O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1) aponta que as chuvas recentes favoreceram o feijão da primeira safra no Rio Grande do Sul, após o déficit hídrico registrado entre a segunda quinzena de novembro e o primeiro decêndio de dezembro. Segundo o documento, a maior parte das regiões apresenta recuperação do desenvolvimento das lavouras e evolução considerada adequada do ciclo produtivo.
As atividades de campo seguem condicionadas pela frequência das precipitações, que em alguns momentos têm imposto restrições operacionais, especialmente à semeadura e à colheita. Ainda assim, o levantamento informa que não há, até o momento, registros de impactos expressivos sobre a produtividade média estadual. A situação fitossanitária é descrita como satisfatória, com monitoramento contínuo de pragas e doenças. Para a safra, a Emater/RS-Ascar projeta área cultivada de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg por hectare.
Na região administrativa de Caxias do Sul, as lavouras apresentam germinação uniforme, e a semeadura deve ser concluída até o dia 10 de janeiro. Já na região de Ijuí, o aumento da umidade impediu o avanço da colheita, sem comprometer, até o momento, a qualidade dos grãos. O informativo destaca que, nas áreas em estádio vegetativo, “com emissão rápida de novas folhas, foi recuperado o crescimento das plantas”.
Em Pelotas, os plantios seguiram de forma escalonada em função das boas condições de umidade do solo proporcionadas pelas chuvas de dezembro. De acordo com a Emater/RS-Ascar, 85% da intenção de cultivo da safra 2025/2026 já foi semeada na região.
Na região de Santa Maria, cerca de um terço das lavouras está em fase de maturação, com aproximadamente 20% da área já colhida. A produtividade média esperada é de 1.414 kg por hectare, porém o período seco deve resultar em quebra de produtividade em parte das áreas. Em Soledade, a maior parte das lavouras também se encontra em maturação, com colheita concentrada na primeira quinzena de janeiro. Em áreas de menor altitude, os cultivos destinados à subsistência familiar já foram colhidos, enquanto algumas lavouras comerciais estão prontas ou parcialmente colhidas. Em regiões mais altas, a colheita teve início de forma pontual.
O informativo registra ainda que a qualidade dos grãos está adequada, embora a produtividade varie conforme o nível tecnológico adotado. No balanço regional, 5% das lavouras estão em florescimento e formação de vagens, 25% em enchimento de grãos, 60% em maturação e 10% já colhidas.
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Foto: Pixabay
O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1) indica que a cultura do chuchu apresenta diferentes estádios de desenvolvimento na região administrativa de Lajeado, especialmente no município de Alto Feliz. De acordo com o levantamento, há áreas em desenvolvimento vegetativo, floração, frutificação e colheita, com o tempo mais quente contribuindo para a evolução das lavouras.
O documento informa que o granizo registrado na madrugada de 28 de novembro atingiu de forma intensa cerca de 31 hectares cultivados na região onde se concentra a maior parte dos produtores, que somam 33,5 hectares. Segundo a Emater/RS-Ascar, o evento provocou “severos danos à produção”, o que levou à paralisação quase total da colheita nessas propriedades. A renovação do cultivo, conforme o informativo, não será possível antes do período de calor intenso previsto para o fim do ano, situação que inviabiliza a continuidade da safra.
Mesmo diante das perdas, os produtores mantêm os trabalhos de adubação e os tratamentos fitossanitários com o objetivo de recuperar a sanidade das plantas atingidas. Nas poucas áreas onde a colheita ainda ocorre, o relatório aponta que a depreciação dos frutos é visível em razão dos danos causados pelo granizo.
A comercialização do chuchu segue, principalmente, com produto armazenado em câmaras frias. O preço permanece abaixo do esperado pelos produtores, embora tenha havido valorização no período. De acordo com a Emater/RS-Ascar, as caixas de 20 quilos estão sendo comercializadas entre R$ 25,00 e R$ 30,00.
Importações de soja da China serão recorde, diz USDA. Foto: Nájia Furlan/Portos do Parana
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou que exportadores privados norte-americanos reportaram a venda de 336 mil toneladas de soja à China, com embarques programados para a temporada 2025/26.
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A operação foi registrada por meio do sistema oficial de comunicação do órgão, que monitora diariamente as vendas externas de grãos dos Estados Unidos, especialmente aquelas destinadas a grandes compradores globais.
De acordo com as regras do USDA, toda comercialização de soja que envolva volume igual ou superior a 100.000 toneladas, realizada para o mesmo destino e no mesmo dia, deve ser obrigatoriamente reportada ao governo norte-americano.
