio diante da alta do petróleo no mercado internacional e de relatos de dificuldades de acesso ao combustível em algumas regiões do país.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida pode resultar em redução de aproximadamente R$ 0,32 por litro no preço do diesel. De acordo com o ministro, a decisão ocorre em um momento estratégico para o setor produtivo.

“Essa medida chega em um período importante, que é a colheita da safra, quando o produtor rural tem maior demanda por diesel para as operações no campo e para o transporte da produção”, afirmou Haddad.

Pressão do agro por redução de tributos

O anúncio ocorre poucos dias após a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitar ao Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a redução imediata e temporária da carga tributária sobre o diesel.

O pedido foi formalizado na última terça-feira (10) , em meio à escalada dos preços do petróleo e dos derivados no mercado internacional.

Segundo a CNA, os tributos federais, PIS, Pasep e Cofins ,representam cerca de 10,5% do preço final do diesel comercializado no país.

Para a entidade, a redução temporária dessas alíquotas poderia amenizar o impacto da alta internacional da commodity sobre os custos de produção no Brasil.

“O momento é particularmente sensível para o setor agropecuário, marcado pelo plantio e pela colheita da segunda safra, período em que o custo do combustível tem efeito direto sobre as despesas de produção”, afirmou o presidente da CNA, João Martins.

Governo também pede redução de ICMS

Durante coletiva, integrantes do governo federal afirmaram que a União também pretende solicitar aos governadores a redução do ICMS sobre o diesel, imposto estadual que representa parcela significativa da carga tributária sobre o combustível.

Segundo a CNA, os tributos estaduais acrescentam, em média, 38,4% ao preço final do diesel, sendo o ICMS um dos principais componentes desse custo.

Conflito no Oriente Médio eleva preocupação com combustível

A decisão do governo ocorre em meio ao aumento das tensões no mercado global de energia, provocado pelo conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.

A instabilidade na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, tem elevado os preços da commodity e gerado preocupação com o abastecimento de combustíveis.

Entidades do agronegócio alertam que a situação pode impactar diretamente o campo.

“O diesel é um insumo estratégico para o agronegócio. Ele está presente em praticamente todas as etapas da produção e também no transporte do que é produzido no campo”, afirmou Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.

Nos últimos dias, sindicatos rurais relataram dificuldades no acesso ao combustível em algumas regiões do país, além de aumento nos preços.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, produtores relataram atrasos e cancelamentos na entrega de diesel previamente contratada, além de alta superior a R$ 1,20 por litro em algumas localidades.

ANP diz que não há falta de diesel

Apesar dos relatos, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que não há evidências de desabastecimento estrutural.

Segundo a agência, uma apuração preliminar realizada com fornecedores indica que os estoques são suficientes para garantir o abastecimento regular, com produção e distribuição seguindo normalmente.

Mesmo assim, a ANP informou que iniciou uma verificação mais detalhada sobre estoques e pedidos de combustível junto às distribuidoras.

Caso sejam identificadas irregularidades ou aumentos injustificados nos preços, medidas administrativas poderão ser adotadas, informou o órgão regulador.

Diesel é essencial para o agronegócio

Levantamento do Departamento Técnico e Econômico do Sistema Faep mostra que 73% da energia utilizada na agropecuária brasileira vem de combustíveis fósseis, principalmente o diesel.

Além de mover máquinas agrícolas, o combustível é fundamental para o transporte da produção, já que mais de 60% da carga no Brasil é movimentada por rodovias.

Atualmente, cerca de 29% do diesel consumido no país é importado, o que aumenta a sensibilidade do mercado interno às oscilações do petróleo no cenário internacional.

O post Governo zera PIS e Cofins sobre diesel após pressão do agro e temor de alta nos combustíveis apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Ubá tem 1ª morte por leptospirose após enchentes



Ubá registra primeira morte por leptospirose após enchentes em Minas


Foto: Pixabay

A Secretaria de Saúde de Ubá, município mineiro fortemente atingido por chuvas e enchentes no fim de fevereiro, confirmou nesta quarta-feira (11) a primeira morte por leptospirose. A vítima era uma mulher com idade entre 30 e 35 anos.

De acordo com a secretaria, 41 casos suspeitos da doença foram notificados no município e seguem em investigação epidemiológica. As amostras foram enviadas para análise na Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte.

