quarta-feira, março 11, 2026

Agro

News

Entenda como o calor intenso pode impactar a saúde de cavalos de alto rendimento


cavalo, milho, agricultor, freepik
cavalo, milho, agricultor, freepik

O verão impõe cuidados especiais no manejo de cavalos, principalmente daqueles de alto rendimento. Alimentação adequada, hidratação constante e estratégias para reduzir o estresse térmico são fundamentais para garantir a saúde, o bem-estar e o desempenho dos animais em treinamentos e competições.

Criador do Haras Rosa Mystica, Nilson Leite destaca que as altas temperaturas afetam diretamente os cavalos, que são animais de grande porte e sensíveis ao calor. Segundo ele, cada animal reage de forma diferente, o que exige acompanhamento individualizado, especialmente nesta época do ano.

“É importante proporcionar locais com sombra, ventilação e banhos estratégicos. Tem que ter uma atenção bastante grande, porque prevenir vai ser sempre muito melhor do que remediar”, explica Leite.

Alimentação e hidratação

No período mais quente, o manejo alimentar também passa por ajustes. De acordo com Leite, a alimentação deve ser oferecida em horários mais frescos, evitando o pico de calor, para reduzir riscos como cólicas.

Segundo Leite, os animais precisam ter acesso contínuo à água fresca, além de reposição de eletrólitos e vitaminas, principalmente aqueles que suam mais durante o calor intenso.

Genética, manejo e preparação

O Haras Rosa Mystica é reconhecido pela criação e preparação de cavalos de alto rendimento que participam de grandes competições nacionais e internacionais. Animais do criatório já estiveram presentes nos dois últimos Jogos Pan-Americanos e na última Olimpíada, em Paris.

Entre os principais resultados estão títulos como o Grande Prêmio Rolex de Roma, os Grandes Prêmios de Fontainebleau, Hamburgo e Aachen, além de vitórias nos Jogos Centro-Americanos e do Caribe.

Segundo Leite, o sucesso é resultado de três pilares: genética, manejo e preparação psicofísica. “Apesar de serem animais grandes e fortes, os cavalos são muito sensíveis. É necessário uma preocupação com o seu desenvolvimento psíquico e social, para que ele não tenha nenhum tipo de trauma, nenhum tipo de estresse”, destaca.

No verão, os cuidados são intensificados, com atenção ao resfriamento após os exercícios e à redução da carga de treinos nos dias mais quentes.

“Não exagerar nos treinamentos, principalmente agora no calor. Toda essa preocupação individualizada com o animal é que, na minha opinião, vai fazer com que ele se torne campeão e se desenvolva”, orienta Leite.

O post Entenda como o calor intenso pode impactar a saúde de cavalos de alto rendimento apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Ciclone se forma no fim de semana e leva chuvas de até 100 mm em apenas cinco dias; saiba onde


Freepik

A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja do país mostra um cenário, em geral, favorável em relação à umidade do solo. Os mapas indicam que grande parte das regiões produtoras apresenta bons níveis de umidade, embora ainda seja necessária a ocorrência de novas chuvas, especialmente nas lavouras do interior de São Paulo, em Mato Grosso do Sul, no sul de Goiás e em áreas do oeste da Bahia.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)

Nos próximos cinco dias, as precipitações devem se concentrar principalmente no Centro-Norte do Brasil, em razão da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). O sistema deve provocar volumes entre 50 e 80 milímetros, abrangendo áreas de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Rondônia, favorecendo de forma significativa a reposição hídrica do solo nessas regiões.

Já no Centro-Sul do país, a tendência é de tempo mais firme até o próximo fim de semana. Com a diminuição das chuvas, as temperaturas voltam a subir, o que exige atenção dos produtores, sobretudo nas áreas que ainda apresentam déficit hídrico pontual.

Ciclone extratropical chega no final de semana

A partir do fim de semana, a formação de um novo ciclone deve alterar o padrão atmosférico e trazer chuvas para São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul. Nessas regiões, os acumulados podem superar 80 a 100 milímetros em um período de cinco dias, contribuindo para a recuperação das lavouras.