A exportação mundial de café alcançou 10,47 milhões de sacas de 60 kg em novembro, o segundo mês da safra 2025/26. O volume corresponde a um aumento de 3,77% na comparação com igual mês de 2024, quando foram embarcadas 10,09 milhões de sacas.
Os números fazem parte de relatório mensal da Organização Internacional do Café (OIC) e foram divulgados nesta terça-feira (6).
Nos dois primeiros meses da safra, as exportações somaram 21,57 milhões de sacas. O resultado representa aumento de 1,84% ante igual período do ciclo anterior, quando foram embarcadas 21,18 milhões de sacas.
Em relação aos 12 meses encerrados em novembro, a exportação de arábica totalizou 84,17 milhões de sacas, ante 86,34 milhões de sacas na temporada anterior, queda de 2,51%. Já o embarque de robusta aumentou 5% na mesma comparação, de 53,58 milhões para 56,27 milhões de sacas.
Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 72,19% ante a gasolina na semana encerrada em 3 de janeiro. Com o resultado, o biocombustível se mostra desfavorável em comparação com o derivado do petróleo.
O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (6), pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e compilado pelo AE-Taxas.
Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.
Já estão abertas as inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca oficialmente o início simbólico da colheita da principal cultura agrícola do país. A cerimônia será realizada no dia 30 de janeiro de 2026, a partir das 8h, na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional. E você sabia que as inscrições já estão abertas? Para participar é fácil, basta acessar o link, preencher suas informações e pronto, você está mais do que confirmado.
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O evento reunirá produtores rurais, lideranças do setor, autoridades e especialistas do agronegócio brasileiro. A iniciativa celebra o início de mais uma safra e evidencia a relevância econômica e social da soja para o Brasil. Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, sediar a abertura nacional amplia a visibilidade do estado no cenário agropecuário.
“Receber a abertura da colheita é uma oportunidade de mostrar ao país a força do produtor tocantinense, a evolução das lavouras e o compromisso do setor com a produção responsável, que gera renda, empregos e desenvolvimento para as regiões onde o agro está presente”, afirma.
Já o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, destaca o simbolismo do evento para o setor em âmbito nacional. Segundo ele, a abertura da colheita vai além de um marco no calendário agrícola. “É um momento de diálogo com a sociedade, de valorização do produtor rural e de reforço da importância da soja para a economia brasileira, para a balança comercial e para a segurança alimentar. O Tocantins representa bem esse avanço do agro brasileiro”, pontua.
Programação
A programação contará com transmissão ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja do estado e do Grupo Wink.
Entre os convidados confirmados está o economista e biólogo Richard Rasmussen, que participa de um dos painéis do evento. Reconhecido nacionalmente por sua atuação na divulgação científica e ambiental, o palestrante deve abordar a relação entre produção agrícola, conservação e desenvolvimento, contribuindo para o debate sobre os desafios e oportunidades do agro brasileiro.
Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 reforça o protagonismo do estado no cenário agrícola nacional e consolida a atuação da Aprosoja Tocantins como articuladora de ações que valorizam o produtor rural e fortalecem a cadeia produtiva da soja.
O governo do presidente Donald Trump deve se reunir ainda nesta semana com executivos de empresas petrolíferas dos Estados Unidos para discutir alternativas para ampliar a produção de petróleo na Venezuela. A iniciativa ocorre após forças norte-americanas deporem e prenderem o então presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, os encontros são considerados estratégicos para o plano da Casa Branca de viabilizar o retorno de grandes companhias americanas ao setor energético venezuelano, quase 20 anos depois de o país ter assumido o controle de operações antes lideradas por empresas dos EUA.
Apesar de Trump afirmar publicamente que já teria conversado com “todas” as petrolíferas americanas, executivos de Exxon Mobil, ConocoPhillips e Chevron negam qualquer contato formal com o governo norte-americano até o momento, seja sobre a queda de Maduro ou sobre eventuais operações na Venezuela.
Fontes do setor afirmam que nenhuma dessas empresas participou de discussões antes ou depois da remoção do líder venezuelano, o que contraria a versão apresentada pelo presidente dos Estados Unidos. Ainda não está definido quem participará das reuniões nem se os encontros ocorrerão de forma individual ou coletiva.
A Casa Branca evitou comentar diretamente a agenda, mas afirmou acreditar que a indústria petrolífera americana estaria disposta a investir de forma significativa na reconstrução da infraestrutura energética venezuelana, fortemente deteriorada ao longo dos últimos anos. Trump chegou a afirmar, em entrevistas recentes, que o governo dos EUA pode até subsidiar empresas de energia para viabilizar esses investimentos.