Nas redes sociais, a secretaria reforçou que a leptospirose pode ser transmitida pelo contato com água ou lama contaminada pela urina de ratos, situação comum após enchentes. A orientação é que a população fique atenta aos seguintes sintomas:

Nesses casos, a recomendação é procurar uma unidade de saúde. “Se houver agravamento, busque atendimento hospitalar imediato. As equipes de saúde seguem monitorando a situação e intensificando as ações de prevenção no município”.

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata Mineira no final de fevereiro deixaram 72 mortos, após vários deslizamentos de terra, desabamentos de prédios e transbordamento de rios. Foram 65 mortes registradas em Juiz de Fora e sete de Ubá, além de milhares de moradores desalojados ou desabrigados.





Source link

News

Cargill suspende exportações de soja brasileira à China após mudança em inspeção


soja, porto, exportação, embarque, exportações, grãos
Foto: Ivan Bueno/AnP

A Cargill suspendeu operações de exportação de soja do Brasil para a China após mudanças na inspeção fitossanitária adotadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, segundo afirmou o presidente da empresa no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa.

De acordo com o executivo, o ministério passou a adotar uma fiscalização mais rigorosa para cargas destinadas ao mercado chinês, após solicitação do próprio governo da China. A nova metodologia tem dificultado o cumprimento das normas pelos comerciantes e a obtenção da autorização necessária para o embarque da soja.

O principal ponto de impasse está na forma de amostragem utilizada para classificar o grão. Pequenas diferenças na amostra podem alterar o resultado da qualidade do lote, o que define se a carga atende ou não aos requisitos para exportação. Com a mudança no procedimento, em alguns casos os certificados fitossanitários não estão sendo emitidos.

Sem esse documento, o navio não pode descarregar no destino final, o que tem levado empresas a redirecionar embarques para outros mercados. Diante das dificuldades para enviar o produto ao principal comprador mundial da oleaginosa, a Cargill também suspendeu temporariamente a compra de soja no mercado brasileiro.

A Anec afirmou em nota que há preocupação entre os exportadores sobre como adaptar as operações ao novo sistema de inspeção, especialmente em um momento de pico das exportações brasileiras de soja.

A entidade e a Abiove estão discutindo com o governo uma solução para alinhar os procedimentos de amostragem e classificação do grão.

A suspensão de compras por parte de uma trading desse porte reduz a demanda por soja no interior e nos portos, o que pode pressionar os prêmios de exportação e os preços pagos ao produtor, justamente em um período em que a colheita avança no país e a oferta interna aumenta rapidamente.

Segundo o consultor Carlos Cogo, a suspensão de compras por parte de uma trading do porte da Cargill pode afetar diretamente a dinâmica do mercado de soja no país. ”A suspensão de compras por parte de uma trading desse porte reduz a demanda no interior e nos portos, o que pode pressionar os prêmios de exportação e os preços pagos ao produtor, especialmente em um momento em que a colheita brasileira está avançando e a oferta interna de soja aumenta rapidamente”, afirma.

Na prática, explica o consultor, quando uma grande exportadora interrompe as compras, há menos compradores disputando a soja no mercado, o que diminui a demanda imediata pelo grão. Com mais oferta chegando da colheita e menos empresas comprando, os preços tendem a ficar pressionados.

Apesar disso, Cogo avalia que o impasse deve ser temporário. “Historicamente, esse tipo de questão técnica costuma ser resolvido por meio de ajustes operacionais e negociações entre autoridades sanitárias, governo brasileiro e tradings exportadoras. Por isso, a tendência mais provável é que a suspensão tenha caráter pontual, limitada a dias ou poucas semanas, até que os protocolos de inspeção sejam alinhados”, explica.

O Canal Rural procurou o Ministério da Agricultura que ainda não se pronunciou sobre o assunto até o momento desta reportagem.

O post Cargill suspende exportações de soja brasileira à China após mudança em inspeção apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Safra de café 2026/27 deve ser recorde, projeta Stonex


Café
Foto: Pixabay.

A produção de café do Brasil na safra 2026/27 pode atingir 75,3 milhões de sacas, segundo nova estimativa divulgada pela consultoria StoneX após visitas de campo realizadas entre janeiro e março nas principais regiões produtoras do país.

O volume representa alta de 6,5% em relação à projeção preliminar divulgada em novembro, quando a consultoria estimava 70,7 milhões de sacas. Na comparação com a temporada anterior, o crescimento projetado chega a 20,8%.