11 a 15 de janeiro

No médio prazo, entre os dias 11 e 15 de janeiro, a previsão indica um período mais seco desde Minas Gerais até áreas do interior da Bahia e do Piauí.

Já entre os dias 16 e 20 de janeiro, a tendência é de manutenção das chuvas principalmente sobre o Sul do país, mantendo condições mais favoráveis para as lavouras da região.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

O post Ciclone se forma no fim de semana e leva chuvas de até 100 mm em apenas cinco dias; saiba onde apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Morre pesquisador do IAC conhecido por consolidar feijão-carioca no Brasil


Luiz D’Artagnan de Almeida, pesquisador do IAC
Foto: Divulgação/IAC

A comunidade científica se despediu, na última sexta-feira (2), do pesquisador aposentado do Instituto Agronômico (IAC), Luiz D’Artagnan de Almeida. Ele teve papel central na avaliação e no lançamento do feijão-carioca, hoje predominante no consumo brasileiro.

Por causa do seu trabalho no setor, o pesquisador ficou conhecido no meio técnico como o “pai do Carioquinha” e recebeu homenagens ao longo da carreira.

Atuação no Instituto Agronômico

Luiz D’Artagnan de Almeida ingressou no IAC em 1967 e atuou no órgão até 2002, quando de aposentou. Durante a trajetória, o pesquisador integrou a antiga Seção de Leguminosas. Nesse período, participou de avaliações agronômicas voltadas ao desempenho produtivo e à adaptação de materiais genéticos.

O trabalho técnico contribuiu para decisões institucionais sobre o avanço da variedade no sistema produtivo paulista.

Avaliação do material carioca

O feijão-carioca teve origem a partir de grãos enviados ao IAC em 1966. O material foi encaminhado pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe de uma Casa da Agricultura da CATI.

As análises iniciais ficaram a cargo de Luiz D’Artagnan de Almeida, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho. O grupo avaliou características agronômicas e aspectos culinários do material.

Os resultados indicaram potencial de adoção. A partir dessas avaliações, o feijão avançou para etapas formais de validação.

Lançamento e consolidação

Em 1969, a variedade carioca foi oficialmente lançada. D’Artagnan assumiu a responsabilidade direta pelo processo. O material passou a integrar o projeto de produção de sementes básicas da CATI.

Na década de 1970, o IAC estruturou o Programa de Melhoramento Genético do Feijão. A variedade carioca se consolidou como padrão no mercado.

Com o avanço da adoção, o feijão-carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional. O resultado alterou o perfil produtivo da cultura no país.

O post Morre pesquisador do IAC conhecido por consolidar feijão-carioca no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Ação dos EUA na Venezuela pode afetar investimentos da China no Brasil, avalia especialista


A captura de Nicolás Maduro e a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela elevaram o nível de alerta na América Latina e reacenderam o debate sobre os limites do direito internacional, os interesses geopolíticos e os efeitos econômicos do movimento liderado por Donald Trump. O presidente norte-americano afirmou que os EUA pretendem assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.

Para analisar os desdobramentos políticos e econômicos da ação, o Canal Rural ouviu o professor Marcos Vinícius de Freitas, especialista em relações internacionais, e o comentarista Miguel Daoud.

Direito internacional condena a ação, diz especialista

Do ponto de vista jurídico e diplomático, Marcos Vinícius de Freitas afirma que a intervenção norte-americana fere princípios básicos do direito internacional. Segundo ele, a retirada forçada de um chefe de Estado configura interferência direta em assuntos internos de outro país.

“O direito internacional é muito claro ao condenar esse tipo de ação. Desde 1945, a Carta das Nações Unidas estabelece que o uso da força só é permitido em legítima defesa ou com autorização do Conselho de Segurança”, explicou. Para o professor, é difícil não classificar o episódio como um ato de guerra.

Freitas ressaltou que a crítica à ação não significa apoio ao governo Maduro. “Não se trata de concordar com os erros e problemas causados por Maduro ou Chávez, mas de reconhecer que existem regras que organizam as relações entre os Estados”, afirmou.

