segunda-feira, maio 25, 2026

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Riscos e oportunidades na expansão do etanol de milho



O impacto das mudanças climáticas também é um ponto crítico



O impacto das mudanças climáticas também é um ponto crítico
O impacto das mudanças climáticas também é um ponto crítico – Foto: Pixabay

Segundo artigo de Raphael Juliace Magalhães, Líder de Agronegócios na Marsh Brasil, publicado no site da própria consultoria, o avanço do etanol de milho no país exige atenção redobrada com a gestão de riscos. O autor destaca que, embora os projetos em andamento somem R\$ 20 bilhões em investimentos, conforme levantamento do Itaú BBA, o sucesso dessas iniciativas depende da capacidade das empresas de se prepararem para fatores incontroláveis e de grande impacto, como variações cambiais, geopolítica e mudanças climáticas.

Magalhães alerta que o setor enfrenta um ambiente altamente volátil, que vai além dos desafios operacionais. A oscilação das taxas de juros, por exemplo, pode afetar diretamente a viabilidade financeira dos empreendimentos. Nesse contexto, é essencial adotar ferramentas capazes de mapear riscos financeiros, operacionais e de mercado, permitindo que as empresas atuem com mais resiliência e consigam manter suas operações mesmo diante de crises.

O impacto das mudanças climáticas também é um ponto crítico. Estudos e modelagens climáticas ajudam a prever eventos extremos que podem comprometer a produção, além de orientar ações como a diversificação de culturas e o uso de tecnologias sustentáveis. Tais medidas são cada vez mais relevantes para manter a competitividade e a sustentabilidade do setor.

“Esses cuidados, somados a uma revisão contínua das estratégias, permitem que o capital investido não fique exposto a perdas desnecessárias. Assim, as iniciativas podem prosperar mesmo diante de um cenário mundial incerto”, conclui.

 





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João Martins, presidente da CNA, fala sobre a evolução da pecuária



Hoje (14), às 18h, na tela do Canal Rural, vai ao ar um novo episódio do projeto Memórias do Brasil Rural. Desta vez, a equipe do Canal Rural conta a trajetória do atual presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins.

Nascido em Feira de Santana (BA), João carrega no sangue o DNA do agro. Herdou do pai — com quem compartilha o nome — o espírito empreendedor e o olhar visionário. Com luz própria e grande vontade de transformar a agropecuária, faz uma análise detalhada do crescimento do setor no Brasil e compartilha seus principais legados.

Navio para a pecuária

Ele relembra a evolução da pecuária na Bahia e ações inovadoras, como a aquisição de um navio para o transporte de gado, feita por seu pai, que mudou os rumos do setor.

Além disso, o presidente da CNA destaca marcos importantes da expansão da fronteira agrícola baiana e projetos que transformaram o Senar em referência para o segmento. Trata-se de um testemunho relevante de alguém que esteve — e continua — no centro do agronegócio nacional.

Projeto Memórias do Brasil Rural

A iniciativa é uma parceria entre o Canal Rural, a CNA e a Embrapa, com apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). O objetivo é criar o primeiro acervo audiovisual integrado do agronegócio brasileiro, reunindo registros históricos, depoimentos de personalidades e materiais de famílias de produtores rurais.



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Temperaturas 5ºC acima da média em cinco estados: veja onde e quando


O mês de maio segue marcado por ausência de chuva em boa parte do Brasil. E a situação tende a piorar nos próximos dias. Isso porque um novo bloqueio atmosférico, associado a um sistema de alta pressão, se estabelece sobre o Sul e parte do Centro-Oeste do país a partir desta quarta-feira (14).

Assim, o avanço de frentes frias sobre os estados dessas regiões fica impedido até, pelo menos, a próxima terça-feira (20).

De acordo com a Climatempo, esse padrão mantém o tempo firme e ensolarado, dando início ao segundo veranico do mês no país — um período mais prolongado de estiagem e temperaturas elevadas em pleno outono.

