terça-feira, março 10, 2026

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Brasil registra recorde de bioinsumos em 2025


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou o balanço anual dos registros de agrotóxicos e afins concedidos ao longo de 2025, com dados consolidados no Ato nº 63 da Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins, publicado no Diário Oficial da União. O levantamento aponta um recorde histórico na liberação de produtos biológicos e destaca avanços na modernização do marco regulatório do setor.

De acordo com o Mapa, ao longo de 2025 foram concedidos registros para um ingrediente ativo de origem química inédito, além de 101 produtos equivalentes ou genéricos e 15 produtos classificados como bioinsumos. No total, o país encerrou o ano com 912 registros concedidos, dos quais 323 correspondem a produtos técnicos destinados exclusivamente ao uso industrial, sem comercialização direta ao agricultor. O destaque ficou para os bioinsumos, que somaram 162 registros, o maior número já registrado no Brasil, incluindo produtos formulados biológicos, microbiológicos, bioquímicos, extratos vegetais, reguladores de crescimento e semioquímicos, inclusive para uso na agricultura orgânica.

O balanço também registra a liberação de seis novos produtos técnicos inéditos e de 19 produtos formulados à base de ingredientes ativos novos, ampliando o portfólio fitossanitário disponível no país. Segundo o próprio texto, “a introdução de ingredientes ativos novos no mercado brasileiro representa um avanço estratégico para o fortalecimento da defesa fitossanitária e da competitividade agrícola”, ao ampliar os modos de ação disponíveis, fortalecer o manejo integrado de pragas e doenças e reduzir riscos de resistência.

Em 2025, foram incorporados ao mercado brasileiro os ingredientes ativos Ipflufenoquina, Fluoxastrobina, Fluazaindolizine, Isopirazam, Fenpropidin e Ciclobutrifluram. A inclusão dessas moléculas, conforme o documento, contribui para maior eficiência no controle fitossanitário, estimula a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico e reforça a posição do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

O Mapa informa que, do total de registros concedidos, predominaram os produtos equivalentes, cujo objetivo é ampliar a concorrência, assegurar o abastecimento e reduzir custos ao produtor rural. O ministério destaca ainda que parte relevante das liberações decorre de determinações judiciais relacionadas ao não cumprimento de prazos legais, incluindo processos protocolados originalmente em 2015 e 2016.

No campo regulatório, o órgão editou o Ato nº 62, de 22 de dezembro de 2025, com o objetivo de aumentar a transparência, a previsibilidade e a eficiência da análise. A norma uniformiza e centraliza o protocolo, a distribuição e a tramitação dos pedidos de registro e pós-registro. Desde 15 de setembro de 2025, todos os novos pleitos passaram a ser protocolados exclusivamente pelo Sistema Eletrônico de Informações do Mapa. O texto ressalta que “processos distribuídos antes dessa data mantêm seus fluxos originais, preservando a segurança jurídica”, e esclarece que a distribuição não substitui o pagamento das taxas de avaliação devidas a cada órgão competente.

O ministério também esclarece que o número de registros concedidos não está diretamente relacionado ao volume de defensivos aplicados no campo. Segundo o Mapa, “a demanda pelo uso desses insumos depende de fatores técnicos, como área cultivada, pressão de pragas, condições climáticas e sistemas de manejo”. Dados nacionais citados no balanço indicam que, em 2024, 58,6% das marcas comerciais de agrotóxicos químicos registradas e 13,6% dos ingredientes ativos não chegaram a ser comercializados.

O processo de registro de agrotóxicos no Brasil, conforme reforça o texto, é rigoroso e tripartite, envolvendo análises técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, do Ibama e do próprio Mapa. O registro final é concedido apenas após parecer favorável dos três órgãos, em conformidade com a legislação vigente. Em 2025, o Mapa também intensificou as ações de fiscalização e controle, com chamamentos públicos para atualização documental e revisão técnica de produtos. Foram publicados avisos envolvendo ingredientes ativos como Glifosato, 2,4-D, Glufosinato, Atrazina, Clofenapir, Acefato, Metomil e Epoxiconazol. Como resultado inicial dessas ações, o Ato nº 61, de 22 de dezembro de 2025, determinou a suspensão cautelar dos registros de 34 produtos agrotóxicos. No mesmo período, ações de fiscalização executadas pelo ministério resultaram na apreensão de 1.946 litros de agrotóxicos ilegais.

As iniciativas integram a agenda de aprimoramento regulatório iniciada com a Lei nº 14.785/2023. O Mapa informa que segue coordenando, em conjunto com a Anvisa e o Ibama, a implementação do Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica, previsto para lançamento em 2026.