Comunidade internacional dividida

Na avaliação do especialista, a reação global ao episódio pode ser dividida em quatro grupos. Há países que apoiam abertamente os EUA por interesses econômicos ou militares, como Argentina e Israel. Um segundo grupo é formado por países “temerosos”, especialmente na Europa, que criticam a ação, mas evitam confronto direto por receio de perda de investimentos ou impactos em outros conflitos, como o da Ucrânia.

Há ainda os países “eloquentes”, que condenam publicamente a intervenção, mas têm pouca capacidade de alterar o cenário, como Brasil, Chile, México e Espanha. Por fim, existem os opositores, como Rússia e Irã, que rejeitam a ação, mas também enfrentam desgaste internacional por intervenções passadas.

Petróleo é fator central, avalia Miguel Daoud

Na análise econômica, Miguel Daoud destacou que o petróleo é um dos principais motores da decisão de Trump. “A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do planeta, e isso pesa muito”, afirmou.

Segundo o comentarista, a estatal venezuelana possui cerca de 35 mil poços de petróleo, mas apenas cerca de 5 mil estão em operação. “Com investimentos relativamente baixos, entre US$ 200 mil e US$ 500 mil por poço, é possível recuperar a produção rapidamente por meio de sistemas de injeção de água”, explicou. O petróleo venezuelano é pesado e tem grande uso na produção de diesel e asfalto, o que aumenta seu valor estratégico.

Daoud ponderou, no entanto, que a captura de Maduro não significa uma mudança real de regime. “Não houve uma transição democrática. O que existe é um acordo com o grupo que controla o petróleo no país para permitir a continuidade da exploração pelos Estados Unidos”, afirmou.

China, Rússia e efeitos no mercado global

Marcos Vinícius de Freitas também chamou atenção para os impactos geopolíticos mais amplos. Um deles envolve a China, que ao longo de décadas concedeu empréstimos à Venezuela, pagos com petróleo. A dívida, que já chegou a cerca de US$ 50 bilhões, hoje estaria em torno de US$ 15 bilhões.

Com o novo cenário, a China tende a buscar outros fornecedores. “O petróleo venezuelano é relevante, mas hoje há mais países produtores no mercado. Angola, países do Golfo e até a própria Rússia podem suprir essa demanda”, avaliou.

Outro ponto destacado é a possível redução das exportações russas de nafta, insumo necessário para diluir o petróleo pesado da Venezuela. Nesse caso, os EUA poderiam voltar a fornecer o produto, alterando fluxos comerciais globais.

Preocupações para o Brasil

Para o especialista em relações internacionais, o maior risco para o Brasil está no aumento da presença militar norte-americana na região e na tentativa de afastar países latino-americanos da China. “Isso pode prejudicar investimentos chineses no Brasil e afetar nossa soberania no longo prazo”, alertou.

Freitas concluiu que a situação gera apreensão entre os países vizinhos. “Ninguém gosta de ter como vizinho uma grande potência militar. Isso sempre gera temor e instabilidade”, afirmou.

O tema segue no radar da comunidade internacional e do mercado, diante dos possíveis impactos sobre o petróleo, a geopolítica regional e as relações comerciais globais.

O post Ação dos EUA na Venezuela pode afetar investimentos da China no Brasil, avalia especialista apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Erro de risco expõe limites do crédito no campo



A conta também não fechou do ponto de vista financeiro


Outro fator estrutural foi a distância entre a lógica do mercado de capitais e a organização
Outro fator estrutural foi a distância entre a lógica do mercado de capitais e a organização – Foto: Pixabay

O mercado de crédito agrícola passou por uma fase de forte expansão nos últimos anos, impulsionada por expectativas otimistas sobre preços, margens e capacidade de pagamento do produtor rural. Segundo análise de Alexsandro Rebello Bonatto, especialista em Crédito & Trade Finance, esse movimento foi marcado menos por falha de diagnóstico e mais por um erro relevante na calibração do risco envolvido.

Entre 2021 e 2022, o ambiente de commodities valorizadas estimulou o crescimento acelerado de instrumentos como FIAGROs e CRAs, com projeções baseadas no pico do ciclo. A virada ocorreu a partir do fim de 2022, quando a queda nos preços de soja e milho, combinada à manutenção de custos elevados, reduziu drasticamente as margens. Nesse cenário, a inadimplência do crédito rural saltou de 0,59% em janeiro de 2023 para 11,4% em outubro de 2025, evidenciando o descompasso entre expectativa e realidade.