De acordo com a StoneX, a revisão foi baseada em avaliações mais detalhadas das lavouras após o período de florada e nas condições climáticas observadas ao longo do início do ciclo produtivo.

“Depois da estimativa preliminar divulgada em novembro, voltamos a campo para avaliar com mais precisão as condições das lavouras. Apesar das instabilidades climáticas no início do ciclo, observamos uma recuperação importante das plantas, favorecida pela melhora das chuvas, pela boa umidade no solo e por temperaturas mais amenas”, afirma Leonardo Rossetti, especialista em Inteligência de Mercado da StoneX.

Pegamento da florada superou expectativas

Segundo João Pena, técnico de pesquisa de campo da consultoria, o pegamento da florada acabou sendo melhor do que o inicialmente observado pela equipe técnica.

“Houve problemas no início do ciclo, com irregularidade de chuvas e episódios de abortamento de flores. Mas, quando voltamos a campo, verificamos que o pegamento foi superior ao esperado, o que contribuiu para a revisão positiva da produção”, explica.

Arábica pode registrar safra recorde

Para o café arábica, a StoneX projeta produção de 50,2 milhões de sacas, volume que representaria um recorde histórico.

Mesmo com algumas lavouras ainda abaixo do potencial máximo, praticamente todas as principais regiões produtoras apresentaram melhora desde a última avaliação.

Entre os destaques estão:

  • Sul de Minas
  • Matas de Minas
  • Cerrado Mineiro
  • São Paulo

Essas regiões devem registrar crescimento relevante na produção na próxima colheita.

A recuperação ocorre após anos em que o potencial produtivo das lavouras foi limitado por condições climáticas adversas, incluindo impactos observados na safra 2025/26.

“Mesmo que algumas regiões ainda apresentem produtividades abaixo do potencial máximo, a safra 2026/27 mostra uma recuperação relevante em relação ao ciclo anterior”, afirma Rossetti.

Produção de robusta segue em patamar elevado

Para o café robusta (conilon), a StoneX elevou sua estimativa para 25,1 milhões de sacas.

Embora o volume fique 2,8% abaixo do recorde registrado na temporada passada, ainda representa um patamar historicamente elevado para a cultura.

As projeções para Espírito Santo e Bahia foram revisadas levemente para cima, mas permanecem abaixo dos níveis da safra anterior, movimento já esperado após a supersafra registrada recentemente.

A principal surpresa positiva veio de Rondônia, onde a produção deve crescer cerca de 66% em relação à temporada passada.

Tecnologia e expansão de área sustentam crescimento

Segundo a StoneX, o avanço da produção brasileira está ligado a fatores estruturais que vêm se consolidando nos últimos anos, como:

  • expansão da área cultivada;
  • entrada de novas lavouras em produção;
  • adoção de tecnologias e materiais genéticos mais produtivos, especialmente no caso do robusta.

Além disso, os preços elevados do café no mercado internacional contribuíram para que produtores mantivessem níveis adequados de adubação e manejo das lavouras.

“O conjunto formado por expansão de área, avanço tecnológico e renovação do parque cafeeiro tem impulsionado o crescimento da produção brasileira. Mesmo com diferenças regionais de produtividade, esses fatores ajudam a sustentar um cenário positivo para a safra”, afirma Pena.

A consultoria destaca ainda que continuará monitorando o desenvolvimento das lavouras ao longo da temporada. Novos ajustes nas estimativas poderão ocorrer após avaliações de rendimento previstas para o final da colheita de arábica e robusta.

O post Safra de café 2026/27 deve ser recorde, projeta Stonex apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Inflação acelera e IPCA fecha em 0,70%


inflação, IPCA - selic - deflação - ministério da economia - IPCA-15 - IBC-Br - agenda econômica - ipca-15
Foto: Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou de 0,33% em janeiro para 0,7% em fevereiro, maior taxa desde fevereiro de 2025 (1,31%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior variação e impacto foram registrados no grupo Educação (5,21%), devido aos reajustes anuais das mensalidades de escolas e cursos. Junto com a alta no grupo Transportes, os dois grupos representaram aproximadamente 66% do resultado do mês.

No ano, o IPCA acumula alta de 1,03% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. A inflação oficial está dentro do limite máximo de tolerância da meta do governo.

O gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, explica que, embora mais alto que em meses anteriores, o resultado é o menor para um mês de fevereiro desde 2020 (0,25%).