Segundo o presidente, as companhias sabiam que Washington considerava uma ação contra o regime venezuelano, mas não teriam sido informadas previamente sobre a operação militar que resultou na retirada de Maduro do poder.
Analistas do setor, no entanto, alertam para os desafios do plano. A produção de petróleo da Venezuela recuou para cerca de um terço do seu pico histórico em função de anos de subinvestimento, sanções econômicas e deterioração da infraestrutura. A recuperação do setor exigiria aportes bilionários, vários anos de trabalho e, sobretudo, um ambiente político e jurídico estável.
Atualmente, apenas a Chevron mantém operações no país. Exxon Mobil e ConocoPhillips deixaram a Venezuela após as nacionalizações promovidas durante o governo de Hugo Chávez e ainda buscam indenizações bilionárias em disputas judiciais internacionais.
Mesmo diante das incertezas, a ofensiva dos Estados Unidos animou os mercados financeiros. O índice de energia do S&P 500 atingiu o maior nível desde março de 2025, impulsionado pela valorização das ações de Exxon Mobil e Chevron.
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Foto: Arquivo Agrolink
A produção brasileira de soja deve atingir um novo recorde na safra 2025/26, com projeção de 177,6 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pela StoneX. O número representa uma leve alta de 0,2% em relação ao relatório anterior, de dezembro, mas um crescimento mais expressivo de 5,2% quando comparado à safra 2024/25.
O avanço foi puxado principalmente pelo ajuste na produtividade do Mato Grosso, maior produtor nacional. A consultoria revisou para cima as expectativas no estado, que agora deve colher 46,9 milhões de toneladas, aumento de 0,8% em relação à estimativa anterior. Ainda assim, o volume representa uma queda de 7,1% frente à safra anterior, impactada pelas adversidades climáticas.
Apesar da previsão otimista, o comportamento do clima segue como fator de risco. As condições meteorológicas foram favoráveis em dezembro, mas a irregularidade das chuvas e o calor intenso nas últimas semanas exigem monitoramento constante, especialmente nas áreas de plantio tardio.
Segundo a StoneX, a colheita já começou em algumas regiões, mas permanece limitada a áreas irrigadas, menos afetadas pelo estresse hídrico. A maior parte das lavouras depende de chuvas regulares até meados de março para garantir o potencial produtivo.
Com um consumo interno relativamente estável e leve alta na produção, os estoques finais de soja da temporada 2025/26 foram ajustados para cima, atingindo 4,6 milhões de toneladas.
O governo do México publicou na segunda-feira (5) as cotas de importação de carne bovina e carne suína que ficarão isentas de impostos. A medida complementa decisão adotada no fim de dezembro, quando ambas as proteínas foram retiradas do Paquete Contra la Inflación y la Carestia (Pacic), programa criado para conter a alta dos preços dos alimentos por meio da redução de tributos.
Para a carne suína, o volume liberado sem cobrança de imposto será de 51 mil toneladas. Já para a carne bovina, a cota isenta será de 70 mil toneladas. A validade das cotas vai até 31 de dezembro de 2026. Os volumes não são destinados a um país específico, valendo para todos os exportadores que vendem ao México, com exceção daqueles que mantêm acordos comerciais com o país.
Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou para o México 74,3 mil toneladas de carne suína e 113,2 mil toneladas de carne bovina. Em receita, as vendas somaram R$ 181,4 milhões no caso da carne suína e R$ 618,9 milhões para a carne bovina.
O analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, avalia que o cenário internacional caminha para uma nova fase de protecionismo. Segundo ele, diversos países tendem a aceitar pressões inflacionárias como forma de estimular a produção doméstica, recorrendo à definição de cotas para importações de carnes.
Após a China estabelecer limites e tarifas para a entrada de carne bovina, o México adotou estratégia semelhante ao fixar volumes máximos isentos de impostos para as importações de carne bovina e suína. Os volumes que ultrapassarem as cotas estabelecidas estarão sujeitos à cobrança de tarifas de 20% para a carne bovina e de 16% para a carne suína, percentuais oficialmente confirmados na segunda-feira.
Iglesias ressalta ainda que as cotas não são exclusivas para o Brasil e passam a valer para países que não possuem acordos de livre comércio com o México. Ele lembra que a expansão da produção de carnes, especialmente da carne bovina, não ocorre de forma imediata, o que pode gerar impactos relevantes no equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional.
O governo brasileiro voltou a condenar a ação armada dos Estados Unidos na Venezuela, assim como o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira dama Cilia Flores, no último sábado (3).
Durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) na segunda-feira (5), o embaixador Sérgio França Danese disse que a paz na América do Sul está em risco.
Segundo o diplomata, intervenções armadas anteriores no continente resultaram em regimes autoritários, violações de direitos humanos, mortes, prisões políticas, tortura e desaparecimentos forçados.
“O recurso à força em nossa região evoca capítulos da história que acreditávamos ter deixado para trás e coloca em risco o esforço coletivo de preservar a região como uma zona de paz”, declarou Danese.
“Reafirmamos com plena determinação o compromisso com a paz e a não intervenção em nossa região”.
Linha inaceitável
Para o Brasil, os Estados Unidos cruzaram uma “linha inaceitável” do ponto de vista do direito internacional. Danese afirmou que a ação norte-americana viola frontalmente normas das Nações Unidas.
“A Carta da ONU estabelece como pilar da ordem internacional a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo nas circunstâncias estritamente previstas. Essas normas não admitem que a exploração de recursos naturais ou econômicos justifique o uso da força ou a mudança ilegal de um governo”, disse Danese.
O representante brasileiro afirmou que o futuro da Venezuela deve ser decidido exclusivamente pelo seu povo, por meio do diálogo e sem interferência externa, dentro do marco do direito internacional.
“O mundo multipolar do século XXI, que promove a paz e a prosperidade, não deve ser confundido com esferas de influência. Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”, disse Danese.
Colômbia e Cuba
Outros países sul-americanos adotaram argumentos semelhantes ao do Brasil, ao condenar as ações dos Estados Unidos na Venezuela no último final de semana. Entre eles Colômbia e Cuba, ameaçados recentemente pelo presidente Donald Trump como possíveis novos alvos de Washington.
A embaixadora colombiana Leonor Zalabata Torres disse que os EUA violam o direito internacional e a soberania venezuelana.
“Não existe justificativa alguma, em nenhuma circunstância, para o uso unilateral da força nem para cometer um ato de agressão”, disse Torres.
A embaixadora alertou para os impactos humanitários e regionais da crise.
“Ações unilaterais contrárias ao direito internacional colocam em risco a estabilidade regional e agravam as já complexas condições da população civil, com efeitos devastadores que transcenderão as fronteiras soberanas da Venezuela”, disse Torres.
“A Colômbia tem sido e continuará sendo um receptor solidário da população venezuelana, mas um fluxo migratório massivo exigiria um esforço significativo de recursos e capacidades”, complementou.
O embaixador cubano Ernesto Soberón Guzmán acusou os Estados Unidos de terem como objetivo principal o controle da produção de petróleo venezuelano.
“O objetivo final dessa agressão não é a falsa narrativa de combate ao narcotráfico, mas o controle das terras e dos recursos naturais da Venezuela, como foi declarado aberta e descaradamente pelo presidente Trump e por seu secretário de Estado”, disse Guzmán.
“Falar em uma transição ‘segura e prudente’ significa, na visão dos Estados Unidos, impor um governo fantoche funcional a seus objetivos predatórios, particularmente o acesso irrestrito e a pilhagem dos recursos naturais que pertencem ao povo venezuelano”, complementou.
O diplomata também negou que o país atue de forma secreta no território venezuelano, como dito pelo governo estadunidense.
“Rejeitamos categoricamente as acusações de que Cuba mantém ativos de inteligência na Venezuela. Essas declarações não têm base factual e buscam desviar a atenção dos atos criminosos cometidos pelos Estados Unidos na região”, disse Guzmán.
Argentina
Um dos poucos países a se manifestar em defesa da ação militar dos Estados Unidos na Venezuela foi a Argentina. O embaixador na ONU Francisco Fabián Tropepi classificou o sequestro de Nicolás Maduro como um passo decisivo no combate ao narcoterrorismo e uma oportunidade para a restauração da democracia no país.
“A República Argentina confia que esses fatos representem um passo decisivo contra o narcoterrorismo que afeta a região e, ao mesmo tempo, abram uma etapa que permitirá ao povo venezuelano recuperar plenamente a democracia, o Estado de Direito e o respeito aos direitos humanos”, declarou o diplomata argentino.
Tropepi relembrou a concessão de asilo diplomático a seis líderes da oposição venezuelana em março de 2024 e a expulsão de diplomatas argentinos da Venezuela, depois que o governo de Buenos Aires reconheceu Edmundo González Urrutia como presidente eleito da Venezuela.
“Apesar das pressões, a República Argentina manteve sua convicção inabalável de continuar denunciando a situação na Venezuela e de atuar em todos os fóruns internacionais disponíveis”, disse Tropepi.