Outro fator estrutural foi a distância entre a lógica do mercado de capitais e a organização do campo brasileiro, majoritariamente familiar. A exigência de governança corporativa, dados padronizados e compliance rígido encontrou limitações em um universo no qual mais de 99% dos produtores não possuem estruturas compatíveis. A migração do CPF para o CNPJ, estimulada como solução, acabou desincentivada por aumento de carga tributária e custos operacionais, criando barreiras adicionais de transparência.

A conta também não fechou do ponto de vista financeiro. Com a redução do crédito subsidiado, produtores recorreram a linhas de mercado com juros nominais em torno de 15% ao ano e custo efetivo total que podia alcançar 30% ou 40%, cenário incompatível com um setor de margens estreitas e alto risco climático. A pressão se intensificou com o avanço das recuperações judiciais, que mostraram lentidão na execução de garantias e frustração da liquidez esperada.

O ajuste em curso aponta para maior seletividade, foco em governança efetiva, fortalecimento de garantias fundiárias e estruturas com mecanismos de proteção de perdas. O crédito agrícola entra em uma fase mais madura, na qual compreender as particularidades do campo passa a ser condição essencial para a sustentabilidade do financiamento.

 





Source link

News

Consultoria eleva projeção da safra de soja 2025/26; milho tem queda na primeira safra


grãos - santa catarina - safra de verão - soja
Foto: Luiz Henrique Magnante/Embrapa

A StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para cima sua projeção da safra brasileira de soja 2025/26 neste mês de janeiro, estimando 177,6 milhões de toneladas, tímida alta de 0,2% em relação ao relatório de dezembro. No comparativo anual, o avanço é mais expressivo de 5,2% acima da produção anterior.

* Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

A única alteração relevante ocorreu na produtividade esperada para o Mato Grosso, que subiu 0,8%, alcançando 46,9 milhões de toneladas. Apesar da revisão positiva, o estado ainda deve registrar queda de 7,1% frente ao ciclo passado. O clima, que foi favorável em dezembro, apresentou irregularidade nas chuvas e agora exige atenção devido ao calor intenso.

De forma geral, as perspectivas seguem otimistas, indicando produção recorde. Contudo, áreas de ciclo tardio dependem de boas condições meteorológicas até meados de março. A colheita já começou, mas está concentrada em regiões irrigadas, menos afetadas pelo estresse hídrico.

Divulgação StoneX

Milho: corte na primeira safra e atenção

Para o milho verão, houve redução de 0,5% na estimativa de produção, agora em 26 milhões de toneladas. O ajuste foi motivado pela queda de 5,6% na produtividade esperada para Santa Catarina, reflexo das irregularidades climáticas. Mesmo assim, o estado deve colher cerca de 2,27 milhões de toneladas, mantendo relevância para o consumo interno, especialmente na produção de ração.

Assim como na soja, o clima pode alterar os números do milho primeira safra, essencial para abastecimento doméstico. Já a safrinha 25/26 permanece com projeção de 105,8 milhões de toneladas, queda de 5,2% frente ao ciclo anterior. Considerando as três safras, a produção total deve atingir 134,3 milhões de toneladas, praticamente estável em relação à estimativa anterior.

Oferta e demanda

No lado da demanda, não houve mudanças para a soja, com o mercado atento à relação comercial entre EUA e China. Com o leve aumento da produção e consumo estável, os estoques finais da safra 25/26 foram ajustados para 4,6 milhões de toneladas.

Para o milho, o corte na produção impactou os estoques finais, enquanto as variáveis de demanda permanecem inalteradas. Destaque para o aumento das exportações do ciclo 24/25, estimadas em 41 milhões de toneladas até o fim de janeiro, reduzindo os estoques iniciais da próxima temporada.