“Em fevereiro do ano passado, no IPCA de 1,31% houve uma pressão do grupo Habitação, em especial na energia elétrica, em função do fim do Bônus de Itaipu, o que não ocorreu no ano de 2026.”

“Ainda na comparação com o ano anterior, Educação acelerou ao registrar 5,21% em fevereiro de 2026 contra 4,7% de fevereiro de 2025”, acrescentou.

Segundo o IBGE, o grupo Educação respondeu por cerca de 44% do IPCA de fevereiro. A maior contribuição veio dos cursos regulares (6,2%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram nos subitens ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

O grupo Alimentação e bebidas teve pequena variação na passagem de janeiro (0,23%) para fevereiro (0,26%). A alimentação no domicílio registrou variação de 0,23% frente a 0,10% do mês anterior, com influência das altas do açaí (25,29%), do feijão carioca (11,73%), do ovo de galinha (4,55%) e das carnes (0,58%).

Pelo lado das quedas, os destaques são as frutas (-2,78%), o óleo de soja (-2,62%), o arroz (-2,36%) e o café moído (-1,20%). Já a alimentação fora do domicílio (0,34%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,55%). A refeição saiu de 0,66% em janeiro, para 0,49% em fevereiro, e o lanche passou de 0,27% para 0,15% no mesmo período.

Segundo o gerente da pesquisa, o grupo dos alimentos variou 0,26% em fevereiro, mostrando desaceleração na comparação com fevereiro de 2025, quando registrou influência da alta do ovo de galinha (15,39%) e do café moído (10,77%).

No índice atual, tais subitens desaceleraram para 4,55% (ovo de galinha) e -1,20% (café), oitavo mês seguido de retração nos preços deste subitem, que acumula 10,13% de variação nos últimos 12 meses.

“Além desses produtos o arroz, importante na mesa dos brasileiros, já acumula queda de 27,86% em 12 meses dada a boa oferta do cereal”, disse Gonçalves.

No grupo Transportes, chamou a atenção o aumento de 11,4% na passagem aérea. Também registraram altas o seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóvel (1,22%) e o ônibus urbano (1,14%).

Nos combustíveis, o índice ficou em -0,47%, com quedas na gasolina (-0,61%) e no gás veicular (-3,10%), e altas no etanol (0,55%) e no óleo diesel (0,23%).

INPC

De acordo com o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,56% em fevereiro, 0,17 ponto percentual. acima do resultado observado em janeiro (0,39%).

No ano, o INPC acumula alta de 0,95% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 3,36%, abaixo dos 4,30% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2025, a taxa foi de 1,48%.

Os produtos alimentícios aceleraram de janeiro (0,14%) para fevereiro (0,26%). A variação dos não alimentícios passou de 0,47% em janeiro para 0,66% em fevereiro.

O post Inflação acelera e IPCA fecha em 0,70% apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Diesel a R$ 7,99 faz colheita gastar quase R$ 4 mil por dia só em combustível no Rio Grande do Sul


A escalada das tensões internacionais no Oriente Médio, que tem pressionado o preço do petróleo no mercado global, já começa a gerar reflexos diretos no campo brasileiro. No Rio Grande do Sul, o impacto chega justamente no período de colheita da soja, quando máquinas, caminhões e equipamentos dependem diretamente do diesel para manter a produção em funcionamento.

Em alguns municípios gaúchos, o preço do combustível já preocupa produtores. Em Carazinho, por exemplo, o diesel S10 foi registrado a R$ 7,99 por litro, valor considerado elevado por agricultores que já enfrentam uma sequência de dificuldades financeiras.

Um produtor rural relatou à equipe do deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) que, em sua propriedade, uma colheitadeira consegue colher cerca de 30 hectares por dia. Para manter toda a operação funcionando — incluindo colheitadeira, caminhões e demais equipamentos — são necessários aproximadamente 500 litros de diesel por dia.

Com o combustível nesse patamar, o cálculo é direto: 500 litros a R$ 7,99 resultam em um gasto diário de R$ 3.995 apenas em diesel.

Na prática, significa que quase R$ 4 mil por dia são consumidos apenas para manter as máquinas trabalhando durante a colheita. Considerando a área colhida, o custo chega a cerca de R$ 133 por hectare somente em combustível.