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Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026


exportações empresas tarifaço

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Acima das expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

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Mercado do boi gordo volta a apresentar alta; veja as cotações


boi gordo preço em alta
Imagem gerada por IA

O mercado físico brasileiro do boi gordo volta a se deparar com o registro de alguns negócios acima da referência média.

De acordo com o consultor de Safras & Mercado, esse movimento é consequência do atual posicionamento das escalas de abate, exigindo uma postura mais agressiva por parte dos frigoríficos na compra de gado, em especial os de menor porte.

“O mercado não reúne condições para movimentos mais consistentes de alta no curtíssimo prazo. Haveria necessidade de um fato novo para justificar altas mais expressivas. A oferta de animais terminados a pasto segue restrita, situação que tende a mudar apenas no final do trimestre”, comenta.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 320,77 — ontem: R$ 321,00
  • Goiás: R$ 314,46 — R$ 312,86
  • Minas Gerais: R$ 315,29 — R$ 314,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,84 — R$ 312,50
  • Mato Grosso: R$ 301,53 — R$ 300,70

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com manutenção dos preços no decorrer da semana.

Segundo Iglesias, vale destacar que após o período de festividades o que se aguarda é a retração dos cortes de maior valor agregado (traseiro bovino), diante de um perfil de consumo que prioriza produtos mais acessíveis, a exemplo dos cortes do dianteiro bovino, carne de frango, ovos e embutidos em geral.

  • Quarto dianteiro: ainda está precificado a R$ 17,85 por quilo;
  • Quarto traseiro: segue cotado a R$ 25,40 por quilo;
  • Ponta de agulha: permanece no patamar de R$ 17,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,3808 para venda e a R$ 5,3788 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3627 e a máxima de R$ 5,4177.

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Clima extremo gera R$ 180 bi em perdas e agronegócio concentra 50% dos danos


calor e incêndios
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

As mudanças climáticas têm provocado prejuízos cada vez maiores no campo, no Brasil e no mundo. Levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o número de secas, enchentes e outros eventos climáticos extremos no Brasil saltou de 639 para 6.772 entre 2003 e 2023, um aumento de 960%.

De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), entre 2022 e 2024, os prejuízos causados por eventos climáticos no país somaram R$ 180 bilhões. Desse total, cerca de 50% ficaram concentrados no agronegócio.

Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a tendência é de agravamento desse cenário nos próximos anos. “Esses números não só podem continuar crescendo, como podem piorar”, alerta.

Segundo Müller, em 2025, as ondas de calor foram responsáveis pelos eventos mais letais no mundo. Na Europa, entre abril e junho, estimativas de serviços meteorológicos indicam entre 17 mil e 20 mil mortes associadas direta ou indiretamente ao calor extremo.

Países como Turquia registraram temperaturas de até 50,5 °C, enquanto Portugal, Espanha e Itália alcançaram máximas próximas de 46 °C. “Isso deve ocorrer com mais frequência nos próximos anos, porque quando essas ondas de calor vem, elas vêm com mais intensidade”, explica Müller.

De acordo com Müller, o aquecimento dos oceanos contribui para a intensificação desses fenômenos. Mesmo com a atuação do fenômeno La Niña, que trouxe algum alívio à América do Sul, não foi possível evitar ondas de calor registradas semanas atrás.

Müller destaca que eventos atípicos, como a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) fora de sua área habitual, são reflexo de um efeito em cadeia no sistema climático. “Nunca é só um motivo. Vai continuar mais quente e a Terra vai continuar buscando o equilíbrio e ele vem na forma de extremos”, afirma.

O que esperar para o futuro

Projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indicam que o planeta dificilmente conseguirá limitar o aquecimento a 1,5 °C. O cenário mais provável aponta para uma anomalia de até 3 °C até o fim do século, podendo chegar a 4 °C sem avanços em transição energética e sustentabilidade.

Dados da Organização Meteorológica Mundial apontam que nos próximos quatro anos, há 80% de chance de ter um ano tão quente quanto 2024. Segundo o meteorologista, temperaturas do ar acima de 43 °C podem elevar a temperatura do solo para até 60 °C, comprometendo o desenvolvimento de culturas como a soja.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

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Monitoramento da cerca elétrica garante segurança do rebanho; saiba por quê


Monitor digital de cerca elétrica. Foto: Divulgação/Tru-Test Datamars
Monitor digital de cerca elétrica. Foto: Divulgação/Tru-Test Datamars

Na pecuária moderna, o monitoramento da cerca elétrica é essencial para evitar a perda de pasto ou gado, como destacou o médico-veterinário Ernesto Coser no programa Giro do Boi. Essa prática pode fazer a diferença no controle do rebanho, na redução da manutenção e na segurança das propriedades rurais.