O post Consultoria eleva projeção da safra de soja 2025/26; milho tem queda na primeira safra apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Ano de 2025 foi de recordes na produção e exportação agropecuária goiana


soja goiás
Foto: Pedro Silvestre/ Canal Rural

A produção total de grãos em Goiás alcançou 37,3 milhões de toneladas na safra 2024/25, o maior volume da série histórica, com crescimento de 23,3% em relação ao ciclo anterior, conforme dados da Plataforma Aroeira da Secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa).

Como consequência, as exportações também foram recordes. Entre janeiro e novembro de 2025, o valor acumulado dos embarques da agropecuária do estado alcançou R$ 10,4 bilhões, incremento de 7,6% em relação ao mesmo período de 2024. Em termos de volume, foram vendidos ao exterior 21,2 milhões de toneladas, aumento de 14,3%.

“Os recordes de produção, os ganhos de produtividade e o avanço das exportações mostram um setor estruturado, com capacidade de crescer de forma consistente e sustentável, além de demonstrar a qualidade do produto goiano nos mercados internacionais”, afirma o titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende.

Culturas em destaque

Os dados mostram que o aumento da produção e produtividade da safra de grãos 2024/25 resultou em recorde absoluto da colheita de soja, com produção de 20,7 milhões de toneladas, crescimento de 23% em relação ao ciclo anterior e liderança nacional em produtividade. A média estadual alcançou 4,2 toneladas por hectare, avanço de 20%. Para a safra 2025/26, a previsão indica uma área plantada de 5,1 milhões de hectares.

O milho também apresentou desempenho histórico, com produção de 14,2 milhões de toneladas, crescimento de 25,9% e produtividade média de 7,2 toneladas por hectare, aumento de 11,3%. Para a safra 2025/26, a estimativa aponta produtividade média de 6,9 toneladas por hectare, com área de 2,0 milhões de hectares.

No sorgo, Goiás manteve a liderança nacional, com produção de 1,5 milhão de toneladas, crescimento de 18,6%, expansão de 2,6% na área plantada e aumento de 15,6% na produtividade. Para a safra 2025/26, a produção estimada é de 1,6 milhão de toneladas, em área de 438,1 mil hectares, com produtividade média de 3,9 toneladas por hectare.

Já o feijão alcançou o melhor resultado desde a safra 2020/21, com produção de 289,9 mil toneladas, crescimento de 5,6% e produtividade média de 2,4 toneladas por hectare. Para a safra 2025/26, a previsão é de produção de 285,2 mil toneladas, em área de 113,4 mil hectares, com produtividade média de 2,5 toneladas por hectare.

Outra cultura que Goiás mantém liderança nacional na produção e área plantada é o girassol. Na temporada 2024/25, a produção alcançou 74,2 mil toneladas, em área de 47 mil hectares, com produtividade média de 1,5 tonelada por hectare. Para a safra 2025/26, a previsão é de manutenção desses patamares, preservando a liderança goiana.

Cadeias pecuárias

pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

Em 2025, os dados da Seapa mostram que o Valor Bruto da Produção (VBP) da pecuária bovina atingiu R$ 20,8 bilhões, o maior da série histórica, posicionando Goiás como o terceiro maior estado no ranking nacional. O resultado representa crescimento de 20,4% em relação a 2024 e expansão de 61% na última década.

Rezende destaca que, na avicultura, a atividade está presente em 100% dos municípios goianos. Nesta esfera, Rio Verde se destaca com 11,3 milhões de cabeças, ocupando a sétima posição nacional, enquanto Itaberaí registra 9,2 milhões de cabeças, na décima posição do país.

A respeito das exportações, os produtos do agro goiano foram comercializados a 166 países, com destaque para China, Estados Unidos, Irã e México. Os complexos da soja, da carne bovina, dos cereais e sucroalcooleiro concentraram a maior participação nos embarques em 2025.

O post Ano de 2025 foi de recordes na produção e exportação agropecuária goiana apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Lula conversa com presidente interina da Venezuela após intervenção militar dos EUA


Lula; G20
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou por telefone, na manhã de sábado (3), com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o comando interino do país após a invasão militar dos Estados Unidos (EUA), em Caracas, que resultou no sequestro do presidente, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cília Flores.