Manhãs frias, mas tardes quentes

temperaturas acima da média - 14 a 20 de maio
Foto: Climatempo

Apesar das manhãs ainda mais frias em algumas áreas, as tardes já voltam a ser marcadas por calor acima da média.

Com isso, a expectativa é de temperaturas até 5°C acima do normal para esta época do ano nas áreas em vermelho no mapa acima, que abrangem o Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná, toda a faixa sul e oeste de Mato Grosso do Sul e o sudoeste de Mato Grosso.

O verânico fará o tempo seco predominar, com baixos índices de umidade relativa do ar, especialmente no interior do Sudeste e no Centro-Oeste. Para áreas em laranja no mapa as temperaturas ficaram acima da média, variando entre 3ºC a 5ºC, não entrando no limiar de veranico. Contudo, termômetros acima do normal para época.

Calor no fim de semana

Na sexta-feira (17), o calor se destaca principalmente no interior de São Paulo, com máximas de 30°C em Ibirá, Terra Roxa e Pitangueiras, e 29°C em Votuporanga e Sertãozinho.

Segundo a Climatempo, no Paraná, cidades como Querenciado do Norte, Tamboara e Cidade Gaúcha devem atingir os 28°C, enquanto no Rio Grande do Sul, Montenegro, São Leopoldo e Esteio marcam até 27°C.

No entanto, as maiores temperaturas do dia ficam concentradas em Mato Grosso do Sul, com 32°C registrados em Corumbá, Anastácio, Ladário e Aquidauana.

No sábado (18), o padrão de calor se mantém e até se intensifica em algumas áreas. Em São Paulo, Ibirá, Pitangueiras e Araçatuba, as máximas devem alcançar os 31°C. No Paraná, cidades como Querenciado do Norte, Loanda, Floresta e Tapejara seguem com máximas de 29°C.

Já no Rio Grande do Sul, o calor persiste em cidades como Itaqui, Uruguaiana e São Borja, também com 29°C. Em Mato Grosso do Sul, municípios de Ladário, Miranda e Anastácio voltam a registrar 32°C, reforçando o domínio do calor na região.

Mudanças de temperaturas à vista

O Rio Grande do Sul tende a ser o primeiro estado a sair desse padrão de veranico, já que a previsão indica a aproximação de uma nova frente fria no final de semana.

Com isso, a expectativa é de quebra do bloqueio atmosférico sobre o território gaúcho, levando a instabilidades e queda de temperatura a partir do domingo (18).



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É hoje: acompanhe o Prêmio Personagem Soja Brasil!



A cerimônia do Prêmio Personagem Soja Brasil acontece nesta quarta-feira, 14 de maio, a partir das 18h50, diretamente da Casa Canal Rural, na sede da Aprosoja Brasil, em Brasília (DF). A premiação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural, pelo site oficial e também pelas redes sociais do canal.

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O prêmio rfeconhece os protagonistas da cadeia produtiva da soja no país, valorizando histórias de inovação, pesquisa e sustentabilidade.

Serão homenageados o produtor e o pesquisador que mais se destacaram ao longo desta safra, escolhidos por meio de votação popular e pela avaliação de um júri. O objetivo é celebrar profissionais que, com dedicação e compromisso, têm transformado a produção de soja no Brasil.

Indicados ao Prêmio do Soja Brasil

  • Alberto Schlatter (Chapadão do Sul – MS): produtor que alia tradição familiar com práticas modernas no campo, apostando em tecnologia e sustentabilidade.
  • Anderson Cavenaghi (MT): professor e doutor, referência nacional em proteção de plantas, com pesquisas que fortalecem a produtividade e a segurança ambiental.
  • Cecilia Czepak (UFG): destaque no manejo integrado de pragas, com atuação decisiva na sanidade das lavouras em várias regiões do país.
  • Claudia D’Agostini (Sabáudia – PR): produtora rural que inova ao lado da irmã na gestão da propriedade, com foco em tecnologia e sucessão familiar.
  • Julio Cezar Franchini (Londrina – PR): pesquisador que trabalha pelo manejo e conservação do solo, promovendo a sustentabilidade no campo.
  • Oliverio Alves de Melo (Balsas – MA): produtor com papel relevante no Cerrado, integra a Cooperação Nipo-Brasileira e promove o desenvolvimento sustentável da soja na região.