Com tecnologias cada vez mais acessíveis, os pecuaristas podem antecipar problemas e garantir que o choque esteja funcionando continuamente. Coser explica que monitorar a voltagem da cerca elétrica evita surpresas desagradáveis, como a ausência de choque, que pode resultar em gado quebrando cercas e invadindo lavouras, comprometendo o manejo planejado e cronogramas de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).

Confira:

Importância do monitoramento

O especialista sugere soluções simples, como instalar o eletrificador próximo às áreas de trabalho e fazer o perímetro da cerca “voltar ao ponto de origem”, o que facilita o acompanhamento. “Assim, o produtor não precisa ir até o fim da fazenda pra medir o choque”, afirma.

Com visores digitais, é possível verificar diariamente se a voltagem está adequada. Caso algo esteja errado, o controle remoto com indicador de falhas aponta onde está o problema, permitindo correções rápidas, sem a necessidade de idas constantes à sede da propriedade.

Inovações tecnológicas

A inovação vai além com eletrificadores que possuem Wi-Fi integrado a aplicativos de celular. Essas ferramentas otimizam o trabalho da equipe e evitam prejuízos silenciosos.

A leitura pontual e setorizada da voltagem, possibilitada por sistemas como o Fency Monitoring, permite que o produtor instale sensores ao longo da propriedade, criando uma rede inteligente que informa sobre a condição das cercas.

Esses dados ajudam o pecuarista a identificar tendências, reforçar pontos fracos e ajustar o sistema, aumentando a segurança e a eficiência no manejo do pasto. Com um sistema de monitoramento adequado, o produtor passa a confiar mais no choque, o que possibilita cercas mais leves, com menos fios e postes, resultando em economia e maior aproveitamento das áreas. “Quem domina a cerca elétrica tá proibido de perder pasto”, ressalta Coser.

Investir em potência e monitoramento é visto como uma estratégia para aumentar a produtividade com controle e tranquilidade, segundo o especialista.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Produtor ‘fora do jogo’: saiba os preços de soja em dia de negócios pontuais


O mercado brasileiro de soja teve um dia de negociações lentas, marcado por ofertas majoritariamente nominais e ausência de fechamento de negócios. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações seguem em processo de ajuste gradual para a safra 2026, sem estímulos que favoreçam a retomada das vendas.

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De acordo com o analista, nesta terça-feira (6), o produtor continua fora do mercado, já que os preços indicados a partir de fevereiro permanecem bem abaixo das pedidas. Ele destaca que não há movimentos favoráveis, apenas ajustes pontuais ao longo do dia, mantendo o mercado travado.

No ambiente externo, o dólar registrou queda, enquanto a soja negociada na Bolsa de Chicago perdeu força ao longo da tarde. Os prêmios tiveram apenas leve alta, sem impacto relevante sobre as cotações. No geral, o cenário segue de preços fracos, sem registro de movimentos consistentes.

Para as próximas semanas, a expectativa é de que a atenção do produtor se volte cada vez mais para o avanço da colheita, fator que tende a influenciar diretamente a dinâmica de comercialização no mercado físico.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 133,00 para R$ 128,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 113,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 116,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 132,00 para R$135,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 137,00

Contratos futuros de soja

No mercado internacional, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado não sustentou os ganhos iniciais, mesmo diante de relatos de novas compras chinesas de soja norte-americana. A ampla oferta global, a queda do petróleo e a valorização do dólar frente a outras moedas pressionaram as cotações no final da sessão.

A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques estratégicos, adquiriu cerca de 600 mil toneladas de soja dos Estados Unidos, com embarques previstos entre março e maio. Além disso, exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 336 mil toneladas de soja à China para a temporada 2025/26.

No comércio exterior brasileiro, as exportações de soja em grão somaram US$ 1,498 bilhão em dezembro, considerando 22 dias úteis. O volume embarcado alcançou 3,383 milhões de toneladas, com preço médio de US$ 442,80 por tonelada.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda, refletindo ajustes no mercado financeiro e contribuindo para o cenário de pressão sobre as cotações da soja no mercado interno.