Segundo produtores, esse impacto ocorre justamente em um momento em que muitos agricultores ainda tentam se recuperar das perdas provocadas por estiagens, enchentes e do forte endividamento acumulado nas últimas safras. Além disso, o setor segue pressionado pelos altos custos de produção, juros elevados e dificuldades de crédito.

Diante desse cenário, o deputado federal Luciano Zucco fez um apelo para que os governos federal e estadual adotem medidas emergenciais para aliviar o peso do combustível sobre o setor produtivo.

Segundo o parlamentar, diante da pressão internacional que eleva o preço do petróleo, uma alternativa imediata seria a redução temporária da carga tributária sobre os combustíveis, evitando que o impacto recaia integralmente sobre quem está produzindo.

“O produtor rural já enfrentou seca, enchente, endividamento e custos de produção cada vez mais altos. Agora, em plena colheita, vem mais essa pressão no preço do diesel. É preciso sensibilidade do poder público para aliviar a carga tributária neste momento e evitar que o impacto recaia novamente sobre quem sustenta a produção de alimentos”, afirmou Zucco.

O deputado também alertou que o aumento do diesel não afeta apenas o produtor, mas toda a cadeia econômica. O encarecimento do combustível pressiona o custo da produção agrícola, impacta o transporte e pode refletir diretamente no preço dos alimentos.

Para lideranças do setor, sem algum tipo de alívio tributário ou medida emergencial, a nova escalada do diesel pode agravar ainda mais a situação financeira de milhares de agricultores que já enfrentam dificuldades para equilibrar as contas após sucessivas crises climáticas e econômicas.





Source link

News

Quando até os gigantes renegociam: Raízen, GPA e o peso dos juros altos no Brasil


Nos últimos dias, os pedidos de recuperação extrajudicial da Raízen e do GPA (o Grupo Pão de Açúcar) viraram o assunto da vez. E, como sempre acontece quando a palavra “recuperação” aparece, muita gente já associa o termo a uma empresa quebrada ou à beira da falência. Mas a realidade é um pouco mais estratégica do que isso.

O que estamos vendo não é um colapso, mas um movimento de autodefesa. Existe uma diferença crucial que precisamos pontuar: na recuperação judicial, a empresa geralmente já perdeu o fôlego para negociar e recorre ao juiz para não fechar as portas. Já na extrajudicial, o caminho é outro. A empresa senta à mesa com os credores, ajusta as contas “no fio do bigode” e depois só pede para a Justiça carimbar o acordo.

“É uma negociação organizada para atravessar o deserto antes que a água acabe.”
No caso da Raízen, o cenário é de expansão. Eles investiram pesado em bioenergia e transição energética — setores que exigem muito capital. O problema é que o mundo mudou no meio do caminho. Quando você pega dinheiro emprestado para crescer e os juros disparam, a conta do financiamento corre muito mais rápido do que o lucro que o projeto entrega.

No GPA, o drama é o do varejo tradicional: consumo morno e margens apertadas. O erro clássico de muitos negócios foi investir com dinheiro barato lá atrás e ter que pagar a fatura com os juros estratosféricos de agora.

Mas o que esses dois gigantes nos contam sobre o Brasil de hoje? Eles são a “ponta do iceberg” de um ambiente de capital caríssimo que está asfixiando todo mundo. E esse reflexo já chegou com força no agronegócio.

Eu vejo muitos produtores rurais na mesma armadilha. Nos últimos anos, o campo se modernizou, comprou máquinas e expandiu áreas aproveitando o boom das commodities e o crédito fácil. Só que a roda virou. Hoje, com preços de grãos mais baixos em algumas frentes e custos de produção lá no alto, o fluxo de caixa começou a sangrar. Não é coincidência que o número de renegociações no agro esteja subindo.

“Quando o dinheiro é farto, todo mundo expande; quando o dinheiro fica caro, é hora de recolher as velas e reorganizar a casa.”

No fim das contas, estamos vivendo um ajuste de ciclo. Raízen e GPA não estão morrendo; estão se adaptando. O alerta real, no entanto, é para o país: quando até os gigantes precisam parar para renegociar o básico, fica claro que o custo do dinheiro deixou de ser apenas um detalhe contábil e se tornou o maior obstáculo para quem quer produzir e gerar emprego no Brasil. Esse é o debate que realmente importa.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post Quando até os gigantes renegociam: Raízen, GPA e o peso dos juros altos no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Escalada da guerra no Oriente Médio aproxima petróleo de US$ 100 por barril


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Os preços dos contratos futuros do petróleo operam em forte alta na manhã desta quinta-feira (12), impulsionados pela escalada do conflito no Oriente Médio e por novos ataques a embarcações no Golfo Pérsico.