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Produtos menos tradicionais do agronegócio batem recordes de exportação



Em abril, o Brasil exportou US$ 15,03 bilhões em produtos do agronegócio e, além dos produtos tradicionais da pauta exportadora, alguns itens, menos tradicionais, alcançaram o melhor desempenho da série histórica.

É o caso do óleo de milho, que atingiu US$ 55,3 milhões em exportações, maior valor já registrado. A madeira compensada (ou contraplacada) teve o maior volume embarcado em abril: 145,5 mil toneladas. Já as miudezas de carne bovina, exportada para mercados na Ásia e recentemente habilitada para o Marrocos, somou 21,3 mil toneladas.

Outro destaque foi o sebo bovino, com 35,6 mil toneladas exportadas, e os bovinos vivos destinados principalmente à reprodução, que registraram valor recorde de US$ 61,8 milhões e têm como principal destino a Turquia, o que evidencia o alto valor genético do gado brasileiro.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o resultado faz parte da estratégia de diversificação de mercados adotada pela pasta. “Esses dados mostram que o Brasil vem ganhando espaço não apenas em volume, mas em produtos com maior valor agregado e potencial de diferenciação nos mercados internacionais”, divulgou o ministério.

Ainda de acordo com o Mapa, o governo, por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, tem atuado com foco em três frentes: ampliação de mercados, diversificação de produtos e promoção comercial. “Os resultados de abril refletem esse esforço conjunto entre Mapa, Ministério das Relações Exteriores (MRE) e setor produtivo para consolidar o Brasil como fornecedor confiável de alimentos para o mundo”, concluiu a pasta.



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BRA Agroquímica anuncia lançamento do herbicida Xenon ME para pastagens


Produto chega ao mercado em julho de 2025 e promete fortalecer o controle de plantas daninhas em pastagem

A BRA Agroquímica, uma das poucas empresas de defensivos agrícolas com capital 100% nacional, anuncia o lançamento de mais uma excelente opção voltada ao mercado de pastagens. Com chegada prevista para julho de 2025, o Xenon ME (Fluroxipir 80 g/L + Picloram 80 g/L) passa a ser uma excelente alternativa dentro do amplo portfólio que a BRA possui no controle de plantas daninhas em pastagem.

O lançamento reforça a estratégia da BRA de manter o foco no segmento de pastagens, oferecendo soluções tecnológicas de alta performance para o controle de plantas infestantes. O Xenon ME complementa o portfólio da empresa, que já conta com produtos consagrados no mercado, como o PAMPA e FACCA (2,4D 240 g/l + Picloram 64 g/l), CAMPESTRE (Picloram 240 g/l), FLUROXIPIR BRA (Fluroxipir 200g/l), TRYTOR (Triclopir 480g/l) — lançado em 2022 — e o DERRETE (Metsulfuron-methyl 600g/kg), lançado em 2023. Além dos químicos, a BRA também aposta no segmento de sementes e fertilizantes especiais – todos focados para a cultura da pastagem.

Atualmente, a BRA possui uma fila robusta de novos registros prestes a serem aprovados. Entre eles, o AMINO BRA (Aminopiralid 40g/l + 2,4D 320g/l) e o FERRETI (Fluroxipir 80 g/L + Triclopir 240 g/L), que estão em fase final de avaliação e deverão ser lançados ainda nesta safra 2025/2026.

Esses lançamentos fazem parte de uma estratégia da empresa, que aposta em misturas inovadoras à base de Aminopiralid, Fluroxipir e Triclopir, com foco no controle de plantas daninhas em áreas de pastagens.

Pensando além do setor pecuário, a BRA também avança com mais de 30 produtos especiais já protocolados junto aos órgãos reguladores, incluindo herbicidas, inseticidas e fungicidas para atender diversas culturas da produção agrícola brasileira.