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Com tarifaço de Trump, exportações para EUA caem 6,6% em 2025


Brasil; exportação
Foto: divulgação/Mapa

Em um ano marcado pelo tarifaço do governo Donald Trump, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, somando US$ 37,716 bilhões, ante US$ 40,368 bilhões registrados em 2024. Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

No sentido oposto, as importações de produtos norte-americanos cresceram 11,3% no ano passado, alcançando US$ 45,246 bilhões, contra US$ 40,652 bilhões no ano anterior.

Com a queda dos embarques e a alta das compras, o Brasil encerrou 2025 com déficit de US$ 7,530 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos.

Efeitos do tarifaço

O resultado reflete os efeitos do tarifaço imposto pelo governo do presidente Donald Trump. Em novembro, o mandatário norte-americano anunciou a retirada da tarifa adicional de 40% aplicada a uma série de produtos brasileiros. Ainda assim, conforme cálculos do próprio Mdic, 22% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 8,9 bilhões, continuam sujeitas às tarifas estabelecidas em julho.

Nesse grupo estão tanto produtos que pagam apenas a sobretaxa de 40% quanto aqueles que acumulam a tarifa extra com a taxa-base de 10%. Outros 15% das exportações, o equivalente a US$ 6,2 bilhões, seguem sujeitos apenas à tarifa de 10%.

Um total de 27%, cerca de US$ 10,9 bilhões, são atingidos pelas tarifas da Seção 232, que incidem sobre importações que os Estados Unidos consideram como ameaça à segurança nacional. Apenas 36% das vendas brasileiras ao mercado norte-americano estão livres de encargos adicionais.

Queda em dezembro

Mesmo após a retirada parcial das tarifas, as exportações brasileiras aos Estados Unidos caíram 7,2% em dezembro, totalizando US$ 3,449 bilhões, frente a US$ 3,717 bilhões no mesmo mês de 2024.

Foi a quinta queda consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano desde a imposição da sobretaxa de 50% anunciada em julho pelo governo Trump.

As importações de produtos estadunidenses, por sua vez, recuaram 1,5% em dezembro na comparação anual.

Negociações em aberto

Lula, Donald Trump, EUA
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a estratégia de negociação e diálogo com Washington.

Segundo ele, as conversas já resultaram na redução do número de produtos atingidos pelo tarifaço. “O trabalho de redução continua”, afirmou.

Alckmin também destacou que o governo busca melhorar as condições para os 22% da pauta exportadora ainda afetados pelas tarifas. Ele destacou as boas relações entre Lula e Trump.

“Em relação à questão comercial, o presidente Lula tem um bom relacionamento com o presidente Trump e pode avançar ainda mais. Podemos ter um ganha-ganha, tanto na questão tarifária, como não tarifária, em terras raras, datacenters. Podemos ter a aprovação da Redata [regime especial para centros de dados], que estimula investimentos. O Brasil tem energia abundante e renovável”, acrescentou Alckmin.

China e União Europeia

Enquanto as vendas aos Estados Unidos recuaram, o comércio brasileiro com outros parceiros avançou em 2025. As exportações para a China cresceram 6%, totalizando US$ 100,021 bilhões, ante US$ 94,372 bilhões em 2024.

Já as importações de produtos chineses subiram 11,5%, para US$ 70,930 bilhões, resultando em superávit de US$ 29,091 bilhões para o Brasil.

Já as exportações para a União Europeia aumentaram 3,2% no ano passado, somando US$ 49,810 bilhões. As importações do bloco cresceram 6,4%, para US$ 50,290 bilhões, o que gerou déficit de US$ 480 milhões.

Apenas em dezembro, mês marcado pelo adiamento da assinatura do acordo Mercosul–União Europeia, as exportações brasileiras ao bloco avançaram 39% na comparação com o mesmo mês de 2024.

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AgroNewsPolítica & Agro

Abertas inscrições para a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas


A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) abriu as inscrições para a 36ª Abertura Oficial da Colheita do arroz e Grãos em Terras Baixas, que será realizada de 24 a 26 de fevereiro, na Estação Terras Baixas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Clima Temperado, em Capão do Leão (RS).

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas de forma antecipada. O cadastro prévio permite acesso mais rápido ao evento e evita filas no credenciamento presencial, que será realizado por meio de leitura de QR Code.

Realizada em um cenário desafiador para a cadeia produtiva do arroz, a Abertura Oficial da Colheita mantém o papel de espaço para troca de informações, debate técnico e integração do setor. Ao longo de 35 edições anteriores, o evento acompanhou diferentes ciclos da atividade arrozeira, incluindo períodos de alta, estabilidade e retração da produção.