A cotação do Brent voltou a se aproximar da marca de US$ 100 por barril, movimento que também pressiona os mercados globais e contribui para a queda das bolsas nesta sessão.

Na tentativa de reduzir a tensão no mercado, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou na quarta-feira (11) a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas. No relatório mensal divulgado hoje, a entidade afirmou que o atual conflito representa a maior disrupção na oferta de petróleo da história.

Segundo o documento, países do Golfo Pérsico já reduziram a produção conjunta em pelo menos 10 milhões de barris por dia, volume equivalente a cerca de 10% da demanda mundial da commodity.

Risco de crise global de abastecimento

Especialistas alertam que a liberação de reservas estratégicas pode ter efeito apenas temporário sobre os preços.

Para Tina Teng, estrategista de mercado da Moomoo ANZ, interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz e paralisações na produção em países do Oriente Médio podem provocar uma crise de abastecimento de longo prazo.

A analista destaca que o mercado tende a permanecer extremamente sensível a qualquer nova informação sobre o conflito.

“A volatilidade deve permanecer elevada no curto prazo, à medida que os mercados reagem rapidamente às manchetes geopolíticas”, afirmou.

Já Frank Walbaum, analista da Naga, avalia que a decisão dos países do G7 de liberar petróleo das reservas estratégicas pode oferecer algum alívio momentâneo. No entanto, segundo ele, interrupções prolongadas na produção ou no transporte da commodity podem limitar esse efeito.

Estreito de Ormuz é o principal risco para o mercado

Analistas do ING afirmam que a estabilidade dos preços depende diretamente da normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de energia no mundo.

“A única forma de os preços caírem de maneira consistente é com a retomada do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Caso isso não ocorra, novas máximas no mercado ainda podem surgir”, avaliam.

O fechamento da rota marítima poderia levar o petróleo a níveis históricos.

De acordo com Vivek Dhar, analista do Commonwealth Bank of Australia, o mercado pode estar subestimando o impacto do conflito sobre o abastecimento global.

Segundo ele, a crise pode se estender por meses, e não apenas semanas.

Nesse cenário, o petróleo Brent poderia alcançar entre US$ 120 e US$ 150 por barril, ou até níveis superiores, o que poderia forçar uma retração na demanda global por combustíveis.

Cotação

Por volta de 9h23 (horário de Brasília):

  • WTI (abril): alta de 7,02%, a US$ 93,25 por barril
  • Brent (maio): alta de 7,11%, a US$ 98,52 por barril

O mercado segue monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e possíveis impactos sobre a produção e o transporte global de petróleo.

O post Escalada da guerra no Oriente Médio aproxima petróleo de US$ 100 por barril apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Trump abre investigações para substituir tarifas barradas pela Suprema Corte


Donald Trump
Foto: White House

O governo de Donald Trump anunciou novas investigações comerciais contra diversas economias, incluindo China, México e União Europeia, com o objetivo de substituir as tarifas impostas anteriormente pelo presidente e consideradas ilegais pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

As investigações serão conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA aplicar tarifas contra países acusados de práticas comerciais desleais.

Segundo o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, as apurações devem se concentrar em políticas e práticas relacionadas ao excesso estrutural de capacidade industrial em setores manufatureiros, que estariam gerando grandes superávits comerciais.

Além de China, México e União Europeia, as investigações também abrangem economias como Japão, Índia, Taiwan, Vietnã, Coreia do Sul, Singapura, Suíça, Noruega, Indonésia, Malásia, Camboja, Bangladesh e Tailândia. O governo norte-americano não descarta ampliar a lista para outros países.

Autoridades da administração afirmam que, após consultas públicas, audiências e diálogo com parceiros comerciais, os Estados Unidos poderão adotar medidas de resposta, que incluem novas tarifas ou taxas sobre serviços.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que as tarifas americanas devem voltar aos níveis anteriores à decisão da Suprema Corte até agosto. Paralelamente, as novas análises comerciais conduzidas pelo governo poderão abrir caminho para outras medidas protecionistas.

O post Trump abre investigações para substituir tarifas barradas pela Suprema Corte apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link