Segundo informações do Palácio do Planalto, a conversa telefônica tratou da situação política daquele momento, sem mais detalhes. No domingo (4), as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela.

Em carta pública endereçada ao presidente dos EUA, Donald Trump, a presidente interina classificou como prioritário avançar para um relacionamento “equilibrado e respeitoso” com o país norte-americano, “baseado na igualdade e não na ingerência”.

Já pelo lado de Trump, houve indicação de que os EUA pretendem exigir que seus interesses sejam atendidos pelo governo interino da Venezuela. O presidente dos EUA já deixou claro que quer controlar as reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo.

Sequestrados em Caracas e levados à Nova York, onde estão detidos em um presídio federal, Maduro e Cília Flores passaram por audiência de custódia no Tribunal Federal da cidade. Eles foram notificados de maneira oficial sobre seus supostos crimes. O casal está detido em um presídio federal no bairro do Brooklyn, também em Nova York.

Maduro e sua esposa são acusados de comandar um governo corrupto e sem legitimidade. Também há acusações de promover o narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos. As acusações não trazem provas.

O post Lula conversa com presidente interina da Venezuela após intervenção militar dos EUA apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Termômetro bate 1,8°C em SC; outros dois estados terão 100 mm de chuva em 24h


frente fria - frio intenso - inmet, baixas temperaturas
Foto: Agência Brasil

Enquanto metade do Brasil começou 2026 sofrendo com o calorão, outra parte tem convivido com o frio em pleno verão. Isso porque as serras gaúcha e catarinense foram impactadas com a primeira geada do ano. São Joaquim, em Santa Catarina, por exemplo, amanheceu com 1,8°C nesta segunda-feira (5).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a baixa temperatura no município foi recorde histórico para um mês de janeiro desde o início das medições, em 1955. Contudo, a partir desta próxima terça-feira (6), quem mora por lá verá os termômetros subirem gradualmente, com mínima de 11°C. Na quarta (7) e quinta (8), as mínimas serão de 14°C e 16°C, respectivamente.

“Durante praticamente esta semana inteira, a previsão é de tempo firme na Região Sul. O frio perde intensidade também no Paraná e em São Paulo, onde as mínimas já voltam a ficar entre 15°C e 18°C”, detalha.

Quanto à chuva, Müller ressalta que a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) forma um corredor de umidade que se estende do Acre ao Espírito Santo, cortando o país, o que traz alerta para níveis elevados de precipitação nos territórios mineiro e capixaba.

Assim, o centro-norte de Minas e o Espírito Santo podem receber acumulado de cerca de 100 mm nas próximas 24 horas.

O post Termômetro bate 1,8°C em SC; outros dois estados terão 100 mm de chuva em 24h apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

FPA defende reação rápida à salvaguarda chinesa sobre carne bovina brasileira


carne bovina, preços, alimentos
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defendeu celeridade nas ações para evitar impacto elevado da salvaguarda chinesa sobre a carne bovina no mercado brasileiro.

“A FPA acompanha com preocupação a medida anunciada pela China sobre as importações de carne do Brasil. O tema já estava no radar e, agora, exige reação rápida para evitar instabilidade no mercado e efeitos no abate e na renda do produtor no início de 2026”, afirmou a bancada em nota.

A manifestação da bancada ocorre após o anúncio, na última quarta-feira (31), pelo governo chinês de que vai impor cotas específicas por país para importação de carne bovina com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a quantidade. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) do país.

As medidas entraram em vigor na última quinta-feira( 1º) e serão implementadas por três anos até 31 de dezembro de 2028, atingindo os principais exportadores da carne bovina. O Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2026.

Na nota, a bancada agropecuária afirmou, ainda, que vai atuar “imediatamente” junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao Itamaraty e à área de comércio exterior do governo para “abrir um canal de negociação com as autoridades chinesas e buscar soluções que preservem previsibilidade ao setor”.

A FPA disse também que solicitará um levantamento técnico sobre o fluxo recente das exportações para “embasar a estratégia brasileira e reduzir riscos de redução e desorganização de mercado”.

O post FPA defende reação rápida à salvaguarda chinesa sobre carne bovina brasileira apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link