A expectativa da organização é receber cerca de 21 mil visitantes de diversas regiões do Brasil e do exterior. A programação prevê a participação de 230 expositores entre a Feira e o Roteiro Técnico, além de aproximadamente 50 Vitrines Tecnológicas voltadas a alternativas sustentáveis de rotação com o arroz, como soja, milho, sorgo e forrageiras.

O evento também contará com tecnologias direcionadas à eficiência no manejo da lavoura de arroz, com foco na aplicação prática no dia a dia de produtores, técnicos e equipes de campo. Estão previstas mais de 100 horas de conteúdo distribuídas entre o Auditório Frederico Costa, a Arena de Inovação, o Roteiro Técnico e os estandes da Embrapa e do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), entre outros espaços.

As Homenagens Pá do Arroz estão programadas para o dia 24 de fevereiro, às 18h30min. A cerimônia oficial de abertura da 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas ocorrerá no encerramento do evento, no dia 26, às 16h30min.

A programação completa será divulgada em breve e estará disponível no site www.colheitadoarroz.com.br. Mais informações podem ser obtidas nos canais oficiais da Federarroz.

 





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Atualização de cadastro da palma de óleo deve ser realizada até 31 de janeiro


palma de óleo
Foto: divulgação/Adepará

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) informa aos produtores que, desde 1º de janeiro, é obrigatório o cadastro das unidades produtivas de palma de óleo no estado.

A atualização dos dados referentes à safra de dendê de 2026 deve ser realizada até 31 de janeiro de 2026 em todas as unidades da Adepará.

Para realizar a atualização do cadastro, o produtor deve comparecer a uma Unidade Local de Sanidade Agropecuária (Ulsa) ou a um escritório da agência no município onde a propriedade rural está localizada.

Documentos necessários

No atendimento, é necessário apresentar cópias dos seguintes documentos:

  • Pessoa Física: RG e CPF;
  • Pessoa Jurídica: CNPJ e Contrato Social;
  • Comprovante de residência atualizado;
  • Comprovante de uso, posse ou propriedade da terra;
  • Número de telefone e e-mail válidos.

A atualização cadastral só será válida mediante a entrega das cópias completas dos documentos solicitados e a assinatura do produtor no formulário de atualização.

Não realização do cadastro

Produtores que não realizarem a atualização cadastral estarão impossibilitados de emitir a Guia de Trânsito Vegetal (GTV), o que significa que não poderão transitar com seus produtos até regularizarem a situação junto à Adepará. 

A medida visa garantir o controle da movimentação do dendê dentro do estado, assegurando que a cadeia produtiva continue operando dentro dos parâmetros legais e sanitários.

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Paraná tem mais de 80% das lavouras de soja em boas condições, aponta Deral


quebra safra paraná, chuvas
Lavouras de soja em Palotina e Terra Roxa receberam poucas chuvas e quebras podem chegar a 60%. Foto: Marco Bomm/TresBomm Agri

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou que a maior parte das lavouras de soja da primeira safra 2025/26 apresenta bom desempenho no estado.

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Classificações no estado

Segundo o departamento, o número de lavouras classificadas em boas condições é de 89%, enquanto 10% são consideradas regulares e apenas 1% se enquadra como ruim. A semeadura já foi concluída em 5,778 milhões de hectares, área praticamente estável em relação aos 5,770 milhões de hectares cultivados na safra 2024/25.

Quanto ao desenvolvimento das lavouras, 48% das áreas estão em frutificação, 34% em floração, 14% em crescimento vegetativo e 4% em maturação.

Em relação à semana anterior, os percentuais de condições das lavouras permaneciam os mesmos, com maior concentração das áreas em crescimento vegetativo, floração e frutificação.

Estimativa do Deral

RASC: Para a primeira safra de soja 2025/26 do estado, o Deral estima uma produção de 21,962 milhões de toneladas, volume cerca de 4% superior ao registrado na temporada 2024/25. A produtividade média projetada é de 3.802 quilos por hectare, acima dos 3.672 quilos observados no ciclo anterior.

Para a primeira safra de soja de 2025/26 no estado do Paraná, o Deral estima uma produção de 21,962 milhões de toneadas, volume cerca de 4% superior ao que já foi registrado na temporada anterior. A produtivida média é projetada em 3.

Para a primeira safra de soja 2025/26 no Paraná, o Deral estima uma produção de 21,962 milhões de toneladas, volume cerca de 4% superior ao registrado na temporada 2024/25. A produtividade média é projetada em 3.802 quilos por hectare, acima dos 3.672 quilos por hectare observados no ciclo anterior.

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