Com atuação nacional desde 2004, a BRA Agroquímica conta com uma rede de distribuição consolidada, formada por clientes e parceiros estratégicos em todas as regiões do país. No último ano, a empresa ampliou sua estrutura com a abertura de três novos centros logísticos, localizados em Redenção/PA, Araguaína/TO e Cuiabá/MT, além do lançamento de produtos estratégicos, reafirmando seu compromisso com inovação, qualidade e custo-benefício.

Segundo Victor Vargas, CEO da BRA Agroquímica:

“Desde 2021, a BRA vem ganhando força no mercado de herbicidas para pastagem. Ampliamos nossa equipe comercial, estrutura logística e também o portfólio de novos produtos além dos químicos, como sementes para pastagem e fertilizantes especiais. Hoje, já temos um dos portfólios mais completos para esse segmento — e seguimos investindo. Em no máximo dois anos, vamos trazer misturas realmente inovadoras para um mercado que ainda carece de novas tecnologias.





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Algodão segue acima da paridade de exportação



Nos primeiros quatro meses de 2025, os preços internos do algodão em pluma vem operando acima da paridade de exportação. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

As pesquisas do instituto apontam, que neste mês de maio, os preços da pluma seguirão em alta. Ao mesmo tempo, no cenário internacional, o algodão vem apresentando um enfraquecimento nos valores. 

Dessa forma, o mercado externo perde vantagem em comparação com o interno. O indicador Cepea/Esalq aponta que a média parcial deste mês está 13% mais alta que a paridade de exportação. Esta é a maior vantagem desde fevereiro de 2023 para o algodão pluma com pagamento em oito dias.

De acordo com o Centro de Estudos, a vantagem se dá frente ao limitado estoque de passagem do algodão da safra 2023/24. Outro fator que também contribui é a resistência dos vendedores, que vem se mantendo firmes nos preços cobrados. 

Do lado dos demandantes, estes têm buscado estocar matéria prima até a entrada da nova safra. Assim, os compradores vem buscando fechar contratos envolvendo as safras 2024/25 e 2025/26, aponta o Cepea.



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Colheita do café começa em algumas áreas de cultivo



Em alguns talhões (pedaço delimitado de terra) das principais áreas produtoras do café arábica do Brasil, a colheita já foi iniciada. Ainda assim, a atividade deve começar a ganhar força apenas na semana que vem. Isso é o que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com as fontes consultadas pelo Centro de Estudos, o volume colhido é pouco expressivo, e deve representar em torno de 1 ou 2% do total. 

A produção estimada pela Conab é de 55,67 milhões de sacas. Assim a previsão é de que esta safra supere em 2,7% a safra anterior, considerando as variedades arábica e robusta.

O crescimento no montante se deve ao café robusta, levando em consideração que o arábica está em ano de baixa bienalidade. 

Outra questão importante é o comportamento do dólar e do clima no início da colheita. Estes fatores vem causando oscilações nos valores futuros negociados na bolsa de Nova Iorque e os valores domésticos, de acordo com o Cepea.



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Com 98,23% de conformidade, JBS se aproxima da meta de sustentabilidade na Amazônia



A JBS conquistou mais um avanço expressivo na auditoria dos compromissos da pecuária na Amazônia Legal. Os dados do 2º Ciclo do Protocolo de Monitoramento Boi na Linha, divulgados nesta quarta (14), pelo Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, apontam para 100% de conformidade em volume de animais na próxima rodada de informações. Nesta edição, a Companhia alcançou 98,23%, 4,4 pontos percentuais mais que na estreia.

O MPF consolidou pela segunda vez os resultados de Pará, Rondônia, Acre, Mato Grosso e Tocantins, que estreou neste ano. Também foi divulgado o desempenho no Amazonas, estado em que a JBS não conta com fábricas de processamento de bovinos. A auditoria foi realizada pela consultoria Grant Thornton de 20 de setembro do ano passado até 15 de março. O levantamento abrangeu as compras do período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2022.

Desempenho da JBS por estado:

  • Rondônia – 99,23% (mais 11,22 pontos percentuais em relação ao ciclo anterior);
  • Mato Grosso – 98,19% (+0,34 ponto percentual);
  • Acre – 98,14% (+8,28 pp); Tocantins – 98,03% (estreia do estado, não há comparação com a edição passada); e
  • Pará – 97,01% (+3,01 pp).

Não fossem questões relacionadas a documentação, o percentual de não conformidade da JBS de 1,77% teria se reduzido a 0,27%. “Esse desempenho mostra que estamos muito próximos da meta de 100% de conformidade, número que vai refletir todo o empenho da Companhia para a produção sustentável na Amazônia. A evolução comprovada neste ciclo comprovou o que dissemos na edição anterior, de que temos clareza sobre como alcançar esse objetivo”, afirmou Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil.

A Companhia prossegue no aprimoramento da gestão documental, que inclui somente aceitar protocolos de projetos de regularização ambiental (PRA) com termo de compromisso assinado (em vigor desde novembro de 2021), além de melhorias nos registros ligados ao Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Todo o processo de auditoria foi conduzido com base no Protocolo de Auditoria do Boi na Linha, que estabelece as premissas e orientações. As avaliações foram amostrais, com exceção dos contratos de arrendamentos e da lista do Trabalho Escravo, avaliados para toda a base de GTAs (Guias de Trânsito Animal) recebidas pela equipe de auditoria.

A JBS utiliza há 15 anos um sistema de monitoramento geoespacial para garantir o cumprimento de seus critérios socioambientais no país. Os fornecedores da JBS não podem atuar em áreas de desmatamento, terras indígenas, unidades de conservação ambiental ou territórios quilombolas; não utilizem mão de obra análoga à escravidão, nem possuam embargos ambientais.

A Companhia apoia o trabalho de harmonização da auditoria empreendido pelo Ministério Público Federal para os estados do bioma Amazônia e concorda com que todas as empresas que tenham assinado o TAC da Carne sejam auditadas e para que as indústrias de fora desse acordo setorial também sejam acompanhados.

“Nenhuma empresa, sozinha, vai resolver as questões socioambientais na Amazônia. Se as milhares de fazendas eventualmente bloqueadas continuarem a vender animais para quem não está no acordo, haverá uma lacuna importante. É preciso que o setor tenha regras universais de atuação”, enfatiza a diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil.



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Boom de pets impulsiona demanda por rações premium e sustentáveis



O Brasil tem hoje entre 150 e 160 milhões de animais de estimação, com 90 milhões de cães e gatos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Esse crescimento acelerado da população pet está impulsionando a demanda por alimentos industrializados: só em 2024, o setor movimentou R$ 40,8 bilhões, alta de 6,9% em relação ao ano anterior.

De acordo com o Agri-Food Outlook 2025, da Alltech, o segmento pet teve o maior crescimento global na produção de rações em 2024 (4,5%) e avançou 3,5% no Brasil. O aumento do número de pets nos lares, especialmente da classe média urbana, tem elevado tanto o volume quanto o valor das compras.

A pesquisa da Alltech também apontou duas tendências em alta: a premiumização — com mais tutores optando por rações de alta qualidade — e a nutrição funcional, com fórmulas específicas para diferentes fases da vida e condições de saúde, sem grãos, com mais carne e ingredientes limitados.

“O tutor quer para o pet a mesma qualidade de alimento que consome, com foco em saúde e sustentabilidade”, diz Sérgio Alves, gerente de vendas da Alltech.

Uma das apostas do setor para um futuro mais verde são os minerais orgânicos, como ferro, zinco, cobre e manganês. Ao contrário dos inorgânicos, esses minerais são ligados a peptídeos, o que aumenta sua absorção e reduz a excreção no meio ambiente — diminuindo a pegada de carbono da produção.

Estudos realizados em universidades brasileiras mostram que é possível reduzir até 60% da dosagem desses minerais, mantendo os resultados e ampliando a durabilidade das rações, o que reduz desperdício e oxidação.

Durante a Fenagra, em São Paulo, a Alltech apresenta soluções inteligentes à base de minerais orgânicos para nutrição de cães e gatos, que combinam desempenho nutricional com sustentabilidade.



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